Lula mente ao ‘JN’ negando conhecer lobista sócia de Lulinha; e ainda a chamou de ‘pilantra’

Logo após Lula mentir, apareceram nas redes sociais fotos mostrando sua relação com Roberta Luchsinger. Lula (PT) protagonizou momento de grande constrangimento ao ser pego mentindo durante entrevista ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo. Quando o assunto chegou à lobista Roberta Luchsinger — sócia do seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência e corrupção —, a resposta foi peremptória: nunca a viu, nunca conversou com ela, ela nunca esteve próxima dele. “Não conheço essa moça”, afirmou. Chamou-a de “pilantra” e ironizou a mensagem em que ela dizia ter sido convidada por ele a escolher um cargo no governo.

Logo em seguida, voltaram a circular as muitas fotos que documentam o relacionamento entre Lula e Roberta Luchsinger, em diversos momentos diferentes. Não são imagens obscuras ou de origem duvidosa. Estavam no Instagram da própria Roberta: ao lado de Lula e Janja em 2022; na comemoração da nomeação de Daniela Teixeira ao STJ, em 2023, com o presidente no meio das duas; e em post de aniversário do petista, em outubro daquele ano, elogiando-o como “o melhor presidente que esse país já teve”. Outros registros a mostram em eventos da família e da militância petista.

Roberta Luchsinger não é uma figura distante. É apontada pela PF como integrante de um núcleo, com Lulinha e o empresário Fernando Bittar, voltado a intermediar negócios milionários no governo Lula. Mensagens apreendidas mostram a lobista falando em nome do filho do presidente (“eu sou o Fábio”), projetando ganhos de dezenas de milhões, cobrando “somos governo” e relatando que Lula a teria chamado para escolher “onde queria ficar”. Ela recusou, segundo o próprio relato, para permanecer na “sociedade” com Fábio e Fernando. Lulinha é alvo de inquéritos no STF por tráfico de influência. Roberta fez dezenas de visitas a ministérios e ao Planalto fora da agenda oficial.

Lula passou vergonha ao ser desmentido em minutos, logo após a entrevista. Ao escolher a negação absoluta — “nunca vi essa moça na minha vida” — Lula comprometeu a credibilidade de tudo o mais que disse na entrevista e em outras ocasiões. Afinal, quem mente sobre o que está documentado em fotos públicas enfraquece o resto do que diz na mesma conversa: sobre o filho, sobre as investigações, sobre o governo.

A política brasileira está saturada do “não sabia” de Lula no escândalo de corrupção do mensalão em seu primeiro governo, há mais de duas décadas. Desta vez o arquivo visual estava à mão de qualquer um com acesso ao Instagram. O efeito é imediato: a denegação não protegeu Lulinha nem desfez as suspeitas da PF. Apenas deixou a impressão de que, diante da câmera, o presidente preferiu o risco da mentira óbvia ao ônus de admitir proximidade com quem hoje está no centro de três inquéritos. Em campanha, isso não é detalhe. É o tipo de momento que os eleitores guardam.

Diário do Poder

 

O legado de Lula: Corrupção e impunidade

                        *Por Luiz Holanda

                    A avaliação e a preocupação com o legado histórico do presidente Lula dividem opiniões no cenário político e social brasileiro, embora se saiba, desde já, que ele não será positivo. O que prevalecerá dos feitos sociais do seu governo, das crises econômicas e institucionais e da sua postura pessoal diante dos acontecimentos está aquém do que pretende. Segundo seus defensores e analistas, sua trajetória, desde o sindicalismo até a presidência da República o registrará como um líder focado na inclusão das classes populares no desenvolvimento econômico do país. Já seus opositores, analistas liberais e críticos em geral apontam fragilidades estruturais do seu governo, escândalos de corrupção e erros de gestão que caracterizam sua gestão de forma negativa.

