PF encontra mala com dinheiro na Arthos contra Rubão Pereira pai do deputado do PT Rubens JR

A Polícia Federal deflagrou a Operação Arthros, que teve como alvo o ex-deputado estadual e ex-secretário de Articulação Política do Maranhão, Rubens Pereira (conhecido como Rubão). Durante as buscas, os agentes apreenderam uma mala com dinheiro em espécie e um contador de cédulas. A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos, que utilizava empresas de fachada e notas frias para financiar ilegalmente campanhas nas eleições municipais de 2024 no Maranhão. O ex-deputado é pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que diante do fato preferiu o silêncio, diante até mesmo que o pai é também acusado de ser X9.

Nota da assessoria de Rubens Pereira:

Ao contrário do que foi informado, não foi encontrada mala de dinheiro e nem contador de dinheiro na casa dele. A operação localizou em uma das suas 10 diligências (foram 10 alvos da operação) a tal mala e o contador. A nota da PF falava das apreensões de modo geral e não apenas na casa do ex-secretário. A matéria do portal associa a ele o material localizado.

Jornal da Cidade Online

O vergonhoso “jornalismo” da Globo News é exposto e desmascarado por Procurador de Justiça

Texto do Procurador de Justiça do estado do Rio de Janeiro Marcelo Rocha Monteiro expõe a maneira vergonhosa como o ‘jornalismo’ da Globo News trata os ditadores de Cuba e Venezuela. Um ‘ex-jornalismo’ recheado de ideologia e parcialidade. Confira:

“A arte que vocês estão vendo foi exibida no noticiário (noticiário?) da emissora semioficial do consórcio PT-STF, a Globo News.

Os jornalistas (jornalistas?) dessa emissora frequentemente se referem ao ex-presidente João Figueiredo como ‘ditador’. Paulo Figueiredo, por exemplo, é quase sempre mencionado como ‘o neto do ex-ditador’.

Figueiredo não chegou à presidência da República pelo voto direto, é verdade. Mas em seu governo houve eleições diretas para governador, deputado federal, senador, deputado estadual, prefeito e vereador em todo o país. Partidos de oposição (inclusive de esquerda) participaram dessas eleições e foram vitoriosos em várias delas. Inúmeros veículos de imprensa faziam críticas ao governo federal diariamente. No movimento estudantil, a esquerda e a extrema-esquerda dominavam o cenário. Já não havia mais presos políticos nem exilados, pois Figueiredo havia promulgado a lei de anistia (ampla, geral e irrestrita).

Na Cuba de 2026, vigora (desde 1959) um regime de partido único, que a população jamais elegeu. Os únicos veículos de comunicação permitidos pertencem ao Partido Comunista Cubano. Os presos políticos contam-se aos milhares desde o início do regime de Fidel Castro; exilados então, nem se fala.

Na Venezuela de Chavez, até o início deste ano, a situação não era muito diferente de Cuba.

Nada disso é suficiente, porém, para fazer com que o ex-jornalismo da Globo News chame Chavez e Raul Castro de DITADORES; vejam na imagem: ‘Acusações contra LÍDERES’.

‘LÍDERES’…

Que vergonha!”

Jornal da Cidade Online

 

Romeu Zema: ao invés de apagar incêndios, o STF se tornou ‘incendiário’

Ex-governador de Minas Gerais avaliou, em entrevista ao Jornal Gente da Bandeirantes, que a Corte Suprema é ‘bombeiro que coloca gasolina’ no fogo. O ex-governador mineiro e pré-candidato à Presidência Romeu Zema voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal e os ministros da Corte. Para o político mineiro, o STF deixou de exercer papel moderador no cenário político nacional e se transformou em “incendiário”.

“Hoje o Supremo, em vez de ser aquela instituição moderadora que apaga incêndios, se transformou num incendiário, um bombeiro que vai e coloca gasolina”, afirmou Zema em entrevista ao Jornal Gente, da Bandeirantes. Veja abaixo

Segundo o ex-governador, o país enfrenta momento de desarmonia institucional e precisa de liderança capaz de promover diálogo e estabilidade entre os poderes. “O que nós precisamos é de um presidente com credibilidade, um presidente que assente lá na cadeira, na poltrona dele no Palácio do Planalto, e não fique exposto a chantagens, como tem acontecido recentemente na história do Brasil”.

