Brasil teve mais de 84 mil pessoas desaparecidas em 2025. O Maranhão com 29,8% é destaque nacional

Anuário de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que o Brasil registrou 84.269 desaparecimentos em 2025 – o que representa uma taxa de 39,5 casos por 100 mil habitantes. Em relação a 2024, o número cresceu 3,6%. Entre as Unidades da Federação, Minas Gerais, Maranhão e Piauí apresentaram os maiores aumentos nos registros entre 2024 e o ano passado. Confira o crescimento no número de pessoas desaparecidas nas 3 UFs:

  • Minas Gerais: 30,5%;
  • Maranhão: 29,8%;
  • Piauí: 20,5%.

O estudo ressalta que não é possível relacionar diretamente o aumento dos desaparecimentos às disputas do tráfico de drogas. Ainda assim, observa que Maranhão e Piauí aparecem em áreas apontadas pela publicação Cartografias da Violência na Amazônia como regiões de disputa entre organizações criminosas. No entanto, Minas Gerais chamou atenção por registrar a maior alta do país (30,5%), embora não tenha histórico recente de disputas entre facções semelhantes ao observado nos estados que também lideram o ranking.

Na avaliação da entidade, o diagnóstico da situação demanda uma articulação integrada entre as forças de segurança para estruturar uma rede capaz de mapear as vulnerabilidades regionais que justificam os resultados e propiciam oscilações nos registros em um curto espaço de tempo. 

Demais estados com aumento e recuo nas taxas

No estado do Pará, o percentual de aumento de casos foi de 12,9% e no Rio Grande do Norte, de 11,6%. Todos as outras UFs registraram aumentos menores do que 10%.

Quando considerados os números absolutos de desaparecimentos, o estado de São Paulo lidera, com mais 17 mil casos em 2025 – considerando que é o estado mais populoso do país, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Rio Grande do Sul teve 7.661 registros no ano passado. Já Minas Gerais registrou mais de 6,6 mil desaparecidos. Entre os estados com redução nos registros, o Amapá apresentou a maior queda (-8,9%), seguido por Mato Grosso (-8,4%) e Sergipe (-7,4%). Em 2025, foram registradas 61.305 pessoas localizadas. Segundo o levantamento, houve um período de redução abrupta nos registros de pessoas desaparecidas, especialmente entre 2019 e 2020. No entanto, os dados do último anuário evidenciam uma tendência de crescimento contínuo, considerando a taxa de quase 40,0 por 100 mil habitantes em 2025.

O levantamento aponta que, após a queda registrada entre 2019 e 2020 – período associado às restrições da pandemia e a mudanças na dinâmica dos registros – os desaparecimentos voltaram a crescer a partir de 2021, mantendo trajetória de alta até 2025. 

“Os dados refletem defasagens nos sistemas de registro e uma legislação que não comporta as distintas naturezas possíveis de um desaparecimento. Distinguir o peso relativo desses fatores constitui um dos principais desafios para a produção e análises de dados, e consequentemente para a elaboração de protocolos de enfrentamento adequados”, diz um trecho do anuário.

Perfil dos desaparecidos

Os indicadores apontam que a maioria dos desaparecidos é do sexo masculino – que correspondem a 64,9% dos casos e que a maior parcela das ocorrências se concentra na faixa etária adulta, entre 18 e 59 anos, atingindo 64,4% do total. 

Anuário Brasileiro de Segurança Pública

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é integrado por informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública. 

Retratando a Segurança Pública brasileira, é uma ferramenta voltada a produzir conhecimento, incentivar a avaliação de políticas públicas e promover o debate de novos temas na agenda do setor. 

O documento completo pode ser acessado em www.forumseguranca.org.br. Para acessar, é preciso clicar na aba publicações e, em seguida, em anuário. Os dados podem ser baixados em dois formatos, em PDF e em formato de planilha. 

 BRASIL 61

Ministro André Mendonça manda PF fazer acordos com outros países para investigar o Banco Master

Na prática, ainda não foi determinado o bloqueio imediato de valores fora do país ou diligências para rastreamento de bens. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a Polícia Federal (PF) a utilizar mecanismos de busca no exterior sobre as fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão é de maio deste ano e tramita sob sigilo. De acordo com o Valor Econômico, a determinação atende a um requerimento apresentado pela PF na fase inicial das apurações e teve parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República). Com o aval do STF, os investigadores têm sinal verde para acionar acordos bilaterais, como o MLAT (Tratado de Assistência Jurídica Mútua em Matéria Penal), caso identifiquem a necessidade de colher provas ou rastrear ativos fora do país.

