Onde estavam os deputados diante de toda a esculhambação nos serviços de ferry boat

A sessão ordinária de ontem da Assembleia Legislativa do Estado foi marcada por amplos debates sobre a interdição dos dois terminais de ferrys boats, tanto na Ponta da Espera e no Cujupe. A princípio alguns parlamentares se mostraram surpresos, mas logo foram assimilando que toda problemática é antiga e por inúmeras vezes mereceu denúncias e cobranças, mas nunca houve um posicionamento responsável da Assembleia Legislativa do Estado, nem mesmo nos casos de acidentes que por pouco não causaram centenas de mortes.

Muito embora, a muitos deputados estaduais fazerem política na Baixada Maranhense, e um considerável número deles terem sido eleitos com votos da população conhecida por baixadeira, ninguém assumiu a defesa dos milhares de passageiros que usam diariamente o transporte aquaviário.

O governador Flavio Dino, através da MOB, tripudiou com a população, fazendo intervenções na Serviporto e abertamente procurou privilegiar a Internacional Marítima, o que se constituiu para dar celeridade a todos os problemas que culminaram com a interdição dos dois terminais, numa operação organizada pela Cooperativa de Transporte Alternativo da Baixada Maranhense.

Os senhores deputados antes de fazerem criticas aos gestores ou qualquer tipo de cobrança, devem olhar para as suas atuações e se situarem sobre o que os impediu de se manifestarem sobre o vergonhoso contrato resultante de uma “licitação”, que apontou como vencedores a empresa sucateada Internacional Marítima e uma tal de Celte, do Estado do Pará, que nunca operou com ferry boat e não tem nenhum para iniciar operação. Ele foi assinado ao apagar das luzes do ex-governador Flavio Dino, sem que houvesse qualquer contestação de algum deputado estadual. O povo da Baixada do Maranhão aponta o ex-governador Flavio Dino, como o maior responsável por todos os problemas nos últimos sete anos, quando procurou punir a população da Baixada Maranhense, não apenas no caso dos ferrys boats, mas também na falta de políticas pelo menos compensatórias para amenizar a fome e a miséria,  e uma saúde mais para a morte do que para a vida, me afirmou hoje uma liderança do município de Pinheiro, que solicitou o anonimato temendo por represálias.

Fonte: AFD  

HempCare só tinha 10 meses quando levou R$48 milhões do Consórcio de Governadores do Nordeste

A empresa de produtos de maconha HempCare, contratada pelo Consórcio de Governadores do Nordeste por meio do governo da Bahia para fornecer 300 respiradores durante a pandemia, não chegou a completar um ano de criação quando fechou o negócio de R$48 milhões pagos por intermediação do governador Rui Costa (PT). Tudo sem licitação. E sem entregar a mercadoria. A empresa e o petista são investigados pela Polícia Federal. A HempCare foi registrada em junho de 2019 e apenas dez meses depois fez o “negócio da China”.

Para lá de suspeito

A empresa que vende produtos à base de maconha recebeu os R$48 milhões antes de assinar o contrato, como nunca na história deste País.

Costas Quentes

Um dos sócios da HempCare, Luiz Henrique Ramos Jovino, foi sócio de dois parentes do vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) em São Paulo.

Muito estranho

No registro da HempCare, o endereço em apartamento em condomínio residencial do Morumbi com muitos luxos e nenhum comércio.

Coluna do Claudio Humberto

 

Procon proíbe no DF o ‘suco’ Del Valle Fresh, da Coca Cola sem vestígios de frutas

Coca-Cola não poderá vender a bebida até fazer correções na publicidade. Na propaganda enganosa, garrafas do “suco” aparecem com frutas que não estão no preparo da bebida.

O Procon do Distrito Federal proibiu hoje (16) a venda da bebida Del Valle Fresh, produzida pela Coca-Cola do Brasil.

A decisão, que vale somente para a capital federal, foi tomada pelo órgão após aceitar uma denúncia Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) sobre a suposta divulgação de propaganda enganosa.

De acordo com o Procon, a rotulagem e a promoção comercial do produto dão a entender que a bebida é suco de fruta.

“A fiscalização do órgão constatou, após análise das informações no site da Del Valle e verificação in loco dos rótulos e dos anúncios publicitários nos supermercados, que os produtos Del Valle Fresh não possuem a quantidade mínima de fruta para serem considerados suco, néctar ou mesmo refresco”, argumenta o Procon.

