As frustrações das previsões de Roseana Sarney

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Um registro incomum de Roseana Sarney. Ela na verdade queria que a mãe da criança visualizasse os santinhos colocados na sua blusa.

  A governadora Roseana Sarney conseguiu somar inúmeras frustrações no pleito de ontem. Apesar de ter a convicta certeza da derrota do seu candidato Lobão Filho, não previa que a diferença chegasse próximo dos novecentos mil votos, o que se constituiu em resposta da população às mazelas dos grupos Sarney e Lobão e a corrupção que tem sido o carro-chefe da sua administração. A segunda foi marcada pela absoluta garantia que tinha da eleição de Gastão Vieira. Por quase duzentos mil votos de diferença, ele vai cantar em outra freguesia, se tornando vítima da sua própria deslealdade com os companheiros do PT e muito mais com o povo do Maranhão. A terceira foi dupla, primeiro que a todo custo queria que Sarney Filho fosse o deputado federal mais votado, o mesmo com Andréa Murad, como deputado estadual. Nenhum deles conseguiu transformar o sonho dela em realidade. A governadora amargou também outra derrota, não conseguiu reeleger do antigo genro Carlos Filho, que vai ter que abandonar a profissão de politico com mandato.

      Se a governadora Roseana Sarney tivesse um mínimo de discernimento para analisar as perversidades praticadas nas duas semanas que antecederam o pleito, com certeza iria ter vergonha de fazer acusações criminosas a Flávio Dino, quanto ao envolvimento dele com bandidos e incêndios a coletivos. Ela que o conhece e a sua família, poderia ter vários caminhos para tentar agredi-lo, menos o que utilizou por não haver qualquer fragmento para tal iniciativa, assumindo total responsabilidade às articulações caluniosas, difamatórias e injuriosas.Ele, pelo contrário tem elementos suficientes para acusá-la de ser a maior responsável pelos 86 assassinatos e mais de 120 fugas de presos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, que causaram duas barbáries e incêndios em coletivos, resultandoem mortes e ferimentos graves em outras pessoas. A violação ao domicílio do presidente do TCE, Edmar Cutrim foi uma atitude de desespero e criminosa, que ela deve responder judicialmente.A verdade é que Roseana Sarney vai precisar de várias equipes de advogados para defendê-la sem mandato e muito do dinheiro que acumulou ao longo dos seus mandatos deverão ser utilizados para fazer a sua defesa, principalmente nos crimes de corrupção.

A governadora Roseana Sarney, que deve ser indiciada em processo pela Justiça Federal decorrente das revelações do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto e do doleiro Alberto Youssef, que a envolvem em corrupção por ter recebido” benefícios pecuniários”  O temor de  que possa vir a ser impedida pela Justiça Federal de morar por um período no exterior e mais precisamente na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, começou a tirar o seu sono.

A eleição do cabo Campos foi fruto da organização e da luta de soldados, cabos e sargentos da Policia Militar

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 A eleição do cabo Campos, da Policia Militar, como deputado estadual foi uma demonstração clara e objetiva de que a organização, a luta e o compromisso de classe quando feito dentro de princípios e valores, os resultados podem até não virem no primeiro momento, mas com a preservação e a determinação eles chegarão com vitória. Como uma das expressivas lideranças dentro da Policia Militar, o cabo Campos liderou movimentos em defesa de direitos e da dignidade humana de soldados, cabos e sargentos e pagou caro pelas ocupações da Assembleia Legislativa do Estado e da Câmara Municipal. Não se intimidou pelas ameaças e chegou a ser preso por influencia de alguns deputados e autorização do Palácio dos Leões, e foi indiciado em inquéritos dentro da corporação e denunciado em processos na Justiça Militar. Apesar das pressões e das tentativas de acordos para desistir e levar o seu grupo a arrefecer da luta, repeliu a todos.

     A reflexão da sua luta no legislativo estadual encontrou eco nas palavras da deputada Eliziane Gama e posteriormente contou com a solidariedade dos deputados Bira do Pindaré e Raimundo Cutrim, que tiveram que enfrentar a bancada do Palácio dos Leões, que queria até mesmo a expulsão do cabo da Policia Militar.

    Nesta eleição era visto como uma espécie de bucha de canhão para conseguir votos para eleger candidatos da coligação. A sua candidatura foi abraçada pelos seus colegas e companheiros militares e com quase 20 mil votos foi eleito deputado estadual. A partir de janeiro será um dos novos parlamentares, com uma referência bastante objetiva, que vem da base, não só para lutar por direitos e dignidade dos militares, mas dos pobres e excluídos, onde também foi buscar apoio.