“No dia que nós tivermos gente lá com credibilidade, sem ter o rabo preso, eu tenho absoluta convicção que nós teremos avanços. alguém aberto ao diálogo, alguém que também tenha competência, preparo”, aposta o ex-governador de Minas Gerais.

Zema também comentou o pedido do ministro do STF Gilmar Mendes para inclusão de seu nome no inquérito das fake news. O mineiro disse que continuará fazendo críticas ao que considera erros dentro das instituições e ainda voltou a defender a derrota do PT nas eleições e fez críticas ao governo Lula.

Diário do Poder

 

Ministros do STF dizem que Lula conta com reeleição ao insistir em Jorge Messias

*Carla Araújo – Colunista do UOL NOTÍCIAS

Ao menos dois ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a suposta insistência do presidente Lula pela indicação de Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso na corte mostra a confiança do presidente em sua reeleição. Apesar de existirem divergências jurídicas sobre a possibilidade de uma nova indicação ainda neste ano, os ministros ouvidos pela coluna avaliam que Lula não faria a indicação sem apaziguar a relação com o Senado e que também não enfrentaria questionamentos jurídicos para isso. Segundo um desses ministros, que mantém diálogos com o presidente Lula, mas que não conversou com ele a respeito da nova indicação de Messias, os recados que foram repassados por auxiliares do governo ao Supremo são que Lula só faria mesmo a nova indicação a partir do ano que vem, ou seja, depois de reeleito. A queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o envolvimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso Master foram fatores apontados pelos magistrados que acreditam no suposto otimismo do presidente. Um terceiro ministro do STF avaliou, porém, que, em caso de derrota de Lula, o presidente poderia fazer novamente a indicação de Messias em um gesto político, principalmente para senadores que eventualmente não sejam reeleitos. Eles poderiam pressionar para uma apreciação do nome. Apesar disso, esse cenário, dizem auxiliares de Lula, não está sendo considerado no momento. Lula quer indicar Messias novamente e ponto, afirmou uma fonte muito próxima a Lula.

E o clima interno?

Messias enfrentou uma forte resistência por parte de uma ala do Supremo, incluindo Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ele teve, no entanto, um forte apoio do ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme mostrou reportagem do UOLMessias e Mendonça têm perfis parecidos: são evangélicos, servidores de carreira e que usam as mesmas palavras para se referirem um ao outro: “técnico, discreto, operoso”. Mendonça ficou bastante abalado com a rejeição de Messias no Senado e, nos bastidores, admite que seria bom poder contar com o colega na Suprema Corte. Mendonça também foi alvo de oposição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que comandava a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na época e o deixou por meses na “geladeira”, até sua indicação ser apreciada. Messias também sofreu com a articulação de Alcolumbre, que, desde o início da indicação, havia avisado a Lula que não seria uma aprovação fácil. Ele queria Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga. Na Suprema Corte, o clima é de espera, já que o cenário possui variáveis e a estratégia mesmo “só quem sabe é o Lula”.

Alcolumbre vê “burrice”

Como mostrou a coluna, a informação de que Lula estaria disposto a indicar novamente o nome de Messias foi recebida por aliados de Alcolumbre com estranheza. A avaliação feita no entorno do presidente do Senado é que o governo está vivendo um bom momento, que há caminhos sendo desenhados para um entendimento entre Lula e Alcolumbre e que trazer a pauta novamente “parece burrice”. Apesar de esforços no governo para que a relação entre Lula e Alcolumbre seja retomada, a última semana passou e os dois continuam apenas “protocolares”.

