Donald Trump e as urnas eletrônicas brasileiras

 

*Por José J. de Espíndola

“Que não haja dúvidas sobre o motivo [das tarifas]: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. Durante o último ano, Lula priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso.” (Marco Rubio, Secretário de Estado dos Estados Unidos)

Eu me lembro! Estava eu acompanhando a apuração das eleições de 2014. A apuração estava quase no fim. Aécio estava à frente de Dilma, quando o sistema saiu do ar. Logo veio a notícia de que o ministro Dias Toffoli, então presidente do TSE (Tribunal Superior Federal), estava se dirigindo ao Tribunal. Sim, ele mesmo, “o amigo do amigo do meu pai” da lista de propinas da Odebrecht e ministro Tayayá do STF de Vorcaro, estava se dirigindo ao TSE… Pouco tempo depois o sistema voltou a operar e (SURPRESA! SURPRESA!) Dilma Rousseff, do PT e exemplar único no mundo da espécie “mulher sapiens”, aparecia agora à frente de Aécio Neves. Lembro que Aécio, inconformado, tentou entrar na Justiça, mas logo desistiu. Desistiu porque, no caso, não havia Justiça e porque, por mais que os doutos (e põe doutos nisso!) ministros do STF (Supremo Tayayá Federal) jurem, o sistema de urnas eletrônicas usado pelo TSE, NÃO É AUDITÁVEL. Repito, assumindo o risco de ser abordado às 06 horas da manhã pela Gestapo do Alexandre de Moraes, comensal de Vorcaro e Ditador Judicial da República: o Sistema de urnas eletrônicas usadas pelo TSE NÃO É AUDITÁVEL! Uma vez colocado o seu voto em uma das urnas, ele desaparece sem deixar traços!

Penso que Aécio foi convencido disso, sem muito esforço e desistiu de uma ação judicial. Não adiantava mesmo! Dilma Rousseff, como sabemos, foi empossada pelo mesmo TSE de Toffoli e (des)governou o Brasil por mais dois anos, gerando (com o auxílio poderoso de Guido Mantega, seu Ministro da Fazenda), a maior destruição dos parâmetros macroeconômicos da História do Brasil, até que foi impichada pelo conjunto da obra.

Já que falei em Guido Mantega, ele está de volta ao cenário político petista. O ex-ministro da Fazenda de Dilma, Guido Mantega, atuou como consultor e principal articulador político do BANCO MASTER, presidido por DANIEL VORCARO. Recebendo cerca de R$ 1 milhão mensais, o papel de Mantega envolveu garantir acesso direto ao Palácio do Planalto (diga-se, a Luiz Ignorácio Lula da Çilva), defender o banqueiro em grupos PETISTAS e auxiliar em questões regulatórias e investigações sobre o banco.

Nossas urnas eletrônicas não possuem sistema FÍSICO de auditagem. Note-se que foi o SISTEMA FÍSICO DE AUDITAGEM, junto às urnas eletrônicas, que escancarou ao mundo a farsa da vitória de Nicolás Maduro nas eleições de 28/07/2024 da Venezuela. Não fora o sistema físico de auditagem naquelas urnas, até hoje não se teria certeza da fraude eleitoral que indicou Nicolás Maduro como vitorioso.

Mas, a auditagem física das urnas para o TSE é algo inadmissível. Lembram de Luiz Roberto Barroso, então presidente do TSE em 2021? Muniu-se de uma série de falsidades, mentiras e advertências para impedir a auditagem física das nossas urnas eletrônicas! Um crime contra a lisura das eleições no Brasil. Este indivíduo está, hoje e por boas razões, impedido de entrar nos Estados Unidos. Não deve ser por pouca coisa!

Tudo me leva a crer que Trump e sua equipe está bem a par desta malandragem que permite ao TSE decidir quem ganhará as próximas eleições. Aguardo, ansioso, novas ações em favor da lisura eleitoral emanadas dos Estados Unidos. Por enquanto, recomendo assistir ao vídeo abaixo:

José J. de Espíndola

Engenheiro Mecânico pela UFRGS. Mestre em Ciências em Engenharia pela PUC-Rio. Doutor (Ph.D.) pelo Institute of Sound and Vibration Research (ISVR) da Universidade de Southampton, Inglaterra

 

Presidente Trump expõe ao mundo relatório da CIA e revela fraude em urnas eletrônicas na Venezuela

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou em pronunciamento que a CIA (Agência Central de Inteligência) identificou um plano do governo de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) para manipular votos a seu favor nas eleições do país. “Existia um complô específico para favorecer enormemente o corrupto regime da Venezuela”, declarou Trump.

