Operações da PF contra Lulinha e Jaques Wagner ‘queimam’ ministro da Justiça do Lula

Senador indicou Wellington Lima e Silva para o caro de ministro ao qual a PF é subordinada em teoria. Cresce a lista dos que apostam que Wellington César Lima e Silva não terá vida longa no Ministério da Justiça de Lula. No PT, a fritura do ministro se intensificou nas últimas semanas, sobretudo após batida da Polícia Federal em endereços de Jaques Wagner, ex-líder do presidente no Senado, que perdeu a vaga após a operação policial. Para piorar, setores da própria PF andam insatisfeitos com o desempenho do ministro, considerado “meio mole” na defesa da corporação.

Acusado de ingratidão

As críticas contra o ministro são sobre atuação da PF contra Jaques e contra Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

Olha o estrago

O aperto da PF ocorre em ano eleitoral e com tudo para ficar ainda pior. Além de Lula, Jaques Wagner também precisa renovar o mandato.

Meu peixe

Jaques foi o fiador de Wellington na Esplanada de Lula. Além de o nomear duas vezes para comandar o Ministério Público da Bahia.

Vapt-vupt

O senador baiano também emplacou o aliado no Ministério da Justiça de Dilma. Durou 11 dias, até o STF mandar escolher entre a pasta e o MP.

Coluna do Claudio Humberto

O rombo do Master fez do BRB um “morto-vivo” na praça bancária com falência iminente

Fosse o BRB um banco privado, o Banco Central teria há muito decretado a sua liquidação. Por motivos não tão misteriosos assim, o Banco estatal de Brasília continua como um morto-vivo na praça bancária. Lembrando como funciona um banco. De um lado, temos pessoas que depositam seus recursos no banco. Do outro, o banco empresta esses recursos para outras pessoas que precisam do dinheiro. No meio, temos o capital do banco, que serve como um colchão para absorver um certo nível de inadimplência. No Brasil, esse colchão deve ser de, no mínimo, 11% do total de empréstimos. Assim, se houver 11% de inadimplência, o capital do banco será suficiente para cobrir os depósitos feitos por aqueles que investiram no banco. Os mais conservadores têm um colchão (chamado de “índice de Basiléia”) mais conservador. Por exemplo, o índice de Basiléia do Itaú é de 16%.

Qual é o colchão do BRB? Não sabemos, porque o banco não divulga balanço desde o ano passado. Depois que torrou o dinheiro dos depositantes em ativos bichados do Banco Master, é provável que o capital do BRB esteja negativo. É para recompor esse capital que o governo do DF está pleiteando um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do FGC, com garantia de seus próprios fluxos de impostos. Como os bancos avaliam que essas garantias são muito frágeis juridicamente, estão reticentes em autorizar esse empréstimo.

Agora, o governo do DF quer mostrar aos bancos que tem capacidade de pagamento, independentemente das garantias. Acompanhem comigo: o governo do DF quer convencer banqueiros experimentados a emprestarem dinheiro, na prática, sem garantias, para um ente da Federação da República brasileira. E isso, para torrar em um banco estatal sem a mínima condição de continuar existindo. Vai dar certo sim.

A questão é que, provavelmente, esses R$ 6,6 bilhões já são insuficientes para recompor o colchão necessário para o BRB voltar a operar normalmente. E pior: quem vai agora, em sã consciência, depositar seus recursos no BRB, tendo como alternativas bancos estatais muito mais sólidos, como Banco do Brasil e Caixa? Ou seja, o BRB é um defunto apodrecendo ao relento, e pedindo por um enterro digno. Faltam mais de três meses para o 2º turno das eleições. Desconfio que seja este o horizonte, para o BC finalmente organizar o sepultamento.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

 

Foro de São Paulo: Demagogia e cinismo que atrasam a América Latina

Em discurso durante a Convenção Nacional do PT, que confirmou sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez mais uma declaração que expõe o cinismo petista. Segundo ele, o Foro de São Paulo foi criado em 1990 justamente para que a esquerda latino-americana “aprendesse a respeitar o sistema democrático” e conquistasse o poder pelo voto, e não pela luta armada. Lula ainda afirmou que a “essência do PT” seria ter ensinado a esquerda a “viver democraticamente na adversidade”, citando vitórias eleitorais no Chile, Equador, Venezuela, Uruguai, Argentina e Brasil. A realidade, porém, é bem diferente do conto de fadas democrático vendido por Lula. O Foro de São Paulo, fundado por ele em parceria com o ditador cubano Fidel Castro, sempre serviu como instrumento de coordenação da esquerda radical no continente. Longe de promover o respeito à democracia, o grupo tornou-se plataforma para legitimar e apoiar regimes autoritários que, uma vez no poder, trataram de destruir as instituições, calar a oposição e perpetuar-se no comando. Como bem pontuou o analista político José Sepúlveda:

