Mais um fato indecente aconteceu sob nossos olhos, filmado e fotografado, com firma reconhecida

                                                                                                                                                                                           * Silvia Gabas

O Brasil se tornou um caso “sui generis” de irrealidade onde todos já parecem totalmente acostumados com a situação diária de absurdo, com a indecência normalizada, com a prostituição das instituições, como se normais fossem. É deveras estranho essa acomodação antiquíssima de um povo que simplesmente não se importa. Tiram-lhe o coro e ele grita um obrigado àquele que o escalpelou e esse deixa prá lá, vai sendo transferido de geração em geração, tal como na música do sambista que cantava alegremente:

-Deixem que digam, que pensem, que falem, deixe isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem, eu não estou fazendo nada, você também…

Melhor deixar como está, fazer o que, trazemos a frouxidão no DNA, dizem todos entre uma cervejinha e outra, “ai que vida boa, lerê, ai que vida boa, lará, o estandarte do sanatório geral vai passar”. Eu não me acostumo e pretendo não me acostumar jamais. O dia em que achar normal a indecência, pedirei eu mesma que me internem de forma compulsória em alguma instituição onde a loucura é recebida de braços abertos. Por aqui, em terras brasileiras, o mais correto seria internar grande parte da população, já que muitos já não distinguem entre a insanidade e a razão, nem conseguem compreender que em nome da ciência e da democracia, poderes absolutos vão surgindo e esmagando suas vidas, suas palavras, sua cidadania, sua liberdade.

Ninguém se importa.

Esta semana mais um fato indecente aconteceu sob nossos olhos, filmado e fotografado, com firma reconhecida: Ao término de uma reunião no Palácio do Planalto, onde se encontraram para sabe-se lá o que, o descondenado de Garanhuns, esquecido da sua função de Presidente da República e Chefe do Executivo, dirige-se a um Ministro do Supremo Tribunal Federal como amigos íntimos e o convida para um café, assim, sem maiores cerimônias, sem  protocolos, como mera casa de mãe joana, com um Moraes simbolicamente curvado diante de Lula, em imagem de subserviência, como o grande artífice que levou o cachaça-mor de volta ao Planalto e destruiu, prendeu, perseguiu, exilou, torturou milhares de cidadãos inocentes cujo único crime foi se colocar frontalmente contra o retorno desse que agora o convida para um cafezinho entre cúmplices de um esquema que há de ser desmascarado em tempo hábil antes que todos nós viremos pós de estrelas.

Vamos tomar um café….

Uma frase simples, aparentemente inocente, mas que é a prova inconteste da cumplicidade aterradora existente no Sistema que manda no país, e não deixará, em hipótese alguma, que a palavra Bolsonaro seja pronunciada como vencedora do próximo pleito em outubro. Moraes está a postos, mais uma vez, para destruir tudo e todos que atravessarem o caminho do seu amigo com quem toma um cafezinho simpático nas dependências do Palácio.

Amigos para sempre.

Por conta da ousadia desses dois e da nossa covardia ancestral, estamos condenados a sermos eternos joguetes nas mãos de um Sistema que brinca com as nossas esperanças, e se prepara para mais uma vez destruir o que resta de uma oposição. que tenta virar o jogo. Tudo em nome de uma suposta Soberania e da defesa de uma incólume Democracia. Me engana que eu gosto.

*Silvia Gabas. @silgabas

 

Lula desafia Trump e Milei e defende a sua “democracia” e do STF

Durante a convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada nesta sexta-feira (31), no Ceará, o petista Lula declarou que pretende atuar para impedir o retorno da extrema-direita ao comando do país. Em seu discurso, o chefe do Executivo também comentou sobre educação, afirmou estar atento à própria saúde e fez referências ao cenário político das eleições presidenciais de 2026. Ao abordar a sucessão presidencial, Lula minimizou manifestações de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por parte de lideranças internacionais. O presidente desafiou nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmando que não deseja interferência externa no processo político brasileiro.

“Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país. E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país”, disse. Faltou registrar que atual é dele e do STF com estupro à Constituição do Brasil.