     A eleição do cabo Campos vem sendo bastante comemorada entre os colegas militares e em comunidades da capital e nas mais longínquas do nosso Estado

Oposição no Maranhão: Dino vence e acaba com ciclo de poder dos Sarney

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Candidato da oposição, o ex-juiz federal Flávio Dino (PC do B) foi eleito governador do Maranhão neste domingo (5), numa eleição que encerra um ciclo de quase 50 anos de poder no Estado do grupo político do senador José Sarney (PMDB-AP).

O vencedor no pleito ficou 63,52% dos votos. Edison Lobão Filho (PMDB), apoiado pela família Sarney, teve 33,69% e ficou em segundo lugar.

Advogado e ex-presidente da Embratur, Dino liderou as pesquisas com folga durante toda a campanha.

Na manhã, ao votar em São Luís, Dino comparou sua provável vitória à campanha das Diretas Já, em 1984, quando iniciou sua militância política.

À noite, após a confirmação da vitória, disse: “Hoje viramos a página do passado. Nosso Estado finalmente entra no século 21. Vamos viver a partir de agora ares verdadeiramente democráticos e republicanos”.

Ele homenageou o pai, Sálvio Dino, 84, que teve o mandato de deputado estadual cassado em 1964 “sob a acusação de ser comunista”. “Nós vencemos, pai, os comunistas venceram.”

“Quero mandar um recado para todos os fascistas do Brasil: um partido comunista vai governar um Estado brasileiro. Será interessante ver ser aplicada pela primeira vez uma experiência de governo democrático e popular baseado na soberania dos pobres.”

Dino chorou ao se lembrar do filho Marcelo, morto em 2012, aos 13 anos, após se internar em um hospital privado de Brasília com uma crise de asma.

“Superei o mais duro golpe que um pai pode receber. Claro que estou feliz de receber milhares de abraços, mas falta um abraço. Cada criança que abracei era a vida do meu filho que estava em jogo.”

Ele prometeu anunciar após a posse um pacote de medidas de probidade e transparência eum outro com “providências especiais” para as 20 cidades com os menores IDH (índice de Desenvolvimento Humano do Estado).

“Vamos romper com o patrimonialismo que canibaliza os recursos públicos, tirar nosso Estado das páginas policiais e melhorar os indicadores sociais”, completou.

Derrotado no primeiro turno pela governadora Roseana Sarney em 2010, Dino fez neste ano uma aliança pragmática para evitar nova derrota. Reuniu os principais partidos da oposição e antigos aliados da chamada “oligarquia”, como o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), que rompeu com Sarney em 2004.

O deputado estadual Marcelo Tavares (PSB), sobrinho de José Reinaldo, foi um dos coordenadores de sua campanha e deve ter destaque no novo governo.

A aliança de nove partidos contou ainda com o PSDB, em acordo articulado com o aval do presidenciável Aécio Neves, que visitou o Estado e esteve com Dino em agosto.

Mesmo com essa coligação, o comunista teve menos tempo de TV durante a propaganda eleitoral gratuita: 5min59s contra 9min31s de Lobão Filho.

A diferença se explica pela coligação do peemedebista, com 18 partidos. Dino, contudo, havia investido mais. Sua campanha declarou R$ 5,6 milhões em despesas contra R$ 3,3 milhões de Lobão Filho, segundo a prestação parcial de contas mais recente.

PALANQUE TRIPLO
Apesar da marca forte como “candidato da oposição”, Dino teve uma particularidade no Estado. Ele dizia ter apoio dos três principais postulantes ao Planalto, já que o PC do B é aliado dos petistas nacionalmente, o seu vice é do PSDB de Aécio Neves e o candidato ao Senado é do PSB de Marina Silva.

Nesse cenário, o candidato do PC do B não declarou em quem votou para presidente. O PT apoiou Lobão Filho por imposição do comando nacional da sigla, mas uma ala do partido fazia campanha para Dino.

Na reta final, a presidente Dilma Rousseff autorizou a distribuição de material com sua foto ao lado do comunista, que presidiu a Embratur em seu mandato. Ela não gravou para Lobão Filho, que exibiu em seu programa de TV apenas o depoimento do ex-presidente Lula.

Além de pregar o fim da “oligarquia”, Dino apresentou como principais promessas de campanha versões locais de programas do governo federal, como o Mais Médicos estadual, o “Minha Casa Meu Maranhão” e uma complementação do Bolsa Família, que ele comparava a um 13º salário, para a compra de material escolar.

RIVAL SEM ROSTO

Aliados e até adversários afirmam que Dino se beneficiou de um sentimento por “mudança” que dominou a campanha eleitoral no Estado.

“Nosso adversário não tinha um rosto. Havia um sentimento da população, e o Flávio conseguiu se apresentar como condutor dessa mudança”, disse o ex-ministro Gastão Vieira (PMDB), que disputou o Senado na chapa de Lobão Filho.

