Cruel e desumano: Quando até o abraço de um filho no Dia dos Pais, se torna suspeito

*Por Jayme Rizolli

O ministro Alexandre de Moraes manteve a proibição e impediu Bolsonaro de receber três filhos no Dia dos Pais. Não foi solicitado um comício. Não foi pedida uma entrevista, uma transmissão pelas redes sociais ou uma reunião partidária. O pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro possuía uma finalidade declaradamente familiar: permitir que o ex-presidente recebesse os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan durante algumas horas no domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais. O pedido foi negado.

Neste sábado, 8 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, considerou a solicitação “prejudicada” porque uma decisão anterior já havia suspendido por 30 dias as visitas a Bolsonaro, mantendo apenas o acesso de médicos, fisioterapeutas e advogados. Assim, por força de uma restrição que já estava em vigor, o ex-presidente permanecerá sem receber os filhos na data comemorativa. A notícia é verdadeira. Mas a decisão suscita uma pergunta que nenhuma fórmula processual consegue apagar: Em que momento o cumprimento de uma medida judicial precisa deixar de reconhecer a existência de um pai e de seus filhos?

COMO TUDO COMEÇOU

A suspensão das visitas foi determinada depois que o senador Flávio Bolsonaro divulgou, durante uma transmissão pelas redes sociais, uma carta escrita por Jair Bolsonaro. O documento possuía conteúdo político e defendia a união da família em torno da candidatura presidencial de Flávio. Moraes considerou que a divulgação representou uma tentativa de contornar as restrições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar as redes sociais direta ou indiretamente. Em consequência, Flávio ficou impedido de visitar o pai por 90 dias. Posteriormente, outras visitas também foram suspensas por 30 dias, com exceção dos profissionais autorizados.

Pode-se discutir se a carta desrespeitou ou não as condições estabelecidas. Pode-se discutir se Bolsonaro sabia que o conteúdo seria publicado. Pode-se até defender que o Judiciário precisa impedir que uma visita familiar seja utilizada para transmitir orientações eleitorais. O que não deveria ser aceito sem questionamento é a transformação de um episódio político em justificativa automática para impedir todo encontro familiar — inclusive em uma ocasião tão simbólica quanto o Dia dos Pais.

PUNIR O ATO OU INTERROMPER O VÍNCULO?

Se houve desvio na finalidade de uma visita, que se apure o episódio. Se uma carta violou determinada ordem, que se avalie a responsabilidade de quem a escreveu, de quem decidiu divulgá-la e de quem efetivamente realizou a transmissão. O Direito deve individualizar condutas e aplicar medidas proporcionais. Carlos Bolsonaro e Jair Renan não foram apontados como responsáveis pela divulgação daquela carta. Mesmo assim, também ficaram impedidos de abraçar o pai. A decisão alcançou o núcleo familiar como um todo. É nesse ponto que a medida deixa de parecer apenas preventiva e passa a produzir um efeito que se assemelha a uma punição coletiva.

O PODER DE ABRIR UMA EXCEÇÃO

A defesa não pediu a revogação definitiva de todas as restrições. Solicitou uma autorização excepcional, limitada à tarde do Dia dos Pais e fundamentada na preservação dos vínculos familiares. Alexandre de Moraes possuía duas possibilidades. Poderia manter a decisão anterior mecanicamente, afirmando que todas as visitas continuavam suspensas. Ou poderia reconhecer a natureza especial da data e autorizar o encontro sob condições rigorosas:

— Presença de agentes de segurança; proibição de aparelhos eletrônicos; ausência de gravações; impedimento de declarações políticas; duração previamente determinada; advertência de punição em caso de descumprimento.

Havia meios de preservar simultaneamente a autoridade da decisão judicial e o convívio familiar. A escolha foi pela negativa. Dizer que o pedido estava “prejudicado” explica o mecanismo processual utilizado. Não responde, entretanto, à questão humana.

