Morre Luiz Carlos Barreto: Gigante do cinema brasileiro

Luiz Carlos Barreto, ou Barretão, como era chamado por amigos e adversários, morreu na madrugada desta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro, aos 98 anos. Ele deixa uma obra monumental, em títulos como “Vidas Secas”, “Terra em Transe”, “Dona Flor e seus Dois Maridos”, entre tantos outros. Ele vinha com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu uma queda visitando seu estado natal, o Ceará, para uma homenagem. Ele estava internado desde a última terça-feira. Barretão foi um dos mais importantes nomes da história do cinema brasileiro, com seis décadas de atuação, tendo sido envolvido com o movimento do Cinema Novo, que revolucionou o audiovisual nacional nos anos 1960. Graduado em Letras, com atuação no jornalismo e no fotojornalismo, foi diretor de fotografia de dois dos mais significativos longas nacionais do período: “Vidas secas” (1963), de Nelson Pereira dos Santos, uma adaptação de romance homônimo de Graciliano Ramos, e “Terra em transe” (1967), de Glauber Rocha.

Através da produtora L.C. Barreto Produções Cinematográficas, fundada em maio de 1963, Barretão ajudou a tornar realidade obras clássicas como “Garrincha — Alegria do povo” (1963), de Joaquim Pedro de Andrade, “A hora e vez de Augusto Matraga” (1965), de Roberto Santos, “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” (1969), de Glauber Rocha, e “Brasil ano 2000” (1969), de Walter Lima Jr.

Foi como produtor que ficou mais conhecido, apesar de trabalhos relevantes como fotógrafo e roteirista. Foram mais de 80 produções em 60 anos de atividade, tendo como maior sucesso “Dona Flor e seus dois maridos” (1976), de Bruno Barreto, seu filho mais velho, adaptação de clássico de Jorge Amado que foi visto por quase 11 milhões de pessoas nos cinemas brasileiros.

Luiz Carlos Barreto, juntamente com sua mulher Lucy Barreto, detêm a marca da produção de mais setenta filmes brasileiros de curta e longa-metragens. Além dos filmes que marcam sua carreira como produtor, é pai de Bruno Barreto e Fábio Barreto – dois diretores dos mais importantes da geração pós-Cinema Novo – e Paula Barreto, formada em Comunicação Social. Era um dos sócios do Grupo Consórcio Brasil, que junto com a Globosat administra o Canal Brasil.

Jornal da Cidade Online

 

Empresário apontado de vazar dados de Vivi Barci, do Master, recusa ser julgado pelo marido dela Alexandre de Moraes

A defesa do empresário Marcelo Conde solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado impedido de atuar na investigação que apura o suposto vazamento de informações fiscais da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado. O empresário é apontado pela Polícia Federal (PF) como suposto mandante da obtenção irregular dos dados, acusação que nega. Marcelo Conde integra o chamado Inquérito das Fake News. Empresário do setor imobiliário e filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, que administrou a capital fluminense entre 1997 e 2001, ele é investigado pela suposta participação no acesso ilegal às declarações de Imposto de Renda da advogada.

O principal argumento apresentado pela defesa é que Alexandre de Moraes não poderia permanecer na relatoria do caso por possuir vínculo direto com a suposta vítima da investigação. Os advogados sustentam que a legislação processual impede a atuação do magistrado em processos que envolvam parentes próximos.

“A lei é clara. O Código de Processo Penal, em seu art. 252, inciso IV, diz expressamente que o juiz está impedido de participar de julgamentos que envolvam parentes em até 3º grau”, afirma a defesa no pedido encaminhado ao Supremo.

Além da manifestação apresentada ao STF, os advogados protocolaram um ofício junto ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, reiterando a alegação de impedimento do ministro. No documento, a defesa argumenta que o pedido encontra respaldo tanto na legislação brasileira quanto em princípios constitucionais e normas internacionais. Segundo os advogados, a Constituição assegura que nenhum acusado seja submetido a julgamento criminal por um magistrado que não reúna condições objetivas e subjetivas de imparcialidade.

Apesar da argumentação, o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal em casos relacionados ao Inquérito das Fake News tem sido o de que a vítima institucional é a própria Corte, e não os ministros individualmente. Com base nessa interpretação, Alexandre de Moraes tem permanecido como relator das investigações.

No início deste mês, a defesa de Marcelo Conde também apresentou uma reclamação ao STF alegando que ainda não havia obtido acesso aos autos do processo. Após o pedido, Alexandre de Moraes proferiu nova decisão autorizando a consulta aos documentos da investigação.