“Lula, o demagogo esquerdista, diz que o Foro de São Paulo foi criado para que a esquerda aprendesse a respeitar o sistema democrático!?!?!? Para este fim ele se uniu ao maior ditador das Américas, o comunista Fidel Castro, e apoiou outros ditadores do Foro, como Chávez, Maduro, Evo Morales, Ortega, etc. Traduzindo: Lula quis que a esquerda utilizasse o sistema democrático para subir ao poder, e a partir daí aparelhasse as instituições e montasse suas ditaduras. Muitas vezes deu certo.”

A história comprova essa leitura. Em Cuba, o regime de partido único e repressão continua intacto desde 1959. Na Venezuela, Hugo Chávez e Nicolás Maduro transformaram o país em uma ditadura cleptocrata. Na Nicarágua, Daniel Ortega tornou-se um ditador que persegue opositores e a Igreja. Na Bolívia, Evo Morales flertou com a perpetuação no poder via fraude. O padrão se repete: usar a democracia como trampolim e, depois, esvaziá-la.

Enquanto Lula posa de democrata em São Paulo, o Foro de São Paulo segue ativo articulando partidos e movimentos que defendem os mesmos regimes que sufocam liberdades na América Latina. A declaração recente não é um lapso — é a confissão velada de uma estratégia que sempre esteve clara para quem não se deixa enganar pela retórica petista.

Jornal da Cidade Online

 

Senador Rogério Marinho pede ao STF quebra de sigilos do ex-assessor Marcola do Lula

Senador também solicita investigação sobre acesso antecipado do presidente a informações sigilosas da Polícia Federal. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro André Mendonça autorize a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República. A solicitação busca identificar a origem, o volume e a destinação dos recursos movimentados pelo ex-assessor, além de verificar evolução patrimonial incompatível com o cargo.

Na mesma petição, Marinho pede a apuração de um vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o senador, o presidente teria sido informado previamente sobre as investigações envolvendo Marco Aurélio, exonerado em julho após a divulgação de transações com a empresária Roberta Moreira Luchsinger, investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes do INSS.

A oposição também requer que o STF determine o envio dos registros de entrada e saída do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Gabinete Pessoal da Presidência referentes aos últimos 30 dias, além de informações sobre reuniões entre Lula e o diretor-geral da Polícia Federal entre janeiro e julho de 2026. O pedido inclui ainda a expedição de mandado de busca e apreensão contra Marco Aurélio para recolhimento de celulares, computadores e outros documentos para investigação.

Diário do Poder

Disputa por poder e dinheiro dentro do PT teria vazado o caso Marcola e pôs Lula em sérios apuros

Numa discussão no programa “Três Poderes” da Revista Veja, o jornalista Robson Bonin desenvolveu uma linha de raciocínio que parece desvendar o desenrolar da revelação das falcatruas envolvendo o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O episódio combina suspeitas investigadas no caso do INSS, relações próximas ao Palácio do Planalto e um componente de “fogo amigo” entre petistas. Bonin definiu o ex-chefe de gabinete como uma figura central por conhecer as pessoas que circulam e se aproximam de Lula. Mais recentemente, segundo ele, Marcola havia assumido o controle da agenda do presidente na campanha, ampliando seu poder dentro da estrutura eleitoral.

É justamente aí que aparece o componente de “fogo amigo”. Setores do próprio PT teriam realizado o vazamento da informação sobre o dinheiro recebido por Marcola. Inclusive, na análise do jornalista, o episódio já seria conhecido por Lula, mas só veio a público depois que o auxiliar ganhou espaço na campanha.

“Havia assumido todo o controle da agenda do Lula e isso incomodou muita gente dentro da campanha”, afirmou.

Na avaliação de Bonin, a disputa envolve tanto a condução da candidatura quanto o controle de parcelas do orçamento eleitoral petista.

Jornal da Cidade Online

 

Cruel e desumano: Quando até o abraço de um filho no Dia dos Pais, se torna suspeito

*Por Jayme Rizolli

O ministro Alexandre de Moraes manteve a proibição e impediu Bolsonaro de receber três filhos no Dia dos Pais. Não foi solicitado um comício. Não foi pedida uma entrevista, uma transmissão pelas redes sociais ou uma reunião partidária. O pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro possuía uma finalidade declaradamente familiar: permitir que o ex-presidente recebesse os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan durante algumas horas no domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais. O pedido foi negado.

