Análise de economista expõe o “engodo intelectual” que é o ministro do STF, Flavio Dino: “O bufão”

O economista Walter Maciel Neto, CEO da AZ Quest, dedicou alguns minutos para um vídeo sobre o ministro Flávio Dino e sua participação deplorável na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) da última terça-feira (15), quando os ministros iriam decidir se o Alexandre de Moraes seria investigado por seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Tentando demonstrar uma intelectualidade que não tem, Dino citou Aristóteles 4 vezes e cometeu 4 erros. Para Walter Maciel Neto, claramente Flavio Dino não leu Aristóteles. Fez citações equivocadas e brincou na hora errada.

Jornal da Cidade Online

Quem é o verdadeiro pixuleco eleitoral?

Ao endossar reajuste eleitoreiro do Bolsa Família, Gilmar Mendes joga fora o que escreveu sobre “assistencialismo de véspera e circunstancial.” Alexandre de Moraes e seus defensores no Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a acusar o ministro André Mendonça de tudo aquilo que de pior fazem ou fizeram, para desqualificar o relator do inquérito do Banco Master e evitar a abertura de uma investigação. Moraes pediu a investigação de Mendonça alegando que o colega tinha pedido sua investigação à Polícia Federal (PF), e usando um relatório apócrifo sem valor probatório encomendado por ele à PF, mas Mendonça nem sequer tinha pedido a investigação do ex-relator do inquérito das fake news. Flávio Dino sugeriu conflito de interesse em um voto de Mendonça sobre sua intervenção bizarra nos cemitérios de São Paulo, mas relata processos que ditam os rumos da política do Maranhão, que ele governou por dois mandatos, além de escudar no STF o governo Lula, ao qual serviu.

“Pixuleco eleitoral”

Agora, após chamar Mendonça de “pixuleco eleitoral” por duas vezes, implicando que o colega tem atuado politicamente no STF, o decano Gilmar Mendes endossa em poucas horas o eleitoreiro reajuste do Bolsa Família, medida desesperada do governo Lula na reta final da eleição. Para deixar tudo ainda mais vulgar, bem ao sabor do decano, foi ele mesmo que relatou o processo em que o STF considerou inconstitucional o aumento de Bolsa Família às vésperas das eleições, em julgamento de 2024. Naquele caso, a decisão se referia a medida do governo Jair Bolsonaro.

“A interpretação da legislação eleitoral evidencia que se mostra desimportante se existe, ou não, uma correlação direta entre os programas de transferência de renda e os resultados eleitorais, o fato preponderante – talvez aí resida sua fundamentalidade – é que o ordenamento jurídico brasileiro presume objetivamente que a prática do assistencialismo de véspera e circunstancial configura abuso de poder político violador da paridade de armas e da liberdade de voto, além de tumultuador da normalidade e legitimidade das eleições”, dizia seu voto.

Tudo mudou

Agora, o pior decano da história do STF diz que “a providência adotada corresponde, portanto, à atualização periódica dos valores prevista no marco legal que disciplina atualmente a política pública e que já foi reconhecido por esta Corte como instrumento de concretização da ordem proferida nestes autos. Nos termos do quanto decidido no MI 7300-ED, ainda, não se vislumbra violação da Lei 9.504/97”.

Gilmar ignorou, naturalmente, que o reajuste não estava previsto no Orçamento do governo Lula, o que indica o improviso e reforça seu caráter eleitoreiro, além das peças de propaganda explícita. O decano tomou o cuidado de dizer, no despacho, que uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa — apesar de essencialmente serem a mesma coisa, com a diferença que a decisão de Lula foi muito mais descarada que a de Bolsonaro, pois feita a 17 dias da votação.

“Cabe, ainda, realizar o ‘distinguishing’ quanto à ADI 7.212, que tratava da Emenda Constitucional n° 123/2022, a qual previu a ampliação temporária de benefícios, criação de novas prestações, antecipação do calendário de pagamentos e expressivo aumento do número de famílias atendidas – tudo restrito ao período de agosto a dezembro de 2022, ano eleitoral”, diz o despacho.

“Além disso, a medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, argumentou Gilmar, como se fizesse parte do governo Lula.

Gambiarra

Advogada da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Maria Claudia Bucchianeri, apontou uma manobra do governo Lula via Defensoria Pública da União (DPU) para fazer o caso chegar às mãos de Gilmar.

O despacho do ministro foi feito a partir de pedido da DPU numa ação que tramitava desde 2020 e estava arquivada desde agosto de 2024, um expediente já usado pelo decano no STF, por exemplo, para suspender a quebra de sigilo da empresa Maridt pela CPI do Crime Organizado.