Segundo a Polícia Federal, Marcelo Conde teria desembolsado R$ 4,5 mil para obter de forma irregular declarações de Imposto de Renda relacionadas ao caso. O empresário, que atualmente reside na Espanha, nega qualquer envolvimento nas acusações e afirma que buscará demonstrar sua inocência durante o andamento do processo.

Jornal da Cidade Online

 

Justiça derruba cobrança de multa milionária contra a Vale por Brumadinho

Decisão do TJMG suspende multa de R$87,9 milhões aplicada à mineradora enquanto questionamentos sobre a penalidade seguem em análise. A Justiça de Minas Gerais determinou a suspensão da multa de R$87,9 milhões aplicada à Vale pela Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais (CGE-MG) em um processo relacionado ao rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. A decisão foi concedida em caráter liminar pelo desembargador Alberto Diniz Júnior, da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A penalidade havia sido aplicada em março deste ano após um processo administrativo iniciado em 2020.

A CGE-MG apontou que a mineradora teria apresentado informações consideradas irregulares sobre a segurança da barragem que se rompeu em janeiro de 2019, tragédia que deixou 272 mortos. A Vale recorreu contra a multa e alegou que os fatos analisados não se enquadrariam na Lei Anticorrupção. A empresa também sustentou que já havia sido alvo de uma punição da Controladoria-Geral da União (CGU) baseada em fundamentos semelhantes, questionando a aplicação de novas sanções sobre o mesmo episódio. Na decisão, o desembargador considerou que existe uma discussão em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma penalidade aplicada pela CGU à mineradora pelo mesmo contexto.

Segundo a decisão, o julgamento no STF envolve a validade da utilização da Lei Anticorrupção em casos sem a caracterização de um ato de corrupção propriamente dito. O caso também envolve debates sobre a responsabilização administrativa da empresa após o rompimento da estrutura em Brumadinho. Em outra frente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já analisou uma multa aplicada pela CGU contra a Vale, mantendo uma penalidade de cerca de R$86 milhões relacionada à acusação de omissão de informações sobre a estabilidade da barragem. A decisão do TJMG suspende temporariamente a cobrança da multa estadual até que haja novos desdobramentos no processo judicial.

A liminar ainda poderá ser analisada posteriormente pelo colegiado responsável pelo caso. O rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão ocorreu em 25 de janeiro de 2019 e provocou uma das maiores tragédias socioambientais do país. Desde então, diferentes ações administrativas, civis e criminais foram abertas para apurar responsabilidades e definir medidas de reparação às áreas atingidas.

Diário do Poder

 

Zoológico de Lula e Janja no Planalto tem: 4.445 animais, indiferença do Ibama e despesa milionária

Enquanto Lula abusa de piadas contra chineses e culpa cachorrinhos para justificar o estrangulado orçamento do brasileiro, que não suporta as mais de 20 iniciativas para criar ou subir impostos desde o início da gestão do petista, o presidente não dá qualquer justificativa sobre a cifra milionária que empurrou ao pagador de impostos para sustentar o zoológico particular que ostenta no Palácio do Planalto: são 4.445 animais entre emas, papagaios, araras, pavão, jabutis, carpas etc, com a total indiferença do Ibama

Só o começo

A gastança com o viveiro este ano, fica pior. Em 2026, tem só o mês de janeiro: R$28,2 mil. A conta não inclui os bichos da Granja do Torto.

Recorde da gastança

Desde o retorno de Lula à Presidência, 2025 foi o ano com a fatura d’água do viveiro palaciano mais cara; R$636.930,46 por nossa conta.

Caça-vazamento

Em 2024, os giros do hidrômetro nos custaram mais R$482,5 mil. Além dos R$465,5 mil cobrados no primeiro ano da terceira gestão de Lula.

Ponta do iceberg

O valor milionário não inclui os 6.233 animais da Granja do Torto, tampouco gastos veterinários ou com alimentação, pagos por nós.

Coluna do Claudio Humberto

 

TSE congela teto de campanha e mantém limite milionário para eleições deste ano

Corte eleitoral decide preservar valores de 2022 e candidatos terão de seguir os mesmos limites de gastos definidos no último pleito. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter para as eleições deste ano os mesmos limites de gastos de campanha estabelecidos para o pleito de 2022. A medida foi formalizada pela Corte e mantém os valores máximos que candidatos poderão utilizar durante a disputa eleitoral. Com a decisão, os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$88,9 milhões no primeiro turno.

