Faroeste maranhense desmoraliza o STF

Ainda sobre a incrível quebra do sigilo da fonte jornalística, perpetrada pelo milionário ministro Alexandre de Moraes dentro do indestrutível inquérito das fake news, em apoio ao xerife-chefe do Maranhão, seu colega Flávio Dino. Alguns gaiatos apareceram comentando o assunto e querendo defender o indefensável com o seguinte argumento: o sigilo da fonte jornalística não seria um direito absoluto, podendo ser quebrado quando o jornalista comete crime para obtê-lo. No caso, o crime seria um suposto suborno aceito pelo jornalista para fazer a matéria.

O editorial do Estadão trata o assunto de maneira conceitual: mesmo que tenha havido vício na obtenção da informação, esse vício deve ser investigado usando-se expedientes de acordo com a lei. Nas palavras lapidares do editorial “se há suspeita de crime, que se apure a autoria e a materialidade com respeito ao devido processo legal – e perante as autoridades competentes. O estado não pode usar meios ilegais para investigar quem quer que seja, por mais tentadores que sejam os atalhos que surjam no meio de uma investigação.”

Isso é o conceito. Na prática, a história, mesmo na versão apresentada por Dino e Moraes, não para em pé. Mesmo na hipótese de que o jornalista tenha aceito suborno para fazer a sua matéria, isso não torna a relação entre o jornalista e a fonte devassável. Não enquanto não se provar que houve a compra do jornalista. Foi invertida a ordem do inquérito: primeiro se quebrou o sigilo da fonte. Depois, se tenta provar o crime do jornalista. Isso tem um nome em direito: pesca probatória, o que é ilegal.

Mas enfim, o faroeste maranhense tomou conta do Supremo, com a prestimosa ajuda corporativa de alguns ministros e diante da complacência pusilânime da maioria. E tem gente que ainda acha normal, ou pior, legal, tudo isso.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

 

Jornalista Claudio Dantas publica “Carta aberta aos jornalistas” e faz assombroso alerta

O jornalista Claudio Dantas, com passagem por importantes veículos da imprensa brasileira, extremamente respeitado e um dos mais brilhantes da atual geração, independente e sem amarras ideológicas, divulgou uma carta aberta aos jornalistas brasileiros. O teor é bastante sério, assombroso.

 Confira:

“O Brasil é governado por uma Junta Cívico Jurídica que tem como expoentes Lula, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Um consórcio autoritário que submete a todos, inclusive a imprensa que o apoia deliberadamente e por interesses mesquinhos.

Essa Junta destruiu a Lava Jato e sufocou um movimento político de massa de origem popular, legítimo e democrático. Acusado de radicalismo, por mera questão de forma e não de conteúdo, esse movimento amadureceu e agora entrega um candidato adaptado à forma.

Mesmo apanhando todo dia dessa mesma imprensa, Flávio e seus aliados absorvem acusações falsas e críticas desonestas; e ainda mantêm o diálogo com todos. Da última vez que esteve no meu programa, há mais de um ano, declarou ao vivo seu respeito ao meu trabalho, citando minhas críticas duras, mas honestas. Teve a coragem de ser entrevistado pelo jornalista que publicou a história da compra de sua casa em Brasília. Não foi à Justiça tentar derrubar a matéria, não fez ameaças, não pediu para a PF quebrar meu sigilo para descobrir a fonte da reportagem. Seu pai (Jair) também me recebeu no Planalto, mesmo quando criticado por mim por suas escolhas para a PGR e para o STF.

Já fui censurado pela Junta, nunca por qualquer bolsonarista. Despertei para isso há alguns anos e estimo que o mesmo aconteça com outros jornalistas, acadêmicos, financistas etc.

Me lembro que, em 9 de janeiro de 2023, ao questionar um advogado do PT — bastante conhecido e educado — sobre os abusos de direitos humanos contra cidadãos comuns indignados com a eleição de Lula, ouvi a frase “que Moraes tranque todos eles e jogue a chave fora”. Essa frase funcionou na minha cabeça como um gatilho, foi literalmente uma “virada de chave”. Percebi ali que a “forma” é irrelevante diante do conteúdo e, muitas vezes, tem até sentido tático.

