A sessão ordinária de ontem da Assembleia Legislativa do Estado foi marcada por amplos debates sobre a interdição dos dois terminais de ferrys boats, tanto na Ponta da Espera e no Cujupe. A princípio alguns parlamentares se mostraram surpresos, mas logo foram assimilando que toda problemática é antiga e por inúmeras vezes mereceu denúncias e cobranças, mas nunca houve um posicionamento responsável da Assembleia Legislativa do Estado, nem mesmo nos casos de acidentes que por pouco não causaram centenas de mortes.
Muito embora, a muitos deputados estaduais fazerem política na Baixada Maranhense, e um considerável número deles terem sido eleitos com votos da população conhecida por baixadeira, ninguém assumiu a defesa dos milhares de passageiros que usam diariamente o transporte aquaviário.
O governador Flavio Dino, através da MOB, tripudiou com a população, fazendo intervenções na Serviporto e abertamente procurou privilegiar a Internacional Marítima, o que se constituiu para dar celeridade a todos os problemas que culminaram com a interdição dos dois terminais, numa operação organizada pela Cooperativa de Transporte Alternativo da Baixada Maranhense.
Os senhores deputados antes de fazerem criticas aos gestores ou qualquer tipo de cobrança, devem olhar para as suas atuações e se situarem sobre o que os impediu de se manifestarem sobre o vergonhoso contrato resultante de uma “licitação”, que apontou como vencedores a empresa sucateada Internacional Marítima e uma tal de Celte, do Estado do Pará, que nunca operou com ferry boat e não tem nenhum para iniciar operação. Ele foi assinado ao apagar das luzes do ex-governador Flavio Dino, sem que houvesse qualquer contestação de algum deputado estadual. O povo da Baixada do Maranhão aponta o ex-governador Flavio Dino, como o maior responsável por todos os problemas nos últimos sete anos, quando procurou punir a população da Baixada Maranhense, não apenas no caso dos ferrys boats, mas também na falta de políticas pelo menos compensatórias para amenizar a fome e a miséria, e uma saúde mais para a morte do que para a vida, me afirmou hoje uma liderança do município de Pinheiro, que solicitou o anonimato temendo por represálias.
Fonte: AFD