Na prática, ainda não foi determinado o bloqueio imediato de valores fora do país ou diligências para rastreamento de bens. O aval tem caráter preventivo para que os investigadores solicitem, caso seja necessário. A providência é considerada de praxe em investigações sobre lavagem de dinheiro e ocultação de ativos. A liminar garante que o STF possa usar seus fluxos diplomáticos, junto à corporação, a fim de garantir a legalidade em provas obtidas fora do Brasil.

Diário do Poder

Jornalista José Linhares é condenado a pena de prisão por críticas a Flávio Dino

 

 

O jornalista José Fernandes Linhares Júnior acaba de ser condenado por injúria e difamação contra Flávio Dino, então governador do Maranhão. A decisão foi proferida pelo juiz Flávio Roberto Ribeiro Soares, titular da 6ª Vara Criminal de São Luís, em 21 de julho de 2026. Cabe recurso. A informação é do site O Informante. José Linhares recebeu pena de dois anos e 15 dias de detenção, em regime inicialmente aberto, além de 36 dias-multa. A prisão foi substituída por prestação de serviços à comunidade, e o réu poderá recorrer em liberdade. O processo teve origem em uma postagem publicada em 13 de junho de 2021 perfil Blog do Linhares, no Twitter, hoje “X”.

Linhares chamou Dino de “governador vagabundo” e afirmou que o então chefe do Executivo estadual estaria atribuindo a si o sucesso da vacinação contra a Covid-19 em São Luís, embora, segundo o texto, as vacinas tivessem sido adquiridas pelo governo federal e aplicadas pela administração municipal. A ação penal não foi ajuizada diretamente por Dino. O autor formal do processo é o Ministério Público do Maranhão, enquanto o então governador aparece nos autos como vítima. Para a acusação, a publicação configurou dois crimes. O termo utilizado contra Dino teria atingido sua dignidade pessoal, caracterizando injúria. Já a afirmação de que ele estaria assumindo indevidamente o mérito pela vacinação teria prejudicado sua reputação pública, configurando difamação. O Ministério Público também pediu a aplicação das causas de aumento previstas para crimes contra a honra cometidos contra funcionário público, em razão de suas funções, e divulgados por redes sociais.

A defesa de Linhares alegou que a postagem estava inserida no debate político e representava uma crítica à administração pública, protegida pelas liberdades de expressão e de imprensa. Os advogados sustentaram que não havia intenção específica de injuriar ou difamar Flávio Dino, mas de questionar a narrativa política sobre a atuação dos governos federal, estadual e municipal na campanha de vacinação. Também foi pedida a absolvição por insuficiência de provas quanto ao dolo, isto é, quanto à intenção consciente de atingir a honra pessoal e a reputação da vítima. A defesa ainda alegou nulidade do processo porque o Ministério Público não ofereceu um Acordo de Não Persecução Penal, o ANPP. Esse instrumento permite, nos casos previstos em lei, que o investigado cumpra condições acordadas com o Ministério Público e evite o prosseguimento da ação penal.

O Ministério Público justificou a recusa do ANPP pela existência de outras duas ações penais em andamento contra Linhares, também relacionadas a supostos crimes contra a honra praticados no ambiente virtual. Segundo a acusação, esses processos indicariam possível reiteração de condutas e tornariam o acordo insuficiente para reprovar e prevenir novos fatos.

O juiz acolheu essa argumentação. Embora tenha reconhecido que Linhares é tecnicamente primário, por não possuir condenação definitiva, considerou que os outros processos poderiam ser analisados especificamente para verificar o requisito de habitualidade exigido no ANPP. As ações em andamento não foram utilizadas como maus antecedentes para aumentar a pena. A sentença registrou expressamente que essa utilização seria proibida pela Súmula 444 do Superior Tribunal de Justiça. Ao condenar Linhares, o magistrado entendeu que a publicação ultrapassou os limites da crítica política.

Para o juiz, chamar o então governador de “vagabundo” não contribuiu para informar o público nem para discutir a condução da campanha de vacinação. A palavra teria sido utilizada como insulto pessoal, configurando injúria.