Por isso, coloquei meu microfone em defesa dessa gente vítima do arbítrio da Junta. Por isso, nado contra a maré da conveniência. Coloco minha experiência de quase 30 anos de jornalismo político e investigativo para ajudar na qualificação também desse debate, que é o mais importante de todos: queremos viver a divergência de maneira democrática, no estado de direito, fazendo o embate de ideias pela política, ou pacificar o país na marra, no medo, trocando o barulho das redes pelo silêncio das masmorras da PF?

Rogo aos jornalistas que ainda pretendem fazer seu ofício que compreendam o atual limiar civilizatório que vivemos. Jornalistas devem fiscalizar o poder, criticar, se opor (podem até elogiar o que está certo rs), mas isso só é possível numa sociedade democrática.

É preciso colocar um fim no regime atual em outubro, antes que o próximo outubro nunca chegue.”

Jornal da Cidade Online

Questão é invertida: Governador do Maranhão diz sofrer perseguição de Flavio Dino no STF

Flávio Dino é o ministro relator de uma série de suspeitas de crimes que teriam sido cometidos por aliados do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão. Segundo o governador, o envolvimento de Dino nos processos se trata de uma “perseguição” de um adversário político e que o STF não tem competência para julgar um caso que envolve autoridades estaduais. Nesse caso, a investigação deveria ser julgada pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Em seu perfil no X, Brandão diz que não teme a investigação, mas que “devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário”.

Parece que virou uma prática permanente a atuação de ministros do STF contra adversários políticos. O governador também questiona a parcialidade de Dino em uma investigação contra aliados do governador pelo fato de que o ministro endossou um adversário do grupo de Brandão no pleito para o governo estadual neste ano. Dino e Brandão eram aliados no Estado e foram a chapa vencedora nas eleições estaduais de 2018, que teve Dino como governador e Brandão como vice. Na eleição seguinte, em 2022, Brandão saiu vitorioso com o apoio de Dino e emplacou Felipe Camarão como seu vice. Acontece que houve uma ruptura em 2024 que resultou na divisão do governo entre 2 blocos políticos, um ligado a Brandão e a outra ala conhecida como dinistas, que hoje apoia Camarão para liderar o Estado.

Jornal da Cidade Online

 

Advogado que derrotou Alexandre Moraes na Itália é acionado para denunciar Lulinha na Espanha

O advogado Fabio Pagnozzi, que defende a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), anunciou nesta sexta-feira (14) que pretende pedir ao Ministério Público espanhol a abertura de investigação sobre a empresa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula (PT). Segundo Pagnozzi, o Careca do INSS depositou dinheiro na Espanha para uma empresa denominada Folhimed. Ele investiga a possibilidade de uma possível triangulação envolvendo Lulinha.

Ele adverte:

“Se esses crimes ficam impunes no Brasil, na Espanha não vão ficar”.

Para tanto, o advogado espanhol Daniel Romero, que derrotou o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o jornalista Oswaldo Eustáquio, foi acionado e deverá participar do caso.

Jornal da Cidade Online

 

Deputado Alfredo Gaspar: Quem do governo Lula participou da roubalheira do Conafer no INSS?

Candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL) diz que poderosos temem delação de Carlos Roberto Lopes sobre roubo no INSS. O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou nesta quinta-feira (13) que a rendição do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, à Polícia Federal levou muitos poderosos a temer a possível delação do investigado pelo roubo bilionário a aposentados e pensionistas. Em contrapartida, o relator da CPMI do INSS afirmou que brasileiros querem saber se uma eventual colaboração premiada do sindicalista revelará quem no governo do presidente Lula (PT) teria participado do esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários. “Hoje, tem muito poderoso temendo uma possível colaboração de Carlos Roberto Lopes, presidente da Conafer, que se entregou à Polícia Federal após nove meses foragido. O Brasil quer saber quais agentes do governo Lula participaram do lamaçal da Conafer”, provocou Alfredo.

O deputado alagoano que é vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lembrou que denunciou que foram descontados mais de R$ 800 milhões das contas de aposentados e pensionistas brasileiros, envolvendo a entidade presidida por Carlos Roberto Lopes em descontos associativos irregulares.

“Eles não agiram sozinhos! Agora é hora de descobrir até onde esse esquema chegou e quem mais participou dele. O aposentado brasileiro espera por justiça”, afirmou o relator da CPMI do INSS, em suas redes sociais.