O próprio candidato do PMDB, embora defendesse o legado de Roseana e da família Sarney, também evitou se apresentar como representante da continuidade.

Ao votar, no início da manhã, no centro de São Luís, Lobão Filho disse que o “ciclo da família Sarney” estava se encerrando pela decisão de seus dois principais representantes –Roseana e Sarney– de não se candidatarem mais a cargos eletivos.

O ex-presidente abriu mão de concorrer a um novo mandato de senador pelo Amapá, e Roseana preferiu concluir o mandato, desistindo de disputar a vaga para o Senado.

Fonte: Com informações da Folha de São Paulo

Publicado Por: Manoel José

“Precisamos insistir mais no vínculo entre a família e a justiça social”, adverte teóloga

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As famílias deveriam lutar por direitos e justiça social

Não apenas os anticoncepcionais, as segundas uniões, a sexualidade… Os padres sinodais poderiam refletir sobre a maneira como as famílias católicas aplicam seriamente os ensinamentos sociais da Igreja “em suas decisões sobre o que comprar ou não comprar, quanto dinheiro gastar, quanto tempo dedicar ao serviço dos pobres (no lugar do esporte, da música, da dança, do entretenimento)”. Mulher, esposa, mãe de três crianças, teóloga estadunidense, Julie HanlonRubio é professora de Ética cristã na Saint Louis University e também escreveu um livro sobre as decisões cotidianas que uma família cristã deve tomar todos os dias. O livro se chama “Family Ethics” (publicado pela Georgetown University Press). Em vista do Sínodo extraordinário sobre a família, que começa na próxima segunda-feira, diz-se “com esperança, mas realista”. Não espera nenhuma revolução magisterial. Mas, está consciente de que a família, lugar de amores e dores (“A vida familiar é complexa”), deve ser sustentada e acompanha pela Igreja. Inclusive, porque “se as famílias se sentem apoiadas pela Igreja, poderiam estar mais dispostas a receber seus desafios”.

A questão sobre a comunhão aos divorciados em segunda união “parece ser central no Sínodo”, responde Rubio. “O cardeal Kasper argumentou em favor da misericórdia. No livro “Evangelho da família”, afirma que na Igreja primitiva era comum “uma prática de tolerância pastoral, clemência e paciência após um período de penitência”. Outros cardeais estão lhe desafiando publicamente. Muitos consideram que a postura de Kasper é bem vista pelo Papa. Claro, a misericórdia é central no ensinamento do Papa Francisco (“Evangeliigaudium”, 44). A ideia do Papa Francisco de que Deus trabalha em cada um de nós, “para além de nossos defeitos e de nossas quedas”, sugere que talvez devêssemos preservar a ideia da eucaristia, mas também deixar espaços para a imperfeição”.

A entrevista é de IacopoScaramuzzi, publicada por VaticanInsider

Eis a entrevista.

Como mulher, como esposa, como mãe e teóloga, o que espera dos dois Sínodos sobre a família, do ponto de vista do método e do mérito? Como a Igreja poderia ser após 2015?

Assim como muitos nos Estados Unidos, tenho esperança, mas sou realista. Não espero que os ensinamentos morais da Igreja mudem. Espero três coisas. Primeira: uma melhor forma de falar sobre o matrimônio. Leigos, teólogos casados em todo o mundo escreveram magnificamente sobre o matrimônio e sobre a vida familiar. Enquanto os ensinamentos oficiais católicos sobre o matrimônio podem, muitas vezes, parecer muito abstratos, os teólogos casados são capazes de apreciar as alegrias e as lutas do matrimônio como uma realidade vivida. É importante que comuniquem o que é difícil nas relações com outra pessoa, durante toda a vida. O matrimônio já não é tão óbvio. São necessários argumentos a favor. Aqueles que o vivem devem falar teologicamente sobre suas experiências. Segunda: um melhor cuidado pastoral para com as famílias. As famílias católicas são díspares (por exemplo, pais solteiros, divorciados, casais mistos, divorciados em segunda união, homossexuais…). As paróquias deveriam ser capazes de encontrar vias para acolher todas as famílias, respeitando seus pontos de força. O ensinamento da Igreja sobre o matrimônio e a família pode ser uma fonte de culpa e de distanciamento. O cuidado pastoral, ao contrário, deveria convidar as pessoas a ver a Deus no cotidiano da própria casa. Terceira: uma maior ênfase na doutrina social católica e da família. Ainda que a maior parte das pessoas relacione a teologia católica sobre a família com a ética sexual, nossa teologia se interessa também pela ética social. O Papa Francisco convidou os cristãos (em especial, aos que levam uma vida religiosa) a se sacrificarem pelo bem dos pobres e dos fracos. Gostaria muito que o Sínodo chamasse as famílias que possuem condições para que examinem seus estilos de vida e para que façam maiores sacrifícios. Precisamos insistir mais no vínculo entre a família e a justiça social.