                         Matrizes econômicas adotadas geraram descontrole inflacionário, recessão e graves crises fiscais. Críticas a arranjos de governabilidade com base em coalizões congressuais de alto custo político e as escolhas feitas durante seus mandatos culminaram em graves crises de governabilidade. Mas o que vai permanecer na memória histórica de sua vida e do seu governo serão as contradições de sua trajetória como sindicalista e político, além dos escândalos de corrupção ocorridos durante seus quatro mandatos.

                         Entre estes, o maior deles ficará com a Petrobrás, amplamente documentado em investigações como a Operação Lava Jato, envolvendo indivíduos específicos — incluindo ex-diretores indicados politicamente e executivos de empreiteiras.  O corpo funcional (os empregados) da companhia permanecerá intacto, mas o administrativo, não. Lula sempre usou a Petrobrás como trampolim político. Na década de 2000, fez um pronunciamento exaltando a descoberta de petróleo no pré-sal, classificando a novidade como um “passaporte para o futuro” e uma “quase segunda independência do Brasil”. Agora, de forma idêntica, utilizou a mesma expressão para exaltar a descoberta do óleo na Margem Equatorial da Foz do Amazonas. O argumento é o mesmo: os recursos gerados pela exploração fóssil servirão para financiar a transição energética e investimentos em combustíveis renováveis. Em ambos os momentos o discurso enfatiza o papel indutor da Petrobras e a importância de manter o controle estratégico sobre os recursos energéticos nacionais.

                        Até aí tudo bem. O problema é saber se a nova política para a empresa impedirá que a criminalidade retorne quando o petróleo jorrar.   O paralelismo das promessas parece indicar que a crise moral da estatal no seu governo deve ser esquecida, principalmente a corrupção. A descoberta do óleo na foz do Amazonas não impedirá que o país se recorde da época em que a Petrobras se tornou o principal foco dos esquemas de desvio de dinheiro investigados pela Operação Lava Jato. Lula chegou a provocar o governo dos Estados Unidos ao afirmar que, caso ocorram conflitos com o fechamento do Estreito de Ormuz no Oriente Médio, o Brasil poderá abastecer o mercado internacional com a nova produção.

                      Lula esquece que a Lava Jato descobriu o maior esquema de corrupção já existente no Brasil, maior até dos que ocorridos no Banco Master e nas fraudes no INSS. Todos geraram fortes impactos políticos e investigações complexas — atingindo, inclusive, figuras ligadas à base governista, sendo que, o do Banco Master, atingiu todos os poderes da República, gerando uma intensa guerra de narrativas entre o governo e a oposição. Os escândalos do Master e do INSS não são os maiores ocorridos durante o governo Lula em termos de volume financeiro ou condenações históricas.

                     Em termos históricos e de envergadura jurídica já julgada, os maiores esquemas de corrupção associados aos governos do PT continuam sendo o Mensalão e o Petrolão. A Petrobrás perdeu muito dinheiro com a corrupção. O esquema de compra de apoio parlamentar envolveu cifras bilionárias e dezenas de condenações de ex-dirigentes partidários, parlamentares e grandes empreiteiros.  A liquidação do Banco Master e os desdobramentos das investigações conduzidas pelo STF sob a relatoria do ministro André Mendonça e pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero apontam para fraudes financeiras e relações suspeitas envolvendo um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões (Operação Sem Desconto) e os processos conexos que investigam irregularidades financeiras e operações ligadas ao Banco Master.

                    A oposição busca associar a gênese e as conexões dos casos a lideranças petistas, enquanto os aliados do governo argumentam que, no caso do Master, o banco teve ascensão e autorizações regulatórias consolidadas em administrações federais anteriores, e que o atual governo atuou para estancar e apurar as irregularidades. Tal fato não corresponde à realidade. O legado de Lula será, com toda certeza, negativo, manchado pela corrupção e pela impunidade.

*Luiz Holanda

Advogado e professor universitário

 

Pasmem! Disputa “sangrenta” no STF: Ministro André Mendonça luta sozinho por Justiça

Um artigo da jornalista Malu Gaspar em O Globo revela a guerra institucional nos bastidores do Supremo que pode decidir a eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mais do que isso: mostra um ministro isolado, André Mendonça, enfrentando pressões enormes para fazer o que é certo. A “guerra mais sangrenta e decisiva” não está no horário eleitoral, nem nas redes sociais ou debates. Está dentro do STF, onde tramitam os casos Dark Horse e Lulinha. O ritmo e as revelações desses inquéritos vão definir:

–  Quem tem mais chance de vitória numa eleição pautada pela rejeição.