Neste sábado, 8 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, considerou a solicitação “prejudicada” porque uma decisão anterior já havia suspendido por 30 dias as visitas a Bolsonaro, mantendo apenas o acesso de médicos, fisioterapeutas e advogados. Assim, por força de uma restrição que já estava em vigor, o ex-presidente permanecerá sem receber os filhos na data comemorativa. A notícia é verdadeira. Mas a decisão suscita uma pergunta que nenhuma fórmula processual consegue apagar: Em que momento o cumprimento de uma medida judicial precisa deixar de reconhecer a existência de um pai e de seus filhos?

COMO TUDO COMEÇOU

A suspensão das visitas foi determinada depois que o senador Flávio Bolsonaro divulgou, durante uma transmissão pelas redes sociais, uma carta escrita por Jair Bolsonaro. O documento possuía conteúdo político e defendia a união da família em torno da candidatura presidencial de Flávio. Moraes considerou que a divulgação representou uma tentativa de contornar as restrições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar as redes sociais direta ou indiretamente. Em consequência, Flávio ficou impedido de visitar o pai por 90 dias. Posteriormente, outras visitas também foram suspensas por 30 dias, com exceção dos profissionais autorizados.

Pode-se discutir se a carta desrespeitou ou não as condições estabelecidas. Pode-se discutir se Bolsonaro sabia que o conteúdo seria publicado. Pode-se até defender que o Judiciário precisa impedir que uma visita familiar seja utilizada para transmitir orientações eleitorais. O que não deveria ser aceito sem questionamento é a transformação de um episódio político em justificativa automática para impedir todo encontro familiar — inclusive em uma ocasião tão simbólica quanto o Dia dos Pais.

PUNIR O ATO OU INTERROMPER O VÍNCULO?

Se houve desvio na finalidade de uma visita, que se apure o episódio. Se uma carta violou determinada ordem, que se avalie a responsabilidade de quem a escreveu, de quem decidiu divulgá-la e de quem efetivamente realizou a transmissão. O Direito deve individualizar condutas e aplicar medidas proporcionais. Carlos Bolsonaro e Jair Renan não foram apontados como responsáveis pela divulgação daquela carta. Mesmo assim, também ficaram impedidos de abraçar o pai. A decisão alcançou o núcleo familiar como um todo. É nesse ponto que a medida deixa de parecer apenas preventiva e passa a produzir um efeito que se assemelha a uma punição coletiva.

O PODER DE ABRIR UMA EXCEÇÃO

A defesa não pediu a revogação definitiva de todas as restrições. Solicitou uma autorização excepcional, limitada à tarde do Dia dos Pais e fundamentada na preservação dos vínculos familiares. Alexandre de Moraes possuía duas possibilidades. Poderia manter a decisão anterior mecanicamente, afirmando que todas as visitas continuavam suspensas. Ou poderia reconhecer a natureza especial da data e autorizar o encontro sob condições rigorosas:

— Presença de agentes de segurança; proibição de aparelhos eletrônicos; ausência de gravações; impedimento de declarações políticas; duração previamente determinada; advertência de punição em caso de descumprimento.

Havia meios de preservar simultaneamente a autoridade da decisão judicial e o convívio familiar. A escolha foi pela negativa. Dizer que o pedido estava “prejudicado” explica o mecanismo processual utilizado. Não responde, entretanto, à questão humana.

PRISÃO DOMICILIAR NÃO APAGA A FAMÍLIA

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está submetido a diversas restrições. O fato de uma pessoa estar presa não significa que todos os seus direitos tenham desaparecido. O próprio sistema de execução penal reconhece a importância do contato familiar, justamente porque a pena ou a medida restritiva não deveria destruir vínculos que não fazem parte da condenação. Naturalmente, o direito de visita não é absoluto. Ele pode ser limitado por razões de segurança, disciplina ou prevenção de ilícitos. Mas limitar um direito exige necessidade e proporcionalidade. O risco apontado era a utilização do encontro para fins político-eleitorais. Esse risco poderia ser neutralizado com fiscalização e regras específicas. Impedir completamente a visita é a medida mais severa entre todas as disponíveis.