Muitos católicos não compreendem e não aceitam o ensinamento da Igreja sobre a sexualidade (por exemplo, sobre os anticoncepcionais), a moral ou a família. Como enfrentar esta questão? Renunciando? Comunicando e explicando melhor? Mudando as regras?

O Papa Francisco enfatiza que a Igreja não deveria começar pelo mais difícil da fé, mas, sim, ao contrário, deveria dar prioridade ao coração da tradição: o discipulado. Obviamente, uma melhor comunicação é importante, bem como escutar as famílias para poder levar em consideração atitudes apropriadas. No entanto, a Igreja poderia fazer um “bom negócio” simplesmente falando menos sobre os ensinamentos mais controvertidos e concentrando a própria atenção sobre o valor duradouro do matrimônio. Por exemplo, em muitas paróquias os únicos programas para a família são cursos ou conferências de educação religiosa, preparação sacramental e planejamento familiar natural. Gostaria de ver maior espaço para os casados, para que falassem do matrimônio e da paternidade. Há muito espaço para o testemunho, o apoio e a colaboração.

Você escreveu o livro “Family Ethics”, no qual explica que as “decisões morais ordinárias” (em relação ao sexo, dinheiro, comida, espiritualidade e serviço) são “complicadas, influentes e merecem atenção”. O que recomendaria aos padres sinodais?

É importante reconhecer todas as decisões morais que as pessoas tomam na própria vida familiar. As questões sexuais não são as únicas questões morais. Inclusive, na ética sexual, os anticonceptivos são apenas um aspecto. Na realidade, há muitas formas pelas quais casados podem se prejudicar reciprocamente ou fracassar no amor. Se as famílias se sentem apoiadas pela Igreja (como apontei nas respostas anteriores), poderiam estar mais dispostas a aceitar os desafios da Igreja. O Papa Francisco escreve: “Todo cristão e toda comunidade são chamados a serem instrumentos de Deus para a libertação e a promoção dos pobres, para que possam se integrar plenamente na sociedade; isto supõe que sejamos dóceis e que escutemos o grito do pobre e o socorramos” (“Evangeliigaudium”, 187). Não poderiam os padres sinodais levar a sério este desafio nas decisões das famílias sobre o que comprar ou não comprar, quanto dinheiro gastar, quanto tempo dedicar ao serviço dos pobres (no lugar do esporte, da música, da dança, do entretenimento)?

Ainda que a família seja, no magistério, uma Igreja doméstica, a Bíblia está cheia de exemplos de violência, de traições, abandonos… O que significa de um ponto de vista teológico? Qual é a indicação pastoral para nossa época?

Há histórias de vários tipos de família na Bíblia, além dos ensinamentos sobre o que é o ideal. Acredito que podemos concluir disso a ideia de que a família pode ser um lugar tanto de grande amor e bondade, como de maldade e dor. Isto é tão certo hoje como também era nos tempos bíblicos. É importante não ignorar todas as formas pelas quais as pessoas nas famílias se prejudicam (por exemplo, abusos físicos, violência sexual, infidelidade) ou que fracassam no amor recíproco. A vida em família é complexa. Dizer que a família é uma Igreja doméstica não significa que seja perfeita, mas, sim, que deve aspirar a um fim mais elevado, que vá além de suas necessidades. Como a Igreja em seu conjunto, as famílias (imperfeitas e santas como são) devem servir a Deus no mundo.

Desejo de mudar demonstrado nos protestos não se refletiu em pesquisas

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Médicos fizeram manifestação pelo Centro de São Luís em protesto. (Foto: Ricardo Gama)

O sentimento que mobilizou milhares de brasileiros nas manifestações de junho de 2013 permanece vivo e poderá aflorar novamente em 2015. As últimas pesquisas do Ibope mostram que, nas vésperas das eleições, 67% dos eleitores desejam mudanças, índice maior que o registrado na média de 2013, quando 62% das pessoas expressavam esse desejo.

A reportagem é de Thiago Herdy

Análise dos números do Ibope mostra que a curva de registro desse sentimento, neste ano, acompanhou o crescimento da intenção de votos da atual presidente da República, Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição. Para o cientista político Marco Aurélio Nogueira, da Unesp, a aparente contradição é culpa dos candidatos da oposição, que não teriam sido, até aqui, “vigorosos” na tentativa de mostrar e propor uma ampliação das vantagens sociais e econômicas do país: — As pessoas podem ao mesmo tempo querer mudar e ser conservadoras em seu voto. Não houve, entre os candidatos presidenciais, vozes que conseguissem dialogar com o sentimento de mudança do ponto de vista mais progressista.