Em relação à difamação, a sentença considerou que Linhares atribuiu a Dino uma conduta determinada e ofensiva à sua reputação: apropriar-se publicamente de um resultado que, de acordo com a postagem, teria sido produzido por outras autoridades. Flávio Dino declarou em juízo que a manifestação distorceu o trabalho realizado pelo governo estadual no transporte e na distribuição de vacinas aos municípios. Também afirmou que a postagem teve repercussão na internet e atingiu sua família. O juiz concluiu que a liberdade de expressão não protege ataques pessoais desvinculados de finalidade informativa. A crítica dirigida a agentes públicos possui proteção constitucional, inclusive quando é dura e incômoda, mas essa proteção não é absoluta e deve ser examinada em conjunto com os direitos à honra e à imagem.

Jornal da Cidade Online

 

 

 

PT e Lula tentam usar a Justiça (STF e o TSE) como em 2022, para intimidar oposição

As 80 representações já superam toda a pré-campanha de 2022. A equipe jurídica da campanha de Lula (PT) já protocolou 80 ações na Justiça Eleitoral durante a fase de pré-campanha das eleições de 2026, em nova tentativa de usar o poder da Justiça em seu favor, como ocorreu na disputa de 2022. O PT já moveu 80 ações judiciais contra a oposição. O número foi alcançado cerca de 20 dias antes do encerramento do período pré-eleitoral e supera o total de representações apresentadas pelo partido em toda a pré-campanha das eleições presidenciais de 2022.

De acordo com os dados divulgados, o volume de ações representa um crescimento de 25% em relação ao pleito anterior. Em 2022, o PT havia ingressado com 64 representações durante toda a etapa que antecedeu o início oficial da campanha. Neste ano, a marca foi ultrapassada antes mesmo do fim da pré-campanha. As iniciativas jurídicas têm como foco o monitoramento de conteúdos publicados nas redes sociais, especialmente materiais relacionados ao uso de inteligência artificial, supostos casos de desinformação e possíveis situações de propaganda eleitoral antecipada.

Também fazem parte da estratégia pedidos para retirada de publicações que associem o presidente Lula e o PT a organizações criminosas. Entre os episódios recentes está a representação apresentada contra um vídeo exibido durante a convenção nacional do PL que oficializou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo o partido, o material utilizou recursos de inteligência artificial para reproduzir a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro, levando o PT a solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a remoção do conteúdo.

Outra medida adotada pela legenda foi o envio de uma notícia de fato à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para pedir a apuração da participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção do PL. O partido sustenta que a presença do chefe de Estado argentino configuraria interferência indevida no processo eleitoral brasileiro. A legislação eleitoral permite manifestações típicas da pré-campanha, como a apresentação de ideias e a exaltação de qualidades pessoais dos pré-candidatos, desde que não haja pedido explícito de voto. Eventuais questionamentos sobre propaganda antecipada podem ser analisados pela Justiça Eleitoral conforme as regras estabelecidas para o período pré-eleitoral.

Diário do Poder

Onde as mulheres estão seguras?

                                                                                                                                                         *Luciana Cavallari

Em casa? Na rua? No trabalho? Nos hospitais? No presídio? Nicolly tinha 22 anos e um filho de 4. Teve a coragem de terminar um relacionamento que a machucava, mesmo com o ex-companheiro preso. Foi visitá-lo numa visita íntima, supervisionada, dentro de um prédio cheio de agentes penitenciários. Ainda assim, ninguém percebeu nada: o crime só foi notado na contagem de visitantes, ao final do horário. Ela morreu de traumatismo craniano. Se isso aconteceu dentro de uma cadeia, vigiada, com câmeras e agentes por todo lado, resta imaginar o que acontece em silêncio, todos os dias, dentro de casas onde não há ninguém olhando. A pergunta nasceu de uma manhã como tantas outras: ligar a TV, abrir o jornal, e se deparar com três notícias na mesma pauta: dois feminicídios e um estupro cometido dentro de uma delegacia. Um dos casos vitimou uma mulher que trabalhava como guarda municipal. O outro teve como autor um agente penitenciário. Homens investidos de farda, de autoridade, supostamente guardiões da lei, foram o risco, não a proteção. E os números mais recentes mostram que esse não é um susto isolado, é um padrão que está se acentuando.

O dado que devia estar em toda primeira página

O Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, trouxe uma informação que passou quase despercebida, mas que resume o problema com uma precisão brutal: entre 2014 e 2024, a taxa de homicídios de mulheres cometidos fora do ambiente doméstico caiu de 3,47 para 2,17 por 100 mil. A violência “de rua” contra mulheres recuou.