Com a proibição, a Coca-Cola não poderá vender a bebida até que correções na apresentação e na publicidade sejam feitas.

Em nota à imprensa, a empresa declarou que seguirá as determinações do Procon e garantiu que a bebida nunca foi classificada como suco.

“A Coca-Cola informa que a ilustração no rótulo da linha Fresh da marca Del Valle reflete a matéria-prima presente na bebida. Em razão do seu compromisso de transparência com o consumidor, disponibiliza no respectivo rótulo todas as informações referentes à sua composição, incluindo a quantidade de suco presente no produto, em estrita observação à legislação brasileira vigente e normas regulamentadoras dos órgãos competentes da categoria. E ainda esclarece que os produtos da linha Fresh da marca Del Valle não são e nunca foram classificados como suco ou néctar.

A empresa garante que seguirá todas as determinações dos órgãos competentes”, diz nota da empresa.

Diário do Poder

 

Nota de Alerta do SINTSEP-MA

O SINTSEP alerta aos seus filiados para que não transfiram dinheiro para pessoas desconhecidas. os advogados da URV não ligam solicitando transferências de valores para as suas contas pessoais.

Caso receba alguma ligação suspeita, entre em contato com o SINTSEP através de seus canais oficiais.

Telefone: (98) 3015-8937/ 3013-5160

Whatsapp: (98) 99224-5199

A rendição do jornal Estadão: “Lula faz o eleitor de bobo”

O jornal Estadão resolveu dizer o óbvio e se entregar para a realidade. E fez isso em pleno Editorial da edição dominical.

“Lula faz o eleitor de bobo”, é o título do texto. O subtítulo é ainda mais contundente:

“Petista quer fazer o País acreditar que, se ele é ‘inocente’, então nunca houve o petrolão. Ao agir assim, e prometer ‘recuperar’ a Petrobrás depois que o PT quase a destruiu, é um insulto”.

E o texto é desmoralizante.

Vale a pena a transcrição de alguns trechos:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter recuperado seus direitos políticos após a anulação de suas condenações judiciais no âmbito da Operação Lava Jato, mas isso não significa, nem de longe, que ele tenha sido absolvido pela Justiça nem tampouco que possa apagar o passado, como tenta fazer ao inventar um discurso sobre a Petrobras nesta pré-campanha à Presidência da República. Ao agir assim, Lula trata como idiotas milhões de brasileiros que não se ajoelham sob o altar do PT e que lembram muito bem como o partido tomou a Petrobras de assalto para transformar a empresa em instrumento de política econômica e um centro privado de financiamento de campanha e enriquecimento ilícito.

Qualquer cidadão minimamente informado e que ainda seja capaz de analisar os fatos sem ter o raciocínio comprometido por paixões políticas sabe que a anulação das sentenças penais condenatórias de Lula se deu por razões de natureza processual, não de mérito.

(…).

Lula não foi “inocentado” de nada.

De forma muito ardilosa, Lula explora essa peculiaridade de sua situação jurídico-penal para tentar apagar o “petrolão” da história. O ex-presidente sabe que o “mensalão” e o “petrolão” serão temas incontornáveis em sua tentativa de voltar ao Palácio do Planalto. Logo, tenta induzir parte dos eleitores a acreditar que, se ele próprio não foi condenado pelo maior escândalo de corrupção da história do País, é porque não houve escândalo de corrupção algum. Simples assim.

Lula quer fazer o País acreditar que o “petrolão” não existiu e que ele, caso seja eleito, vai “recuperar a Petrobras”, sabe-se lá do quê. “Nós precisamos fazer com que a Petrobras volte a ser uma grande empresa nacional, uma das maiores do mundo”, disse Lula no discurso de lançamento de sua pré-candidatura, no dia 7 passado.

(…).

Lula também aposta na desinformação ao prometer “colocar a Petrobras a serviço do povo brasileiro”. Trata-se de uma falácia eleitoreira, no melhor cenário, ou de uma ameaça de intervenção, no pior. Embora a União seja sua maior acionista, a Petrobras não é uma empresa estatal pura, é uma empresa de economia mista e capital aberto. Presta-se, portanto, a atingir seus objetivos empresariais por meio de uma gestão eficiente, com vistas a remunerar os investimentos que recebe de seus acionistas. Não se presta a ser um instrumento de execução de políticas públicas que favoreçam governos de turno. A corrupção, sem dúvida alguma, causou enormes prejuízos à Petrobras e aos seus acionistas, mas foi a apropriação da empresa durante os governos petistas, os maus investimentos que foi obrigada a fazer e o sacrifício da boa administração em nome dos interesses eleitorais do PT que quase a levaram à bancarrota.