*Carla Araújo – Colunista do UOL NOTÍCIAS

 

 

Prazo do processo contra Alexandre de Moraes na Justiça dos EUA já está correndo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, já foi notificado judicialmente para responder ao processo movido contra ele pela rede social Rumble e pela Trump Media nos Estados Unidos. Segundo o advogado Martin De Luca, que representa as empresas, a notificação foi enviada ao magistrado por e-mail. “Hoje, de acordo com uma ordem de um tribunal federal dos EUA, Rumble e Trump Media notificaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por e-mail”, disse no X. O documento indica que Moraes deve responder à petição inicial em até 21 dias. Caso o ministro do STF não apresente defesa, a Rumble e a Trump Media poderão solicitar o registro de revelia. Este mecanismo permite que o processo siga sem participação da defesa.

Martin de Luca esclareceu a situação do magistrado brasileiro:

“O ministro Moraes enviou suas ordens secretas de censura para plataformas americanas como o Rumble por e-mail diretamente do Brasil, contornando o governo dos EUA, os tribunais dos EUA e o processo legal ordinário.

O Rumble e a Trump Media fizeram o oposto. Primeiro, seguimos o devido processo legal internacional. Por muitos meses, tentamos a notificação por meio da Convenção de Haia — o processo formal de tratado para notificar um réu em outro país.

Em vez de permitir que a notificação ordinária prosseguisse, as autoridades brasileiras transformaram o processo em um escudo político para Moraes. O pedido de notificação foi desviado para procedimentos extraordinários. A Procuradoria-Geral da República (PGR) interveio. O assunto foi colocado sob sigilo para protegê-lo do escrutínio público, e as autoridades brasileiras acabaram recusando-se a executar a notificação rotineira de processo. Em outras palavras, o canal normal foi politizado e, na prática, tornou-se indisponível.

A ironia é óbvia. Moraes tentou usar o e-mail para exportar ordens secretas de censura para os Estados Unidos a fim de silenciar discretamente usuários americanos. Agora, após o Rumble e a Trump Media esgotarem os canais legais apropriados e as autoridades brasileiras os obstruírem, um juiz federal dos EUA autorizou a notificação por e-mail para que Moraes possa ser chamado a se apresentar em um tribunal americano.

Isso era inteiramente previsível. Por 458 dias, as autoridades brasileiras tiveram toda a oportunidade de restaurar o Rumble no Brasil e conter a tentativa ilegal de Moraes de projetar o poder judicial brasileiro em solo americano. Elas não o fizeram.

Portanto, o caso avança. Uma vez notificado, Moraes deve comparecer ao tribunal dos EUA ou arriscar a revelia.”

Jornal da Cidade Online

Carga tributária elevada do governo Lula leva Empresas fugirem do Brasil para o Paraguai

Enquanto o governo brasileiro fala em reindustrialização, parte da indústria real está fazendo as malas — e atravessando a fronteira. O caso mais recente é o do Grupo Dass, fabricante de produtos para marcas globais como Nike e Adidas, que iniciou operação no Paraguai por meio da Dasstex, em parceria com a Texcin. O investimento previsto é de US$ 40 milhões e deve gerar mais de 600 empregos diretos no país vizinho. 

A Lupo também entrou nesse movimento. A fábrica em Ciudad del Este recebeu investimento superior a R$ 30 milhões, tem capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias por ano e gera cerca de 110 empregos diretos no Paraguai. O problema não é o Paraguai crescer. O problema é o Brasil criar um ambiente tão caro, complexo e hostil que empresas brasileiras passam a encontrar mais racionalidade econômica fora do próprio país. Segundo levantamento citado pelo Poder360, 232 empresas brasileiras já atuam no regime de maquila no Paraguai desde 2007. Elas representam cerca de 70% das mais de 320 empresas estrangeiras instaladas nesse modelo. 

A diferença está no custo. No Paraguai, empresas sob o regime de maquila pagam, em média, cerca de 12% entre impostos e encargos. No Brasil, esse custo pode chegar perto de 80%, considerando tributos e encargos trabalhistas. O resultado é direto: o emprego que poderia ser criado no Brasil passa a ser criado fora. As empresas brasileiras instaladas no regime paraguaio já empregam cerca de 25 mil pessoas no Paraguai. 