Jornal da Cidade Online

 

Governo do Paraguai emite nota de repúdio contra Lula e entrega ao embaixador do Brasil

O governo do Paraguai comunicou, nesta sexta-feira (31/7), que entregou ao embaixador brasileiro no país, José Antonio Marcondes, uma nota de repúdio às declarações recentes do petista Lula. As falas do petista a respeito da Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, provocaram reação negativa das autoridades paraguaias. “Após discussões entre as Altas Partes e uma análise ponderada e serena, o Governo da República do Paraguai expressa formalmente seu desagrado com tais declarações. Rejeita-as integralmente, pois apresentam uma visão distorcida de eventos históricos de singular importância para o povo paraguaio”, diz trecho do documento.

A nota, segundo a chancelaria paraguaia, foi formalmente apresentada ao governo brasileiro nesta sexta-feira, depois que Marcondes compareceu à convocação feita pelas autoridades do país vizinho. O governo de Santiago Pena informou que o documento manifesta “desagrado e rejeição absoluta às recentes declarações do presidente brasileiro”. A iniciativa ocorreu depois da repercussão das declarações de Lula sobre o conflito histórico entre os países. No âmbito diplomático, a convocação de um embaixador representa uma medida formal de insatisfação e busca obter esclarecimentos sobre uma manifestação considerada problemática pelo país que realiza o chamado.

“A dignidade do Paraguai não é negociável. Quero que saibam que, sob a liderança do presidente Santiago Peña, abordamos essa questão ao mais alto nível desde o início. A diplomacia tem seu próprio tempo e procedimentos, e, acreditem, a serenidade do presidente tem sido fundamental para gerir esses tempos e procedimentos”, afirmou o embaixador Rubén Ramírez Lezcano, chanceler do Paraguai.

O que foi a Guerra da Tríplice Aliança

A Guerra da Tríplice Aliança, também chamada de Guerra do Paraguai, é considerada o maior conflito armado da história da América do Sul. O confronto teve início após a intervenção militar do Império do Brasil na guerra civil do Uruguai, medida que foi interpretada pelo governo de Francisco Solano López como uma ameaça ao equilíbrio de forças na Bacia do Prata. Em seguida, o Paraguai declarou guerra ao Brasil e passou a enfrentar também Argentina e Uruguai, países que se uniram para formar a Tríplice Aliança. O conflito se prolongou por cinco anos e terminou em 1870, deixando o Paraguai profundamente afetado em termos territoriais, econômicos e demográficos. Estimativas paraguaias indicam que aproximadamente 70% da população do país morreu durante a guerra, episódio que permanece como um dos principais traumas da identidade nacional paraguaia. A atual crise diplomática teve origem em uma declaração de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança. O presidente brasileiro afirmou que o Paraguai “resolveu invadir o Brasil”. A fala ocorreu na última sexta-feira (24/7), durante uma agenda do chefe do Executivo em São Paulo.

Na ocasião, Lula atribuiu ao Paraguai o início de um dos maiores conflitos da história sul-americana, mencionando também a invasão do Brasil, do Uruguai e da Argentina.

“A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina. E aquela guerra, que parecia que era nada, durou cinco anos”, afirmou o presidente na última sexta.

A declaração provocou reação imediata do governo paraguaio, que decidiu convocar o embaixador brasileiro para prestar esclarecimentos. O Congresso do Paraguai também criticou a fala e afirmou que as declarações “distorcem” a história.”  Além da convocação de Marcondes, o chanceler paraguaio entrou em contato com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para discutir o episódio. Lula e o presidente Santiago Peña, que mantêm uma relação considerada positiva, também conversaram sobre a repercussão das declarações. Na avaliação apresentada pelo governo paraguaio, “a distorção dos fatos históricos não contribui para consolidar o futuro comum de ambos os povos, mas sim reabre antigas feridas”.

Diário do Poder

 

Viagens, vinhos e apartamento: Veja ‘mimos’ de empresas do Master para Jaques Wagner

Presentes aparecem em documento da Polícia Federal. Os documentos da Polícia Federal que embasaram a Operação Compliance Zero apontam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido uma série de presentes, cortesias e vantagens de empresários ligados ao Banco Master. Segundo os investigadores, os benefícios teriam sido concedidos ao longo da relação entre o parlamentar e o ex-sócio da instituição Augusto Ferreira Lima. Entre as benesses descritas pela PF estão voos em aeronaves particulares colocadas à disposição do senador e de familiares. As investigações citam diferentes deslocamentos, incluindo uma viagem realizada em outubro de 2023 para a chamada Ilha da Paixão, imóvel que, segundo a PF, era utilizado por Augusto Lima. Em mensagens apreendidas, auxiliares encaminham o prefixo da aeronave, horários de decolagem e orientações para utilizar um avião “que ninguém conheça”, de forma a evitar a identificação do deslocamento.