“Isso é de uma anomalia imensa, porque o regimento do Supremo fala que, uma vez que o processo transita em julgado, ele acabou. É como se ele não existisse mais”, reclamou Bucchianeri ao Estadão. A campanha de Flávio resolveu não recorrer para não dar discurso a Lula.

“Assistencialismo de véspera”

Toda a enrolação argumentativa de Gilmar não apaga o que ele mesmo escreveu em 2024:

“O ordenamento jurídico brasileiro presume objetivamente que a prática do assistencialismo de véspera e circunstancial configura abuso de poder político violador da paridade de armas e da liberdade de voto, além de tumultuador da normalidade e legitimidade das eleições.”

Para pior tudo ainda mais um pouco, o responsável por deliberar sobre o assunto oficialmente é Mendonça, que atua no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta eleição. Se há um “pixuleco eleitoral” nessa história, certamente não é o relator do caso do Banco Master.

O Antagonista

 

A PGR “confessa” a autenticidade da foto de Paulo Gonet numa farra com Daniel Vorcaro em Londres

Informações de O Globo dão conta de que a assessoria de imprensa da Procuradoria Geral da República confirmou a autenticidade da foto de Paulo Gonet e Daniel Vorcaro em uma degustação de uísque em Londres, no Reino Unido.

A PGR disse que não vai comentar o fato.

Diz o O Globo:

A pessoas próximas, Gonet afirma que a foto foi tirada em abril de 2024, mas que não revela nenhuma intimidade com Daniel Vorcaro. […]

Gonet nega amizade com Vorcaro, rejeita suspeição e diz que não há motivo para investigação sobre sua conduta.

Citado no relatório, Gonet defendeu a nulidade do documento da PF, sob o argumento de que foi produzido por solicitação de Mendonça, sem um pedido prévio do Ministério Público ou da Polícia Federal. Além disso, o procurador-geral pontua que a lei prevê a necessidade de autorização do plenário do STF para que um integrante da Corte seja investigado.

Jornal da Cidade Online

 

O Antagonista: Caneta emagrecedora desmonta farsa da fome de Lula

Há mais obesos que famélicos no Brasil. Seja como for, o presidente precisa sempre inventar uma necessidade para justificar a compra de votos. O anúncio eleitoreiro de Lula na quinta, 17, de distribuir canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS) revela o cinismo do presidente, que é capaz de usar qualquer pretexto para justificar medidas populistas que possam lhe render votos. Desde que assumiu seu terceiro mandato, no início de 2023, Lula trata o Brasil como um país de famélicos que precisam da intervenção estatal para sobreviver.

Foi com tristeza que, ao voltar ao governo, encontrei um país com 33 milhões de pessoas famintas”, afirmou Lula.

O dado dos 33 milhões de famintos não tinha qualquer lastro. Era da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, Pensann, uma organização com claro viés político que fazia oposição ao governo de Jair Bolsonaro.

Um relatório da ONU, contudo, falava em 8,4 milhões de pessoas com fome no país entre 2021 e 2023. O número anterior era de 9 milhões entre 2020 e 2022, sinalizando uma queda já durante o governo de Jair Bolsonaro.

Um dado do Banco Mundial da mesma época falava em 4 milhões de pessoas na extrema pobreza no Brasil. Mas Lula precisava inflar os números para justificar a compra de votos com programas assistencialistas, como o Bolsa Família. O presidente, aliás, já admitiu fazer esse tipo de maracutaia.

Era bonito a gente viajar o mundo e falar: no Brasil tem 30 milhões de crianças de rua. No Brasil tem…, a gente nem sabia…  Nem sei quantos milhões de abortos.’ Era tudo clandestino, mas a gente ia citando números, sabe. Se um cara perguntasse a fonte, a gente não tinha, mas tinha que dizer números”, disse Lula em 2014.

O anúncio das canetinhas emagrecedoras no SUS desmonta mais uma das inúmeras farsas que Lula costuma criar. O Brasil é um país de obesos.