No setor têxtil, o movimento é ainda mais evidente. Das 232 maquiladoras brasileiras no Paraguai, 89 são do setor de confecção e tecidos — justamente uma área intensiva em mão de obra. Ou seja: não é apenas uma disputa tributária. É uma disputa por fábrica, salário, arrecadação e cadeia produtiva. Quando uma empresa leva parte da produção para fora, o Brasil perde em várias frentes: deixa de arrecadar sobre a atividade produtiva, reduz a geração de empregos industriais, enfraquece fornecedores locais e empurra trabalhadores para um mercado cada vez mais pressionado. O discurso oficial fala em indústria forte. Mas a realidade mostra empresários buscando sobrevivência onde há menos imposto, menos burocracia, energia mais barata e regras mais previsíveis. A ironia é amarga: o Brasil forma empresas, cria marcas, desenvolve mercado consumidor — e depois assiste ao Paraguai colher os empregos. Empresário não muda de país por hobby. Muda quando a conta deixa de fechar. E hoje, para muita gente que produz, a conta brasileira simplesmente não fecha.

Jornal da Cidade Online

 

Finalmente a Justiça dos EUA intimou Alexandre de Moraes sobre processo em que é denunciado

Martin de Luca, advogado de Donald Trump em inúmeros processos nos EUA, acaba de publicar no X: “Hoje, de acordo com uma ordem de um tribunal federal dos EUA, Rumble e Trump Media notificaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por e-mail.”

O advogado ainda publicou o documento de citação: 

Muitas pessoas perguntaram por que um tribunal federal na Flórida autorizou o Rumble e a Trump Media a notificar o ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes por e-mail.

A resposta é simples.

O ministro Moraes enviou suas ordens secretas de censura para plataformas americanas como o Rumble por e-mail diretamente do Brasil, contornando o governo dos EUA, os tribunais dos EUA e o processo legal ordinário. O Rumble e a Trump Media fizeram o oposto. Primeiro, seguimos o devido processo legal internacional. Por muitos meses, tentamos a notificação por meio da Convenção de Haia — o processo formal de tratado para notificar um réu em outro país. Em vez de permitir que a notificação ordinária prosseguisse, as autoridades brasileiras transformaram o processo em um escudo político para Moraes. O pedido de notificação foi desviado para procedimentos extraordinários. A Procuradoria-Geral da República (PGR) interveio. O assunto foi colocado sob sigilo para protegê-lo do escrutínio público, e as autoridades brasileiras acabaram recusando-se a executar a notificação rotineira de processo. Em outras palavras, o canal normal foi politizado e, na prática, tornou-se indisponível.

A ironia é óbvia. Moraes tentou usar o e-mail para exportar ordens secretas de censura para os Estados Unidos a fim de silenciar discretamente usuários americanos. Agora, após o Rumble e a Trump Media esgotarem os canais legais apropriados e as autoridades brasileiras os obstruírem, um juiz federal dos EUA autorizou a notificação por e-mail para que Moraes possa ser chamado a se apresentar em um tribunal americano. Isso era inteiramente previsível. Por 458 dias, as autoridades brasileiras tiveram toda a oportunidade de restaurar o Rumble no Brasil e conter a tentativa ilegal de Moraes de projetar o poder judicial brasileiro em solo americano. Elas não o fizeram. Portanto, o caso avança. Uma vez notificado, Moraes deve comparecer ao tribunal dos EUA ou arriscar à revelia.

Jornal da Cidade Online

 

Pedido de liberdade para Deolane do PCC cai para Flávio Dino que não atende aos advogados dela

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, negou na noite deste sábado (23) um pedido apresentado pela influenciadora e advogada Deolane Bezerra para revogar a decisão que determinou sua prisão preventiva no âmbito de uma investigação sobre lavagem de dinheiro e suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

A defesa da influenciadora argumentou junto ao STF que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e, por isso, teria direito à substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Os advogados citaram entendimentos anteriores da Corte que garantem tratamento diferenciado para mães de crianças pequenas em determinadas situações. Na decisão, Flávio Dino afirmou, porém, que a medida utilizada pela defesa — uma reclamação constitucional — não era o instrumento jurídico adequado para contestar a decisão da Justiça de São Paulo.