Só que, no mesmo período, o índice de mulheres assassinadas dentro de casa se manteve praticamente estável, variando de 1,25 para 1,18 por grupo de 100 mil, uma queda tão pequena que os próprios pesquisadores tratam como estagnação. Enquanto a violência de fora diminuía, a de dentro de casa não se moveu.

O resultado é matemático e devastador: o feminicídio, que já foi uma fração do problema, passou a puxar a taxa de mortes femininas no Brasil. Não porque o assassinato de mulheres tenha caído de forma geral, mas porque o único tipo que não cede terreno é justamente aquele cometido por quem deveria amar, cometido dentro do lugar que a sociedade insiste em chamar de “seguro”.

Os números absolutos confirmam a tendência: o Brasil teve, em 2025, o maior número de feminicídios da década, 1.568 mulheres mortas por sua condição de gênero, um crescimento de 4,7% sobre 2024. Em 2026, o primeiro trimestre já é o mais letal da história para mulheres, com 399 vítimas, 7,5% a mais que no mesmo período do ano anterior.

Nenhuma idade livra, nenhum lugar protege

Bebês recém-nascidas. Crianças de colo. Adolescentes. Mulheres adultas. Idosas. A violência de gênero não pergunta a idade de quem vai atingir. E, cada vez mais, os dados mostram que ela também não pergunta o endereço: não é só a rua escura, é o quarto ao lado; não é só o desconhecido, é o marido, o pai, o filho, o neto; não é só a esquina mal iluminada, é a academia, a balada, o trabalho, o parque, o hospital, a própria delegacia. Terminar um relacionamento não pode ser sentença de morte. Envelhecer não pode ser sinônimo de vulnerabilidade sem rede de proteção. Nascer mulher não pode ser, por si só, um fator de risco.

Não existe uma idade que livre alguém disso, e é exatamente por isso que essa não pode ser uma luta de algumas. Enquanto tratarmos a violência contra a mulher como um problema “das mulheres”, que cabe a elas se proteger, se cuidar, se prevenir, continuaremos girando em falso. Isso é um problema de todos: de homens que precisam romper o silêncio diante de outros homens, de famílias que precisam enxergar os sinais antes da tragédia, de instituições que precisam parar de falhar, de uma sociedade inteira que precisa entender que proteger uma mulher, de qualquer idade, em qualquer lugar, não é favor, é responsabilidade coletiva. Ninguém se salva sozinho dessa estatística, e ninguém vai resolvê-la sozinho também.

O paradoxo brasileiro

Pesquisa Datafolha/MM360 de 2026 mostra que 61% dos brasileiros já consideram a violência contra a mulher o crime mais grave do país. É um reconhecimento social quase unânime. E, ainda assim, o Brasil segue batendo recordes de feminicídio ano após ano, uma mulher morta a cada seis horas, em média. O que isso revela é que o problema não é mais de consciência coletiva. É de estrutura. É de política pública que não acompanha o discurso. É de instituições, como aquela delegacia onde uma mulher foi estuprada, como aquele presídio onde Nicolly foi assassinada sob vigilância, que deveriam ser o último refúgio e se tornam, elas mesmas, cenário do crime.

A pergunta que não é retórica

Então fica a pergunta, de novo, sem resposta fácil: onde uma mulher está segura, se o único tipo de violência que não recua é justamente o que acontece dentro de casa? A resposta desconfortável é que a segurança de uma mulher, no Brasil de 2026, ainda depende, em boa   de segurança pública e a violência doméstica permanece intocada, continuaremos vendo esse mesmo gráfico se repetir todo ano: uma linha caindo, outra linha teimando em não sair do lugar. E cada ponto dessa linha parada é uma mulher. Não existe idade segura. Não existe lugar seguro. Existe um padrão que a gente insiste em não enxergar, e que os próprios números, agora, não deixam mais negar. Esse combate não se vence sozinha, nem sozinho, nem em silêncio. É um chamado a todos, porque enquanto for tratado como assunto de mulher, vai continuar sendo tratado como assunto menor.

180, Central de Atendimento à Mulher. Gratuito, sigiloso, 24 horas. Denuncie. Não espere o “depois”.

*Luciana Cavallari é secretária de Políticas Públicas para as Mulheres de Itatiaia/RJ desde 2019. Idealizadora do @grupososmulheres, do projeto “Placas Conscientizadoras”, do projeto “Despertar por elas” (Penitência Luis Fernandes Bandeira Duarte).