O Antagonista

 

Frente Parlamentar Católica repudia falas de Lula sobre celibato e ordenação de mulheres

                            Diálogo entre o poder público e as religiões exige respeito à autonomia de cada confissão, diz deputado. A Frente Parlamentar Católica da Câmara dos Deputados divulgou nesta sexta-feira (18) nota de repúdio às declarações de Lula (PT) sobre o celibato sacerdotal e a ordenação de mulheres na Igreja Católica. O texto, assinado pelo presidente da frente, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), foi publicado no Instagram do grupo parlamentar. As falas de Lula ocorreram na quarta-feira (16), em encontro no Palácio do Planalto com pastores brasileiros e norte-americanos da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Na ocasião, o presidente, que se declara católico, afirmou ter dito ao Papa Francisco que a Igreja Católica “passaria dificuldades” enquanto mantivesse o celibato e não permitisse que mulheres fossem padres e bispas. Ele relacionou o crescimento evangélico no Brasil à “igualdade de condições” dada às mulheres nessas igrejas.
                           “Enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, bispas, a gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades. Essa é uma vantagem que a igreja evangélica tem. As mulheres são tratadas em igualdade de condições”, declarou Lula.

O que diz a nota:

                          “Na nota, a Frente Parlamentar Católica afirma repudiar as declarações “a respeito de aspectos próprios da vida, da disciplina e da constituição sacramental da Igreja Católica”. O texto reconhece o valor do diálogo entre o poder público e as religiões, mas afirma que esse diálogo exige respeito à autonomia de cada confissão.
“Questões como o ministério ordenado e o celibato sacerdotal pertencem à vida e à tradição da Igreja Católica e possuem fundamentos teológicos, sacramentais e eclesiológicos que não podem ser reduzidos a uma comparação de funções ou modelos organizacionais”, diz o documento.
                           A frente argumenta que o Estado laico existe para garantir a liberdade religiosa, e não para que autoridades indiquem como cada tradição deve organizar sua vida interna. “Autoridades públicas podem e devem dialogar com as religiões, mas esse diálogo precisa respeitar a identidade, a doutrina e a autonomia de cada tradição religiosa”, afirma a nota.
 Contexto das declarações.

No mesmo encontro, Lula criticou o uso eleitoral de templos e disse que se recusa a fazer campanha em igrejas, católicas ou evangélicas. A reunião ocorre em ano eleitoral, com disputa pelo voto religioso. Dados do Censo 2022 indicam 56,7% de católicos e 26,9% de evangélicos no país.
Na doutrina católica, a ordenação sacerdotal é reservada a homens, posição reafirmada pelo Vaticano como definitiva. O celibato é disciplina da Igreja latina, com exceções em ritos orientais católicos, nos quais homens casados podem ser ordenados. Até a divulgação da nota parlamentar, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não havia se pronunciado especificamente sobre a fala.”
                           O Palácio do Planalto não havia respondido publicamente à nota da frente até a publicação desta matéria. Aliados do presidente, como o presidente do PT, Edinho Silva, tentaram contextualizar as declarações como opinião pessoal e como parte de uma relação histórica de Lula com setores da Igreja.

Diário do Poder

 

Foto em Londres mostra Vorcaro fumando charuto e bebendo uísque com o PGR Paulo Gonet

Flagrante confirma a proximidade do procurador geral da República com banqueiro fraudador. Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pela Polícia Federal revelam uma foto do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado do banqueiro em uma confraternização em Londres. Na imagem, Vorcaro aparece sentado próximo a Gonet, que segura um charuto, diante de uma mesa com copos de uísque. A foto foi encaminhada em 19 de junho de 2025 pelo advogado Ciro Soares, ex-defensor do Master, acompanhada da mensagem “PG me mandou” — referência às iniciais de Paulo Gonet. A Procuradoria-Geral da República confirmou a autenticidade da imagem, mas se recusou a comentar. A pessoas próximas, Gonet afirmou que o encontro ocorreu em abril de 2024 e que a foto não demonstra intimidade com o banqueiro.

A fotografia, revelada em reportagem dos jornalistas Eduardo Gonçalves e Thiago Bronzatto, de O Globo, faz parte do relatório da PF tornado público pelo ministro André Mendonça, do STF, há cerca de duas semanas. Dessa farra com uísque Macallan e charutos participaram ao menos três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes, além de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como Benedito Gonçalves, e membros do governo Lula (PT) como o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O relatório da PF tornado público por Mendonça também cita o ministro Alexandre de Moraes. Mendonça pediu que o caso fosse levado ao plenário, o que ocorreu na terça-feira passada, mas a discussão foi interrompida por pedido de vista de Flávio Dino. Gonet questionou a validade do relatório, argumentando que ele foi produzido a pedido de Mendonça sem solicitação prévia do Ministério Público ou da Polícia Federal. Ele também lembrou que a investigação de um integrante do STF exige autorização do plenário da Corte.