Segundo o ministro, os advogados deveriam recorrer pelas vias processuais normais nas instâncias competentes, em vez de tentar reverter a prisão diretamente no Supremo por meio desse tipo de ação. Dino também declarou não identificar ilegalidade evidente que justificasse a concessão de habeas corpus de ofício, ou seja, por iniciativa própria do magistrado.

Com a decisão, permanece válida a ordem de prisão expedida pela 3ª Vara Criminal de Presidente Venceslau, responsável pelo caso. Em outros tempos, certamente, Dino concederia esse HC. Essa negativa é o mais claro sinal de que as coisas não estão mais como antes dentro do Supremo.

Jornal da Cidade Online

 

Decisões de Alexandre de Moraes são vistas com desconfiança por tribunais estrangeiros

* Felipe Vieira

Quando decisões do Supremo deixam de encontrar respaldo no exterior. Há algo constrangedor para uma democracia quando tribunais de outros países passam a demonstrar reservas diante de decisões produzidas por sua Suprema Corte. O que antes aparecia apenas no discurso político da oposição brasileira ganhou dimensão internacional. Itália, Espanha, Estados Unidos e até episódios envolvendo investigados refugiados na Argentina passaram a expor dificuldades do Brasil em obter cooperação judicial em casos ligados ao STF e ao ministroAlexandre de Moraes. O caso mais recente envolve a Itália, onde a Justiça anulou a extradição de Carla Zambelli. Antes disso, a Espanha rejeitou de forma definitiva a entrega do blogueiro Oswaldo Eustáquio. Nos Estados Unidos, Allan dos Santos segue fora do alcance das autoridades brasileiras após resistência americana ao pedido de extradição. Na Argentina, aliados do bolsonarismo também encontraram ambiente político e jurídico menos receptivo às ordens expedidas pelo Brasil.

Embora cada processo tenha fundamentos diferentes, um elemento se repete: tribunais estrangeiros demonstram preocupação com liberdade de expressão, proporcionalidade das medidas e garantias processuais. O problema institucional surge justamente aí. Democracias consolidadas costumam cooperar entre si porque existe confiança recíproca nos sistemas judiciais. Quando essa confiança começa a apresentar fissuras, o desgaste ultrapassa personagens políticos. É evidente que investigados tentam transformar acusações criminais em narrativa de perseguição. Isso acontece em qualquer parte do mundo. O ponto delicado aparece quando cortes estrangeiras não descartam automaticamente esses argumentos e, em alguns casos, acolhem parte deles.

Nos últimos anos, o STF ampliou de maneira inédita seu raio de atuação. O tribunal passou a conduzir investigações, determinar prisões, bloqueios financeiros, remoção de conteúdos e suspensão de perfis em redes sociais. Em nome da defesa da democracia, consolidou-se uma estrutura de excepcionalidade jurídica permanente. Críticos afirmam que parte dessas medidas concentra poderes excessivos e enfraquece garantias clássicas do devido processo legal. Alexandre de Moraes tornou-se o símbolo desse modelo. Para seus defensores, representa a reação necessária contra ataques institucionais e campanhas de desinformação. Para seus críticos, encarna uma Justiça expansiva, personalista e pouco tolerante ao contraditório.

O desconforto internacional nasce exatamente dessa diferença de percepção. Países como Estados Unidos e Espanha possuem tradição muito mais ampla de proteção à liberdade de expressão, inclusive para discursos considerados radicais ou ofensivos. Quando magistrados estrangeiros começam a enxergar exageros onde o Brasil afirma defender a democracia, surge um alerta difícil de ignorar. O impacto vai além do embate político interno. O Brasil passa a conviver com a imagem de um país onde decisões da Suprema Corte enfrentam resistência crescente no exterior. Isso desgasta a credibilidade do Judiciário brasileiro e alimenta a percepção de que o STF está ultrapassando limites fundamentais do Estado de Direito.