O Estadão

 

Flavio Dino critica Sérgio Moro para desviar a atenção da interdição dos serviços de ferrys boats

A população da Baixada Maranhense imputa ao ex-governador Flavio Dino, todos os problemas que impediram a resoluções dos problemas nos serviços aquaviários entre a Ponta da Espera e o Cujupe, prejudicando drasticamente a Baixada Maranhense. Os mais diversos segmentos sociais e produtivos que utilizam o transporte para o abastecimento comercial de dezenas de municípios, decidiram depois que os serviços normais de 06 embarcações diárias foram reduzidos a apenas a uma, fazerem um movimento e interditaram totalmente os portos da Ponta da Espera (São Luís) e o Cujupe (Baixada). Os manifestantes passaram a exigir a presença de alguém do Governo do Estado, que tenha credibilidade e respeito a Baixada Maranhense para entendimentos e uma posição séria e responsável quanto a regularização dos serviços.

O ex-governador Flavio Dino para sair do foco dos manifestantes que imputam a ele todos os problemas, hoje surgiu na mídia fazendo críticas a Sérgio Moro, mas não escapou da ira dos manifestantes, iniciando com o longo período de intervenção do Estado na empresa Serviporto e a vergonhosa licitação ao apagar das luzes do seu governo, em que apresentou como vencedores a empresa Internacional Marítima, totalmente sucateada e proprietária de dois ou três embarcações velhas e bastante conhecidas pelas panes mecânicas, inclusive com os casos em que ferrys lotados terem que abortar viagens. A outra, o ex-governador decidiu favorecer uma tal de Celte do Estado do Pará, que não tem e nem opera com ferry boat, limitando-se a fazer transportes e cargas através de balsas na região Amazônica.

A verdade é que o transporte hoje é feito de maneira bastante precária e que não atende as necessidades, registram as empresas de coletivos e de cargas. Assim como os ferrys boats estão sucateados, as estradas tanto federais como estaduais não são diferentes, criando uma situação lamentável de que o sucateamento é no Estado.

Os manifestantes aceitam no momento um serviço precário, mas organizado, enquanto seja feita uma nova licitação a nível nacional para servir com dignidade o povo da Baixada Maranhense.

Fonte: AFD 

Péssimos serviços e riscos de vidas leva a população a interditar terminais de ferry boats

Com os serviços altamente deficientes e a verdadeira esculhambação praticada pelo Governo do Estado, proprietários de coletivos, de caminhões de cargas, de veículos pequenos e passageiros decidiram se unir e interditar os terminais da Ponta da Espera e do Cujupe. Eles aguardam por alguém que tenha credibilidade e respeito dentro do governo para ser claro e objetivo, sobre quando haverá a regularização dos serviços, inclusive com novas embarcações que não sejam as atuais que colocam em risco de milhares de vidas todos os dias.

Alguns dos manifestantes pediam que o mentiroso Flavio Dino, como qualificaram o ex-governador, que vá ao local, conforme deixaram registrado, para falar sobre a licitação em que ele favoreceu vergonhosamente a empresa sucateada Internacional Marítima, que já opera no local com elevada deficiência e a Celte, do Estado do Pará que não tem nenhum ferry boat. Diante da qualificação dos vencedores, não se tem quaisquer dúvidas, de que tudo fez parte de um jogo de interesse do governo passado. Há necessidade urgente para a anulação da concorrência viciada, o que já deveria ter sido pedida pelo Ministério Público e pela gravidade do problema, a própria intervenção direta do Procurador Geral de Justiça.

Neste momento em que estamos lutando por direitos legítimos, não recebemos o apoio dos políticos, uma vez que por terem o rabo preso se escondem, o que mostra para a população que há necessidade urgente de mudanças, disseram as lideranças revoltadas.