AUTORIDADE NÃO PRECISA SER INSENSIBILIDADE

Ninguém está acima da lei. Essa frase vale para Bolsonaro, para seus filhos, para seus apoiadores e também para aqueles que exercem o poder de interpretar e aplicar a lei. Uma decisão judicial pode possuir justificativa formal e, ainda assim, merecer crítica quanto à sua proporcionalidade. Questionar a severidade de uma decisão não constitui ataque ao Estado de Direito. Ao contrário, é justamente em um Estado de Direito que decisões do poder público devem permanecer submetidas ao debate, ao controle, aos recursos e ao escrutínio da sociedade. O juiz não precisa agir movido por afeto. Mas também não pode permitir que a linguagem burocrática transforme seres humanos em simples números de processo. “Pedido prejudicado.” Duas palavras foram suficientes para impedir que um pai recebesse três filhos no Dia dos Pais. O documento pode ser curto. O impacto familiar não é.

A IMAGEM QUE FICARÁ

Neste domingo, milhões de famílias brasileiras estarão reunidas. Filhos abraçarão seus pais. Alguns levarão presentes. Outros apenas se sentarão à mesa para conversar. Na casa onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, esse encontro não acontecerá. Não porque os filhos tenham tentado invadir o imóvel. Não porque houvesse demonstração de que levavam equipamentos clandestinos. Não porque Carlos e Jair Renan tenham sido responsabilizados pela divulgação da carta. O encontro não acontecerá porque uma decisão anterior suspendeu as visitas e o ministro entendeu que não deveria abrir uma exceção nem mesmo no Dia dos Pais. Pode-se não gostar de Bolsonaro. Pode-se concordar com sua condenação. Pode-se rejeitar sua atuação política e responsabilizá-lo por tudo aquilo que tenha sido comprovado dentro do devido processo legal. Nada disso obriga alguém a comemorar a separação entre um pai e seus filhos. A Justiça demonstra grandeza quando sabe distinguir firmeza de crueldade, prevenção de castigo e autoridade de insensibilidade. Permitir um abraço fiscalizado não destruiria o Supremo Tribunal Federal. Não anularia a condenação. Não revogaria as restrições. Não transformaria uma residência em palanque eleitoral.

 Seria apenas o reconhecimento de que, por trás do nome que divide o Brasil, existe um homem envelhecido, com problemas de saúde, cumprindo uma pena e impedido de receber os filhos em uma data familiar. O poder capaz de negar tudo também deveria possuir sabedoria suficiente para saber quando permitir o mínimo. Neste caso, não permitiu.

Jayme Rizolli

Jornalista

 

Foto encontrada pela PF no celular de Weverton Rocha mostra políticos em farra na chácara de Willer Tomaz

Fotografia localizada pela Polícia Federal mostra o advogado Willer Tomaz ao lado de seis congressistas em uma piscina no Rancho Tomaz, propriedade dele situada em Planaltina (DF). A imagem estava armazenada no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que é investigado, e foi divulgada pela revista “Piauí”. Além de Weverton Rocha, aparecem na fotografia Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e os deputados federais Juscelino Filho (PSDB), Elmar Nascimento (União Brasil) e Paulo Azi (União Brasil).

De acordo com informações obtidas pela revista, o encontro ocorreu em 23 de abril de 2023, após o feriado de Tiradentes. O registro fotográfico passou a integrar o material analisado pela PF em uma investigação que apura possíveis relações entre Willer Tomaz e Weverton Rocha.

A reunião teria sido articulada por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Seleto”. Conforme informações atribuídas à polícia e obtidas pela “Piauí”, parte dos parlamentares que aparecem na fotografia participava do grupo, no qual eram organizados detalhes de uma viagem ao rancho durante o feriado. Mulheres de alguns dos políticos também faziam parte da conversa. Entre as participantes estavam Angela Lira, mulher de Arthur Lira, e Lia Rezende, mulher de Juscelino Filho. A revista teve acesso aos registros das mensagens trocadas pelos integrantes.

                                                        Investigação analisa relações entre advogado e políticos

Embora faça parte do material reunido pela Polícia Federal, a fotografia não foi apresentada na petição que fundamentou a operação policial. Os investigadores analisam o conteúdo com o objetivo de verificar se existem vínculos relevantes entre Willer Tomaz e os políticos que frequentavam a propriedade. Um dos pontos centrais da apuração envolve transferências de aproximadamente R$ 11 milhões realizadas por empresas relacionadas ao advogado para Samya Rocha, mulher de Weverton Rocha.

O senador, que ocupa o cargo de vice-líder do governo no Senado, é um dos alvos da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela PF na 3ª feira (4.ago.2026). A investigação apura suspeitas relacionadas a fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo os investigadores, uma empresa ligada a Willer Tomaz teria participado da compra da residência de Weverton Rocha, imóvel avaliado em R$ 6 milhões.

