Filho de Lula fez turismo de hiper-luxo nos Alpes suíços pago por lobista investigada

Diária de Lulinha custou R$133 mil em um complexo de chalés privativos em Crans-Montana com estadia de R$1,5 milhão. O dinheiro para ostentações foi dos aposentados do INSS e outras roubalheiras bem inerentes ao governo Lula e o PT.  A revista Veja revelou nesta sexta-feira (24) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), realizou viagens de alto padrão aos Alpes suíços e franceses entre 2024 e 2025, com custos bancados pela lobista Roberta Luchsinger. Os registros constam de material apreendido pela Polícia Federal no celular de Luchsinger e integram inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Segundo a reportagem de Robson Bonin, Lulinha, sua esposa Renata Moreira e familiares se hospedaram nos primeiros meses de 2025 no Ultima, complexo de chalés privativos em Crans-Montana, nos Alpes suíços. As diárias no local ultrapassam 22 mil francos suíços (R$133 mil). O refúgio oferece spa de mil metros quadrados, piscina externa aquecida, cinema particular, chef com experiência em cozinhas Michelin, mordomo, motorista e serviços personalizados. Fotos e vídeos mostram ainda o uso de jatos privados, instrutores exclusivos de esqui, equipamentos de neve e consumo de champanhe na neve.

Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, teria indicado o destino ao grupo. A estadia nos Alpes suíços foi estimada em cerca de R$1,5 milhão. Em 2024, Luchsinger também bancou uma temporada em Courchevel, nos Alpes franceses, destino frequentado por ultraricos. Fontes da investigação apontam que só as viagens detalhadas na reportagem somam mais de R$ 2 milhões.

Para investigadores, o principal “produto” oferecido por Luchsinger em sua atividade de lobby era o acesso a Lulinha e aos benefícios que o filho do presidente poderia proporcionar a empresários interessados em influenciar a gestão federal. A empresária já declarou disposição de negociar delação premiada para relatar o que viu e ouviu nos últimos anos de governo.

O episódio ganha relevância política porque Lula afirmou publicamente não conhecer Luchsinger e a classificou como “pilantra”. A lobista, por sua vez, respondeu chamando o presidente de covarde, mentiroso e misógino. Lulinha, que mantém relação antiga de amizade com a empresária — anterior ao atual mandato de Lula, segundo ela —, permanece na Espanha enquanto a PF avança nas apurações sobre possível tráfico de influência. A reportagem destaca que apenas Luchsinger sofreu buscas até o momento.

As revelações se inserem em um conjunto mais amplo de apurações da Polícia Federal sobre a relação entre Lulinha e Luchsinger, que incluem outras viagens internacionais de luxo (como à Escandinávia para ver a aurora boreal, com orçamento superior a R$ 1,8 milhão) e suspeitas de intermediação de interesses privados no governo. O material documentado nos Alpes, segundo a Veja, contrasta com o discurso de “pai dos pobres” do presidente em plena campanha eleitoral de 2026.

Veja destaca que as imagens e registros estavam “escondidos no inquérito que tramita a passos lentos no STF”. Não há, até o momento, condenação ou indiciamento formal de Lulinha ou Luchsinger especificamente por essas viagens, que a defesa tem caracterizado como deslocamentos privados entre amigos.

Diário do Poder

Na casa do inimigo com cenário adverso, a vitória incontestável no debate do melhor candidato

*Por Victor Vonn Serran

É preciso entender que todo o cenário desse debate foi montado para que Lula tivesse vantagens que não teve no debate anterior. Mesmo assim Flávio se saiu melhor, mostrou menos nervosismo e conseguiu passar confiança ao eleitorado. Lula vai se arrepender de chamar o “Gugo”.

Essa era a última oportunidade de esperança de uma virada impossível. A voz de Lula, suas irritações e essa soberba de dizer que foi melhor em tudo enterra de vez qualquer possível chance. Tarcísio preparou Flávio com serenidade, e ele em território inimigo se saiu muito bem.