A Polícia Federal também afirma que familiares de Jaques Wagner receberam ingressos para shows da cantora Taylor Swift. Em um dos episódios, foram comprados bilhetes para uma apresentação da artista em Los Angeles destinados a uma neta do senador, à mãe da jovem e a uma amiga. Em outro momento, mensagens tratam da entrega de cinco ingressos de camarote para um show da cantora no Brasil. Os investigadores estimam que os ingressos tenham representado uma vantagem superior a R$ 60 mil.

Outro benefício apontado pela investigação envolve presentes de alto valor. Mensagens encontradas no celular de Augusto Lima mostram a organização de uma lista de autoridades que receberiam lembranças de fim de ano. Ao lado do nome de Jaques Wagner, a secretária do empresário encaminha opções de vinhos importados avaliados entre R$ 2,5 mil e R$ 5,3 mil cada. Fotografias apreendidas pela PF mostram caixas de presentes identificadas com etiquetas contendo o nome “Jaques”, prontas para entrega.

Os investigadores também apontam que Wagner teria solicitado um apartamento de luxo em Salvador como vantagem indevida. O imóvel, avaliado em aproximadamente R$ 2,45 milhões, teria sido negociado por intermediários ligados aos empresários investigados. Segundo a PF, mesmo após as prisões de Daniel Vorcaro e Augusto Lima, as conversas sobre a compra continuaram incluindo discussões sobre contrato, forma de pagamento e acabamento do imóvel, indicando, na avaliação dos investigadores, uma tentativa de concluir a operação discretamente.

Além desses itens, os documentos mencionam despesas com a logística das viagens, incluindo a disponibilização das aeronaves particulares e a estrutura necessária para os deslocamentos do senador e de seus familiares. Para a Polícia Federal, o conjunto dessas vantagens integra um suposto sistema de benefícios concedidos por empresários ligados ao Banco Master em troca de influência política. A defesa de Jaques Wagner nega que o senador tenha recebido vantagens ilícitas ou   atuado em favor dos interesses do Banco Master.

Diário do Poder

Ministro André Mendonça autoriza o 2º inquérito contra Lulinha e PF já pede um terceiro

O Ministro André Mendonça autorizou nesta sexta-feira (31) a Abertura de um segundo inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — filho de Lula, um sujeito que por suas atitudes não nega a origem. E a PF já pediu um terceiro inquérito. Enquanto o primeiro inquérito trata de negócios com cannabis medicinal, este novo mira a relação de Lulinha com o empresário Cleber Ribas de Oliveira, da empresa 3STRUCTURE IT — que teria buscado contratos na Dataprev (a estatal de tecnologia do governo) e em outros órgãos. A suspeita da PF: que Lulinha tenha recebido ao menos uma viagem (a Foz do Iguaçu, em dezembro de 2024, com o mesmo localizador de reserva do empresário) em troca de facilitar negócios na gestão federal. Todos os caminhos partem da investigação do “Careca do INSS” e da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

Vale a régua, e ela é rigorosa: são suspeitas e indícios — Lulinha é investigado, sem condenação em qualquer dos casos; abrir inquérito é o início da apuração, não acusação nem culpa. A defesa, pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, afirma seguir “tranquila”, mas ressalvou que ainda não teve acesso a essa nova abertura. Detalhe processual: como a PF não pediu que os novos casos fossem para Mendonça, houve sorteio — que, novamente, recaiu para ele.

A PF, por sua vez, ainda pediu um terceiro inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho de Lula, mas a solicitação ainda deve ser distribuída no STF.

Jornal da Cidade Online

Lula rompe o silêncio sobre o filho Lulinha: As acusações de corrupção são difamatórias

O petista Lula afirmou que seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, está morando na Espanha e não tem necessidade de se manifestar sobre o que classificou como “campanha difamatória” e “mentiras” relacionadas a ele. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”. Lula afirmou que Lulinha é alvo de ataques utilizados contra sua própria trajetória política desde 2006. Questionado pelo apresentador Rogério Vilela sobre a possibilidade de o filho fazer uma manifestação pública a respeito das acusações, o presidente respondeu negativamente.

