Lula e a defesa insana das organizações terroristas PCC e CV

Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira ter ficado “triste” com o anúncio de que o governo dos Estados Unidos passarão a considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.O petista lembrou que em sua reunião com Trump, há três semanas, o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, não participou. Rubio foi o responsável pelo anúncio sobre o PCC e o CV, um dia após ter encontrado Flávio.

“Seu Marco Rubio não estava lá. Possivelmente porque ele tivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista, que é candidato a eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana do Brasil”, afirmou.

Causa estranheza tamanha a ira em prol da bandidagem. Isso faz lembrar os tais ‘diálogos cabulosos’.

Jornal da Cidade Online

Sorria. Você é saqueado à luz do dia

*Marli Gonçalves

Ah, sorria. Tranquilo. Os assaltos que sofre, até sua morte, tudo será filmado. Quem matou, quem assaltou, faltou dar tchauzinho para a câmera. E só. Cuidado que também agentes americanos logo poderão estar nos vigiando. Tomara que usem aqueles ternos xadrez pavorosos, óculos escuros e bigodes que nos ajudavam a identificar os ridículos agentes da ditadura.

Em Pinheiros, bairro que era bem legal aqui de São Paulo, a população apavorada com tantos assaltos e mortes instalou uma faixa: “Cuidado! Trecho com alto índice de assalto por motoqueiros. Fiquem atentos!”. Não é que em menos de duas horas apareceu gente da Prefeitura para arrancar, com o prefeito tendo a coragem de alegar que ela feria o projeto Cidade Limpa? Tapa na cara. Vocês, se não são daqui, não imaginam a atual situação da cidade, totalmente coberta por faixas, propagandas, telas, postes, tabuletas cheias de avisos de um tudo, videntes amarrando amores, reformas de sofás e tapetes, e claro, tabuletas de venda dos prédios horrorosos que estão sendo fincados em todos os espaços.

Pensam mesmo que somos todos idiotas e a situação se espalha pelo país nesse terrível ano eleitoral que já enfrentamos. Ora!!! Tão legais.Não, não tiraram a faixa por conta de pressão dessas construtoras e incorporadoras que devem estar em pânico com a desvalorização do bairro por conta da violência. Não, imagine! Como são atentos e ágeis os fiscais dessa subprefeitura! – não veem mais nada, árvores sendo destruídas, lixo por todos os cantos, calçadas esburacadas, etc, etc, etcetera. Prender esses que fazem a “coleta diária” – motoqueiros que não entregam – buscam, recolhem, armados e em bando – celulares e alianças, ah, isso já é outra história. Depois de casos mais violentos aparecem patrulhas ruidosas, previamente avisadas para “espantar” o perigo, e logo deixadas de lado. Até que um próximo caso pavoroso ocorra.

Enquanto isso o prefeito Ricardo Nunes está dando pulos “dessa altura” por ter tido suspenso o milionário e sem sentido projeto da tal Times Square no centro da cidade, painéis quilométricos de led, estes sim, tentativa de tiro de morte contra o Cidade Limpa. Que suspenso continue.

Outra coisa: deve ter gente por aí achando o máximo a notícia de que o Coisinha com Sobrenome candidato à Presidência e já pego bem antes com a boca na botija, querendo disfarçar e andando como lacaio lá pelos Estados Unidos, festeje que Donald Trump ordene que sejam consideradas organizações terroristas as facções criminosas tipo PCC, CV e outras letras. Abrindo caminho para sérios (e ainda desconhecidas formas e dimensão) ataques à nossa soberania, economia e segurança. Medida que vêm sendo seriamente, e com razão, contestada pelos maiores especialistas locais e mundiais no assunto. Nossas organizações criminosas são antes de mais nada ladrões, muitos com apelidos extravagantes que se espalharam, mas com o poder dos milionários que as sustentam e formas que vemos serem desmascaradas diariamente nas imediações da Faria Lima e no mundo mágico dos “influenciadores”, bets e fintechs. Mais as milícias nascidas justamente no ninho das altas organizações políticas e policiais que tomaram alguns Estados, como o Rio de Janeiro. Tipo a do amigo do Coisinha, o ex-governador Cláudio Castro que acaba de ver reveladas suas estrepolias com Daniel Vorcaro, do Banco Master, como nas festas vespertinas em NY, como dito, “só com homens, 10, para degustar whisky”, ao custo de um milhão de dólares. Faz a conta.