A rendição do presidente da Conafer que estava foragido há cerca de nove meses pode fazer parte de uma possível estratégia para um acordo de delação premiada. Carlos Roberto Ferreira Lopes entregou-se na tarde de ontem (12), na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília. E a PF afirmou que ele será encaminhado ao Sistema Prisional.

Quem é Carlos Roberto Lopes?

Presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes chegou a ser preso em flagrante, na madrugada de 30 de setembro de 2025, por mentir à CPMI do INSS. Mas foi libertado minutos depois, apesar da suspeita de um roubo de R$ 800 milhões de aposentados e pensionistas. Depois, o próprio Alfredo pediu a prisão preventiva do sindicalista, citando risco de fuga do investigado e da perda de bens obtidos por crimes, além de denúncias de ameaças a testemunhas. E o mandado de prisão foi ordenado em novembro pelo ministro André Mendonça, que é relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Naquele mês, Carlos Roberto Lopes foi indiciado pela PF, quando a perícia da corporação revelou que a Conafer recebeu R$ 708,2 milhões de reais do INSS, e desviou R$ 640 milhões deste montante para empresas de fachada e contas de operadores financeiros ligados ao esquema.

Diário do Poder

No encontro na casa de Alexandre de Moraes com Alcolumbre, Lula tentou firmar compromisso político

Nos recentes encontros que Lula (PT) teve com Davi Alcolumbre (União-AP), o petista tentou sair com um compromisso do presidente do Senado de que os projetos de interesse do governo seriam pautados e aprovados na Casa Alta. Em vão. Lula destacou o fim da escala 6×1, PEC da Segurança e projeto dos minerais críticos para serem aprovados antes das eleições, além de reforçar que pretende insistir em Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal.

Não tem votos

Alcolumbre não se dobrou a Lula e disse que Messias continua sem votos suficientes entre os senadores para aprovar a indicação.

Como Hugo Motta

Fora a ladainha de “diálogo republicano” e de interesse do país, Alcolumbre quer o apoio do PT para se reeleger presidente do Senado.

A própria sorte

Das pautas que Lula destacou, o senador falou que andaria com a tramitação, como fez, mas sem compromisso com resultado de votação.

Suco de maracujá

Alcolumbre avisou ainda que dificilmente alguma sai antes das eleições, mas minerais críticos tem a maior chance de votação rápida.

Coluna do Claudio Humberto

O Foro de São Paulo: “…nós podemos fazer o diabo quando é a hora de eleição”

Aqui a história de Lula escancara de vez uma frase dita por Dilma Roussef, o poste de Lula: “…nós podemos fazer o diabo quando é a hora de eleição”. Com o fim da URSS, após a Glasnost e a Perestroika de Gorbachev, a queda do muro de Berlim, os países satélites soviéticos da América Latina perderam o financiamento de sua “galinha dos ovos de ouro”. Fidel nunca conseguiu transformar Cuba em um país autônomo.

O país só produzia rum, charutos, açúcar e a população entrou em estado de miserabilidade, após o golpe de Castro, contrastando com o país próspero da época pré-revolução comunista. Fidel precisava conseguir dinheiro de alguma forma, no início da década de 90. Foi assim que Fidel teve a “brilhante” ideia de tentar reunir todos os partidos e organizações de esquerda (legais e ilegais, como as FARCs p.ex.), para tentarem conquistar a hegemonia de poder na América Latina, substituindo a extinta URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) pela URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina).

A URSAL, tratada como teoria da conspiração pela mídia amestrada, nunca existiu oficialmente, apesar de funcionar na prática através da UNASUL e do Foro de São Paulo (de explícito viés marxista), que sempre buscaram a união “política, social, cultural, econômica e de infraestrutura” entre os países membros da América Latina.

O Foro de São Paulo, criado por Fidel e Lula, no início dos anos 90, teve reuniões anuais durante toda a década, procurando dominar todos os países da região, atingindo seu ápice entre os anos 2000 e 2010, quando conquistaram o poder em 18 países ou 90% dos 20 países soberanos da AL. O projeto sempre foi buscar a hegemonia do poder e a submissão das soberanias nacionais aos ditames do “Foro”, conforme a dita “teoria da conspiração” da URSAL.