– Quem vai dominar o tribunal nos próximos anos com as aposentadorias de ministros.

Os dois cenários possíveis. Se Lula vencer:

– A ala de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes tende a emplacar aliados nas 3 vagas que se abrirem e mais a de Barroso (ainda indefinida).

Se Flávio Bolsonaro vencer:

– O STF pende à direita.

– O centro de gravidade vai para André Mendonça, relator dos casos Banco Master e INSS.

Sob essa “guerra de tronos”, há um embate que revela a coragem de um ministro que está sozinho. André Mendonça está isolado no STF, mas não se curvou às pressões.

– Desconfia que o diretor-geral da PF usa o cargo para atrapalhar as investigações.

– Está lutando contra um sistema que tenta blindar poderosos.

Andrei Rodrigues (Diretor-Geral da PF)

– Acusa Mendonça de tentar “dirigir politicamente” as investigações

– Mas o artigo mostra que não houve reação semelhante em casos anteriores com outros ministros.

O ministro tomou decisões que mostram independência e coragem, mesmo estando isolado:

– Ordenou que delegados deixassem dados brutos (quebras de sigilo telemático e fiscal) sob custódia em seu gabinete, para garantir que nada seja manipulado.

– Mandou que não compartilhassem informações com superiores hierárquicos, para evitar vazamentos seletivos.

– Exigiu que eventuais trocas de equipes fossem submetidas a ele, para garantir a lisura das investigações.

No caso do INSS, só após Mendonça cobrar relatórios parados há meses é que as suspeitas contra Lulinha viraram 3 inquéritos que hoje assombram a candidatura de Lula. Isso mostra que, sem a pressão de Mendonça, nada aconteceria. Ele está certo em exigir transparência.

Andrei recorreu à *Advocacia-Geral da União (AGU):

– Pediu que tentasse revogar as medidas de Mendonça.

– Classificou as ordens como “inconstitucionais”, mas isso é pressão para blindar investigados.

– Colocou Jorge Messias numa posição delicada.

Mendonça está sendo pressionado de todos os lados, mas não recua. Isso é integridade.

Jornal da Cidade Online

 

Dívida de empresas em recuperação é de R$180 bilhões, sob governo Lula, hostil ao setor privado

Custo elevado do crédito, juros nas alturas etc, fragilizam quem empreende e emprega no Brasil. O volume de dívidas de grandes empresas brasileiras em recuperação judicial ou extrajudicial chegou a cerca de R$180 bilhões, levando as reestruturações corporativas ao maior nível já registrado no país. A entrada da Braskem nesse grupo reforça um movimento que ganhou força em 2026. Empresas de diferentes setores vêm recorrendo à renegociação de passivos para reorganizar o caixa, alongar vencimentos e reduzir a pressão financeira sobre suas operações.

Como informa a plataforma Faria Lima News, o cenário vai além de casos isolados. O custo elevado do crédito, o peso dos juros sobre dívidas acumuladas e a dificuldade de refinanciamento aumentaram a pressão sobre companhias com estruturas financeiras mais fragilizadas. Com isso, as recuperações passaram a refletir uma deterioração mais ampla do crédito corporativo brasileiro, atingindo grupos de grande porte e ampliando o volume de dívidas submetidas a processos de reestruturação.

Esse fenômeno ganhou dimensões recordes no atual governo Lula (PT), acusado de criar e ampliar um ambiente hostil para quem empreende e investe no Brasil.