PRISÃO DOMICILIAR NÃO APAGA A FAMÍLIA

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está submetido a diversas restrições. O fato de uma pessoa estar presa não significa que todos os seus direitos tenham desaparecido. O próprio sistema de execução penal reconhece a importância do contato familiar, justamente porque a pena ou a medida restritiva não deveria destruir vínculos que não fazem parte da condenação. Naturalmente, o direito de visita não é absoluto. Ele pode ser limitado por razões de segurança, disciplina ou prevenção de ilícitos. Mas limitar um direito exige necessidade e proporcionalidade. O risco apontado era a utilização do encontro para fins político-eleitorais. Esse risco poderia ser neutralizado com fiscalização e regras específicas. Impedir completamente a visita é a medida mais severa entre todas as disponíveis.

AUTORIDADE NÃO PRECISA SER INSENSIBILIDADE

Ninguém está acima da lei. Essa frase vale para Bolsonaro, para seus filhos, para seus apoiadores e também para aqueles que exercem o poder de interpretar e aplicar a lei. Uma decisão judicial pode possuir justificativa formal e, ainda assim, merecer crítica quanto à sua proporcionalidade. Questionar a severidade de uma decisão não constitui ataque ao Estado de Direito. Ao contrário, é justamente em um Estado de Direito que decisões do poder público devem permanecer submetidas ao debate, ao controle, aos recursos e ao escrutínio da sociedade. O juiz não precisa agir movido por afeto. Mas também não pode permitir que a linguagem burocrática transforme seres humanos em simples números de processo. “Pedido prejudicado.” Duas palavras foram suficientes para impedir que um pai recebesse três filhos no Dia dos Pais. O documento pode ser curto. O impacto familiar não é.

A IMAGEM QUE FICARÁ

Neste domingo, milhões de famílias brasileiras estarão reunidas. Filhos abraçarão seus pais. Alguns levarão presentes. Outros apenas se sentarão à mesa para conversar. Na casa onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, esse encontro não acontecerá. Não porque os filhos tenham tentado invadir o imóvel. Não porque houvesse demonstração de que levavam equipamentos clandestinos. Não porque Carlos e Jair Renan tenham sido responsabilizados pela divulgação da carta. O encontro não acontecerá porque uma decisão anterior suspendeu as visitas e o ministro entendeu que não deveria abrir uma exceção nem mesmo no Dia dos Pais. Pode-se não gostar de Bolsonaro. Pode-se concordar com sua condenação. Pode-se rejeitar sua atuação política e responsabilizá-lo por tudo aquilo que tenha sido comprovado dentro do devido processo legal. Nada disso obriga alguém a comemorar a separação entre um pai e seus filhos. A Justiça demonstra grandeza quando sabe distinguir firmeza de crueldade, prevenção de castigo e autoridade de insensibilidade. Permitir um abraço fiscalizado não destruiria o Supremo Tribunal Federal. Não anularia a condenação. Não revogaria as restrições. Não transformaria uma residência em palanque eleitoral.

 Seria apenas o reconhecimento de que, por trás do nome que divide o Brasil, existe um homem envelhecido, com problemas de saúde, cumprindo uma pena e impedido de receber os filhos em uma data familiar. O poder capaz de negar tudo também deveria possuir sabedoria suficiente para saber quando permitir o mínimo. Neste caso, não permitiu.

Jayme Rizolli

Jornalista

 

Foto encontrada pela PF no celular de Weverton Rocha mostra políticos em farra na chácara de Willer Tomaz

Fotografia localizada pela Polícia Federal mostra o advogado Willer Tomaz ao lado de seis congressistas em uma piscina no Rancho Tomaz, propriedade dele situada em Planaltina (DF). A imagem estava armazenada no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que é investigado, e foi divulgada pela revista “Piauí”. Além de Weverton Rocha, aparecem na fotografia Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e os deputados federais Juscelino Filho (PSDB), Elmar Nascimento (União Brasil) e Paulo Azi (União Brasil).

De acordo com informações obtidas pela revista, o encontro ocorreu em 23 de abril de 2023, após o feriado de Tiradentes. O registro fotográfico passou a integrar o material analisado pela PF em uma investigação que apura possíveis relações entre Willer Tomaz e Weverton Rocha.