No julgamento, Mendonça diferenciou as mensagens envolvendo Gonet das demais: “Aqui não estou fazendo juízo de valor em relação ao procurador-geral, até porque as informações que vieram, são informações, na minha avaliação, de outra densidade. “O próprio Gonet se manifestou na sessão e classificou o encontro como “banal”. Segundo ele, foi o único contato presencial com Vorcaro, ocorrido na presença de várias autoridades. “Não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. A única ligação intermediada por advogado foi brevíssima e banal”, afirmou.

As conversas também mostram que Gonet teria demonstrado interesse em participar de um segundo evento em Londres patrocinado pelo Master em 2025 — um fórum jurídico que acabou cancelado. Em mensagens encaminhadas por Soares, o procurador-geral teria dito “Tomara que tenha charuto e Macallan” e expressado “saudades” do banqueiro.

No ano anterior, Vorcaro pagou R$3,2 milhões em uma degustação privada de uísque Macallan no George Club, em Londres, evento no qual a foto foi tirada. Outras mensagens indicam que Soares intermediou o convite para que o filho de Gonet viajasse com o grupo a Londres. Vorcaro teria respondido de forma positiva ao pedido. A PGR deve se manifestar nos próximos dias sobre o pedido da defesa de Vorcaro para revogar a prisão do banqueiro, protocolado nesta sexta-feira.

Diário do Poder

 

Estadão aponta e dá nomes a favorecimentos da teia de relações de Daniel Vorcaro com autoridades dos 3 poderes

Reportagem do Estadão apresenta a chamada “Vorcarosfera”: uma rede de relações de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com integrantes dos Três Poderes. Entre os nomes citados está o ministro Gilmar Mendes, cuja proximidade com o banqueiro ganha especial relevância diante das investigações que envolvem o banco, suas operações e a influência de Vorcaro nos círculos decisórios de Brasília.

É importante distinguir contato, relacionamento institucional e eventual favorecimento. A simples presença de uma autoridade em uma rede de contatos não prova crime. Porém, quando um empresário sob investigação circula entre ministros do STF, políticos, parlamentares e integrantes de órgãos de controle, a sociedade tem o direito de conhecer a natureza desses vínculos, os encontros realizados, os valores movimentados e as decisões eventualmente influenciadas.

A gravidade aumenta diante das acusações atribuídas a Vorcaro, incluindo supostas comissões milionárias relacionadas a aportes de fundos de previdência no Banco Master. Esses relatos foram rejeitados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, e justamente por isso precisam ser submetidos a investigação transparente, com acesso às provas, contraditório e ampla responsabilização — sem sigilo seletivo nem blindagem corporativa.

O Brasil não pode aceitar uma República em que banqueiros investigados transitam livremente entre os centros de poder e, depois, aparecem relações entre essas mesmas autoridades e os processos que os envolvem.

Se a “Vorcarosfera” revela apenas contatos legítimos, que os fatos sejam esclarecidos. Se revela tráfico de influência, favorecimento ou promiscuidade institucional, os responsáveis precisam responder — independentemente do cargo que ocupam.

Jornal da Cidade Online

Mensagens entre Vorcaro e o ministro Benedito Gonçalves, Corregedor do CNJ revelam interesses

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro apontam para uma relação de proximidade entre o ex-banqueiro e Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo informações publicadas pela Folha de São Paulo.

Em maio de 2024, Benedito enviou uma mensagem a Vorcaro após reencontrar o então banqueiro em um evento:

“Boa noite. Feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab Benedito”.

Vorcaro respondeu chamando o ministro de “Caro amigo” e, na sequência, escreveu:

“Obrigado pelo carinho”.

O ex-banqueiro ainda sugeriu um novo encontro entre os dois:

“Vamos marcar o charuto em Brasília”.

As mensagens continuaram em 2 de julho daquele ano. Na ocasião, Vorcaro voltou a tratar Benedito como “grande amigo” e propôs que eles se encontrassem na capital federal.

“Grande amigo, tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio!”, escreveu Vorcaro.

Benedito respondeu que retornaria do Rio no dia 29 e afirmou que entraria em contato com Vorcaro. Na mesma conversa, acrescentou:

“E aqui sempre à disposição.”

O ministro também enviou uma figurinha com um cumprimento entre duas mãos e a inscrição “tamo junto”.

A relação entre os dois também aparece em um evento realizado em Londres, em abril de 2024. Benedito participou de uma degustação de uísque Macallan destinada a autoridades e promovida por Vorcaro naquele período.

