EUA propõem tarifas de até 25% contra produtos brasileiros

A avaliação que culminou na decisão foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos decidiu na madrugada desta terça-feira (2) impor novas tarifas a produtos brasileiros após uma investigação de supostas práticas “irracionais” que geram grandes custos ao governo americano. Diante do novo “tarifaço”, o departamento afirmou que as tarifas contra os produtos podem chegar a 25%. A avaliação que culminou na decisão foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

O governo americano abriu uma consulta pública para discutir possíveis medidas corretivas, enquanto mantém negociações com o governo brasileiro. A proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções. De acordo com o embaixador Jamieson Greer, mesmo após a visita de Lula (PT) aos Estados Unidos e tratativas contra as tarifas, ainda existem pendências importantes sobre os temas nos quais o governo americano está investigando.

Veja os questionamentos do governo americano (EUA):

Comércio digital e serviços de pagamento

Os EUA alegam que decisões da Justiça brasileira contra plataformas americanas de redes sociais restringem atividades dessas empresas e afetam a liberdade de operação no país. O relatório também critica políticas que, segundo o governo americano, favorecem concorrentes locais em serviços de pagamento eletrônico.

Tarifas preferenciais

O USTR afirma que acordos comerciais do Brasil com México e Índia concedem vantagens tarifárias a produtos desses países em setores considerados estratégicos.

Combate à corrupção

O documento sustenta que o Brasil não adota medidas suficientes para prevenir e combater casos de suborno e corrupção.

Propriedade intelectual

Os Estados Unidos apontam falhas no combate à pirataria e à falsificação de produtos, além de demora na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico.

Mercado de etanol

Segundo o relatório, o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário equivalente ao etanol americano desde 2017, o que teria reduzido o acesso do produto dos EUA ao mercado brasileiro.

Desmatamento ilegal

O governo americano reconhece que o Brasil possui legislação para combater o desmatamento ilegal, mas afirma que a aplicação das normas não tem sido suficientemente eficaz para conter o problema. As autoridades brasileiras têm até o dia 6 de junho para levar as alegações que condenam as determinações. Diante das representações, o governo de Donald Trump irá decidir se toma as medidas com o governo brasileiro. A decisão final sobre as medidas deve ser tomada até o dia 15 de julho.

Diário do Poder

 

Maranhão desperdiça 56,68% da água tratada com vazamentos e furtos, diz o Instituto Trata Brasil

Enquanto cerca de 33 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, o país perde 39,53% da água tratada durante o processo de distribuição. Isso significa que quase quatro em cada dez litros produzidos não chegam aos consumidores. Os dados fazem parte do “Estudo de Perdas de Água 2026 (SINISA, 2024): Desafios na Eficiência do Saneamento Básico no Brasil”, elaborado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a consultoria GO Associados. Segundo o levantamento, divulgado nesta terça-feira (2), as perdas físicas registradas em 2024 alcançaram aproximadamente 4,4 bilhões de metros cúbicos de água. O volume equivale ao desperdício diário de 4,8 mil piscinas olímpicas. Em outra comparação, representa 16,2 milhões de caixas d’água suficientes para abastecer uma família de cinco pessoas por dia ou, ainda, 4,5 vezes o volume do Sistema Cantareira ao longo de um ano. Durante o abastecimento, a água pode ser perdida por diferentes fatores, entre eles vazamentos nas redes, falhas de medição e consumos não autorizados. Considerando apenas as perdas físicas, como os vazamentos, o volume desperdiçado seria suficiente para abastecer cerca de 77 milhões de brasileiros durante um ano. O número corresponde a mais de um quarto da população do país em 2024 e supera em mais de duas vezes o contingente de pessoas sem acesso à água tratada, estimado em cerca de 33 milhões de habitantes.

 O estudo também aponta que o mesmo volume poderia garantir abastecimento por dois anos aos 17,2 milhões de brasileiros que vivem em comunidades vulneráveis. Do ponto de vista ambiental, a redução dessas perdas permitiria ampliar a disponibilidade de recursos hídricos sem a necessidade de captar água em novos mananciais.

 Redução avança lentamente

Apesar de uma leve melhora nos últimos anos, os índices de perdas seguem distantes da meta nacional de 25%. Em 2020, o percentual era de 40,14%. Em 2024, chegou a 39,53%. Para a presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a evolução ocorre em ritmo insuficiente diante dos desafios enfrentados pelo país.

“No ano passado tínhamos uma perda de 40,3%, mas esse número tem reduzido numa velocidade muito lenta, o que demonstra que a gente precisa ser mais eficiente e priorizar mais esse tema da redução de perdas de água, principalmente num cenário onde a gente tem crise hídrica, onde a gente tem ondas de calores, secas cada vez mais recorrentes”, considera.