Diário do Poder

 

Maurício Camisotti delatou Careca do INSS e admitiu roubalheira de R$ 400 milhões

Delator está preso em São Paulo e já prestou mais de dez depoimentos sobre roubo bilionário a aposentados e pensionistas. O maior operador do esquema de roubo bilionário a aposentados e pensionistas, Maurício Camisotti, já prestou mais de dez depoimentos de sua delação premiada proposta à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), e apontou Antônio Camillo Antunes, o “Careca do INSS”, como grande orquestrador do roubo a quase 10 milhões de vítimas de descontos fraudados e não autorizados em contracheques. Segundo a CNN Brasil divulgou nesta quinta-feira (27), Camisotti admitiu ter movimentado ao menos R$ 400 milhões do esquema criminoso em empresas ligadas a ele mesmo.

De acordo com o jornalista Elijonas Maia, a PF está satisfeita com as delações de Camisotti e, junto com a PGR, já estão na fase final de preparação do acordo de colaboração premiada que será submetida ao crivo do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como relator do caso o ministro André Mendonça.

Preso na carceragem da Superintendência da PF em São Paulo, Camisotti não foi indiciado no inquérito sobre operadores do roubo aos beneficiários do INSS, por ter colaborado com novas informações que contribuíram com o indiciamento de 54 investigados, em dois relatórios concluídos no início deste mês de agosto. Entre eles estão Careca do INSS e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Em março de 2026, o ministro André Mendonça determinou a transferência de Camisotti da Penitenciária II de Guarulhos para a carceragem da PF. E está sendo mantido lá por seguir colaborando com as equipes de investigadores que atuam na superintendência paulista da corporação.

Preso em setembro de 2025, Maurício Camisotti largou na frente dos demais investigados, ao assinar o primeiro acordo de delação sobre o roubo bilionário do INSS, em abril deste ano, quase um ano após a deflagração da Operação Sem desconto. E sua primeira versão da delação, conduzida pela PF, já havia sido enviada ao STF, mas a Mendonça devolveu o acordo de colaboração para ser refeito com participação conjunta da PGR e da PF.

A CPMI do INSS estimou que o esquema rendeu entre R$ 7 bilhões e R$ 10,5 bilhões, entre 2015 a 2025, envolvendo 47 entidades associativas e sindicatos acusados de lesar 10 milhões de aposentados e pensionistas. E os órgãos de controle estimaram R$ 6,3 bilhões roubados de cerca de 4,1 milhões a 6 milhões de aposentados e pensionistas, entre 2014 e 2024.

Em abril, o relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), expôs sua expectativa de que Camisotti tiraria o sono de integrantes da cúpula do poder da República, em Brasília, com sua delação. O vice da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) cobrou que Camisotti delatasse políticos e autoridades envolvidos nos crimes monstruosos.

Diário do Poder

 

Advogado de Filipe Martins aponta elo entre missão e a “PF de Moraes” nos EUA para registro fraudulento

O advogado Ricardo Scheiffer que integra a defesa de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que uma missão da Polícia Federal nos Estados Unidos coincide com o período em que foi criado o registro migratório falso usado contra o seu cliente. A afirmação foi feita em entrevista ao jornalista Cláudio Dantas. Segundo Scheiffer, a equipe era liderada pelo delegado Fábio Shor e esteve em Orlando e Nova York para apurar os casos das joias e das vacinas. A defesa sustenta que essa missão ocorreu no mesmo período relacionado ao registro I-94 que apontava, falsamente, a entrada de Martins nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022.

“Nós temos prova disso”, declarou o advogado, que afirmou ter usado o material no processo americano para demonstrar uma possível manipulação do sistema migratório com o objetivo de manter Martins preso. A Justiça dos Estados Unidos já reconheceu que o documento era falso. O juiz Gregory A. Presnell determinou que as autoridades americanas apresentem informações capazes de identificar quem inseriu o dado e como a fraude foi realizada. Até o momento, a ligação entre a missão da PF e a adulteração do registro é uma linha apresentada pela defesa, e não uma conclusão oficial das autoridades. A documentação solicitada pelo tribunal americano poderá esclarecer quem produziu o registro e quais agentes participaram do procedimento.