Pior: fotos mostram agora a presença nesses rendez-vous de muitos parlamentares. Incrível: quase todos do PL! Já pensaram se o feitiço vira contra o feiticeiro e mais essas letrinhas, e outras, acabem consideradas organização criminosa? Bye byeCoisinha com Sobrenome, amigos e “parentes”.

Marli Gonçalves – Jornalista, cronista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto

 

Weverton Rocha denunciado na Roubalheira do INSS compra fazenda e apartamento por R$ 20 milhões

 Pelo Jornalista Domingos Costa

             O senador Weverton (PDT-MA), vice-líder do governo Lula, adquiriu uma fazenda em Matões do Norte, interior do Maranhão, avaliada em R$ 15 milhões, valor que ultrapassa em mais de três vezes o patrimônio que declarou nas eleições de 2022. Nada e nenhum outro escândalo envolvendo políticos maranhenses se aproxima da dimensão da compra por parte do senador maranhense Weverton Rocha, do PDT, de uma fazenda localizada no município de Matões do Norte. A fazenda de R$ 15 milhões adquirida pelo senador é cortada por um igarapé e tem um casarão de dois andares e uma área equivalente a 2 mil campos de futebol. A propriedade fica em Matões do Norte, município no interior do Maranhão. Logo ao lado do imóvel, o parlamentar construiu uma pista de pouso e mandou perfurar 25 poços que alcançam o lençol freático.

             Weverton é vice-líder do governo Lula no Senado e foi relator da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou rejeitada no plenário do Senado. O valor da fazenda é mais do que o triplo declarado por ele nas eleições de 2022. Uma série de reportagens publicada pelos principais veículos de comunicação do país revela também ligações do senador e de seu entorno com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Os dois compartilham o uso, por exemplo, de uma mesma aeronave  que, no papel, pertence a um representante do empresário. O Careca do INSS é acusado de operar esquema de fraude na aposentadoria de segurados do INSS.

 Senador pagou R$ 140 mil em impostos para transferir fazenda

A escritura do imóvel registra a compra e venda de uma parte da fazenda, no valor de R$ 7 milhões, em setembro de 2024. A área negociada é de 837 hectares. A compra foi realizada pela DJ Agropecuária, Comércio e Prestação de Serviços Ltda, que pertence ao senador. O documento diz ainda que a quitação ocorreu por meio de transferência bancária. Só de ITBI, imposto pago na transmissão de bens imóveis, Weverton pagou mais R$ 140 mil. O restante da fazenda será escriturada, conforme os pagamentos forem realizados. Nas eleições de 2022, quando disputou o governo do Maranhão, Weverton declarou ter um patrimônio de R$ 4,2 milhões, incluindo R$ 500 mil em espécie. A fazenda, portanto, custou 257% a mais que todos os bens do político. Em nota, Weverton afirmou que “todas as minhas atividades econômicas e empresariais estão, e estarão, devidamente declaradas nas minhas declarações anuais de renda ou das empresas das quais faço parte, dentro da lógica financeira e legalidade fiscal”.

 Administrador de empresa de senador foi contador do Careca do INSS

A DJ Agropecuária Comércio e Prestação de Serviços Ltda, tem capital social de R$ 10 mil, sendo 20% em nome do Weverton e 80% em nome da Rocha Holding Patrimonial Ltda, uma holding familiar do senador. No papel, a DJ Agropecuária é administrada por Rodrigo Martins Correa, de 40 anos, contador que também era responsável pelas empresas do Careca do INSS. A informação foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles. Rodrigo Correa também é um dos donos da Voga, firma suspeita de operar empresas usadas para lavar dinheiro da Farra do INSS.

 Senador também comprou apartamento em bairro nobre de São Paulo

 Em abril deste ano, sete meses depois de concluir a compra de uma parte da fazenda, o senador adquiriu novo bem: um apartamento de R$ 1,2 milhão no Jardim Paulista, bairro nobre de São Paulo.