Caso haja segundo turno, será permitido um acréscimo de R$44,4 milhões, elevando o limite total da campanha presidencial para aproximadamente R$133,3 milhões. A definição segue o modelo adotado pelo TSE nas eleições gerais anteriores, sem mudanças na legislação que alterem os critérios de cálculo dos valores. A Corte havia estabelecido, em 2022, os limites com base nos parâmetros previstos para o pleito de 2018, corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE. 

Além da disputa presidencial, os limites de gastos também abrangem campanhas para outros cargos em disputa, como governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados. Os valores são definidos conforme o cargo e a circunscrição eleitoral, seguindo regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. A manutenção dos números ocorre em um cenário em que o financiamento das campanhas continua sendo acompanhado pelas regras de prestação de contas do TSE. Candidatos e partidos precisam registrar arrecadações e despesas nos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral, permitindo o acompanhamento dos recursos utilizados durante o  período eleitoral. 

O teto de gastos tem como objetivo estabelecer um limite para os recursos empregados nas campanhas e impedir que candidaturas ultrapassem valores previamente definidos. O descumprimento das regras pode gerar consequências previstas na legislação eleitoral, incluindo sanções financeiras e processos relacionados às contas de campanha. Com a decisão, partidos e candidatos passam a organizar suas estratégias eleitorais considerando os mesmos parâmetros financeiros adotados na última eleição geral, mantendo as regras de controle sobre arrecadação e despesas durante a disputa deste ano.

Diário do Poder

 

Ditador Daniel Ortega, amigo de Lula, está prestes a ter o mesmo destino de Maduro pelos EUA

Daniel Ortega, amigo de Lula, soltou uma bomba há poucas horas…Ele declarou que a Nicarágua não terá mais eleições que possam permitir a chegada da oposição ao poder e anuncia novas leis para impedir tentativas de mudança de governo:

“​​Aqui não haverá eleições novamente para que por lá eles tentem pegar o governo, pegar o poder.”

Diante disso, o secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, se manifestou:

“A Administração Trump e a comunidade internacional não ficarão de braços cruzados enquanto a ditadura Murillo-Ortega aprofunda a repressão em casa e fabrica instabilidade que ameaça a segurança nacional dos EUA. 

O compromisso de Ortega de abolir as eleições na Nicarágua prova sua covardia e medo da vontade do povo nicaraguense.”

Jornal da Cidade Online

TSE recebe denúncia contra a maior quadrilha digital da história do país contra a família Bolsonaro

O Partido Liberal (PL) ingressou com ação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) onde denúncia uma azeitada rede de perfis falsos usada para atacar a direita, especialmente o senador Flávio Bolsonaro. A sigla aponta que a estrutura opera com contas temporárias, de baixa audiência orgânica, criadas para ampliar a circulação de conteúdos negativos nas redes sociais. Um levantamento apresentado pelo partido identificou 51 páginas com essas características. Entre março e o fim de junho, os perfis promoveram 4.607 anúncios impulsionados, que acumularam cerca de 250 milhões de visualizações.

O relatório também registra despesas de aproximadamente R$ 3 milhões, além de US$ 20 mil e 42 mil pesos colombianos destinados às publicidades. De acordo com a estimativa do PL, os conteúdos alcançaram entre 77 milhões e 137 milhões de usuários no Facebook e no Instagram. Embora cada perfil reúna menos de 400 seguidores, as páginas alcançam milhões de pessoas por meio da compra de tráfego pago. Uma das publicações associa Flávio Bolsonaro a milícias, enquanto outra classifica o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como traidor. Os perfis investigados adotavam nomes como Radar do Planalto, O Contra-Fluxo, Panorama Brasil, Olho no Erro, Contra a Maré e Lente Escura.

Na ação protocolada no TSE, o partido pede a remoção dos anúncios considerados irregulares e solicita que a Meta forneça informações, como endereços de IP, para permitir a identificação dos responsáveis pelas publicações. A legenda afirma, ainda, acreditar que a rede investigada seja maior do que a estrutura mapeada no levantamento.

Jornal da Cidade Online

Relatório da Polícia Federal sobre fraude no INSS é revoltante por omitir nomes dos ladrões

O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou o primeiro relatório da Polícia Federal encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre as fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o parlamentar, embora o documento peça o indiciamento de 48 pessoas, ele não inclui nomes que, na avaliação do senador, tiveram participação nas irregularidades investigadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

“Eu apresentei 324 requerimentos de quebra de sigilo, e foram aprovados 122, porque a base do governo blindou”, protestou.