 

Saiba quais são as 15 montadoras mais valiosas do mundo

Ranking da Fortune Global 500 aponta as maiores marcas do mundo, selecionamos os grupos automotivos mais bem posicionados. A publicação estadunidense Fortune acaba de divulgar o ranking oficial das 500 maiores empresas de todo o mundo. Criada por Edgar P. Smith em 1955, a lista é definida pelo valor da receita (faturamento bruto) de cada companhia no último ano fiscal – no caso, 2025 – e não pelo valor de mercado na bolsa de valores. A lista conta com empresas de todos os setores da economia, tanto de capital aberto quanto privados e de todo o mundo. Se neste ano o grande destaque é a troca na posição mais alta do ranking (a Amazon “tomou” a primeira posição do Walmart após 14 anos seguidos do gigante do varejo em primeiro lugar), para a gente, o que interessa mesmo são as montadoras melhor posicionadas. Fomos verificar na lista e selecionamos as 15 maiores marcas automotivas de todo o mundo em 2025, divulgada agora pela Fortune.

De acordo com a revista, as empresas presentes no Top500 geraram, juntas, US$ 43,1 trilhões (R$ 221,35 trilhões) em receita em 2025, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. Juntas, elas empregam 70,2 milhões de pessoas em todo o mundo e suas receitas representam mais de um terço do PIB mundial. A lista Global 500 obteve um lucro de US$ 3,39 trilhões (R$ 17,41 trilhões) em seu ano mais lucrativo de todos os tempos. Já as 15 primeiras montadoras da lista têm, juntas, um valor de mercado superior aos US$ 2,4 trilhões (R$ 12,34 trilhões). Na relação de empregos, elas geram 3,3 milhões de postos de trabalho em todo o mundo.

Um ponto curioso e não tão bom é que quase todas as marcas automotivas caíram em relação à lista anterior. Os destaques negativos ficam pela Nissan, que caiu 18 posições e pela Tesla (11). De positivo, a Saic Motor subiu 13 e a Honda apenas quatro. A BYD foi a única que se manteve estável, não caiu nem subiu.

Confira o Top15 de montadoras mais valiosas do mundo:

Diário do Poder

 

Trump prorroga estado de emergência contra o Brasil e cita perseguição a Bolsonaro

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou por mais um ano o estado de emergência nacional relacionado ao Brasil e voltou a associar a medida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A nova ordem executiva foi assinada nesta terça-feira (28) e será publicada na quarta-feira (29) no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial norte-americano. A renovação não estabelece novas sanções econômicas nem amplia as tarifas atualmente aplicadas às exportações brasileiras. O ato apenas mantém em vigor a emergência nacional decretada em julho de 2025, conforme prevê a legislação dos Estados Unidos, que exige a reavaliação periódica desse tipo de medida. Na justificativa apresentada pela Casa Branca, o documento afirma que integrantes do governo brasileiro estariam promovendo uma perseguição política contra um ex-presidente, seus familiares e apoiadores. 

Embora o texto não mencione Jair Bolsonaro nominalmente nesse trecho, a referência é ao ex-chefe do Executivo brasileiro. Segundo o governo norte-americano, essa situação contribuiria para “o enfraquecimento deliberado do Estado de Direito”, além de favorecer a intimidação por motivação política e violações de direitos humanos no Brasil. A ordem executiva também renova as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, a Corte é acusada de promover “censura e a prisão de pessoas que exercem a liberdade de expressão”, argumento utilizado por Washington para sustentar a manutenção da emergência nacional. O comunicado será encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos juntamente com sua publicação oficial. Apesar da continuidade da medida, o governo norte-americano não anunciou novas restrições comerciais nem alterações nas tarifas atualmente em vigor.

Nos últimos meses, parte das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano passou a ser tributada em 37,5% após duas investigações conduzidas pelo governo dos Estados Unidos. A nova decisão, entretanto, não modifica esse cenário. Quando decretou o estado de emergência nacional contra o Brasil, em julho de 2025, Donald Trump alegou que determinadas ações do governo brasileiro representavam uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. Na ocasião, a Casa Branca também sustentou que Jair Bolsonaro estaria sendo alvo de perseguição política. Desde então, Trump tem reiterado manifestações públicas em defesa do ex-presidente brasileiro. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão por participação na trama golpista relacionada aos ataques contra o resultado das eleições de 2022.