A declaração veio acompanhada da divulgação de documentos da agência por ordem do presidente norte-americano. Os registros indicam que o chavismo dispunha, desde 2012, de mecanismos para alterar até 1,5 milhão de votos. A análise da CIA, datada de 29 de junho de 2026, baseia-se em informações coletadas ao longo de quase duas décadas sobre a capacidade de (Caracas Inteligência) e o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) podiam alterar resultados por meio de máquinas pré-programadas, concentradas em zonas de maior peso chavista.

A técnica descrita envolvia a criação de um 2º conjunto de máquinas virtuais que replicava os resultados legítimos e, em seguida, substituía os dados por versões manipuladas, mantendo a aparência de votos originados em equipamentos regulares. A investigação remete às eleições de 2012, quando Hugo Chávez (PSUV, esquerda), já doente, derrotou Henrique Capriles. O período pré-eleitoral foi marcado por gasto público estimado em US$ 70 bilhões. Após o resultado, no qual Chávez venceu por cerca de 1,6 milhão de votos, fontes relataram à CIA que Chávez teria parabenizado sua equipe pela implementação do plano de manipulação. Os planos previam o uso de máquinas alteradas em aproximadamente 300 centros de votação para garantir vitória por cerca de 1,5 milhão de votos.

Jornal da Cidade Online

 

Impiedoso e voraz, Alexandre de Moraes desrespeita a dignidade humana e afronta o Estatuto da OAB

O ministro Alexandre de Moraes suspendeu as visitas do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a seu pai, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que cumpre pena em prisão domiciliar. Sem adentrar no mérito da condenação, que considero injusta — assim como entendeu o ministro Fux, ao votar pela absolvição de todas as acusações relativas à alegada trama golpista —, é fato, de conhecimento de todos, que a maioria da Turma o condenou. Voltando ao tema, a suspensão do direito de visita de Flávio Bolsonaro, pelo prazo de noventa dias — que, coincidência ou não, se encerra após o primeiro turno das eleições —, deu-se em razão do pré-candidato ter lido, em vídeo publicado nas redes sociais, carta escrita à mão por seu pai. Segundo o entendimento do ministro, houve desrespeito à sua decisão, que vedava ao ex- presidente utilizar as redes sociais, direta ou indiretamente, de modo que a divulgação do vídeo caracterizaria desvio de finalidade do direito de visita.

O ministro consignou que o “sentenciado [Jair Bolsonaro] tinha plena ciência de que sua carta seria divulgada em redes sociais, o que configuraria igualmente desrespeito à medida cautelar a que está submetido”. Afirmou, ainda, que a divulgação da carta pode configurar propaganda eleitoral antecipada e determinou que o fato seja investigado pelo Ministério Público Eleitoral. A meu ver, a decisão afronta direitos e garantias do condenado estabelecidos na Lei de Execução Penal.

A referida lei, em seu artigo 41, elenca os direitos dos presos, entre os quais, no inciso X:

X – visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados.

Importante destacar que a expressão “dias determinados” visa à segurança e à organização dos presídios — realidade distinta da de Jair Messias Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde. Impedir que seu filho o visite é desrespeitar um direito do preso e, por consequência, o princípio da dignidade da pessoa humana.

Já o inciso XV assegura ao preso o contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes.

O que Flávio Bolsonaro fez foi exatamente exercer o permissivo legal que assegura a Jair Bolsonaro a comunicação com o mundo exterior, ao ler, em vídeo, a carta escrita de próprio punho por seu pai.

Vale lembrar que Flávio Bolsonaro, além de filho, é advogado de seu pai, devidamente constituído nos autos. Impedir o contato do advogado com seu cliente — pouco importando que este seja seu pai — afronta o art. 7º, III, do Estatuto da Advocacia, que assegura ao advogado comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, ainda que presos.