*Felipe Vieira é jornalista

 

Até quando o Brasil continuará a ser o país dos golpes e da impunidade?

Eles criaram empresas de fachada, apresentaram listas falsas de funcionários, lavaram dinheiro, pagaram propinas e subornos.  E aumentaram seu patrimônio em mais de 50 vezes em apenas dois anos.  Com os milhões roubados, compraram carros de luxo, mansões e viagens extravagantes.  Tudo isso enquanto crianças passavam fome. A história soa familiar, não é?  Mas o final foi um pouco diferente do que estamos acostumados.

Aimee Bock e seus comparsas obtiveram fundos de dois programas do governo americano (Programa de Alimentação para Crianças e Adultos e o Programa de Alimentação de Verão), destinados a fornecer refeições para crianças e adultos vulneráveis em creches, escolas, parques e outros locais.  Em vez disso, Bock orquestrou a maior fraude pandêmica do país, envolvendo mais de 70 pessoas, muitos sendo imigrantes da Somália, que criaram quase 300 locais falsos de distribuição de alimentos para reivindicar reembolso federal por 91 milhões de refeições que nunca foram servidas.   Mas a fraude não acabou em pizza.

Resultado:  Aimee Bock, a mentora do esquema “Alimentando Nosso Futuro” (Feeding Our Future), acaba de ser condenada em Minnesota a mais de 41 anos de prisão e obrigada a pagar cerca de US$ 243 milhões (cerca de 1 bilhão e 200 milhões de Reais) em restituição.  Nos EUA, 41 anos de prisão são de fato 41 anos atrás das grades, sem direito a “saidinhas”, redução da pena ou auxílio-reclusão.  Pelo contrário, muitas penitenciárias nos EUA cobram taxas diárias dos presos pela sua estadia (“pay-to-stay”), o que pode gerar dívidas para o detento ao sair.  Há ainda o trabalho prisional, quando o detento recebe um pequeno salário abaixo do valor de mercado, mas o dinheiro só é liberado depois que o detento cumpre a pena.

O Brasil também teve vários casos de fraudes ocorridas durante a pandemia de COVID-19, mas as investigações continuam em andamento até hoje, com muitos casos ainda sem solução ou punição dos envolvidos.  Algumas investigações em aberto incluem:

  • Caso dos Respiradores do Consórcio Nordeste: A Polícia Federal continua rastreando R$ 48,7 milhões pagos antecipadamente pelo Consórcio Nordeste (na época presidido por Rui Costa) para a compra de 300 respiradores que nunca foram entregues.  As investigações revelaram que o dinheiro foi desviado para gastos particulares, como compra de carros de luxo e mensalidades escolares.  O caso segue em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no STF.
  • Irregularidades no Ministério da Saúde: Em maio de 2026, a Polícia Federal deflagrou novas operações para investigar suspeitas de fraudes e sobrepreço em contratos de equipamentos hospitalares firmados pelo Ministério da Saúde durante a pandemia.
  • Desvios em Hospitais de Campanha (Goiás): Investigações apuram o desvio de recursos de contratos em hospitais de campanha administrados por Organizações Sociais. Há suspeitas de direcionamento de licitações e pagamentos de propina a fiscais de contratos.
  • No Pará, nove pessoas, incluindo ex-secretários estaduais, tornaram-se réus por fraudes na compra de 400 respiradores da China que não funcionavam.
  • Em Minas Gerais, esquemas de fraude de impostos teriam utilizado a vulnerabilidade de prefeituras e hospitais durante a crise para vender falsos créditos tributários, totalizando prejuízos superiores a R$ 600 milhões.