O imóvel tem área de 250 metros quadrados e foi comprado em três parcelas, sendo uma inicial de R$ 300 mil e outras duas de R$ 450 mil, de acordo com a escritura. Como senador, Weverton tem salário de R$ 46.366,19 brutos, o equivalente a R$ 29.170,24 líquidos.

 Do blog do Domingos Costa

Rombo nas Estatais em 04 meses atinge R$5,9 bilhões e supera todo o ano de 2025

Prejuízo acumulado em apenas quatro meses escancara o custo das empresas públicas e liga o alerta máximo para o descontrole dos gastos. O volume de gastos do governo federal com a manutenção de empresas estatais atingiu um patamar crítico logo no primeiro quadrimestre deste ano. Dados oficiais divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (29) revelam que as empresas estatais federais acumularam um déficit de R$5,93 bilhões entre janeiro e abril. 

O saldo negativo acumulado em apenas quatro meses não apenas quebrou recordes, mas já ultrapassou o prejuízo total registrado ao longo de todo o ano de 2025, que havia fechado em R$5,1 bilhões. O resultado fiscal negativo de R$5,93 bilhões representa o pior desempenho para o período de janeiro a abril em toda a série histórica do Banco Central, iniciada em 2002. Até então, o maior rombo monitorado nos quatro primeiros meses de um ano havia ocorrido justamente no ano anterior, em 2025, quando o déficit alcançou R$2,73 bilhões. O avanço acelerado das despesas operacionais sobre as receitas das companhias indica um agravamento expressivo na dependência de recursos públicos para o custeio dessas estruturas. De acordo com a metodologia da autoridade monetária, as estatísticas de déficit consideram a variação total da dívida líquida dessas companhias e excluem do cálculo os grupos que operam no setor financeiro (como bancos públicos), além de gigantes de economia mista como a Petrobras e a Eletrobras. Desse modo, o balanço de perdas foca na eficiência de gestão de empresas controladas diretamente pela União, englobando corporações como os Correios, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Empresa Gestora de Ativos (Emgea).

A crise no caixa das estatais ganha tração em meio à acentuada deterioração das contas de companhias tradicionais de serviços. Os Correios despontam como uma das principais fontes de pressão fiscal sobre o resultado geral. 

De acordo com informações contidas no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo próprio Poder Executivo ao Congresso Nacional, a tendência mapeada para a empresa postal aponta para a persistência de um elevado prejuízo financeiro continuado, demandando a necessidade de aportes diretos de capital oriundos do Tesouro Nacional para sustentar suas operações.

A pressão gerada pelas estatais soma-se a um cenário mais amplo de desequilíbrio no setor público. O relatório do Banco Central detalhou também que a situação deficitária se estende aos estados, cujas empresas públicas estaduais anotaram prejuízo acumulado de R$1,85 bilhão no mesmo período de quatro meses. Em contrapartida, as empresas geridas pelas administrações municipais foram as únicas a registrar superávit, apresentando um saldo positivo de R$100 milhões no primeiro quadrimestre.

Diário do Poder

 

Lula ignora vexame e desafia o Senado, indicando Messias novamente ao STF

O petista já havia indicado o nome do AGU à Suprema Corte, mas foi rejeitado por ampla maioria do Senado Federal. O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) que deve indicar novamente o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O petista já havia indicado o nome do AGU à Suprema Corte, mas foi rejeitado por ampla maioria do Senado Federal.

“Eu perdi a indicação do meu ministro da Suprema Corte, e eu fiquei triste. Porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque é um dos melhores advogados desse país. Ele não foi derrotado porque ele tem uma ficha suja na vida dele; é um dos homens mais íntegros desse país. Ele foi derrotado por uma questão política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez”, afirmou Lula em evento da Petrobras em Sergipe.

Em abril do mês passado, o indicado de Lula foi rejeitado pela primeira vez após 142 anos pela maioria do Senado Federal, com 42 votos contra e 34 a favor. Considerada uma derrota histórica para Lula, a rejeição de Messias foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tinha como preferido para o cargo o também senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Além da interferência de Alcolumbre, aliados de Lula avaliaram o episódio, também, como uma falha na articulação do governo.