Jornal da Cidade Online

Justiça dos EUA e os delegados da PF suspeitos da fraude para o STF condenar Filipe Martins

A fraude no registro de entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos envolve quatro funcionários do serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e três representantes brasileiros. A informação consta da documentação tornada pública pelo juiz Gregory A. Presnell, responsável pelo caso.

Leia o comentário do jornalista Claudio Dantas:

“Ao menos dois dos três brasileiros, são delegados da Polícia Federal. Um deles esteve lotado no National Target Center (NTC), junto ao CBP, e mantinha contato direto com os agentes do ICE.

Embora esses nomes ainda não sejam formalmente conhecidos, fontes ligadas ao processo suspeitam dos delegados Adriano Camargo e Marcelo Ivo, este último banido dos EUA após monitoramento ilegal de Alexandre Ramagem em solo americano.

No Brasil, a rede de servidores conectados ao caso envolveria ainda, segundo esses relatos, o delegado Fábio Shor, então responsável pelo inquérito que levou à prisão de Martins, e os delegados Marco Bontempo e Luiz Eduardo Navajas Telles Pereira, ambos associados à tramitação das informações e ofícios internacionais que reproduziram a informação migratória.

Presnell já indicou que pretende tornar públicos os nomes nas próximas semanas. Com a confirmação oficial da fraude, a defesa de Filipe Martins pedirá a revisão criminal do caso e a extinção da pena.”

Jornal da Cidade Online

Lulinha investigado na Espanha: Diante de Indícios de mais uma fraude do ‘filho do rapaz’

Uma denúncia levada ao Ministério Público da Espanha pelo jornalista Oswaldo Eustáquio e o advogado Fábio Pagnozzi, que defende a ex-deputada Carla Zambelli, pode complicar a situação de Lulinha na Espanha. A denúncia pede que sejam investigadas as atividades da empresa de Lulinha, a Synapta SL, sediada em Madri, no sentido de que seja feita a averiguação de aspectos como movimentações financeiras, estrutura econômica, mudanças de sede e o real objeto social da companhia.

O objetivo é que o Ministério Público espanhol verifique se a Synapta SL seria uma empresa-fantasma utilizada para ocultar, canalizar ou gerenciar ativos e fundos ligados a fatos investigados no Brasil. Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o objeto social registrado, a Synapta pode atuar com consultoria técnica e informática, além de planejamento e desenvolvimento de sistemas que integrem equipamentos, programas e tecnologias de comunicação.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, reagiu à denúncia, afirmando que o seu cliente vai responder a toda e qualquer investigação com transparência e que Lulinha está à disposição para esclarecer qualquer questionamento. Segundo o advogado, não há preocupação quanto à Synapta SL, empresa de Lulinha sediada em Madri e alvo do pedido de investigação. Ele destacou que a defesa já informou às autoridades que a empresa está inativa e que pode reafirmar e comprovar essa situação novamente.

Para o jornalista Oswaldo Eustáquio, caso o Ministério Público espanhol conclua que a empresa de Lulinha não tem atividade real, ele pode perder a base legal que o autoriza a permanecer no país. A própria denúncia pede que se verifique se a companhia serviu para ‘justificar a residência na Espanha’. Pelo visto, tudo caminha para a comprovação de mais uma fraude do ‘filho do rapaz’.

Jornal da Cidade Online

El Niño: Assombrações e terror na vida real

                                                                            *Marli Gonçalves

Não é brincadeira, visível que já temos e teremos dias bem e ainda mais complicados pela frente. O “garoto” chega chutando a bola Terra, aproveitando e se somando ao aquecimento global. Nem sei bem o que mais teremos de fazer e preparar para recebê-lo, se a casa, o corpo, a mente, tudo junto.

Um pesadelo já acompanhar e perceber os efeitos do El Niño, não só confirmado, como dia a dia tendo seus aspectos ampliados em categorias anunciadas de forma grave. Meteorologistas projetam um “El Niño monstro”, o mais intenso em 250 anos, com dobro do nível de um Super El Niño e extremos no Brasil.