Por outro lado, a insinuação de que a divulgação da carta configuraria propaganda eleitoral antecipada não se sustenta. Senão, vejamos.

Em síntese, a carta do ex-presidente convoca as pessoas a deixarem de lado eventuais diferenças e afirma que seu pré-candidato é também seu porta-voz, em quem confia para resgatar o Brasil e conduzi-lo à paz e à prosperidade.

Isso apenas retrata o que todos já sabem: o apoio de um pai a um filho pré-candidato. Não há, nem houve pedido de votos. Entender que essa manifestação configura campanha eleitoral antecipada implicaria admitir que todo parlamentar que declara apoio a um pré-candidato estaria, da mesma sorte, praticando propaganda eleitoral extemporânea.

Tenho Dito!!!

*Bady Elias Curi

Advogado fundador d

PT diz ter orgulho de Jaques Wagner e entra em vergonhosa contradição na defesa da corrupção

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, usou um ato político para prestar apoio público a Jaques Wagner, citado em uma investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master. Diante da militância, Edinho afirmou que o senador é “motivo de orgulho” para o partido e disse acreditar que o tempo mostrará se Wagner foi injustiçado. Jaques Wagner não foi condenado e a investigação deverá esclarecer os fatos. Mas o comportamento do PT chama atenção pela previsibilidade. Quando uma suspeita atinge um adversário, o partido costuma exigir condenação política imediata, afastamento e explicações públicas. Quando o investigado está dentro de casa, surgem solidariedade, orgulho e discursos sobre injustiça. Investigações devem respeitar o devido processo, seja qual for o partido do investigado. Esse princípio, porém, precisa valer antes e depois de a Polícia Federal bater na porta de um aliado.

Jornal da Cidade |Online

 

STF nega pedido de visita do presidente da Argentina Javier Milei a Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou hoje o pedido de visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Magistrado alegou que visitas ao ex-presidente estão proibidas pelo prazo de 30 dias, e que a restrição vale para o argentino. “Julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensão pelo prazo de 30 (trinta) dias”, escreveu na decisão.

Ontem, Moraes proibiu Bolsonaro de receber visitas “com finalidade político-eleitoral” até o fim das eleições de 2026. Ele também vetou visitas gerais por 30 dias, exceto de profissionais de saúde e advogados. Decisão é em resposta ao descumprimento de medida cautelar. O ministro entendeu que a carta escrita pelo ex-presidente em apoio à pré-candidatura do filho Flávio Bolsonaro (PL) foi irregular, visto que ele está proibido de usar as redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. O senador leu o documento em vídeo publicado na internet.

Por isso, prazo para a retomada das visitas de Flávio ao pai é de 90 dias. Segundo Moraes, o texto divulgado pelo pré-candidato “claramente comprova” que Bolsonaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por meio das redes sociais do filho. Mesmo assim, a defesa do ex-presidente pediu autorização para receber Milei. A visita ocorreria no próximo sábado (25/7), às 16h. Além de Milei, a delegação seria composta pelo ministro de Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, pela secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e pelo intérprete Enrique Luis de Boero Baby. Advogados alegaram que, apesar das restrições da domiciliar, a visita se justifica. “Afigura-se plenamente justificável que a autorização específica ora requerida seja apreciada à luz das circunstâncias atualmente existentes, especialmente porque o fundamento médico que ensejou aquela restrição possuía caráter nitidamente transitório.”

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão. Ele cumpre pena por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados, em regime fechado. Prisão domiciliar foi prorrogada no início do mês. Moraes autorizou o ex-presidente a continuar a cumprir pena em casa, mas manteve medidas cautelares, incluindo a proibição de uso das redes sociais.