A reunião teria sido articulada por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Seleto”. Conforme informações atribuídas à polícia e obtidas pela “Piauí”, parte dos parlamentares que aparecem na fotografia participava do grupo, no qual eram organizados detalhes de uma viagem ao rancho durante o feriado. Mulheres de alguns dos políticos também faziam parte da conversa. Entre as participantes estavam Angela Lira, mulher de Arthur Lira, e Lia Rezende, mulher de Juscelino Filho. A revista teve acesso aos registros das mensagens trocadas pelos integrantes.

                                                        Investigação analisa relações entre advogado e políticos

Embora faça parte do material reunido pela Polícia Federal, a fotografia não foi apresentada na petição que fundamentou a operação policial. Os investigadores analisam o conteúdo com o objetivo de verificar se existem vínculos relevantes entre Willer Tomaz e os políticos que frequentavam a propriedade. Um dos pontos centrais da apuração envolve transferências de aproximadamente R$ 11 milhões realizadas por empresas relacionadas ao advogado para Samya Rocha, mulher de Weverton Rocha.

O senador, que ocupa o cargo de vice-líder do governo no Senado, é um dos alvos da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela PF na 3ª feira (4.ago.2026). A investigação apura suspeitas relacionadas a fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo os investigadores, uma empresa ligada a Willer Tomaz teria participado da compra da residência de Weverton Rocha, imóvel avaliado em R$ 6 milhões.

Procurados pela “Piauí”, os parlamentares citados apresentaram respostas diferentes sobre o encontro. Paulo Azi confirmou que esteve no rancho e afirmou ter recebido um convite para participar de uma comemoração. Elmar Nascimento, por outro lado, declarou que estava em Minas Gerais na data indicada para o encontro. Os demais políticos mencionados na reportagem não responderam aos questionamentos feitos pela revista.

Jornal da Cidade Online

 

O STF com 11 ministros aprova orçamento para 2027 de R$ 1,224 bilhão

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira (06) a proposta orçamentária da Corte para 2027, com previsão de R$ 1,224 bilhão em recursos. O valor representa um aumento em relação ao orçamento deste ano, que ficou em cerca de R$ 1,04 bilhão, conforme a execução prevista para 2026. Um aumento superior a R$ 200 milhões. A proposta foi aprovada por unanimidade em sessão administrativa virtual e será encaminhada ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável por consolidar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será enviado ao Congresso Nacional.

Do total previsto para o próximo ano, R$ 811,5 milhões serão destinados a despesas obrigatórias, o equivalente a cerca de dois terços do orçamento. A maior parte desse montante será utilizada para pagamento de salários, encargos e demais despesas relacionadas aos servidores e funcionários do tribunal. Outros R$ 319 milhões estão previstos para despesas discricionárias, que incluem investimentos e custos operacionais definidos pela administração da Corte.

Entre as áreas que receberão recursos estão segurança institucional, tecnologia da informação, aquisição de equipamentos e softwares, manutenção da Rádio e TV Justiça, modernização das instalações físicas, capacitação de servidores e participação em organismos internacionais.

Jornal da Cidade Online

 

Governo Trump se manifesta sobre eleições livres e justas no Brasil

Em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, o governo dos Estados Unidos afirmou que respeitará a decisão da população brasileira em “eleições livres e justas”. Em declaração enviada ao portal Metrópoles, um alto funcionário do Departamento de Estado ressaltou que os EUA respeitam o “povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente”. A manifestação ocorre cerca de duas semanas depois de o Itamaraty negar visto a três oficiais norte-americanos que pretendiam realizar uma missão no Brasil para tratar de questões relacionadas ao sistema eleitoral brasileiro. Embora tenha elevado o tom das críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Departamento de Estado também sinalizou que Washington não pretende romper os laços diplomáticos com o Brasil.

“(O rompimento das relações) não é a situação que nos interessa. Atribuímos grande importância às relações com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil; e temos respeitado e lidado com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, mantendo relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou o funcionário.

A declaração ocorre em um cenário de crescente pressão diplomática, marcado por disputas comerciais, divergências políticas e episódios envolvendo representantes dos dois países.