As diferenças regionais continuam expressivas. O estudo mostra que as regiões Norte e Nordeste concentram os maiores desafios tanto na redução das perdas quanto nos indicadores de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto. Entre 2020 e 2024, a região Nordeste registrou a maior piora, com aumento de 0,46 ponto percentual. Já a região Norte apresentou a maior redução no período, com queda de 1,79 ponto percentual. Segundo Luana Pretto, o combate às perdas gera benefícios que vão além da preservação dos recursos hídricos.

 “Quando a gente reduz a perda, por exemplo, física, a gente capta menos água no rio, a gente usa menos produto químico para o tratamento, a gente usa menos energia elétrica para esse bombeamento da água, o que faz com que haja uma redução no custo operacional e uma melhor tarifa também paga pelo cidadão”, destaca.

Diferenças entre os estados

A comparação entre os estados evidencia desigualdades regionais e estruturais nos sistemas de abastecimento. Os maiores índices de perdas estão concentrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Alagoas lidera o ranking, com 66,90%, seguida por Roraima (65,97%), Pará (57,33%), Maranhão (56,68%), Acre (56,48%) e Sergipe (55,10%). Todos os percentuais estão bem acima da média nacional de 39,53%.

Na outra ponta aparecem estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O menor índice do país foi registrado no Piauí, com 24,61%. Em seguida aparecem Goiás (27,13%), Mato Grosso do Sul (30,60%), Distrito Federal (31,55%), Tocantins (31,58%), São Paulo (32,15%) e Paraná (33,40%).

Ranking dos estados por perdas na distribuição

  • Piauí (24,61%)
  • Goiás (27,13%)
  • Mato Grosso do Sul (30,60%)
  • Distrito Federal (31,55%)
  • Tocantins (31,58%)
  • São Paulo (32,15%)
  • Paraná (33,40%)
  • Santa Catarina (34,97%)
  • Minas Gerais (35,29%)
  • Rio Grande do Sul (39,25%)
  • Amapá (39,27%)
  • Mato Grosso (40,01%)
  • Espírito Santo (40,64%)
  • Bahia (41,14%)
  • Amazonas (43,17%)
  • Pernambuco (43,44%)
  • Paraíba (44,00%)
  • Ceará (45,22%)
  • Rondônia (45,29%)
  • Rio Grande do Norte (47,06%)
  • Rio de Janeiro (50,53%)
  • Sergipe (55,10%)
  • Acre (56,48%)
  • Maranhão (56,68%)
  • Pará (57,33%)
  • Roraima (65,97%)
  • Alagoas (66,90%)

Situação dos municípios

Entre os municípios analisados, o índice médio de perdas foi de 35,56% em 2024, acima dos 31,09% registrados em 2023. Dos 99 municípios considerados, apenas 20 apresentaram perdas inferiores a 25%, enquanto 14 registraram índices superiores a 50%. Os melhores resultados concentram-se principalmente no Sudeste, que reúne 12 dos 20 municípios com menores perdas na distribuição. Suzano, em São Paulo, registrou apenas 1,27%, enquanto Santos ficou em 5,35%, ambos muito abaixo da média nacional. Já entre os piores desempenhos predominam cidades das regiões Norte e Nordeste. O destaque negativo é Parauapebas (PA), com 70,68%, seguida por Maceió, com 64,05%. Outras cidades também registram índices elevados, como Belo Horizonte (68,29%) e Várzea Grande (MT), com 59,03%.

 BRASIL 61

Rombo nos Correios chegam a R$3,1 bilhões em 3 meses

Rombo subiu 82,35% em relação ao mesmo período de 2025. A estatal Correios segue registrando prejuízos, mês após mês, no governo Lula (PT). Desta vez, foram R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço da estatal divulgado na discrição do fim de semana. É quase o dobro do rombo de todo o ano de 2025. Esses números demonstram que o rombo dos Correios cresceu apenas nos três primeiros meses do ano 82,35%, comparado ao mesmo período do ano passado, quando o prejuízo registrado foi de R$1,7 bilhão. O rombo da gestão petista somou R$8,5 bilhões no ano de 2025 e a previsão para 2026 é ainda pior, segundo estimativas da própria estatal, podendo ultrapassar os R$10 bilhões.