                   Força Militar não impede o movimento

A MOB, instituição governamental que participa de maneira desonesta de toda esculhambação com informações mentirosas, concorreu decisivamente para a movimento de interdição, prometendo embarcações novas e que nunca aparecem. Para que se tenha uma dimensão do descrédito é que no dia ontem, nenhum coletivo conseguiu fazer a travessia, denunciaram os motoristas, que inclusive lamentaram a situação dos passageiros.

O Governo do Estado destinou para o local um forte contingente armado, que a princípio tentou intimidar os manifestantes, mas como a forte revolta, tentaram uma negociação e receberam como resposta, de que querem no local, alguém que tenha credibilidade e que possa efetivamente acabar de vez com o jogo de empurra, uma vez que o poder público está banalizando milhares de vidas, que podem ser perdidas em acidentes de graves proporções. Como cidadãos temos direitos a um transporte de qualidade e garantia das nossas integridades físicas, que infelizmente o Governo do Estado tripudia da população e os órgãos de fiscalizações e controle seguem o mesmo caminho. Isso ocorre em pleno período eleitoral, avaliemos se não fosse, a esculhambação seria imprevisível, afirmaram os manifestantes.

Fonte: AFD

Além dos R$ 4,9 bilhões para o ‘fundão eleitoral’, inventaram ‘vaquinhas virtuais’

Desde ontem (15), os pré-candidatos ainda nem sequer tiveram seus nomes referendados pelos respectivos partidos, mas já estão autorizados à picaretagem da “campanha prévia de financiamento coletivo”, a chamada “vaquinha virtual” ou crowdfunding, numa demonstração de que a classe política parece dispostas a avançar no bolso dos cidadãos.

Pelas regras eleitorais, a arrecadação será feita por “empresas especializadas” cadastradas previamente na Justiça Eleitoral, apesar dos R$4,9 bilhões já retirados do bolso dos pagadores de impostos para bancar a campanha eleitoral deste ano.

Os recursos serão liberados após o pedido de registro de candidatura, à obtenção de CNPJ e a abertura de conta bancária. A “vaquinha virtual” garante a continuidade da velha picaretagem de registrar candidatura para ganhar dinheiro e não para disputar seriamente qualquer mandato.

Durante a campanha de arrecadação, os pré-candidatos não poderão fazer pedidos de votos e propaganda eleitoral antecipada.

Quem pode doar

Somente pessoas físicas podem doar. Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não existe limite de valor a ser recebido pela modalidade de financiamento coletivo.

As doações de valores iguais ou superiores a R$ 1.064,10 somente podem ser recebidas mediante transferência eletrônica ou cheque cruzado e nominal. Essa regra deve ser observada, inclusive na hipótese de contribuições sucessivas realizadas por um mesmo doador em um mesmo dia.

Prestação de contas

A emissão de recibos é obrigatória em todo tipo de contribuição recebida, seja em dinheiro ou cartão. Isso é feito para possibilitar o controle pelo Ministério Público e Judiciário.

A empresa arrecadadora também deve disponibilizar em site a lista com a identificação dos doadores e das respectivas quantias doadas, a ser atualizada instantaneamente a cada nova contribuição, bem como informar os candidatos e os eleitores sobre as taxas administrativas a serem cobradas pela realização do serviço.

Todas as doações recebidas mediante financiamento coletivo deverão ser lançadas individualmente pelo valor bruto na prestação de contas de campanha eleitoral de candidatos e partidos políticos.

Regulamentação

A modalidade de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais foi regulamentada pela reforma eleitoral de 2017 e utilizada nas Eleições Gerais de 2018 e nas Municipais de 2020. A reforma de 2017 também proibiu a doação de empresas para candidatos. A vaquinha, ganhou, então, força para aumentar o montante para as campanhas eleitorais, somadas às doações de pessoas físicas e aos recursos públicos, procedentes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que neste ano tem previsão de R$ 4,9 bilhões.

Segundo dados do TSE, nas eleições de 2018, na primeira vez que as vaquinhas foram realizadas, foram arrecadados aproximadamente R$ 19,7 milhões por meio de financiamento coletivo. Nas eleições de 2020, foram arrecadados R$ 15,8 milhões.

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno para a disputa presidencial e aos governos estaduais será em 30 de outubro.

(Com informações da Agência Brasil).

 

Magistrada dá resposta certeira a Alexandre de Moraes com conceito de liberdade

O ministro Alexandre de Moraes, recentemente disse o seguinte: “A internet deu voz aos imbecis”.