Jornal da Cidade Online

Desembargador que ficou frente a frente com o ministro Alexandre de Moraes é candidato ao Senado

*Por Emílio Kerber Filho

O desembargador aposentado Sebastião Coelho oficializou sua candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal com uma proposta que promete marcar sua campanha: defender a criação de mecanismos para impor limites à atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Conhecido nacionalmente após protagonizar episódios de forte repercussão envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Sebastião Coelho transformou sua atuação no meio jurídico em uma plataforma política. Para seus apoiadores, ele representa a defesa das prerrogativas constitucionais e do equilíbrio entre os Poderes. Já seus críticos entendem que suas posições em relação ao STF são excessivamente confrontadoras.

Em entrevista, o candidato afirmou que sua principal missão no Senado será fortalecer o papel fiscalizador da Casa em relação ao Supremo, defendendo que a Constituição atribui ao Senado instrumentos de controle que, segundo ele, têm sido negligenciados ao longo dos últimos anos.

Sebastião Coelho sustenta que a independência entre os Poderes não elimina a necessidade de fiscalização recíproca e afirma que o Senado precisa reassumir seu papel institucional para evitar concentrações excessivas de poder.

A candidatura ocorre em um momento em que o debate sobre os limites de atuação do STF ocupa espaço relevante no cenário político nacional. Temas como ativismo judicial, separação dos Poderes e competências constitucionais deverão estar entre os principais assuntos da campanha ao Senado no Distrito Federal.

Com forte identificação junto ao eleitorado conservador, Sebastião Coelho aposta justamente nesse discurso para ampliar sua base de apoio e buscar uma das vagas que estarão em disputa nas eleições deste ano.

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:https://emiliokerber.com.br/

 

Não é justo um juiz julgar adversário, diz o governador do Maranhão sobre Flavio Dino

  

Carlos Brandão (MDB), que apoia Lula, relatou decisões de Flávio Dino contra seus adversários no Estado. O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), afirmou em entrevista ao programa “Eleições em Foco”, da revista Veja, que a eleição no seu Estado está “muito judicializada” e que “a maioria dos processos estão sendo julgados pelo ministro Flávio Dino”. Ex-governador do Estado, Dino é adversário político de Brandão. Durante a entrevista, ao ser questionado sobre a influência do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino na conjuntura política maranhense, ele confirmou:

“Sim, ele na realidade não aparece diretamente, mas ele tem os aliados dele, são uns quatro ou cinco deputados que atuam, e naturalmente sempre com o apoio dele. A gente vê hoje o Maranhão com a eleição muito judicializada. Tem vários deputados que respondem a processos no Supremo e, pasme, a maioria desses processos estão sendo julgados pelo ministro Flávio Dino. Eu entendo que o Supremo deveria ter uma questão de ética, nesse caso, onde você não pode julgar adversário. Não é justo que um juiz julgue um adversário.”

Na sequência da mesma fala, Brandão comparou a situação do Maranhão com a prática de outro ministro:

“No caso do Piauí, por exemplo, o ministro Kassio [Nunes Marques] se julga impedido, se julga suspeito de julgar qualquer processo do Maranhão ou do Piauí, porque ele tem amigos, ele tem adversários. Então, por uma prudência, por uma questão de ética, ele não julga processo do Piauí. No caso do Maranhão, isso não está acontecendo. O ministro Flávio Dino tem vários deputados que respondem a processo onde ele é o relator, e ele não se julga impedido. Há vários anos a gente tem convivido com essa situação. É uma situação muito incômoda, porque é o tempo todo os aliados dele ameaçando o governo, ameaçando os aliados.”

E relatou o episódio de particular gravidade:

“Recentemente, um secretário foi preso por uma decisão do ministro Flávio Dino, e a gente até hoje não sabe o motivo. Ele não teve o direito de se defender, porque o processo corre em segredo de Justiça. E esse secretário que foi preso, te confesso que ninguém sabe o motivo: ele é um inimigo pessoal do ministro Flávio Dino. Então imagina você um ministro, inimigo de um político ou de um secretário, julgar. É um negócio que realmente não tem o menor sentido. Fica aqui o nosso registro de indignação com isso.”