Para quem sentiu saudade das mitadas, o DNA gritou e Lula ouviu mais do que não queria. Foi o duelo do dinossauro analógico contra o candidato digital.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

Consagração do jornalista Lima Coelho: Da premiação internacional ao Apocalipse dos Anônimos

*Por Neres Pinto

Autor de 40 livros publicados, o renomado jornalista, radialista e escritor maranhense Carlos Alberto Lima Coelho deve movimentar o cenário literário local com o lançamento de sua próxima obra, intitulada Apocalipse dos Anônimos (Memórias de um Repórter). O livro, que está em fase de preparação, promete seguir a linha humanista e espiritualista que consagrou o autor em publicações anteriores.

Com décadas de atuação na comunicação do Maranhão, inclusive no O IMPARCIAL, Lima Coelho é amplamente reconhecido por sua capacidade de conectar-se com o público de forma sensível e empática. O anúncio ocorre em um momento de consagração para o autor, que no ano de 2024 cruzou as fronteiras nacionais ao ser premiado pela prestigiada Academia Internacional de Literatura Brasileira, sediada em Nova York, que elegeu sua obra “Navegando nas Ondas das existências’ como o Melhor Livro Científico daquele ano. Se em sua obra premiada de 2024 Carlos Alberto ofereceu uma bússola intelectual e filosófica para compreender as complexidades e oscilações da vida moderna, em Apocalipse dos Anônimos o autor promete voltar seus olhos — e sua escrita generosa — para aqueles que movem o mundo em silêncio. Longe do sentido catastrófico que o senso comum atribui ao termo, a palavra “Apocalipse” é resgatada aqui em sua matriz etimológica mais pura: o ato de tirar o véu, de trazer uma revelação profunda.

Sobre o propósito e o perfil do novo livro, o próprio Lima resume a essência do projeto: “Às vezes a vida nos joga umas bolas… umas curvas, outras retas, e a gente precisa se virar, né? E foi justamente dessa confusão toda, desse turbilhão de sentimentos e pensamentos que o mundo, ou pelo menos uma parte dele, parecia estar vivendo, que nasceu o Apocalipse dos Anônimos. Sim, o título já dá um certo frio na barriga, confesso que até para mim, que vivi tudo de perto, foi uma montanha-russa de emoções intensas.
Quem eram os anônimos? Lima Coelho explica um pouco mais sobre o perfil do livro que está em fase de conclusão:

“Pensa comigo: o mundo todo com os olhos fixos no que parecia ser o fim, mas quem eram as pessoas de verdade vivendo aquilo? Eram os anônimos, aqueles rostos que a gente vê todo dia na rua, no mercado, no trabalho, mas que a gente raramente para e escuta. E eu, com a minha profissão de repórter, me vi nessa posição meio intrigante, de tentar ouvir essas vozes que estavam ali, sussurrando medos, esperanças e, às vezes, até umas piadas hilárias em meio a tudo aquilo”, enfatiza. Nesta aventura pelo Apocalipse dos Anônimos, Lima Coelho promete desvendar como o fogo, o caos e a escuridão, esses elementos tão simbólicos, se transformaram em manchetes e sussurros em cada esquina.“Vamos entender como a ficção, aquela que a gente ama em filmes e livros, às vezes pode nos pregar umas peças, alimentando medos que nem sempre têm fundamento. E, ah, vamos falar muito sobre a tal desinformação, essa senhora tão astuta que adora espalhar pânico feito fogo em palha seca.

Vou contar alguns bastidores, das informações que torceram a verdade, e de como algumas figuras públicas adoram surfar nessa onda”, afirma o escritor, atento ao seu tempo. A expectativa em torno de Apocalipse dos Anônimos consolida Carlos Alberto não apenas como um cronista atento de seu tempo, mas como um intelectual necessário. Aliando o rigor analítico que o consagrou internacionalmente à sensibilidade espiritual que sempre foi sua marca registrada, o escritor promete entregar ao público mais do que um livro, mas um manifesto de respeito à alma humana. A data oficial e o local do lançamento da obra em São Luís devem ser anunciados em breve.

*Neres Pinto é jornalista e advogado

 

Saiu a última pesquisa Datafolha/Globo com Flavio destacado com 51% dos votos e Lula com 49%

Acaba de sair a última pesquisa Datafolha antes da eleição de amanhã. Eis o resultado: Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos e Lula, 49%. Pesquisa realizada na sexta-feira (23) e neste sábado (24) ouviu 4.050 eleitores, em 124 municípios, e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo, e está registrada no TSE sob o código BR-09540/2026.