Antes, dava lucro

Os Correios deram lucro no governo anterior de Jair Bolsonaro (PL), que entregou a estatal registrando lucro de R$216 milhões em 2022. O declínio na conta dos Correios começou já no primeiro ano do governo Lula (PT), 2023, quando o lucro do ano anterior virou prejuízo de R$328 milhões. Os Correios rolam ladeira abaixo desde a posse do atual governo e a nomeação de Fabiano Silva Santos, conhecido em Brasília como o churrasqueiro de Lula nos fins de semana, mas os petistas divulgam que os prejuízos foram provocados pela conhecida “taxação das blusinhas”, que afetou drasticamente o comércio de pequenas compras na internet e que geravam a maior parte da receita da estatal.

Mas, a taxa das blusinhas seria adotada apenas em 2024 e, de fato, agravaram a situação dos Correios. Já em 2024, o rombo na estatal cresceu para R$801 milhões, crescendo ainda mais para R$1,7 bilhão em 2025 e, em 2026, somente nos três primeiros meses, o prejuízo chega a R$3,1 bilhões, quase o dobro do resultado negativo de todo o ano de 2025.

Diário do Poder

 

Gilmarpalooza: por que o contribuinte deve pagar essa conta?


*Felipe Vieira

Se o tema é o Brasil, por que o debate precisa ocorrer em Lisboa? E, mais importante, por que precisa ocorrer lá com dinheiro do contribuinte brasileiro?

Há algo profundamente errado quando um país que convive com escolas precárias, filas intermináveis na saúde, déficit de segurança pública e dificuldades orçamentárias em praticamente todas as áreas essenciais consegue encontrar dinheiro para financiar a ida de 135 agentes públicos a Portugal. O número impressiona. Segundo levantamento divulgado pelo jornal O Sul, integrantes dos três Poderes receberam autorização para participar do Fórum de Lisboa, evento que acontece entre os dias 1º e 3 de junho na capital portuguesa. O encontro, capitaneado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, tornou-se tão conhecido que ganhou um apelido próprio: “Gilmarpalooza”.

A questão não é impedir ninguém de viajar. Tampouco discutir a importância do intercâmbio acadêmico, jurídico ou institucional. O ponto central é outro: por que o cidadão brasileiro deve financiar essa conta? Quem considera o evento relevante para sua carreira, sua formação ou seus interesses institucionais tem todo o direito de participar. O que parece difícil de justificar é a utilização de recursos públicos para custear passagens aéreas internacionais, hospedagens, diárias e demais despesas em um país localizado a mais de 7 mil quilômetros de distância.

O argumento de que o fórum promove debates importantes não resolve o problema. O Brasil possui universidades, centros de pesquisa, tribunais, parlamentos, auditórios e estruturas capazes de sediar qualquer discussão sobre democracia, justiça, economia, governança ou políticas públicas. Se o tema é o Brasil, por que o debate precisa ocorrer em Lisboa? E, mais importante, por que precisa ocorrer lá com dinheiro do contribuinte brasileiro?

A pergunta torna-se ainda mais necessária quando observamos a realidade do país. Faltam vagas em creches. Hospitais operam acima da capacidade. Policiais trabalham com estruturas insuficientes. Universidades federais enfrentam dificuldades financeiras. Municípios lutam para manter serviços básicos funcionando. Em praticamente todas as áreas, o discurso oficial é o mesmo: falta dinheiro. Curiosamente, essa escassez desaparece quando se trata de passagens internacionais, hotéis e diárias para integrantes da elite burocrática brasileira.

O problema não é jurídico. Em muitos casos, as viagens podem estar formalmente autorizadas. O problema é moral, administrativo e político. O cidadão comum tem o direito de perguntar qual é o retorno concreto desse investimento. Qual decisão tomada em Lisboa melhorará a vida de quem espera meses por uma consulta médica? Qual palestra assistida em Portugal reduzirá a violência nas cidades brasileiras? Qual painel realizado à beira do Tejo resolverá os problemas das escolas públicas do país?

São perguntas legítimas e que merecem respostas objetivas.

Existe ainda um aspecto simbólico. Em um momento de crescente desconfiança da população em relação às instituições, viagens financiadas pelo poder público para eventos internacionais reforçam a percepção de distanciamento entre governantes e governados. Enquanto milhões de brasileiros lutam para equilibrar as contas do mês, representantes do Estado circulam por hotéis, auditórios e recepções em uma das cidades mais caras da Europa. Nenhuma democracia se fortalece quando seus dirigentes parecem viver em uma realidade paralela à dos cidadãos que financiam a máquina pública.