Para o especialista, não se trata apenas de uma questão nacional. Prova disso seria o caso de São Paulo, um dos principais focos dos protestos e estado onde o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deverá ser eleito no primeiro turno. — Você tem um país propenso à mudança, mas que não se sente seguro para mudar, passou a ter medo de perder o que ganhou ou conseguiu acumular ao longo dos últimos anos — completa o cientista político.

Nogueira acredita que “a bomba de 2013 não foi desativada, todos os fatores (daquele período) continuam postos à mesa”. Se Dilma ganha, oposições poderão articular uma nova maneira de atuar a partir de 2015, botando mais pressão sobre o governo, acredita. Se perde, pressão petista também não faltará.

O sociólogo e cientista político Rudá Ricci também acredita que o descontentamento “com a estrutura do sistema partidário” permanece em 2015, independentemente do resultado eleitoral. Ele prevê queda da popularidade de eleitos no início do próximo ano e incremento das lutas sindicais e urbanas. Ele explica que o voto na continuidade, apesar do desejo de mudança, seria a expressão do conceito sociológico de “voto cínico”.

— É um voto no candidato mais seguro, que não causa empatia, apenas te prejudica menos ou oferece alguma vantagem a você. É um voto diferente do ideológico, do clientelista e, principalmente, do cidadão ativo — afirma Ricci.

O índice mais alto de desejo de mudança deste ano, de 73% dos entrevistados, foi registrado há menos de 15 dias das eleições, na última semana de setembro. É um valor próximo da média de 2002 (75%), ano em que Lula foi eleito presidente.

Para a socióloga Fátima Pacheco Jordão, não há contradição na manutenção dos votos em Dilma e o pedido por mudanças, na medida em que a metodologia do Ibope soma diferentes categorias de pedido por mudança, como pessoas que desejam alterações radicais e parciais: — O grau de mudança radical e total continua baixo. Dilma tem pouca penetração entre essas pessoas. Mas, se você analisa os outros segmentos, mesmo aqueles que desejam algum grau de alteração, Dilma tem eleitores – afirma.

Para ela, é possível verificar, entre esses eleitores, mais incômodo em relação ao ambiente em que orbita a presidente do que em seus atos de gestora, por exemplo. A socióloga lembra que até mesmo um dos principais adversários da petista, Aécio Neves (PSDB), chegou a dizer que ela era uma mulher honesta, embora se saiba que no atual governo há casos de corrupção:

— O eleitor médio não tem uma visão radical, é uma visão mais moderna. Parte importante da sociedade acredita que oportunidades lhe foram dadas. Quem quis conseguiu galgar. Agora, as pessoas não gritam “queremos mais”, elas falam “queremos um padrão melhor de atendimento”. É uma passagem de consumidor para contribuinte, aquele que paga imposto e sabe que o serviço oferecido precisa ser melhor qualificado — completa.

Em artigo divulgado nesta semana em seu site, o Movimento Passe Livre (MPL), um dos principais articuladores dos protestos de junho de 2013, registrou que “os protestos não se voltaram contra este ou aquele governo, muito menos clamaram por um novo representante”.

O grupo afirma acreditar na intervenção direta da população na política, “sem submeter-se a intermediários”. Para eles, a falta de propostas de redução da tarifa do transporte público por parte dos candidatos “não surpreende”. É só mais um sinal de que as ruas, no próximo ano, poderão voltar a ferver.

A nova composição da Câmara dos Deputados. Quem perdeu e quem ganhou

Ao todo, 28 partidos elegeram deputados federais. PT, PMDB e PSDB têm, em ordem decrescente, as três maiores bancadas.

O Congresso em Foco, 05-10-2014, apresenta aqui em primeira mão a lista dos deputados federais eleitos no Distrito Federal e nos 26 estados brasileiros. Os resultados ainda estão sujeitos a alteração se candidatos com o registro atualmente negado pela Justiça eleitoral – como o ‘ficha suja’ Paulo Maluf (PP-SP) – conseguirem reverter essa decisão. Mas o quadro das candidaturas pendentes não tem possibilidade de alterar de maneira significativa a distribuição das cadeiras entre os partidos.

Os resultados eleitorais disponíveis mostram que o número de partidos com representação na Câmara – e, de tabela, no Congresso Nacional – aumentará de 22 para 28.

O PT, com 18 deputados a menos, foi o partido que mais perdeu parlamentares. Quem mais ganhou foi o PSDB, cuja bancada subiu de 44 para 55 integrantes.