Jornal da Cidade Online

A dignidade do trabalhador e o fosso da esquerda: O pobre não pediu tutor. Pediu para trabalhar em paz

* Por Renato Codeco

Por que o trabalhador brasileiro está virando as costas para quem jura defendê-lo? A resposta não está nos livros que a esquerda lê. Está na rua. Segundo o Datafolha, seis em cada dez brasileiros preferem trabalhar por conta própria a ter carteira assinada. Entre os jovens, quase sete em cada dez. Não é rebeldia. É gente que quer ser dona do próprio destino.

Pense na manicure que conquistou a clientela uma a uma, ou no motorista de aplicativo que decide a que horas sai de casa. Para eles, liberdade não é verbete de sociologia: é ferramenta de trabalho. Em coluna de 8 de outubro, o filósofo Luiz Felipe Pondé resumiu: a dignidade do trabalhador está em ganhar a própria renda e mandar na própria vida. E deixou um recado aos progressistas: “desçam do salto alto”.

A esquerda não desce. Desde Marx, ela enxerga o mundo dividido entre oprimidos e opressores. Nesse roteiro, o pobre tem papel fixo: vítima. E vítima não escolhe; espera. Por isso, quando o pobre vota na direita, o diagnóstico da esquerda de gabinete já vem pronto: foi enganado, não sabe o que faz. É mais fácil xingar o eleitor do que reescrever o roteiro. A esquerda ama o pobre, desde que ele continue pobre e agradecido. Na fé, aconteceu o mesmo. Hoje, um em cada quatro brasileiros é evangélico. Em 2016, frei Betto, que ninguém acusará de simpatia pela direita, registrou uma frase que circulava entre os próprios católicos: a Igreja fez a opção pelos pobres, e os pobres fizeram a opção pelos evangélicos. O povo foi atrás de quem fala de trabalho, família e prosperidade. A esquerda ficou com a teoria. O povo ficou com o futuro. Esse trabalhador sabe uma coisa que muito doutor esquece: o Estado não produz nada. Cada real que o governo gasta saiu do suor de alguém, muitas vezes da própria manicure e do próprio motorista.

Dirão que o pobre também precisa do Estado. Precisa, e eu concordo. Milhões de famílias dependem do Bolsa Família, e o próprio Pondé reconhece que o programa é essencial para muitas delas. Também defendo amparo para quem não tem como competir: o pobre, o doente, o idoso, a criança em desvantagem. Por isso apoio a cota social, pela renda, e não pela cor ou pelo gênero. A diferença está no objetivo. Amparo bom é trampolim: ajuda a pessoa a ficar de pé e seguir sozinha. Amparo ruim vira cerca. E, para muita gente na esquerda, o sucesso de um programa se mede por quantos entram, não por quantos saem.

A manicure e o motorista não pedem para ser salvos. Pedem para ser deixados trabalhar: imposto que não sufoque, regra que não mude todo ano, escola que ensine o filho a ler e a fazer conta. O fosso entre a esquerda e o trabalhador não foi cavado pelo pobre. Foi cavado por quem, em vez de ouvi-lo, preferiu explicá-lo. Resta saber se a esquerda vai descer do salto ou continuar falando sozinha.

*Renato Codeco

Contador e licenciado em matemática, com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV, e escreve sobre tributação, contas públicas e instituições.

 

Adicione Desesperado, Lula disse no debate que governo vai “acabar com a polícia.” O PCC e o CV, representados

Petista cometeu ato falho ao comentar propostas sobre a área de segurança pública. O presidente Lula (PT) cometeu um ato falho nesta sexta-feira, 23, ao afirmar que seu governo, caso seja reeleito, vai “acabar com a polícia”. O petista comentava as propostas para a área de segurança pública e o combate ao crime organizado durante o debate da TV Globo. Na sequência, Lula afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública e prometeu combater a criminalidade.