Diário do Poder

 

LIONS DE SÃO LUÍS GONÇALVES DIAS

Fundado em 24 de outubro de 1963

Endereço: Praça Melvin Jones s/n, Casa Jardim Renascença – São Luís -MA

CEP: 65075-031 Utilidade Pública Federal: Lei n° 5.575 de 17/12/1969

Utilidade Pública Estadual: Lei n° 9.031 de 30/09/2009

CNPJ: 05.746.680/0001-00

 

                                                               CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL

 

Os associados fundadores do Lions Clube de São Luís Gonçalves Dias pelo presente Ano Leonístico 2026/2027 convocam seus associados para assembleia geral extraordinária a realizar-se no 11 de junho de 2026 às 11h na sede da entidade – Casa do Leão para deliberarem sobre as seguintes pautas:

1 –  Eleição de uma nova diretoria

2 – Outros assuntos

 

São Luís, 29 de maio de 2026.

José de Ribamar Mendonça

 Presidente Lions Clube

 

João Francisco Ribeiro Furtado Neto

Ceres das Graças Ribeiro Furtado

Jalila Tanus Milhomem

 Sócios Fundadores

 

 

 

Receita paga hoje R$ 16 bilhões no maior lote de restituição do Imposto de Renda

Primeiro lote de 2026 contempla 8,7 milhões de contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Física. A Receita Federal pagará, nesta sexta-feira (29), R$ 16 bilhões a 8.749.992 de contribuintes, no maior lote da história darestituição do Imposto de Renda (IR). O primeiro lote deste ano inclui restituições resultantes de declarações de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 mais residuais de anos anteriores.

A Receita informou que este lote libera 40% das restituições previstas para este ano, em valores e em número de contribuintesE a liberação deste lote histórico coincide com o último dia do prazo para entregar a declaração do IRPF deste ano. O recorde foi atribuído pela Receita à agilidade no processamento das declarações e ao desenvolvimento da modernização e da automação dos processos. E supera recorde anterior de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes contemplados no 1º lote de 2025. Do total pago ao longo desta sexta, R$ 8,64 bilhões são destinados a contribuintes com prioridade legal no reembolso. Os valores são creditados na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. E contribuintes sem prioridade não estão incluídos neste primeiro lote.

Veja o detalhamento da distribuição da restituição:

  • 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei)
  • 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal)
  • 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal)
  • 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  • 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal)

Para consultar se sua restituição está liberada, o contribuinte de acessar o site oficial da Receita, clicar em “Meu Imposto de Renda” e “Consultar a Restituição”. Ou através do aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Diário do Poder

Senado pode suspender canetada autoritária de Lula para controlar as Big techs

Decretos inconstitucionais podem ser suspensos com ajuda de Alcolumbre. Surge um sopro de resistência no Senado ao crescente autoritarismo regulatório de Lula: Davi Alcolumbre (União-AP) avalia suspender os efeitos de dois decretos que ferem de morte a liberdade na internet e impõem às plataformas digitais – big techs – estrutura de censura inconstitucional que adultera até o Marco Civil da Internet, já atacado pelo STF. Após fracassar na aprovação de leis de controle de conteúdo, como o “PL das fake news”, Lula optou pela via mais fácil: a canetada. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Os decretos usam conceitos vagos como “desinformação”, “conteúdo ilícito” e “ataques à democracia” para assumir o controle da informação. Pela decisão, caberá a uma “Autoridade Nacional de Proteção de Dados” e Advocacia-Geral da União poderes ilegais de fiscalização e punição. Especialistas como Luiz Augusto D’Urso, professor no MBA de Direito Digital da FGV, são taxativos: os decretos de Lula são inconstitucionais.