UOL NOTÍCIAS

 

Comissão de Relações Exteriores pediu providências a PGR contra o chanceler Mauro Vieira por desrespeito a Câmara dos Deputados

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados decidiu enviar à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma notícia-crime contra o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por ter faltado reunião a que estava obrigado a comparecer, nesta quarta-feira (15), para a qual havia sido convocado. De acordo com a documentação da comissão, houve sete requerimentos para que o ministro comparecesse desde abril. Um deles foi recebido no dia 9 de julho e respondido com a negativa de comparecimento, sob a justificativa de que a “variedade de temas” demandaria mais tempo. A pasta ignorou o teor compulsório da convocação e sugeriu que o encontro ocorra entre os dias 11 e 14 de agosto. O presidente da sessão, Marcel van Hattem (Novo-RS), lembrou que não se tratava de um convite, mas de uma convocação, e acusou o ministro de ter cometido crime de responsabilidade com a falta. A alegação da variedade dos temas é um pretexto absurdo para justificar o desrespeito à convocação. […] Lamentamos profundamente e repudiamos a ausência injustificada do embaixador Mauro Vieira e o descaso com que esta Comissão foi tratada”, completou.”

 Jornal da Cidade Online

 

Perseguição: Alexandre de Moraes impõe a Jair Bolsonaro proibição de visitas por 30 dias

Decisão ocorre após divulgação da “Carta aos Brasileiros”, assinada pelo ex-presidente. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (17) a suspensão, por 30 dias, do direito de visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária. A decisão foi tomada após o ministro concluir que Bolsonaro descumpriu uma medida cautelar ao elaborar uma carta de conteúdo político-eleitoral, posteriormente divulgada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro. Segundo Moraes, a defesa alegou que Bolsonaro não sabia que o documento seria publicado, mas o ministro considerou a justificativa incompatível com o conteúdo da carta. Na decisão, ele afirma que o texto, intitulado “Carta aos brasileiros”, foi escrito para alcançar o público em geral, traz apoio explícito à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e caracteriza uma tentativa de comunicação com apoiadores por intermédio de terceiros, o que é vedado pelas medidas impostas ao ex-presidente.

O ministro também cita vídeos divulgados por Flávio Bolsonaro antes da publicação da carta, nos quais o senador anuncia que faria a leitura de um “recado muito importante” escrito pelo pai. Para Moraes, esse material reforça que Bolsonaro tinha o objetivo de transmitir uma mensagem política ao eleitorado utilizando as redes sociais do filho.

Apesar de reconhecer o descumprimento da cautelar, Moraes decidiu manter a prisão domiciliar humanitária. O ministro considerou que se trata da primeira infração desde o início da execução definitiva da pena e afirmou que o retorno imediato ao regime fechado seria desproporcional, posição que acompanha parecer da Procuradoria-Geral da República. Em vez disso, aplicou a suspensão das visitas como sanção disciplinar.

A decisão preserva as visitas de advogados, médicos e fisioterapeuta, mas mantém suspensas por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro, punição aplicada anteriormente em razão da divulgação da carta. Moraes também determinou novas restrições até o fim das eleições de 2026, proibindo visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos políticos, inclusive por intermédio de terceiros. Segundo o ministro, Bolsonaro está com os direitos políticos suspensos em razão da condenação definitiva.

Na decisão, Moraes afirma ainda que o ex-presidente recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar, entre familiares, advogados, médicos e outros profissionais, e sustenta que as limitações impostas não representam incomunicabilidade. O ministro advertiu que eventual novo descumprimento das condições poderá levar à reavaliação do benefício da prisão domiciliar e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado.

Diário do Poder

Lula cita diretamente “guerra” e vai ao ataque a Trump

O petista Lula acaba de colocar o Brasil em risco. Apesar de dizer que não pretende travar qualquer confronto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além do campo diplomático. Ao comentar a tarifa de 25% imposta pelos norte-americanos sobre parte das exportações brasileiras, Lula declarou que pretende enfrentar a disputa por meio da “guerra da narrativa” e da defesa dos fatos. Um ataque direto aos Estados Unidos.

Lula declarou:

“Eu já falei três vezes ao presidente Trump que o Brasil não tem nenhum interesse em fazer guerra, nós aqui somos da paz. Agora, a guerra que eu quero fazer com ele é a guerra da narrativa, é a guerra da verdade. Eu quero provar ao mundo quem é que está dizendo a verdade nessa guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos. Então, ele vai ter que aprender a fazer guerra com outra arma, que é a arma da palavra”.