Na mesma conversa, ao ser perguntada pela jornalista sobre o motivo de o secretário preso ser considerado “inimigo pessoal” do ministro, Brandão detalhou:

“Eles já tiveram problema no passado com o ministro Flávio Dino. Eles são inimigos políticos e adversários. Houve uma decisão de busca e apreensão e prisão domiciliar desse secretário. Se você me perguntar o motivo, eu até hoje não sei, porque o processo corre em segredo de Justiça. Há, por conta disso, uma pressão muito grande dos aliados, no interesse de influenciar na eleição.”

Sobre sua avaliação da relação com o Planalto e o PT, na mesma entrevista: “Primeiro esclarecer que não houve rompimento nenhum. Inclusive nós estamos pedindo voto para o presidente Lula.” Ele destacou também que o petista Felipe Camarão “praticamente não pontua, é uma candidatura que a gente sabe que não tem nenhum sentido.”

Apesar das declarações importantes do governador, todo o conteúdo foi apagado dos canais digitais da revista, incluindo a matéria e os vídeos publicados nas redes sociais.

Diário do Poder

 

TCU constata prejuízos de mais de R$ 55 milhões em emendas e o ministro Flavio Dino aciona a PF

Relatório identificou mais de R$ 55 milhões em prejuízos entre 2020 e 2024 e o STF determina novas medidas de rastreabilidade. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou que a falta de transparência e rastreabilidade nas emendas parlamentares mantém um “estado de inconstitucionalidade” na execução desses recursos. Em despacho publicado nesta sexta-feira (7), o magistrado citou auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou prejuízo de R$ 55 milhões entre 2020 e 2024. Diante da situação, Dino determinou o envio do relatório à Polícia Federal e estabeleceu a adoção obrigatória de códigos de controle para estados e municípios a partir de 2027. A auditoria analisou 100 transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, destinadas a 74 estados e municípios, abrangendo R$ 198,1 milhões em recursos. Ao todo, foram identificadas 205 irregularidades.

Segundo o TCU, a principal falha foi a falta de transparência, responsável por 53,66% das ocorrências. Além da movimentação de recursos em contas não específicas e a ausência de informações no Transferegov.br, que teria provocado prejuízo de R$ 23,36 milhões.O levantamento também apontou R$ 14,95 milhões em danos relacionados a irregularidades financeiras, como pagamentos sem documentação adequada ou com finalidade diferente da prevista. Outras falhas em contratos, obras inacabadas e casos de superfaturamento geraram perdas estimadas em R$ 14,1 milhões. A fiscalização ainda identificou problemas em processos licitatórios, incluindo procedimentos irregulares e contratação de empresas impedidas de contratar com o poder público.

No despacho, Dino também questiona mecanismos que, segundo o STF, dificultam a identificação dos responsáveis. O documento cita que o Orçamento de 2025 registra 16.646 indicações por meio de emendas de comissão, totalizando R$ 11,7 bilhões, além de R$ 1,26 bilhão distribuídos por emendas de liderança sem identificação do autor da indicação. O ministro destacou ainda que estados e o DF vêm adaptando suas legislações para atender às exigências e determinou prazo de 10 dias úteis para manifestações do Ministério da Gestão, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Congresso Nacional. A PF analisará o relatório do TCU para avaliar a abertura de inquéritos.

Diário do Poder

 

Sobre a propina oferecida a um “zé ninguém”: “Marcola é Lula” afirma Estadão em editorial

Em um duro editorial, o Estadão sustenta que Marcola não tem existência própria, é um mero Zé Ninguém. Marcola não tem existência própria para explicar, sozinho, por que recebeu dinheiro de uma lobista. Quem deve satisfação ao País é o chefe dele.