Um aspecto importante é que vários ex-deputados federais voltarão ao Parlamento como o mais votado de seus respectivos estados. É o caso de Moroni Torgan (DEM-CE), Alberto Fraga (DEM-DF) e Celso Russomano (PRB-SP), o deputado federal mais votado no Brasil, com mais de 1,5 milhão de votos.

Outra peculiaridade da disputa para a Câmara é a grande votação alcançada por políticos conservadores, como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS), ambos os mais votados em seus estados.

Veja como é hoje e como ficará a composição partidária da Câmara dos Deputados a partir de 1o de fevereiro, data de início da nova legislatura.

Partido – Número atual de deputados – Total de eleitos

PT – 88 – 70
PMDB – 71 – 66
PSDB – 44 – 55
PP – 40 – 37
PSD – 45 – 37
PR – 32 – 34
PSB – 24 – 34
PTB – 18 – 26
DEM – 28 – 22
PRB – 10 – 20
PDT – 18 – 19
SD – 22 – 16
PSC – 12 – 12
Pros – 20 – 11
PPS – 6 – 10
PCdoB – 15 – 9
PV – 8 – 8
Psol – 3 – 5
PHS – nenhum – 4
PEN – 1 – 3
PMN – 3 – 3
PTN – nenhum – 3
PRP – 2 – 2
PTC – nenhum – 2
PSDC – nenhum – 2
PRTB – nenhum – 1
PSL – nenhum – 1
PTdoB – 3 – 1

 

Maranhenses votarão amanhã pela mudança no Governo e no Senado

DuplaOs últimos dias que antecedem ao pleito de amanhã foram marcados por muitas sujeiras que ultrapassaram todas as bandalheiras então possíveis do grupo dominante para continuar no poder. Violação de domicilio, falsificações de certidões de instituições federais, escutas clandestinas, mentiras deslavadas e propósitos de descontrole com a derrota iminente, continuam sendo as práticas orquestradas e que devem seguir até mesmo amanhã, levando-se em conta a audácia dos Sarney’s e Lobões.

       Eles não querem ver, que o povo cansou e que a corrupção, principalmente com os autênticos assaltos aos cofres públicos tem causado a indignação popular, pela maneira agressiva e desrespeitadora como tem desviado recursos e feito negociatas para auferirem vantagens, sempre embolsando dinheiro da saúde, da educação, da merenda  e do transporte escolar, do saneamento básico, dos hospitais e postos de saúde e uma infinidade de roubalheira insaciável.

      As eleições coincidem com a identificação de que a governadora Roseana Sarney  e o ministro Edison Lobão, estão envolvidos  no desvios de dinheiro da Petrobrás e em negociatas para  garantir propinas bem vantajosas. O desespero é muito grande,  e o que já os preocupa é que todos desvios de recursos públicos e a corrupção desenfreada deverão ser  apuradas por exigência da população maranhense, principalmente em inúmeros casos em que o público é tratado como propriedade privada.

     Acostumados a utilizarem atos de truculência e suborno para garantir vitórias e mudanças da vontade popular em tribunais, eles descobriram as coisas mudaram a partir do maior cacique que não conseguiu viabilizar a sua reeleição ao Senado Federal  e perdeu importantes apoios, principalmente nas esferas federais do PT e do PMDB  e apesar dos acenos a outras agremiações, nenhuma delas se disponibilizou a pelo menos abrir diálogo com o então todo poderoso.

   Amanhã, entendo que os eleitores maranhenses devem exercer o seu direito democrático, com a mudança tanto para governador com Flávio Dino e para o senado com Roberto Rocha, dando uma resposta para o fim da oligarquia, que tanto usurpou direitos, dignidade e recursos que deveriam ser aplicados em benefícios de pobres e oprimidos e foram parar nos bolsos de toda a cambada.

Declarações de Youssef podem impedir Roseana Sarney de residir no exterior e Lobão continuar em ministério

   ELESAs patacoadas protagonizadas pelo senador José Sarney, a governadora Roseana Sarney, o candidato Lobão Filho e um grupo de subservientes pouco tem a ver com a realidade politica atual com a eleição praticamente definida em favor da oposição. Eles estão tentando tirar a atenção dos maranhenses da delação premiada ao doleiro Alberto Youssef, que fez negociatas envolvendo recursos públicos da Petrobrás e dos cofres do Governo do Maranhão para favorecer a governadora Roseana Sarney e o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia. O doleiro que negociou com a governadora um precatório de 120 milhões de reais da empreiteira Constran, pelo qual ela receberia mais de 6 milhões de reais, sendo que grande parte do dinheiro da propina foi entregue pessoalmente por Alberto Youssef. Quanto ao ministro, o negocio envolveu o rombo que deram na Petrobrás.