“Não falei do tarifaço, porque até agora o Trump não falou do tarifaço. Quem falou do tarifaço foi o pessoal do segundo escalão dele, e o meu pessoal já respondeu hoje. Quando o Trump falar, eu vou falar. De presidente para presidente da República”, afirmou.

“Este país precisa estar de cabeça erguida, porque não aceitamos que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Nós queremos respeito, da mesma forma que vamos respeitar todo mundo”.

Jornal da Cidade Online

 

Conselho de Ética do Senado completa 2 anos de inatividade, apesar dos escândalos vergonhosos

Já são dois anos que os senadores desfrutam da inatividade do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, ainda que sobrem escândalos tipo “emendas pix”, dinheiro na cueca ou benesses pagas pelo enrolado Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A última sessão do colegiado foi em 9 de julho de 2024, desde então, está às moscas. A reunião, a única do ano, também foi pouco produtiva e mandou para o arquivo quatro denúncias e rejeitou outros pedidos de processo disciplinar.

Tá em casa

Os pedidos eram contra Styvenson Valentim (Pode-RN) e dois membros da comissão: Jorge Kajuru (PSB-GO) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Anfitriões da PF

Na composição do conselho, nomes que já receberam visita da Polícia Federal, como Weverton (PDT-MA), alvo da Operação Sem Desconto.

Conselho Master

Também alvo recente da PF, Ciro Nogueira (PP-PI), suspeito de falcatrua com a chamada “Emenda Master”, é outro membro do conselho.

Quase parando

O histórico não ajuda. Fora a única reunião de 2024, foram duas em 2023, um hiato de quase 4 anos até outras duas sessões em 2019.

Diário do Poder

Licitação bilionária do Porto de Santos, suspensa favorece parentes do ministro Bruno Dantas, do TCU

Contrato para operar pátio logístico de R$ 1 bilhão é alvo de questionamentos sobre concorrência, favorecendo empresa da família do ministro do TCU. O consórcio Portolog, composto por empresas ligadas à mulher, ao cunhado e ao sogro do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, venceu a licitação para implantar e operar um pátio logístico de 242 mil metros quadrados no Porto de Santos, com capacidade para 530 caminhões. O contrato, cujo valor estimado gira em torno de R$ 1 bilhão, está suspenso desde 16 de junho por decisão judicial, após recursos que apontam supostas restrições à competitividade do certame. O edital foi contestado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec), que alega prazo insuficiente para apresentação de propostas (16 dias úteis) e cláusulas que limitariam a participação de grandes operadores já instalados no porto.

O Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou pela nulidade, afirmando que as regras criam “barreiras severas à participação dos maiores agentes do setor” e violam princípios de isonomia e eficiência. A Autoridade Portuária de Santos (APS), responsável pela licitação, defendeu o modelo com base em um acórdão do TCU que definiu diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, o maior terminal de contêineres previsto para o país.  O voto que prevaleceu naquele julgamento, por 6 votos a 3, foi redigido pelo ministro Bruno Dantas, que defendia a restrição à participação de armadores e grupos verticalizados para evitar concentração de mercado. O processo licitatório teve apenas um concorrente habilitado; o outro consórcio foi desclassificado por falhas documentais antes da fase de disputa de preços.  

A proposta vencedora prevê contraprestação mensal de R$ 289 mil a partir do 36º mês, valor que a Abratec considera inferior ao praticado em contratos semelhantes na região. A suspensão judicial alternou decisões: em dezembro de 2025, a licitação foi paralisada; em maio de 2026, uma decisão permitiu seu prosseguimento; dias depois, nova liminar voltou a suspender o certame, situação que permanece vigente. Em notas oficiais, a APS declarou que o eventual vínculo familiar entre integrantes do consórcio e o ministro Dantas “é irrelevante para a condução do certame”, pois a administração atua com base em critérios objetivos. A Oitenta & Nove Ponto Um, empresa do consórcio, afirmou ter “ampla experiência comprovada” e que atendeu integralmente às exigências editalícias. O TCU limitou-se a dizer que “se manifesta por meio de seus acórdãos e não comenta disputas comerciais”. 

Diário do Poder