Transcrevemos o texto na íntegra:

“O sr. Marco Aurélio Santana Ribeiro, vulgo “Marcola”, é um zé-ninguém que só existe como extensão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi o mais próximo assessor no Palácio do Planalto e a quem devota lealdade canina. Por isso, as suspeitas que recaem sobre ele não podem ser tratadas como um problema circunscrito à esfera privada de um assessor qualquer. Marcola admitiu ter recebido, a título de “empréstimo”, R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, lobista com interesses diretos junto ao governo federal e que tem relações com um dos suspeitos de liderar o esquema de assalto aos aposentados do INSS, o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Marcola é o segundo sujeito muito próximo de Lula a se ver envolvido em obscuros negócios com a sra. Luchsinger. O primeiro, como se sabe, é Fábio Luís Lula da Silva, vulgo “Lulinha”, o filho mais velho do presidente e que é amigão da lobista. Portanto, Lula não pode dizer simplesmente que não sabia de nada, terceirizando a responsabilidade a “aloprados” – termo que Lula usou na campanha eleitoral de 2006 ao se referir a petistas que tentaram comprar um dossiê contra seu adversário José Serra.

Como chefe de gabinete de Lula até poucas semanas atrás, Marcola controlava pessoalmente o acesso – inclusive físico – ao presidente. Consta que Lula nem sequer possui celular próprio, valendo-se inúmeras vezes do aparelho de seu assessor pessoal para se comunicar ou ser alcançado por interlocutores. Nada do que diz respeito a Lula, nem mesmo sua relação com parentes, amigos e políticos, passava ao largo do crivo de Marcola. E é justamente esse guardião das chaves de acesso ao poder maior da República que aparece agora enredado em uma investigação da Polícia Federal sobre as fraudes no INSS.

Convém explicar aos distintos leitores quem é essa figura. Formado em Ciências Sociais, Marcola passou por gabinetes na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados antes de se aproximar de Lula no Instituto Lula, há cerca de dez anos. Quando Lula foi preso, Marcola paralisou a própria vida para ir viver em Curitiba entre os apoiadores do petista que levantaram acampamento nos arredores da sede da Polícia Federal (PF) na capital paranaense. Foi ali que Marcola fortaleceu sua relação de intimidade com Lula na base da devoção religiosa.

Para defender o sabujo, Lula saiu-se com esta: “Quem nunca pediu um empréstimo para um amigo?”. De fato, ninguém está livre de passar por um aperto financeiro na vida, mas por que não recorrer a uma instituição bancária, como faz a esmagadora maioria dos cidadãos em dificuldade? Se o objetivo era recorrer a uma pessoa física, entre todos os 200 milhões de brasileiros disponíveis, por que Marcola escolheu como mutuante justamente uma notória lobista com interesse direto em acessar autoridades do governo federal para defender negócios de seus clientes – acesso este que passava pelo crivo do próprio mutuário?

Há boas razões para os cidadãos suspeitarem que o tal repasse não foi empréstimo coisa nenhuma. O jornal Valor revelou que a sra. Luchsinger chegou a pagar contas pessoais de Marcola como contrapartida à liberação de acesso da lobista ao ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Swedenberger Barbosa. Onde já se viu empréstimo em que o credor banca a vida cotidiana do devedor? E mais: Marcola só devolveu o dinheiro depois de ser avisado, pasme o leitor, de que suas conversas com a lobista haviam sido descobertas pela PF, no âmbito da investigação que corre contra ela por suspeita de participação nas fraudes do INSS. Quem o avisou? Essa pergunta tem de ser respondida por Lula e Marcola urgentemente.

Lula se jacta do fato de a PF ser independente em seu governo para investigar quem quer que seja, como se isso fosse concessão sua, não imperativo legal. Ora, que a PF investigue os fatos com absoluta isenção e rigor técnico é o mínimo que se espera. Mas Lula não pode se escudar nessa bravata, de resto ociosa, para se eximir da responsabilidade que lhe cabe nesse rolo por ter premiado a subserviência de um obscuro campista com a chave do Gabinete Pessoal da Presidência da República.”

Jornal da Cidade Online

Dona Maria de Lourdes Costa Ribeiro com 100 anos de Missão Profética ao Povo de Deus, retornou a Casa do Pai

          Senti um profundo pesar, ao tomar conhecimento do passamento da senhora Maria de Lourdes Costa Ribeiro, que no último dia 13 de maio completou 100 anos de idade, dos quais a maior parte dedicada a construção do Reino de Deus, com a sua profissão de fé em servir ao próximo e os seus exemplos cristãos bem marcantes na comunidade católica do Conjunto Radional.