  Tanto os Sarney’s e os Lobões sabem que a eleição está perdida e temem por problemas maiores, após os resultados do pleito. Roseana Sarney tem a convicção plena de que dificilmente escapará de ser denunciada e processada pela Justiça Federal pela exigência e recebimento de propina e logo serão desencadeados outros processos concernentes a corrupção praticada em seus governos, que por sinal são muitas e envolvem milhões e milhões de reais. O senador Edison Lobão, que esteve prestes a ser exonerado do Ministério das Minas e Energia pelo envolvimento na corrupção da Petrobrás, não irá até o final do governo de Dilma Rousseff. Como tudo indica que teremos segundo turno no pleito presidencial, Lobão será defenestrado para voltar ao Senado Federal e o Lobão Filho perderá privilégios do cargo de senador, retornando a suplência.

     Desde quando Alberto Youssef fez acordo para a delação premiada, o clima passou a ser bastante tenso no Palácio dos Leões. A governadora Roseana Sarney tem se mostrado altamente nervosa, não em relação a iminente derrota no pleito estadual, mas com as declarações do doleiro, que foi monitorado pela Policia Federal, quando entregou duas malas com dinheiro a emissários da governadora, no hotel Luzeiros.

     A angústia da governadora reside principalmente na possibilidade de ficar impedida de se ausentar do país por conta de processos, dificultando a sua fixação residencial na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos. As falcatruas com negociatas e desvios de recursos públicos nesta administração de Roseana Sarney foram acentuadas e marcadas pela audácia de bilhões e bilhões de reais canalizados para patrimônios particulares, com destaque para os Sistemas de Saúde, Segurança, Justiça e Penitenciário, Desenvolvimento Social e outros órgãos, inclusive de segundo escalão que foram transformados em financiadores de campanhas politicas.

       Quanto ao senador José Sarney, em fim de mandato e totalmente descreditado, não conseguiu impor suas próprias regras e interesses à presidenta Dilma Rousseff, muito pelo contrário foi descartado totalmente por ela. Tentou se aproximar de Marina e fez acenos para Aécio, mas não foi levado em consideração por representar a oligarquia mais perversa existente no país e por não merecer confiança.   Retornando as suas atenções à província, o então cacique todo poderoso e galo terror do terreiro, tentou impor ordens ao estilo autoritário e chantagista, mas não dobrou ninguém, nem mesmo com as suas costumeiras ameaças. Muito pelo contrário, diante da conjuntura atual, o problema maior está dentro do sua própria família, em que lhes faltam forças para interceder como fez em inúmeras outras oportunidades para livrar os filhos do envolvimento na corrupção deslavada.  Os esporões do galo não representam mais perigo, o seu canto frágil não impõe mais respeito e tardiamente descobre que é carta fora do baralho e que os seus dominados decidiram seguir outro caminho. O pior de tudo é que o velho Sarney com a sua filha Roseana Sarney e muitos outros familiares serão obrigados a deixar o poder pelo pior caminho. Sairão pelas portas do fundo do Palácio dos Leões. Quando chegar o momento, toda a família irá sentir na pele, o que fizeram perversamente com quase todos os governadores que decidiram contrair os seus interesses particulares

Se o secretário da SEJAP não extirpar os cânceres impregnados no Complexo de Pedrinhas os problemas tendem a ser piores

                SEJAPSecretário Paulo Rodrigues da Costa

  Se o secretário Paulo Rodrigues da Costa, da Justiça e Administração Penitenciária não der celeridade para efetuar mudanças importantes dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, corre o sério risco de ser sabotado. O assassinato de mais um preso na última quinta-feira na Penitenciária de Pedrinhas, precisa ser investigado, uma vez que as práticas antigas estão sendo mantidas e de pouco ou nada refletiu a nova administração, justamente na unidade que é administrada por uma pessoa terceirizada sem qualificação, o que contraria a Lei das Execuções Penais. O diretor da unidade Salomão Mota, invenção de Sebastião Uchôa deveria estar sendo investigado, uma vez que pesa sobre ela a venda de mais de uma tonelada de grades de ferro retiradas de dentro da unidade prisional. Também foi na Penitenciária de Pedrinhas que um monitor foi baleado e veio a falecer e o autor do crime foi alvejado pelas forças de segurança e também faleceu.