“Ele [Flávio] quer entregar pro Trump cuidar daqui. Eu quero cuidar aqui. Aprovada a PEC da Segurança, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública e aí você vai ver o governo acabar com a polícia e deixar o território livre. Pro trabalhador, proteção. Pro bandido, cadeia”, disse.

O presidente também acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter relações com pessoas ligadas à milícia no Rio de Janeiro e citou a concessão de uma condecoração a um miliciano.

“Todo mundo sabe a relação dele com coisa ruim no Rio de Janeiro. Todo mundo sabe dele oferecendo condecoração pra miliciano, dando emprego. A mãe da Ana Clara. A mãe da Marielle tá aqui, sabe disso. O Freixo sabe disso. Ele não vai fazer nada. É bravata”, afirmou.

O Antagonista

 

Para o Instituto Quaest, Flavio Bolsonaro foi o vencedor do debate na Globo e Lula voltou a perder

Flávio superou Lula entre os eleitores classificados como independentes na avaliação do debate presidencial da TV Globo. Segundo relatório da Sala de Debate da Quaest, o senador recebeu nota 6 nesse segmento, enquanto o petista ficou com 5,2. O levantamento avaliou as falas dos dois candidatos ao longo do programa e dividiu os participantes em cinco segmentos político-identitários: lulistas, esquerdistas, independentes, direitistas e bolsonaristas.

Lula teve desempenho superior entre os grupos mais identificados com a esquerda. O petista recebeu nota 8,7 entre lulistas e 6,5 entre eleitores de esquerda. Flávio marcou 3,4 e 4,2, respectivamente. A situação se inverte entre independentes e eleitores identificados com a direita. Além da vantagem de 6 a 5,2 entre independentes, Flávio recebeu nota 7,4 entre eleitores de direita, contra 3,9 de Lula. Entre bolsonaristas, o senador chegou a 9, enquanto o petista ficou com 3. O momento mais bem avaliado de Flávio ocorreu no segundo bloco, quando Lula questionou o adversário sobre suas propostas para a saúde. Na resposta, o senador afirmou que faria um “tesouraço” na corrupção, na burocracia e nos impostos.

Flávio também criticou a atual gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), mencionou a falta de medicamentos e as filas para atendimentos especializados. A intervenção recebeu nota geral 8,1. Entre independentes, marcou 6,7; entre eleitores de direita, 7,9; e entre bolsonaristas, 9. Outro momento de destaque ocorreu quando Flávio tratou do poder de compra dos brasileiros. Ao responder a Lula sobre salário mínimo, afirmou que a renda das famílias havia sido prejudicada pelo atual governo e relacionou o cenário aos gastos públicos e à taxa de juros. Entre bolsonaristas, a fala recebeu 8,6; entre eleitores de direita, 6,5.

A análise da Quaest também separou o confronto por assuntos. O relatório classificou Flávio como o candidato que dominou as discussões sobre política e alianças, segurança pública, infraestrutura e mobilidade e assistência social e pobreza. O petista chegou a dizer que acabará com a polícia.

Lula, por sua vez, teve, segundo o instituto, domínio atribuído nos temas emprego e renda, saúde e agro, indústria e desenvolvimento. Corrupção e integridade, economia e custo de vida e educação foram classificados como bem disputados.

Jornal da Cidade Online

“Não faço parte desse teatro”, diz lobista de Lulinha sobre o truque do sigilo de Lula

Roberta Luchsinger afirma não ter autorizado a entrega de nenhum de seus dados à Justiça Eleitoral. Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger disparou contra a campanha de Lula (PT) após ter seus dados bancários e telefônicos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral na quinta-feira, 23, em meio ao truque do sigilo do petista. Em vídeo publicado no Instagram, ela afirmou que não autorizou a abertura de seus sigilos e que não faz parte desse “teatro”.

Para Luchsinger, a ação da campanha de Lula é “criminosa”.

“Tô eu agora no meu celular, rolando meu feed, e vejo um post do seu [Guilherme] Boulos, junto com o seu Camilo Santana e mais outras pessoas, entregando o meu sigilo, os meus dados, meu sigilo bancário, sigilo fiscal, sigilo sei lá de mais o quê”, afirmou.