Jornal da Cidade Online

 

São 03 as frutas podres do STF, aponta Romeu Zema

A candidatura do ex-governador Romeu Zema foi lançada e o seu principal alvo na campanha parece que está definido, o Supremo Tribunal Federal (STF), conforme ele já havia deixado evidenciado na pré-campanha com o lançamento da série denominada “Os Intocáveis”. Para Zema, existem “três frutas podres” no STF que precisam ser substituídas. Em entrevista ao site Metrópoles ele foi questionado sobre quem serias esses ministros, as “três frutas podres”. Sem citar diretamente os nomes, Zema não fugiu da resposta e deixou bem claro a quem se refere:

“É o ministro cuja esposa fez um contrato de 129 milhões; um outro ministro que fez uma transação do Tayayá, de 35; e um outro ministro que recebeu apoio para seus congressos jurídicos. Aí, todos andaram no jatinho do banqueiro bandido, todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido. O brasileiro está com isso na garganta”.

Jornal da Cidade Online

 

Romeu Zema propõe construir super presídio para líderes de facções ‘mofarem’

Candidato à Presidência da República promete adotar política semelhante à dos EUA contra facções criminosas. Oficializado, nesta segunda-feira (27), candidato à Presidência da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) apresentou diretrizes para a segurança pública e defendeu o endurecimento das penas e das condições de isolamento para lideranças do crime organizado. A principal proposta do político envolve a construção de um presídio de segurança máxima em uma região remota da floresta amazônica. O objetivo é confinar os chefes de facções criminosas em isolamento.

“Vamos construir um super presídio de referência num lugar remoto no meio da Amazônia, para onde todos esses líderes vão ser encaminhados e vão mofar por pelo menos 25 anos”, declarou Zema durante o discurso.

O candidato também afirmou que pretende classificar as facções criminosas como organizações terroristas, medida que, segundo ele, seguiria o modelo adotado pelos Estados Unidos.

“Vou enquadrar todas as organizações e facções criminosas como terroristas”. 

Ao defender a proposta, o candidato criticou o fato do Brasil ainda não ter adotado essa classificação:

“Eu quero que o Brasil retome a soberania que nós estamos perdendo. Tem gente falando aí que está perdendo a soberania porque os Estados Unidos enquadraram as organizações, facções criminosas como terroristas. O Brasil é que já deveria ter feito isso há muito tempo”, ponderou.

Diário do Poder

 

Falcatrua Eleitoral: Estatal do governo Lula usou milhões em convênio para pagar militantes do PT

Um convênio de R$ 35 milhões firmado entre a estatal Portos Rio e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) passou a ser alvo de questionamentos após um levantamento identificar que centenas de bolsistas beneficiados pelo acordo possuem vínculos com a classe política. A investigação, divulgada pelo UOL, aponta que 305 dos 544 bolsistas analisados tinham ligação com partidos, campanhas eleitorais, mandatos ou administrações públicas. O acordo foi celebrado sem licitação e prevê o desenvolvimento de estudos técnicos e científicos voltados à área portuária, além de ações de capacitação e integração entre os portos administrados pela Portos Rio e as comunidades do entorno. A primeira parcela do convênio resultou no pagamento de R$ 5,6 milhões entre janeiro e março deste ano.

Segundo a reportagem, mais da metade dos beneficiários identificados possui atuação política ou relação com agentes públicos. O grupo reúne candidatos nas últimas eleições, suplentes de vereador, dirigentes partidários, ex-servidores municipais, cabos eleitorais, familiares de políticos, advogados e pessoas que prestaram serviços. Documentos da auditoria interna da Portos Rio, obtidos pelo UOL, registraram questionamentos sobre a celebração do convênio. O parecer destaca que o contrato foi firmado em cerca de 75 dias e afirma que não havia previsão orçamentária específica para sua execução, sendo utilizados recursos próprios da companhia.

O relatório também observou que não foram apresentados estudos prévios demonstrando que o convênio seria a alternativa mais vantajosa em comparação com uma contratação convencional de empresas especializadas para executar os serviços previstos. Em abril, o Conselho de Administração da Portos Rio decidiu suspender temporariamente o convênio após analisar o parecer da auditoria. A segunda parcela dos recursos, no entanto, voltou a ser autorizada em junho, após manifestações favoráveis das áreas jurídica e técnica da estatal.

Jornal da Cidade Online