Segundo Lula, Lulinha “jura” diariamente que é inocente.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Como eu, não haverá qualquer privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta. Se ele tiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, não vai ter”, disse.

Durante a entrevista, Lula voltou a mencionar a Operação Lava Jato, investigação que resultou em sua prisão em abril de 2018, e citou sua mulher, Marisa Letícia, que morreu em 2017. O presidente afirmou que o filho acompanhou os impactos daquele período e sabe das consequências que as acusações tiveram sobre a família.

“Ele sabe o que eu passei, sabe o que é ver na TV te chamarem de ladrão. Sabe que minha mulher morreu por causa da Lava Jato. Ele não tem o direito de errar”, disse Lula.

A manifestação do presidente ocorreu no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito para investigar se Lulinha praticou tráfico de influência e corrupção. A apuração está sob responsabilidade da Polícia Federal.

O inquérito autorizado por Mendonça busca esclarecer se Lulinha teria atuado em benefício do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. A Polícia Federal suspeita ainda que os dois tenham mantido negócios relacionados ao setor de cannabis medicinal.

Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado como um dos principais envolvidos nos desvios de aposentadorias e pensões investigados pela operação Sem Desconto. O lobista havia contratado a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para prospectar negócios envolvendo cannabis medicinal junto ao governo federal em nome da empresa World Cannabis, da qual era proprietário.

A suspeita investigada pela PF é de que Lulinha teria ajudado a viabilizar uma reunião de Careca com integrantes do Ministério da Saúde. O lobista buscou negociar com a pasta, em 2024 e 2025, um contrato milionário para o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol ao governo. O acordo, porém, não chegou a ser firmado.

Jornal da Cidade Online

PF localiza mansão e iate de R$500 milhões ligados a Daniel Vorcaro no exterior

Investigação com cooperação internacional identifica patrimônio milionário enquanto opção apura supostas fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal identificou, durante as investigações da Operação Compliance Zero, uma mansão e um iate atribuídos ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, localizados no exterior e avaliados em aproximadamente R$500 milhões. A descoberta ocorreu por meio de mecanismos de cooperação policial e jurídica internacional, que permitem o compartilhamento de informações entre autoridades de diferentes países. O rastreamento dos ativos foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão proferida no dia 28 de julho.

A medida autoriza o uso de instrumentos de cooperação internacional para localizar patrimônios que, segundo as investigações, podem ter sido transferidos para fora do Brasil de forma irregular. Como parte da estratégia para localizar outros bens, a Polícia Federal solicitou a inclusão do nome de Vorcaro na Difusão Prateada da Interpol. O mecanismo permite o rastreamento de patrimônios em países integrantes da organização internacional, facilitando a identificação de ativos que poderão ser alvo de pedidos de bloqueio pelas autoridades locais. De acordo com investigadores, após a localização dos bens, o bloqueio depende da homologação da Justiça do país onde cada patrimônio está situado.

Em uma etapa posterior, caso haja decisão favorável, poderá ser iniciado o processo de repatriação dos recursos ou de perda definitiva dos bens em favor do Estado brasileiro. A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e investiga prejuízos relacionados a recursos de fundos de previdência de Estados e municípios.

Segundo a Polícia Federal, as fraudes investigadas podem alcançar cerca de R$40 bilhões. Daniel Vorcaro permanece preso preventivamente no Distrito Federal e é um dos principais alvos da investigação. Conforme informações da Polícia Federal, duas propostas de colaboração premiada apresentadas por sua defesa foram rejeitadas porque não trouxeram informações consideradas inéditas nem incluíram o reconhecimento da prática de crimes pelos investigadores.

Diário do Poder

 

Farra sem precedentes: Viagens do governo Lula superam R$ 1 bilhão em gastos em 2026

O sofrido povo brasileiro com cobranças sucessivas de impostos, já bancou mais de R$1 bilhão em viagens para o governo Lula (PT), este ano. Os dados são do Portal da Transparência e confirmam que a administração petista já gastou R$1.037.740.148,15 com “deslocamentos” de ocupantes de cargos de confiança entre 1º de janeiro e 23 de julho deste ano. Com isso, o atual governo conseguiu gastar mais de R$1 bilhão com um mês de antecedência, em relação a 2025. O detalhe é que essa conta não inclui as viagens extravagantes do casal Lula e Janja.