             Dona Lourdes era genitora do jornalista Antonio Roberto Ribeiro, meu amigo de infância, uma vez que ele e sua família moravam na rua da Cruz e eu na rua do Ribeirão e fomos da mesma época na Escola Modelo e participamos de muitas brincadeiras de rua e nos tornamos amigos, e bem fortalecidos quando em 1970 ao chegar para integrar o jornalismo da Rádio e TV Difusora, tive nele o importante elo para socialização na empresa, uma vez que ele já era integrante da equipe de esportes.

            Eu e minha família moramos no Conjunto Radional por 35 anos. Apesar de ter mudado, a nossa raiz de comunidade católica, continua como referência e todos os meus familiares, pela construção de amizades e ações comunitárias e mais ainda pela vivência a aprendizado na Igreja de Nossa Senhora Aparecida. Dona Lourdes era uma das senhoras das quais, além do respeito, tinha uma sincera admiração, o que era também uma motivação para as presenças nas celebrações dominicais e participação nos eventos católicos. Quando visualizava em quase todas nas missas, elas estavam em locais em que se acostumavam e com a plena dedicação com as pessoas e o templo. Tive o privilégio de me tornar amigo da maioria delas, e partida de cada uma, chamada ao Reino da Glória, sinto profundamente, mas o que me conforta é que foram missionárias semeadoras da fé cristã e participantes efetivas na evangelização de gerações, e que na missão profética ajudaram a construir consciências e formação de muitos homens, mulheres e de um modo especial os jovens e as crianças.

            Dentro desse contexto é que me recordo plenamente de dona Maria de Lourdes, como serva de Deus, sempre se disponibilizando em ajudar o próximo e fazer alguma coisa em favor da comunidade cristã, o que realmente me causa um profundo pesar pela irreparável perda, que mesmo a idade avançada não a impedia de professar a sua fé presente e ver no próximo a semelhança de Jesus Cristo.

             O registro que faço sobre o passamento de Dona Maria de Lourdes Costa Ribeiro é acima de tudo, uma expressão solidária e fraterna da minha família, a todos os seus familiares e de maneira especial a Antonio Roberto, o Robertinho, pelo qual tenho um profundo respeito e uma amizade para toda a vida.

             O passamento de Dona Lourdes ocorreu no último domingo e a missa de sétimo dia pela celebração da sua vida será neste sábado (08), no Santuário de Nossa Senhora da Conceção do Monte Castelo.

Aldir Dantas   

            

A história da mulher que quando não está viajando com dinheiro do povo interfere em reuniões do governo

Sinais de que o mundo acabou. Como é que pode uma senhora sem cargo algum, que não recebeu um único mísero voto popular em toda a sua vida, que se não fosse pelo casamento arranjado como prêmio de consolação por visitas ao cárcere de um corrupto que retornou ao local do crime e se transformou no presidente daquela desgraçada nação estaria aí em algum lugar da vida. Merecidamente anônima como convém aos medianos sem brilho próprio, como é que tal criatura ignóbil pode se arvorar em grande autoridade em sentar-se à mesa de reuniões importantes da República. Por falta de noção e de seriedade do governo, ela descamba a falar abobrinhas como se teses de Mestrado fossem, dirige-se a Ministros e autoridades com voz chorosa e determina de maneira imperial o que não lhe cabe, chegando ao descalabro de ordenar que determinada rede social seja expulsa do país somente porque seus parcos dois neurônios assim o desejam?

Que mulher mais sem noção. Que mulher burra é essa cuja voz soa como zurros aos meus ouvidos? Que republiqueta patética é essa que nos obriga a assistir tal cena e ser obrigada a fingir demência diante dessa insana criatura?

Ela é uma vergonha nacional, verdadeira desqualificada posando de gênio da raça. Se burrice pagasse um preço, sua dívida seria impagável. Idiotas me irritam em carga máxima.

Silvia Gabas. @silgabas