A juíza Ludmila Lins Gril tornou-se bastante conhecida e ganhou respeitabilidade por suas posições coerentes e destemidas. Sobre a declaração de Moraes, Ludmila manifestou sua concordância com o que foi dito, entretanto, fez uma ponderação crucial:

– “A internet deu voz a imbecis”. Concordo, mas é necessário ressaltar uma coisa: liberdade é justamente o direito de falar o que quiser, inclusive imbecilidades, sem que algum iluminado se sinta no direito de te calar porque não gostou do que você disse.

Jornal da Cidade Online

A resposta de um “imbecil da internet” ao nobre ministro Alexandre de Moraes

Ministro,

Antes do que vou escrever e quem sabe, por remota hipótese, chegar ao seu conhecimento, vou me apresentar. Não me considero nenhum “imbecil”, embora eu seja pela sua régua.

Sou Mestre e Doutor em Direito pela PUC/SP, com graduação em Direito e Administração.

Tenho 8 livros publicados e inúmeros artigos e capítulos em livros de autoria coletiva, incluindo comentários à Constituição Federal.

Sou também professor titular em curso de mestrado e professor de Direito há 25 anos.

Leciono no curso de graduação em Direito na mesma Universidade que o senhor lecionava até ser nomeado para o nobre cargo de Ministro do STF.

Já sentamos lado a lado na sala dos professores inúmeras vezes.

E, nessa condição – talvez de “imbecil” para o senhor – tenho feito, sim, críticas jurídicas severas à sua atuação como ministro e à própria atuação do Tribunal que o senhor compõe.

Aliás, suas últimas decisões tem sido um rico material de debate nas minhas aulas, na Universidade, sobre como o ativismo e a interpretação criativa podem ser desastrosos para o objetivo do Direito que é a “paz social”.

A insegurança jurídica que o tribunal que o senhor compõe e que suas decisões indicam, na minha opinião, contrariam, à toda evidência, o Estado Democrático de Direito.

As liberdades individuais estão sendo aniquiladas sem que haja a quem recorrer.

Evidentemente não são carta branca para injúria, difamação ou calúnia.

Mesmo assim, limites que são ultrapassados não permitem, de forma alguma, sob qualquer pretexto, inclusive de acordo com as suas obras de Direito Constitucional que são muito boas e o senhor mesmo deveria seguir – e não está, na minha opinião, seguindo – a perseguição implacável a um espectro ideológico que tem sim o direito constitucional de manifestar a sua opinião e o seu descontentamento com a falta de transparência do processo eleitoral, mesmo com opiniões e descontentamentos “infundados”.

E o caso do Deputado? Não é novidade que o Parlamentar que o seu voto condenou – e o Presidente deu a graça – extrapolou.

Mas vamos à sua obra “Direito Constitucional”, 23a ed., p. 437:

“A Constituição Federal prevê serem os deputados e senadores invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos (art. 53, caput), no que doutrina denomina imunidade material ou inviolabilidade parlamentar. A imunidade material implica subtração da responsabilidade penal, civil, disciplinar ou política do parlamentar por suas opiniões, palavras e votos. Explica Nélson Hungria que, nas suas opiniões, palavras ou votos, jamais se poderá identificar, por parte do parlamentar, qualquer dos chamados crimes de opinião ou crimes da palavra, como os crimes contra a honra, incitamento a crime, apologia de criminoso, vilipêndio oral a culto religioso etc., pois a imunidade material exclui o crime nos casos admitidos; o fato típico deixa de constituir crime, porque a norma constitucional afasta, para a hipótese, a incidência da norma penal.”

O que houve, Ministro, para o senhor ignorar completamente o que o ssenhor mesmo escreveu?

Um colega seu, na Universidade, bem diagnosticou o que está havendo: disse ele, como experiente Desembargador que é, que o senhor está julgando com o fígado e não com o cérebro e isso não pode mesmo dar certo.

Muito preocupante, por fim, o vilipêndio que o seu tribunal vem, diuturnamente, praticando, na minha opinião, contra as liberdades individuais, contra o Estado Democrático de Direito, contra a própria Constituição que deveria zelar e contra o Brasil.

Essas são as palavras e a opinião de um “imbecil” da internet que, deixo bem claro, sou eu segundo a sua definição.

Luis Antonio Scavone Junior

Publicado originalmente no perfil do autor no Facebook.