Depois da pandemia as fraudes parecem estar aumentando.  Em 2026, o Brasil enfrenta um cenário de fraudes sofisticadas ainda sem solução definitiva.  Alguns exemplos conhecidos de golpes envolvendo quantias extraordinárias com a possível participação de políticos e altos funcionários públicos:

  • Banco Master (O “Maior Golpe Bancário”): Investigações federais apontam para uma fraude de cerca de R$ 12 bilhões (ou até R$ 41 bilhões, segundo notícias recentes de maio de 2026), envolvendo o Banco Master. O caso, que resultou na prisão do presidente Daniel Vorcaro e abala a elite política e corporativa, ainda está em desdobramento, com ativos congelados e suspeitas de corrupção envolvendo figuras do cenário político.
  • Fraudes Tributárias em Larga Escala: A Polícia Federal desmantelou esquemas de venda de falsos créditos tributários que superaram R$ 600 milhões, afetando prefeituras e empresas com compensações irregulares junto à Receita Federal.  Em maio de 2026, a “Operação Refuse” mirou fraudes de R$ 2,5 bilhões no setor de plásticos. 
  • Fraude no INSS:  um esquema sob investigação que teria desviado mais de R$ 6 bilhões de descontos indevidos nas aposentadorias e pensões de cerca de 9 milhões de segurados, com o suposto envolvimento de funcionários, ex-funcionários e altas autoridades.

Além de imensos golpes financeiros com a possível participação de políticos e altos funcionários públicos, temos ainda uma série de golpes digitais:   

  • Golpe da Falsa Central de Banco (Spoofing): Criminosos utilizam técnicas para clonar o número oficial do banco, fingindo detectar movimentações suspeitas para induzir a vítima a transferir dinheiro ou fornecer senhas.
  • Engenharia Social e “Mão Fantasma”: Golpistas convencem usuários a instalar aplicativos de acesso remoto (maliciosos), permitindo controle total do celular e do aplicativo bancário.
  • Imitação de Voz e Vídeo (Deepfakes): Uso de IA para clonar vozes de familiares ou gerentes de banco, criando pânico e exigindo Pix imediato.
  • Pix Agendado/Falso Pix: Uso de “Pix agendado” para compra de produtos, cancelando-o logo em seguida, ou usando QR Codes falsos.
  • Golpes de Recuperação (Duplo Golpe): Criminosos prometem ajudar a recuperar dinheiro perdido em golpes anteriores, cobrando taxas antecipadas e enganando a vítima novamente.

Relatórios indicam que a maioria dos crimes cibernéticos de estelionato não resulta na identificação dos criminosos, devido à rapidez com que os golpes evoluem e à dificuldade de rastrear contas de “laranjas”.  A Febraban e o Banco Central continuam atualizando mecanismos de segurança, mas a sofisticação dos golpes, especialmente com o uso de IA, mantém a maioria dos casos sem desfecho definitivo.

No livro “Crime e Castigo”, o escritor russo Dostoievski conta a história de Raskolnikov, que assassina uma agiota e sua irmã, justificando o ato por uma teoria de superioridade moral e alienação da sociedade.  “Crime e Castigo” é amplamente reconhecido como um estudo profundo sobre consciência, sofrimento e crise existencial.  Espero que não tenhamos no Brasil uma encenação do “Crime Sem Castigo”, no qual alguns criminosos alienados da sociedade e se achando moralmente superiores se sentem no direito de cometer crimes contra o patrimônio público jogando toda a reputação do país na lama.

Me informaram que tudo isso estaria sendo investigado rigorosamente.  O melhor que podemos fazer é não renunciar ao nosso direito de indignação e de cobrança.  O que os corruptos mais gostam é de um povo que se acha “esperto” e desiste por antecipação, dizendo que tudo vai acabar em pizza.

No caso do Banco Master, por exemplo, existem suspeitas e alegações públicas ligando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao caso, gerando desgastes na imagem da corte. Uma pesquisa Datafolha de abril de 2026 indicou que 55% dos brasileiros acreditam no envolvimento de membros do STF no escândalo.

Se bons exemplos vêm de cima e a população acompanha o caso e cobra resultados, como acontece nos EUA, o crime não compensa.  Espero que o oposto não continue acontecendo por aqui.

*Jonas Rabinovitch. Arquiteto urbanista com 30 anos de experiência como Conselheiro Sênior em inovação, gestão pública e desenvolvimento urbano da ONU em Nova York.