                Caso o secretário mantenha o pessoal viciado e facilitador, não terá alternativas, a não ser permitir a continuidade das mazelas criadas e desenvolvidas no período de administração do seu antecessor. Outra questão que precisa ser esclarecida é saber se o major Alessandro Frankie Borges Ribeiro, da Policia Militar da Paraíba, está em São Luís como membro integrante da Força Nacional ou se foi importado para ser Superintendente  Administrativo do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

                Os problemas tomaram dimensões incontroláveis dentro do Sistema Penitenciário do Maranhão, quando a governadora Roseana Sarney decidiu nomear para o cargo o delegado Sebastião Uchôa, mesmo sabendo de vários problemas criados por ele, durante dois períodos em que exerceu o cargo de Secretário Adjunto da Pasta. Foi a partir da sua chegada à Sejap, que um novo modelo de gestão foi instituído na pasta, tendo como cerne principal a corrupção, a perseguição a agentes penitenciários e contratação exacerbada de pessoal terceirizado através de empresas ligadas a políticos.  No período em que dirigiu a pasta, o equivalente a um ano e meio, foram 85 assassinatos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e mais de 120 fugas, sem falarmos em duas grandes barbáries, que denegriram a imagem do Maranhão em todo o mundo, inclusive o registro de denúncias na Organização dos Estados Americanos.

              A partir dos conflitos e corrupção deslavada instalada nas unidades prisionais, todas sob o domínio direto do secretário é que facilitaram a inserção das facções dentro dos cárceres e tudo virou uma esculhambação total. A crueldade e os seus responsáveis estão impunes, mas há necessidade de que sejam processados criminalmente.

             Apesar de estarmos próximos do término da atual administração estadual e sem ter sido concluído nenhum dos presídios definidos em reunião que criou o Comitê de Gestão Integrada, em que contou com a presença do ministro José Eduardo Cardoso, da Justiça, os problemas aumentaram.  Como nada que ficou acertado foi colocado em prática, a lembrança que ficou, que teria sido mais uma das inúmeras farsas protagonizadas pelos governos do PMDB e PT. Como o defensor público Paulo Rodrigues da Costa é presidente do Conselho Penitenciário do Estado e membro do Comitê de Gestão Integrada, tem que recorrer a ações urgentes para pelo menos minimizar a problemática, sendo que de imediato deve extirpar os cânceres que corroem o Sistema Penitenciário.

Revelações de Youssef vão derrubar muitos bandidos travestidos de politicos

Por Robson Bonin, na VEJA.com

        Durante muito tempo, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa formaram uma dupla de sucesso nos subterrâneos do governo. Enquanto Paulo Roberto usava suas poderosas ligações com os altos escalões do poder e o cargo na diretoria de Abastecimento da Petrobras para desviar milhões dos cofres da estatal, Youssef encarregava-se de gerenciar a bilionária máquina de arrecadação que era usada para abastecer uma trinca de partidos e corromper políticos importantes. Paulo Roberto era o articulador, o cérebro da organização. Youssef, o caixa, o banco. Um apontava os caminhos para assaltar a estatal. O outro era o encarregado dos malabarismos contábeis para fazer o dinheiro chegar aos destinatários da maneira mais segura possível, sem deixar rastros. Em março deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava-Jato, que tinha o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro, a dupla caiu na rede. O que ninguém imaginava — nem mesmo os policiais — é que, a partir das informações dadas pelos dois criminosos, uma monumental engrenagem de corrupção, talvez a maior de todos os tempos, começaria a ruir.

VEJA revelou que Paulo Roberto Costa, o primeiro a assinar o acordo de delação com a Justiça, entregou às autoridades o nome de mais de trinta políticos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras, entre eles três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais, além de Antonio Palocci, o coordenador da campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010, que pediu 2 milhões de reais ao esquema. O ex-diretor forneceu o nome dos corruptos que se locupletavam do dinheiro desviado e das empreiteiras que contribuíam com a arrecadação da propina — um golpe já considerado letal na estrutura da organização criminosa. Se as revelações do ex-diretor — muitas ainda desconhecidas — já provocaram um cataclismo, o que está por vir promete um efeito ainda mais devastador. Alberto Youssef, o caixa, decidiu seguir o parceiro e contar o que sabe. E, nas palavras do próprio doleiro, o que ele sabe “vai chocar o país”.

Além de confirmar que o dinheiro desviado da Petrobras era usado para sustentar três dos principais partidos da base aliada — PT, PMDB e PP —, Youssef se colocou à disposição para fechar o elo da cadeia de corrupção, fornecendo as contas no exterior, as datas de remessa e os valores repassados a políticos e autoridades que ele tinha como clientes. Youssef disse às autoridades que, durante o tempo em que operou o banco da quadrilha, por quase uma década, tomou o cuidado de esconder em um local seguro documentos que mostram a origem e o destino das cifras bilionárias que movimentou. É o que ele garante ser a verdadeira contabilidade do crime — um inventário que está escondido em um cofre ainda longe do alcance das autoridades brasileiras. O acervo é tão completo que incluiria até os bilhetes das viagens que demonstrariam o que os investigadores já apelidaram de “money delivery”, o dinheiro entregue em domicílio.

Por Reinaldo Azevedo