Segundo denunciou Juan Reinaldo Sanchez, ex-segurança de Fidel, em seu livro “A Face Oculta de Fidel Castro”, o ditador já utilizava financiamento do narcotráfico como fonte de renda para seu regime. Leonardo Coutinho, em seu livro “Hugo Chavez, o espectro: Como o presidente venezuelano alimentou o narcotráfico, financiou o terrorismo e promoveu a desordem global”, narra como Chavez foi convencido por Fidel a se associar ao narcoterrorismo, com fins revolucionários, para combater o “imperialismo estadunidense”. “….podemos fazer o diabo…”

Lula perdeu 3 eleições presidenciais na década de 90, mas ajudou a criar uma das maiores e mais poderosas organizações marxistas-narcoterroristas do mundo: O Foro de São Paulo.

Pedro Possas. Médico.

 

Ministro André Mendonça diz que não dará trégua nos casos de corrupção do Master e INSS

Ministro do STF afirma que investigações terão tratamento imparcial e serão analisadas conforme as provas e as regras constitucionais. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que pretende manter uma atuação rigorosa e independente nos processos relacionados ao Banco Master e às fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante entrevista, Mendonça destacou que a função de um magistrado é aplicar a legislação de maneira objetiva, sem favorecer ou prejudicar investigados por razões políticas ou pessoais. Segundo ele, sua atuação deve permanecer vinculada aos elementos apresentados nos autos e às garantias previstas na Constituição. O caso do Banco Master está entre os processos de maior repercussão atualmente sob responsabilidade do ministro.

A investigação apura suspeitas envolvendo a instituição financeira e pessoas ligadas às operações que levaram o banco ao centro de uma série de apurações policiais e judiciais. Mendonça também conduz procedimentos relacionados às irregularidades identificadas no sistema previdenciário. As investigações sobre descontos não autorizados em aposentadorias e pensões atingiram entidades e pessoas suspeitas de participar de um esquema que teria provocado prejuízos a beneficiários do INSS. O ministro afirmou que casos de grande repercussão exigem atenção redobrada justamente porque podem envolver autoridades, empresários e pessoas com diferentes vínculos políticos.

Para Mendonça, a identidade dos investigados não deve determinar o tratamento dado pelo Judiciário. A atuação no caso Master ganhou ainda mais relevância depois que Mendonça assumiu a relatoria da investigação. A partir daí, o ministro passou a concentrar decisões relacionadas às diligências, ao acesso a informações e às medidas solicitadas pelas autoridades responsáveis pela apuração. No processo envolvendo o INSS, a investigação também avançou sobre diferentes núcleos e pessoas relacionadas às suspeitas de descontos indevidos. A apuração busca identificar como funcionava o esquema, quem teria participado e quais foram os prejuízos provocados aos beneficiários.

Mendonça defendeu ainda a necessidade de preservar a credibilidade do Supremo por meio de decisões fundamentadas e do respeito às regras processuais. O ministro afirmou que a confiança nas instituições depende da percepção de que os julgamentos seguem critérios objetivos. Em outro ponto da entrevista, Mendonça manifestou apoio à discussão de um código de ética para os ministros do STF.

A proposta busca estabelecer parâmetros de conduta para integrantes da Corte e ampliar a transparência sobre determinados procedimentos. Indicado ao Supremo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça assumiu a cadeira na Corte em dezembro de 2021. Atualmente, os processos sob sua responsabilidade incluem investigações com potencial para atingir personagens de diferentes grupos políticos e setores econômicos.

Ao comentar sua atuação, o ministro resumiu sua posição ao afirmar que seu papel é ser imparcial. A declaração ocorre em um momento em que os casos Master e INSS concentram atenção de órgãos de investigação, do Judiciário e do Congresso. A orientação apresentada por Mendonça é que eventuais responsabilidades sejam definidas a partir das provas reunidas nos processos, respeitando o direito de defesa e os demais procedimentos previstos pela legislação brasileira.