CNJ

No primeiro semestre deste ano, Benedito Gonçalves declarou-se impedido de julgar processos relacionados ao Banco Master no STJ. Atualmente, o ministro ocupa o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), função que exercerá até 2028. Ele substituiu Mauro Campbell Marques, que tomou posse como vice-presidente do STJ no mês passado. Entre as atribuições da Corregedoria do CNJ estão o recebimento de reclamações e denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo magistrados, além da realização de sindicâncias, inspeções e correições diante de suspeitas de infrações graves.

Jornal da Cidade Online

 

Ministro Marco Aurélio Mello critica atuação de Flavio Dino no STF do caso Moraes/Vorcaro

Ministro aposentado avalia sessão de terça-feira (15), marcada por embates entre magistrados, e classifica o dia como difícil para a Corte. O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello fez, em entrevista nesta sexta-feira (18), uma avaliação crítica da sessão da Corte realizada na terça-feira (15), quando os ministros discutiram a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. A sessão de terça-feira teve troca de acusações e discussões acaloradas entre os ministros. Ao final, Dino pediu vista do processo, o que suspendeu o julgamento.

Crítica à condução de Fachin

Segundo Marco Aurélio, faltou a Fachin uma atuação mais enérgica para conter as discussões e dissolver os embates ocorridos em plenário. Além disso, para o ministro aposentado, um dos momentos mais emblemáticos do descontrole na sessão foi quando Dino acusou Fachin de avocar para si os processos relativos a Moraes e a André Mendonça. Na avaliação de Mello, essa acusação levou disputa política para dentro do Tribunal — e o cargo de presidente da Corte, independentemente de quem o ocupe, deveria ser respeitado.

“Um dia triste para o Supremo”

Mello classificou a sessão como um dia difícil para a Corte e defendeu que os magistrados devem atuar com honestidade de propósito. Para ele, o encerramento do dia sem uma resposta concreta reforçou a percepção de desgaste institucional em torno do Supremo.

“O Supremo não pode cometer um suicídio institucional”, disse o ministro aposentado, ao afirmar que a sociedade aguarda uma resposta concreta da Corte.

Marco Aurélio de Mello acrescentou que o exemplo de conduta deve partir dos próprios ministros e que as ofensas trocadas durante a sessão não condizem com o comportamento esperado da bancada do STF.

Diário do Poder

 

Lula em evento no RJ defende as facções PCC E CV de organizações terroristas

Petista passa pano para grupos que controlam territórios, aterrorizam comunidades, cobram taxas, impõem toque de recolher e executam rivais. Em evento de segurança no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (18), Lula (PT) voltou a afirmar que “não aceita” a classificação feita pelos Estados Unidos das organizações criminosas PCC e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Esse tipo de atitude do presidente brasileiro vem sendo interpretada pelas autoridades dos EUA como pretexto para não combater esses criminosos, que já atuam em diversas cidades norte-americanas.

“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump”, afirmou. Para o petista, o que Trump chama de terrorismo seria “terrorismo de Estado” — “a luta e a briga pelo poder”. Quem teria feito isso, segundo Lula, foi Jair Bolsonaro no 8 de janeiro, “pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes”. “Isso é terrorismo de Estado.”

Desde que Washington passou a tratar as facções como ameaça internacional, o governo Lula insiste que o enquadramento como terrorismo abriria precedente para interferência estrangeira. A soberania, nesse discurso, funciona como escudo: quem define como o crime é classificado e combatido no Brasil são “os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

O efeito prático da tese é o seguinte: grupos que controlam territórios, cobram taxas, impõem toque de recolher, executam rivais e aterrorizam bairros, escolas e periferias permanecem, no vocabulário oficial, “crime organizado” ou “facções bandidas” — não terroristas. Lula admite o impacto sobre a população (“esses bandidos são terroristas para a família que mora no bairro”), mas recusa o estatuto jurídico e político que permitiria tratamento mais duro, cooperação internacional mais agressiva e isolamento financeiro mais amplo.

Enquanto isso, o rótulo de terrorismo é reservado ao episódio de 8 de janeiro e à trama golpista. A distinção não é técnica: é política. Facções que exercem poder paralelo sobre milhões de pessoas não “brigam pelo Estado”; o Estado, no discurso presidencial, é que não deve aceitar que outro país as trate como o que elas já são na vida cotidiana de quem vive sob seu domínio. Lula prometeu se reeleito, “retomar territórios ocupados”, criar um Ministério da Segurança Pública e apostar na PEC da Segurança. O recado paralelo, porém, ficou claro: o problema não é o nome que o crime organizado recebe no exterior. O problema é quem ousa dar esse nome. A soberania, nesse recorte, protege o país da classificação — e, na prática, deixa as facções no mesmo enquadramento que o governo sempre preferiu.

Diário do Poder