Um importante grupo de 157 cidadãos brasileiros, entre renomados empresários, juristas, acadêmicos e representantes da sociedade civil, tornou público nesta quarta-feira (9) o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”. A iniciativa é acompanhada por uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão e solicita uma apuração completa por parte do STF (Supremo Tribunal Federal) diante da atual crise institucional. O documento também apresenta medidas relacionadas à condução de eventuais investigações envolvendo autoridades e órgãos públicos. O manifesto dá sequência a uma mobilização divulgada em 16 de dezembro de 2025, quando um grupo semelhante defendeu a criação de um código de conduta para o Supremo. Na ocasião, a manifestação terminou com três afirmações:
“É oportuno, é necessário e não se pode mais esperar”.
No novo documento, os signatários afirmam que as informações divulgadas recentemente não representariam um episódio isolado e defendem que as instituições responsáveis realizem, com urgência, a apuração dos fatos e das eventuais responsabilidades.
“As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, escreveram no manifesto.
O texto menciona ministros do Supremo, integrantes das cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, além de representantes do Congresso Nacional e pessoas ligadas aos núcleos políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo os autores, a proximidade entre autoridades, interesses particulares e decisões institucionais precisa ser esclarecida por meio dos mecanismos legais de investigação, com respeito às garantias previstas no devido processo.
Leia carta na íntegra:
“PELA LEI E PELO BRASIL
Manifesto pela integridade das instituições e dos 3 Poderes
Em dezembro de 2025, uma manifestação que recebeu amplo apoio da sociedade, exigia urgência na adoção de um Código de Conduta para o STF e concluía com três afirmações: é oportuno, é necessário e não se pode mais esperar.
As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais.
As menções alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-Presidente da República e do atual — os dois polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e responsabilidades, com todas as garantias do devido processo.
O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master, indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.
Por isso subscrevemos as demandas abaixo, dirigidas às instituições:
- Apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades.
- Afastamento cautelar de quem for formalmente investigado.
- Adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.
Estamos a poucas semanas das eleições presidencial, legislativa e do executivo estadual. Não assinamos contra pessoas. Assinamos em favor das instituições, em favor do Brasil e da regra de ouro que sustenta uma república e a democracia: ninguém pode estar acima da lei.
Brasil, setembro de 2026″
A lista completa de quem assinou o manifesto supera ao número de 150.
Jornal da Cidade Online