Diário do Poder

 

Ministro Flavio Dino comanda inquéritos contra desafetos políticos no Maranhão, diz o governador Carlos Brandão

Desafeto de Dino, governador Carlos Brandão agora é acusado de “chefiar organização criminosa”. Uma série de investigações da Polícia Federal, sob relatoria e comando direto do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, aponta o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), desafeto pessoal do magistrado, como suposto “líder de uma organização criminosa envolvida em desvios de recursos públicos e até no homicídio de um empresário em 2022.  O senador Weverton Rocha também figura como suspeito de pressões em processo no STJ sobre crime no estado. Brandão alega perseguição política. Como reportaram Vinícius Valfré, Aguirre Talento e Gustavo Côrtes no Estadão, Dino reproduziu relatório da PF identificando o governador como “provável líder da organização criminosa ora investigada”, citando fluxos de valores e interlocuções com aliados, incluindo o sobrinho Daniel Brandão, conselheiro do TCE. As investigações envolvem suspeitas de obstrução, coação de testemunhas e uso da estrutura estatal, em casos que atingem adversários políticos e desafetos de Dino no Maranhão, onde o ministro mantém influência e o grupo “dinista” se opõe ao atual governo.

                                                      A Nota Oficial do Governo do Estado do Maranhão 

“A assessoria do governador Carlos Brandão vem a público esclarecer que o Supremo Tribunal Federal não tem competência para julgar casos relacionados a governadores de estados, atribuição legal do Superior Tribunal de Justiça. Ainda que no âmbito das investigações surjam personalidades ou autoridades com este foro, cada um deve ser direcionado ao juízo competente, questão apresentada pela Procuradoria-Geral da República na petição 15437/MA (página 31).

Destaca ainda que vê com surpresa a quebra de sigilo dos processos por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, após tamanha repercussão da quebra do sigilo da fonte envolvendo o jornalista Luís Pablo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, direito que é assegurado pela Constituição.

Causa estranheza o inquérito sobre o caso Tech Office se ater a atos relacionados unicamente a partir de 2022, quando houve o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, em São Luís. A decisão omite, porém, a reabertura de um processo administrativo de pagamento que estava arquivado desde 2014, sendo retomado em 2019, e que seria o motivo do homicídio. O processo foi reaberto na Secretaria de Educação do Estado, que era à época era comandada por Felipe Camarão e quando o próprio ministro era governador do Maranhão.

Em 2025, o ministro Flávio Dino lançou publicamente o nome de Felipe Camarão ao cargo de pré-candidato ao governo do estado, em evento em uma universidade, motivo pelo qual o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou pedido de impeachment contra o ministro no Senado Federal.

O grupo que se intitula de “dinistas” é adversário político do governador Carlos Brandão. Apesar de todos os elementos acima citados, o ministro segue responsável por decisões que impactam diretamente o cenário político do Maranhão.”

Diário do Poder

 

Flavio Dino tira sigilo de investigações no Maranhão e complica o senador Weverton Rocha

Documentos tornados públicos apontam corrupção, desvio de emendas, homicídio e tentativa de obstrução de investigação. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta sexta-feira (14) o sigilo de três decisões relacionadas a investigações sobre corrupção no Maranhão. Os documentos tratam de desvio de recursos públicos, financiamento de empresas por meio de emendas parlamentares, homicídio e tentativa de obstrução da Justiça. Uma das frentes da investigação envolve o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que é suspeito pela Polícia Federal de ter tentado interferir no andamento, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), de uma investigação relacionada ao assassinato de um empresário maranhense em 2022.

Segundo a PF, dados extraídos do celular do senador mostram contatos frequentes com o ministro do STJ Humberto Martins. As comunicações incluíam mensagens, áudios e ligações sobre processos específicos. A investigação aponta que Weverton teria recorrido ao ministro para tratar de interesses de pessoas relacionadas aos casos.

Entre os episódios analisados está uma ligação de aproximadamente cinco minutos entre Weverton e Martins em 2 de junho de 2025. Na mesma data, o ministro determinou a transferência de Gilbson Júnior para Brasília. De acordo com a PF, essa foi a última movimentação relevante no processo, que posteriormente ficou paralisado. 

A investigação também apura se a atuação do senador teria relação com interesses da família Brandão, grupo político ligado ao governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB).

As decisões revelam ainda suspeitas sobre a atuação de um agente da Polícia Federal, Edvar Rodrigues, que teria vazado informações sigilosas para investigados e pressionado pessoas ligadas ao caso a não colaborar com as autoridades.

Outro episódio envolve o ex-deputado Raimundo Cutrim. Segundo a investigação, ele teria sido gravado orientando o pai de Gilbson Júnior a apresentar uma versão falsa às autoridades e teria entregue R$ 160 mil em dinheiro à família, em nome de Brandão.

Diário do Poder