No total, foram R$453,4 milhões destinados às passagens aéreas e outros R$581,3 milhões para pagar as diárias dos funcionários. O governo Lula também já torrou R$6,3 milhões com “outros gastos”, que são despesas apenas com taxas, seguros de viagens etc

Jornal da Cidade Online

OAB Nacional faz convênio com empresa de condenado a 390 anos de prisão por roubo de dados

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) firmou um convênio com a Forlex, empresa cujo sócio administrador, Daniel Augustus Bichuetti Silva, foi condenado em 2024 a 390 anos de prisão por crimes cibernéticos, incluindo roubo de dados e lavagem de dinheiro. A Forlex lançou a ferramenta Open Detector, que verifica documentos gerados por inteligência artificial, já utilizada por mais de 130 mil advogados. A OAB afirmou que não compartilha dados com a empresa e que o convênio não gera custos.

A empresa lançou a ferramenta Open Detector e mais de 130 mil advogados no Brasil já a utilizam. O recurso promete verificar documentos produzidos com inteligência artificial em busca de comandos ocultos. A plataforma oferece o uso gratuito para advogados inscritos na OAB, desde que criem uma conta. A Justiça condenou Bichuetti por furto qualificado mediante fraude (94 vezes) e lavagem de dinheiro (104 vezes). A investigação o apontou como o desenvolvedor e disseminador de softwares maliciosos para obter dados bancários e invadir dispositivos eletrônicos. Ele chegou a comprometer mais de 82 mil computadores e possuía listas com mais de 5 milhões de e-mails para disseminar vírus.

Jornal da Cidade Online

 

Quando a dúvida passa a rondar o próprio árbitro

*Por Jayme Rizolli

Em qualquer democracia madura, tão importante quanto uma decisão judicial é a confiança de que ela foi tomada de forma independente. Nos últimos dias, uma reportagem de bastidores publicada pela jornalista Bela Megale trouxe um elemento novo ao debate eleitoral. Segundo a coluna, três ministros do Supremo Tribunal Federal teriam sinalizado a interlocutores que o STF poderia atuar caso o Tribunal Superior Eleitoral não aplique sanções ao vídeo produzido por inteligência artificial exibido durante a convenção do PL. Independentemente do mérito do vídeo — que deverá ser analisado pela Justiça Eleitoral — o simples conteúdo dessa informação desperta uma reflexão institucional. O TSE existe justamente para exercer a jurisdição eleitoral.

É a ele que a Constituição e a legislação atribuem a responsabilidade de interpretar e aplicar as normas do processo eleitoral.

Naturalmente, decisões do TSE podem chegar ao Supremo por meio dos recursos previstos em lei. Isso faz parte do funcionamento do Estado de Direito. Entretanto, quando surge a impressão de que integrantes da instância revisora já discutem previamente a necessidade de intervir caso determinado entendimento prevaleça, nasce um problema que vai além do processo específico. Nasce a dúvida. E nenhuma instituição democrática se fortalece quando a sociedade passa a duvidar da independência de seus julgadores. O próprio presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, já afirmou que a inteligência artificial não é ilícita por natureza e que seu uso deve ser analisado conforme seus efeitos e eventual prejuízo a terceiros. Esse entendimento será colocado à prova exatamente neste caso.

É justamente por isso que muitos esperam que o debate ocorra, primeiro, dentro da Justiça Eleitoral. Caso haja recursos, o ordenamento jurídico já prevê os caminhos para sua revisão. Ou seja, já está decidido. O que não contribui para a confiança pública é a percepção de que uma instância superior já estaria antecipando qual resultado considera desejável antes mesmo de o órgão competente concluir seu julgamento. Ao longo da história da Justiça Eleitoral brasileira, recursos ao STF sempre existiram. O que torna o momento atual particularmente sensível não é a existência desses recursos, mas a repercussão de notícias de bastidores que sugerem uma atuação previamente esperada do Supremo diante de uma decisão ainda inexistente. Em democracia, a independência dos Poderes não precisa apenas existir. Ela também precisa ser percebida pela sociedade. Porque, quando até o árbitro passa a ser observado com desconfiança, quem perde não é este ou aquele candidato. É a credibilidade das instituições.

Jayme Rizolli 

Jornalista.