“Então eu queria colocar que, para mim, isso é no mínimo criminoso. Segundo, não autorizei nada. Não faço parte dessa patifaria, não faço parte desse teatro. Eu não autorizei que nenhum sigilo meu, que está inclusive dentro dos inquéritos que estão sob segredo de justiça, fosse enviado para lado nenhum. Aliás, ninguém me consultou. E aí estão entregando que sigilo, meu? Estão entregando o quê? Eu quero saber quem autorizou, quem deu ordem para essa gente levar documentos tão sensíveis, meus, para um teatro desse”, continuou.

Luchsinger prometeu acionar seus advogados e adotar medidas para saber como a campanha de Lula conseguiu acesso aos seus dados.

“Daí eu sequer fui comunicada por essa gente que iriam fazer isso. Eu sequer tive alguém da campanha me pedindo autorização para para se utilizar dos meus sigilos. Ou pegaram de dentro do inquérito sigiloso. E aí isso tem que ver quem foi que pegou, porque são informações sensíveis. E eu vou procurar saber. Eu vou amanhã pela manhã me reunir com os meus advogados e tomar medidas contra isso, porque os meus sigilos, o meu nome não vai ficar rolando na boca de João, de Joana, de Maria, de Mário, de ninguém. Me espanta ver alguém com o meu sigilo, falando em meu nome e entregando documentos que pertencem a mim e ao inquérito, sem o meu menor conhecimento. Isso é criminoso”, disse.

Ela concluiu, dizendo que seria bem “esclarecedor” para a sociedade revelar o conteúdo de suas contas bancárias e telefônicas, sugerindo haver informações que comprometam integrantes do governo Lula.

O Antagonista

 

Jornalista americano denuncia ligação de Lula e Lulinha ao PCC por meio de contador

Michael Shellenberger também critica censura do TSE, impedindo Flávio Bolsonaro de manter post sobre o assunto. Em post publicado nesta sexta-feira (23), o jornalista americano Michael Shellenberger afirmou que Lula (PT) mantém ligação com figuras da organização criminosa “Primeiro Comando da Capital (PCC)” por meio do contador João Muniz Leite, investigado por lavagem de dinheiro da facção. Segundo Shellenberger, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou, em 8 de outubro, que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) apagasse publicações nas redes sociais que associavam Lula à organização, classificada pelo governo dos Estados Unidos como “Foreign Terrorist Organization”. Shellenberger detalha que Muniz Leite elaborou as declarações de imposto de renda de Lula (em período entre 2011 e 2016, segundo reportagens brasileiras), atuou por 14 anos como contador de Roberto Teixeira, advogado de longa data do petista e sogro do ministro do STF Cristiano Zanin, e continua prestando serviços contábeis a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. O escritório do contador fica no mesmo prédio, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo), onde funcionaram empresas de Lulinha.

A reportagem de Shellenberger, publicada também em português em seu site Public, ressalta que dividir contador com figuras ligadas ao PCC não significa que a facção controle Lula — o presidente reagiu com veemência à designação americana do grupo como organização terrorista. No entanto, o jornalista argumenta que o TSE foi longe demais ao afirmar ausência de base factual. Até veículos considerados mais próximos ao governo, como a CNN Brasil, republicaram matéria do Estadão com o título “Contador ligado a Lula é suspeito de lavar R$ 16 milhões em loteria com PCC”.

Conheça a clientela do contador de Lulinha

Investigações do Ministério Público de São Paulo apontam Muniz Leite em múltiplas operações. Ele é suspeito de ter lavado dinheiro para Anselmo Becheli Santa Fausta, o “Cara Preta”, fornecedor de drogas do PCC assassinado em 2021. Em 2021, o contador chamou atenção da polícia após receber 55 prêmios de loteria em um único ano; dados da Polícia Federal indicaram que ele e a esposa ganharam juntos centenas de vezes em diferentes loterias.

Na Operação Spare, deflagrada em setembro de 2025, promotores afirmaram que os autos não deixavam “dúvidas da participação ativa de João Muniz nas estratégias de lavagem de dinheiro da organização criminosa”. O contador é investigado por elaborar declarações de imposto de renda de Flávio Silvério Siqueira (Flavinho), apontado como coordenador de rede de “laranjas” em postos de combustíveis, casas de jogos, imóveis e motéis.