Izalci enfatizou que a CPMI identificou irregularidades nos acordos de cooperação técnica firmados entre o INSS e entidades autorizadas a realizar descontos diretamente na folha de pagamento. O parlamentar criticou o uso de recursos do Orçamento da União para o ressarcimento às vítimas. Segundo ele, os valores deveriam ser cobrados das entidades responsáveis pelos desvios. Lembrou ainda que, embora mais de R$ 3,2 bilhões, segundo ele, já tenham sido devolvidos aos beneficiários, parte das contestações ainda aguarda solução.

“Tem muito mais gente que ainda não recebeu. Foram 6,6 milhões de contestações. Faltou mais de R$ 1,85 bilhão para devolver”, disse.

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Fonte: Agência Senado

 

Cartório impede senador Jaques Wagner de vender imóvel de R$15,8 milhões bloqueado pela Justiça

Petista tentou vender um imóvel por R$15,8 milhões, mas cartório já tinha ordem de bloqueio nas mãos. Um cartório de registro de imóveis da Bahia frustrou a tentativa do senador Jaques Wagner (PT-BA) de vender um terreno por R$15,8 milhões um dia depois de ter sido alvo da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, em ação determinada por André Mendonça, relator do Caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (ST). O ministro do STF foi quem enviou ao cartório uma ordem de bloqueio dos bens do político, que na ocasião era líder do governo Lula no Senado, cargo do qual pediu afastamento após o escândalo do seu envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de cujo grupo é suspeito de receber, entre outras vantagens, um apartamento em Salvador. Em seu relatório sobre a operação, a Polícia Federal lembrou que o pagamento de propina por meio de imóveis é o mesmo usado no caso do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que está preso.

A revelação da tentativa de Wagner de vender o imóvel foi de reportagem do jornalista Aguirre Talento para o Estadão. Ele conta a haver procurado o senador, que respondeu por meio de sua defesa, que afirmou não haver irregularidades, mas, inicialmente, não explicou os detalhes do negócio. Após a publicação da reportagem, a defesa sustentou em nova nota que “a venda do imóvel é resultado de uma negociação iniciada em 2024 e formalizada em 2025 pelo City Football Group, conforme demonstram os documentos”.

“O acordo previa a permuta do imóvel por lotes do empreendimento e o pagamento antecipado de R$ 2 milhões, valor devidamente declarado, com o recolhimento do imposto sobre o ganho de capital (DARF pago em 30/06/2025). A escritura pública foi lavrada em maio de 2026, preservando a natureza da operação como uma permuta”, afirma a nota. Wagner também havia acertado a venda de um segundo imóvel por R$ 10 milhões, o apartamento dele em Salvador, em transação protocolada em cartório uma semana antes da operação da PF. Mas o negócio também foi bloqueado por ordem do ministro André Mendonça e a transmissão de propriedade resultou não autorizada pelo cartório. Mesmo assim, o petista já recebeu ao menos R$ 12 milhões nas tratativas.

Diário do Poder

 

Reação de ministros do STF contra a penalidade bizarra de Alexandre de Moraes a Bolsonaro

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou divergências entre integrantes da Corte, segundo informações publicadas por fontes ouvidas sob reserva. A medida foi adotada depois que Moraes entendeu que Flávio, ao ler uma carta escrita pelo ex-presidente durante uma transmissão ao vivo, poderia ter descumprido as medidas cautelares impostas na prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro. Na avaliação do ministro, o episódio também poderia caracterizar eventual propaganda eleitoral antecipada.

Nos bastidores do STF, entretanto, ministros relataram ressalvas ao fundamento adotado. Um magistrado ouvido reservadamente observou que Flávio Bolsonaro ainda é pré-candidato e que Jair Bolsonaro está inelegível, avaliação que, segundo ele, enfraqueceria a tese de campanha eleitoral antecipada. Esse mesmo integrante da Corte também mencionou precedentes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, durante o período em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, concedeu entrevistas, divulgou cartas com conteúdo político e participou indiretamente de atos relacionados à sua candidatura presidencial.

Outro ministro do STF, também em caráter reservado, avaliou que Alexandre de Moraes teria agido de forma precipitada ao impor a restrição. Segundo esse interlocutor, houve excesso na decisão. Um terceiro integrante da Corte, conforme relato de um assessor, considera que a medida acabou oferecendo argumentos políticos à oposição.

Jornal da Cidade Online