Diário do Poder

 

Flavio Dino cobra fiscalização do mercado financeiro após operação contra o PCC

Ministro do STF afirmou que nova fase da Operação Carbono Oculto evidencia falhas em órgãos de controle como CVM, Banco Central e Coaf. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a segunda fase da Operação Carbono Oculto, denominada “Operação Fluxo Oculto”, reforça a necessidade de reestruturação dos sistemas de regulação e fiscalização do mercado financeiro brasileiro. A declaração foi feita em despacho assinado após a União apresentar ao STF um “Plano Emergencial de Reestruturação da Atividade Fiscalizatória” da Comissão de Valores Mobiliários.

“Isso sublinha, mais uma vez, a urgência da reestruturação dos sistemas de regulação e fiscalização, com destaque para a CVM, mas também se estendendo à atuação de órgãos como o Banco Central, COAF, entre outros”, escreveu o ministro.

Segundo Dino, mesmo não figurando como partes passivas da ação, instituições como o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras integram o “ecossistema de blindagem da ordem econômica e da economia popular”. O ministro determinou que as partes envolvidas no processo se manifestem sobre o plano apresentado pela União no prazo de cinco dias úteis.

Deflagrada nesta quinta-feira (28), a nova fase da operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis, com suspeitas de participação de fintechs e adulteração de combustíveis com uso de nafta. Ao todo, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Diário do Poder

 

 

CNI classifica como “inadequada e inoportuna” a PEC da Escala 6×1 que reduz jornada de trabalho

Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como “inadequada e inoportuna” a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho, com reflexos na escala 6×1. Para a entidade, a discussão precisa ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e base técnica, considerando os impactos sobre trabalhadores, empresas, consumidores e a economia brasileira — e não sob a pressão do calendário eleitoralO texto foi aprovado em dois turnos pela Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (27) e agora segue para análise do Senado Federal

Pela proposta aprovada, 60 dias após a promulgação da PEC:  Passará a valer a escala decinco dias de trabalho com dois dias de descanso; e a jornada será reduzida imediatamente de 44 para 42 horas semanais sem redução de salários.

Após um ano, a carga horária cairá de 42 para 40 horas semanais. O relator, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), também incluiu um dispositivo prevendo que uma lei complementar poderá criar medidas transitórias para amenizar os impactos da mudança sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, desde que haja manutenção dos níveis de emprego

A proposta aprovada é um substitutivo à PEC 221/19, do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) — que previa jornada de 36 horas semanais — e à PEC 8/25, da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) — que estabelecia jornada de quatro dias de trabalho. 

 Impactos econômicos

Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas. Projeções recentes da entidade apontam impactos entre 6% e 9% em diferentes setores da economia, com reflexos sobre alimentos, serviços e vestuário, entre outros segmentos.

Na indústria, o impacto estimado chega a cerca de R$ 88 bilhões, o equivalente a uma alta de 11% nos custos do setor. Simulações do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) também indicam possibilidade de retração de até 11,3% no Produto Interno Bruto (PIB), além de aumento do desemprego e da informalidade

 Debate técnico e transição gradual 

Para a CNI, mudanças dessa magnitude exigem um debate amplo, técnico e responsável, com participação de trabalhadores, empregadores e poder público. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que eventuais alterações na jornada de trabalho devem ser acompanhadas de uma agenda voltada ao aumento da produtividade, com investimentos em tecnologia, qualificação profissional, inovação e modernização das relações de trabalho

          “A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho”, ressalta.   Alban também defende um prazo maior para a adaptação das empresas às novas regras. Segundo ele, o período previsto na PEC compromete a previsibilidade e a segurança jurídica, especialmente para pequenos e médios negócios

              “Nós precisamos fazer com que essa transição seja minimamente absorvida pelos setores produtivos para que o impacto não seja um revés para os próprios trabalhadores e para a própria sociedade como um todo, com pressão sobre inflação e custos”, reforça.

A CNI sustenta ainda que a negociação coletiva é o instrumento mais eficaz para que empresas e trabalhadores construam soluções equilibradas, respeitando as particularidades de cada atividade econômica. Para a entidade, trabalhadores e setor produtivo não estão em lados opostos. O desafio, segundo a confederação, é conciliar preservação de empregos, renda e poder de compra da população com competitividade e desenvolvimento econômico

                  Por fim, a CNI afirmou confiar que o Senado Federal analisará o tema com “cuidado e responsabilidade”.

 BRASIL 61