Registros bancários obtidos por inquérito parlamentar e reportados pelo SBT News mostram que Lulinha fez transferências de R$1,8 mil para Muniz Leite em 2025, parte delas após a Operação Spare. A defesa de Lulinha confirmou a relação profissional de mais de 20 anos. O Palácio do Planalto e a defesa do contador negam irregularidades e afirmam que não há vínculo criminoso com a família presidencial.

Censura judicial

Shellenberger também recorda o histórico de censura judicial. Em 2022, o ministro Alexandre de Moraes, então presidente em exercício do TSE, determinou a remoção de conteúdos que associavam Lula e o PT ao PCC, incluindo reportagens sobre interceptação em que o líder Marcola teria feito declaração de voto.

A decisão de outubro de 2026, relatada pelo ministro André Mendonça e confirmada por unanimidade, considerou que a associação a organizações criminosas sem “substrato fático mínimo” ultrapassa os limites da crítica política e configura grave descontextualização. O segundo turno da eleição presidencial ocorre neste domingo (25).

O post de Shellenberger reúne reportagens de veículos brasileiros como Estadão, Metrópoles, CNN Brasil e SBT News, e ganhou repercussão entre críticos do governo, que apontam o episódio como exemplo de restrição a informações de interesse público durante o processo eleitoral.

Diário do Poder

 

Ministro do TCU alerta sobre gastos de Lula: Brasil pode ficar sem dinheiro para pagar aposentados

Nardes cita R$ 326 bilhões em gastos fora do orçamento e defende que o país ensine a ‘pescar’, em vez de apenas distribuir benefícios. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes alertou para o avanço dos gastos públicos fora do orçamento e os riscos que o desequilíbrio fiscal representa para o pagamento de aposentadorias no futuro. Em vídeos publicados nas redes sociais, Nardes afirmou que o país enfrenta dificuldades para sustentar as despesas previdenciárias e criticou o modelo de distribuição de benefícios sociais sem medidas que estimulem a autonomia financeira dos beneficiários. Segundo o ministro, a chamada desorçamentação, prática de realizar despesas fora do orçamento público, agrava o cenário fiscal brasileiro. Augusto citou um montante de R$ 326 bilhões e afirmou que o volume de recursos envolvidos compromete a economia nacional e prejudica a capacidade do país de atrair investidores estrangeiros.

“A situação se torna cada vez mais grave porque foi feita uma desorçamentação. Ou seja, gastar por fora. Atualmente, já estamos em R$ 326 bilhões. Portanto, está colapsando a economia nacional, está praticamente inviabilizando o país a nível internacional de buscar investidores”, declarou.

Previdência sob pressão e benefícios sociais

O ministro também demonstrou preocupação com a capacidade de financiamento da Previdência Social diante do número de trabalhadores que contribuem para o sistema. Na avaliação dele, a manutenção das regras atuais pode comprometer o pagamento das aposentadorias nas próximas décadas.

“Então, que você que vai um dia querer se aposentar pela Previdência ficar sabendo que, como está, não haverá aposentadoria porque não temos mais economia suficiente para pagar nem os aposentados hoje e quem dirá futuramente”, afirmou.

Ao abordar os programas de assistência social, Nardes defendeu que o poder público combine o auxílio às famílias em situação de vulnerabilidade com iniciativas voltadas à qualificação profissional e à geração de renda. Para ele, a concessão de benefícios precisa estar acompanhada de medidas que permitam aos cidadãos conquistar independência financeira.

“Os aposentados dificilmente irão receber salários futuramente, porque não tem mais gente trabalhando de forma adequada para pagar os aposentados, porque todo mundo recebe um tipo de auxílio, uma bolsa, isso é ou aquilo. Então, nós, em vez de ensinar a pescar, nós estamos dando peixe para todo mundo”, disse.

O ministro ponderou, porém, que não é contrário à assistência social e reconheceu a importância dos programas destinados a garantir condições básicas de sobrevivência à população mais pobre.

“Eu sou favorável que as pessoas recebam, que tenham um auxílio. As pessoas não podem passar fome, mas tem que orientar, tem que ensinar a pescar e não somente dar o peixe”, concluiu.

Diário do Poder