Ele até poderia vir Fraco, moderado, mas já é tido como Forte e a caminho do Muito Forte, quando atinge temperaturas acimas de 2,0°C acima da média. Pior é que há previsões de que possa ultrapassar até os 3,0°C acima da média. O que será uma tragédia, se confirmado.

Tenho pensado muito nisso, o mal estar quando o tempo seco aparenta ser mais seco ainda, trazendo dor de cabeça e certo e estranho enjoo nas tardes. Preocupação com as chuvas que já não são mais aquelas que quando vêm, refrescam, passam. Alagam, deixando rastros. Ou não chegam, trazendo seca. Os alertas severos recebidos se incorporaram ao nosso cotidiano, com mensagens bem pouco alentadoras.

Muito calor. Muito frio. Se alternam em dias, numa mesma semana, e a saúde vai pro brejo. O tema deve ser levado mais a sério. Envolve aspectos que precisam ser notados, e os governos sacudidos e acordados para tomar todas as providências que possam amainar as consequências que seguirão ainda por muito tempo e além das que sentimos em nossos corpos, nos sistemas de saúde, na economia, inflação, agricultura, escassez, na energia elétrica. O garoto “El Niño” deverá ficar por aqui até o outono do ano que vem, sempre chutando cada vez mais forte. Ando aflita ainda por conta de detestar insetos, e especialistas acompanham impactos sobre doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya. Mudanças de temperatura e chuva afetam o ciclo do Aedes aegypti. Calor, baratas, pernilongos, cupins e outros pequeninos monstrinhos andam juntos. Ziquizira total.

Mas há um aspecto para o qual gostaria de chamar a atenção, o número de atos bárbaros e violentos e descontrolados dos quais temos cada vez notícias mais frequentes. Violência doméstica, no trânsito, nas ruas, brigas, mortes. Comportamentos estranhos, repentinos e descontrolados, ataques de raiva, fúria. O calor irrita, e muito. Armas estão por toda a parte. As condições sociais não são exatamente as melhores. Não é preciso ser muito sensível para perceber que há descontrole, incertezas e muita confusão nas informações, repletas de manipulação, ampliadas agora no período eleitoral.

Podemos pôr tudo na conta do El Niño, ou só é piora na estupidez humana?

Marli Gonçalves – Jornalista, cronista, consultora de comunicação, com passagem por alguns dos principais veículos, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano,

 

Confiança do consumidor brasileiro no governo Lula cai ao pior nível desde 2022, mostra FGV

ICC recua 3,6 pontos em agosto, para 84,7 pontos — quarta queda mensal seguida do indicador. Os brasileiros estão mais pessimistas em relação à economia, um movimento que tende a reduzir a disposição para o consumo de bens e serviços. É o que mostra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado nesta terça-feira (25) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em agosto, o indicador recuou 3,6 pontos, para 84,7 pontos — o pior resultado desde novembro de 2022, quando a confiança somava 83,5 pontos. Foi a quarta queda mensal consecutiva. Para a economista da FGV Anna Carolina Gouveia, a sequência de recuos indica uma piora no humor das famílias com relação à economia, puxada pela deterioração das expectativas para o futuro e por uma leitura menos favorável do momento presente. Segundo ela, o movimento foi generalizado entre as diferentes faixas de renda pesquisadas.

Situação atual

O ICC é formado por dois componentes. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção do consumidor sobre o presente, caiu 0,6 ponto, para 83,8 pontos. Já o Índice de Expectativas, voltado à confiança no futuro da economia, teve queda mais acentuada — 5,4 pontos, para 86,1 pontos —, o pior patamar desde julho de 2022, quando o indicador marcava 85,6 pontos.

Recuo nas compras de bens duráveis

Além de medir a percepção sobre o futuro, o Índice de Expectativas também avalia efeitos práticos do otimismo ou pessimismo dos consumidores. Um dos itens que compõem o indicador é a intenção de compra de bens duráveis, como eletrodomésticos e móveis, que caiu 10 pontos em agosto, para 74,7 pontos — o menor nível desde julho de 2022, quando o item estava em 68,1 pontos.

Diário do Poder