Procurados pela “Piauí”, os parlamentares citados apresentaram respostas diferentes sobre o encontro. Paulo Azi confirmou que esteve no rancho e afirmou ter recebido um convite para participar de uma comemoração. Elmar Nascimento, por outro lado, declarou que estava em Minas Gerais na data indicada para o encontro. Os demais políticos mencionados na reportagem não responderam aos questionamentos feitos pela revista.

Jornal da Cidade Online

 

O STF com 11 ministros aprova orçamento para 2027 de R$ 1,224 bilhão

O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira (06) a proposta orçamentária da Corte para 2027, com previsão de R$ 1,224 bilhão em recursos. O valor representa um aumento em relação ao orçamento deste ano, que ficou em cerca de R$ 1,04 bilhão, conforme a execução prevista para 2026. Um aumento superior a R$ 200 milhões. A proposta foi aprovada por unanimidade em sessão administrativa virtual e será encaminhada ao Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), responsável por consolidar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será enviado ao Congresso Nacional.

Do total previsto para o próximo ano, R$ 811,5 milhões serão destinados a despesas obrigatórias, o equivalente a cerca de dois terços do orçamento. A maior parte desse montante será utilizada para pagamento de salários, encargos e demais despesas relacionadas aos servidores e funcionários do tribunal. Outros R$ 319 milhões estão previstos para despesas discricionárias, que incluem investimentos e custos operacionais definidos pela administração da Corte.

Entre as áreas que receberão recursos estão segurança institucional, tecnologia da informação, aquisição de equipamentos e softwares, manutenção da Rádio e TV Justiça, modernização das instalações físicas, capacitação de servidores e participação em organismos internacionais.

Jornal da Cidade Online

 

Governo Trump se manifesta sobre eleições livres e justas no Brasil

Em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasília e Washington, o governo dos Estados Unidos afirmou que respeitará a decisão da população brasileira em “eleições livres e justas”. Em declaração enviada ao portal Metrópoles, um alto funcionário do Departamento de Estado ressaltou que os EUA respeitam o “povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente”. A manifestação ocorre cerca de duas semanas depois de o Itamaraty negar visto a três oficiais norte-americanos que pretendiam realizar uma missão no Brasil para tratar de questões relacionadas ao sistema eleitoral brasileiro. Embora tenha elevado o tom das críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Departamento de Estado também sinalizou que Washington não pretende romper os laços diplomáticos com o Brasil.

“(O rompimento das relações) não é a situação que nos interessa. Atribuímos grande importância às relações com o Brasil. Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil; e temos respeitado e lidado com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, mantendo relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou o funcionário.

A declaração ocorre em um cenário de crescente pressão diplomática, marcado por disputas comerciais, divergências políticas e episódios envolvendo representantes dos dois países.

Jornal da Cidade Online

Desembargador que ficou frente a frente com o ministro Alexandre de Moraes é candidato ao Senado

*Por Emílio Kerber Filho

O desembargador aposentado Sebastião Coelho oficializou sua candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal com uma proposta que promete marcar sua campanha: defender a criação de mecanismos para impor limites à atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Conhecido nacionalmente após protagonizar episódios de forte repercussão envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Sebastião Coelho transformou sua atuação no meio jurídico em uma plataforma política. Para seus apoiadores, ele representa a defesa das prerrogativas constitucionais e do equilíbrio entre os Poderes. Já seus críticos entendem que suas posições em relação ao STF são excessivamente confrontadoras.

Em entrevista, o candidato afirmou que sua principal missão no Senado será fortalecer o papel fiscalizador da Casa em relação ao Supremo, defendendo que a Constituição atribui ao Senado instrumentos de controle que, segundo ele, têm sido negligenciados ao longo dos últimos anos.

Sebastião Coelho sustenta que a independência entre os Poderes não elimina a necessidade de fiscalização recíproca e afirma que o Senado precisa reassumir seu papel institucional para evitar concentrações excessivas de poder.

A candidatura ocorre em um momento em que o debate sobre os limites de atuação do STF ocupa espaço relevante no cenário político nacional. Temas como ativismo judicial, separação dos Poderes e competências constitucionais deverão estar entre os principais assuntos da campanha ao Senado no Distrito Federal.

Com forte identificação junto ao eleitorado conservador, Sebastião Coelho aposta justamente nesse discurso para ampliar sua base de apoio e buscar uma das vagas que estarão em disputa nas eleições deste ano.

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:https://emiliokerber.com.br/