O debate sobre o Brasil precisa acontecer. Sempre. Mas ele deve ocorrer com responsabilidade, transparência e respeito ao dinheiro do contribuinte. Quem deseja participar de um evento internacional por interesse acadêmico, profissional ou pessoal tem toda a liberdade para fazê-lo. O que não parece razoável é transformar o bolso do cidadão em patrocinador permanente dessas viagens. O Brasil não precisa de mais encontros internacionais financiados pelo contribuinte para descobrir seus problemas. Eles estão visíveis todos os dias nas ruas, nos hospitais, nas escolas e nos indicadores sociais. O primeiro debate que deveria ocorrer seja justamente este: por que sempre falta dinheiro para o essencial, mas quase nunca falta dinheiro para os privilégios?

*Felipe Vieira é jornalista

 

 

Lula e Trump: Quando o medo do presidente dos EUA vira política externa

Próximos falam em medo até físico de Lula, infantil e incontrolável. Para um presidente tão falante, chama atenção o medo, não a estratégia. Medo quase infantil, incontrolável, de Lula (PT) diante de Donald Trump. Relatos de pessoas próximas revelam um presidente que, há poucas semanas, fez de tudo para evitar o encontro na Casa Branca, após o Itamaraty adiar a visita da primeira semana de março. Quando a agenda de 7 de maio virou incontornável, ele impôs veto à imprensa. Não queria testemunhas, tinha medo de ser humilhado por Trump, como o ucraniano Volodimir Zelenski. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Meio sem querer, assumiu o monopólio da informação para confirmar, negar ou inventar, controlando a narrativa sobre fatos do Salão Oval. Outro medo seria Trump usar o combate ao terror para reproduzir em Brasília o que fez a Maduro, levado pela orelha à prisão em Nova York.

Diário do Poder

 

Comissão de Segurança da Câmara aprova projeto que acaba com a Força Nacional de Segurança Pública

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 328/2024, de autoria do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que susta os efeitos do Decreto 5.289 de 29 de novembro de 2004, de autoria do Presidente da República, que criou a Força Nacional de Segurança Pública. Para o deputado Marcos Pollon (PL-MS), o decreto do Poder Executivo ultrapassou limites e invadiu a competência do Congresso Nacional, além de gerar custos desnecessários ao governo federal.

“A manutenção da Força Nacional demanda um alto investimento financeiro, que poderia ser direcionado para outras áreas da segurança pública, como a valorização dos salários dos policiais civis e militares e o investimento em equipamentos”, argumenta o deputado.

O PDL se fundamenta pela inconstitucionalidade do decreto que criou a Força Nacional por violar princípios como a autonomia dos estados, a segurança pública como responsabilidade dos estados e do Distrito Federal, ou a necessidade de lei complementar para regulamentar as polícias civis e militares. O decreto presidencial excedeu os limites da delegação legislativa, invadindo a competência privativa do Congresso Nacional e para além disso, geram custos à União desnecessário, pois manutenção da Força Nacional demanda um alto investimento financeiro, que poderia ser direcionado para outras áreas da segurança pública, como a valorização dos salários dos policiais civis e militares e o investimento em equipamentos.

A manutenção da Força Nacional demanda um alto investimento financeiro, que poderia ser direcionado para outras áreas da segurança pública, como a valorização dos salários dos policiais e o investimento em equipamentos e investindo mais nas Polícias Estaduais, Civil e Militar, com o custo gerado pela Força Nacional, que se faz inerte aos conflitos agrários servindo ideologicamente ao atual governo.

Jornal da Cidade Online

 

Empresários alertam para perda de competitividade e dificuldades operacionais com o fim da escala 6×1

Mesmo antes da aprovação da PEC 221/19 na Câmara dos Deputados no último dia 27, que prevê o fim da escala 6×1, o setor produtivo já havia enviado ao Senado Federal um manifesto pedindo mais tempo para discussão da proposta. O documento, assinado por mais de 1,2 mil representantes de federações e associações comerciais e empresariais ligadas à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), defende o adiamento das discussões sobre a jornada de trabalho para 2027.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, afirmou que o adiamento permitiria ampliar os estudos e analisar a proposta antes da votação em plenário. “O posicionamento do setor produtivo, das micro e pequenas empresas, é para que a discussão do fim da jornada 6×1 seja adiada para após as eleições dando tempo para que empresas, governo e trabalhadores possam sentar, discutir e encontrar o melhor caminho e o melhor modelo para a jornada de trabalho aqui no Brasil”, pontuou Cotait Neto.

 Na avaliação do setor produtivo, alterações abruptas na jornada podem trazer malefícios aos negócios. Entre os principais impactos da medida apontados pelos empresários estão a pressão aos custos operacionais, o aumento de preços ao consumidor e a redução de postos formais de trabalho. As entidades empresariais também pontuam que o fim da 6×1 pode incentivar a substituição de vínculos empregatícios tradicionais por modelos de contratação mais precários – como a pejotização e a formalização via MEI.

 Na avaliação da presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), Lídia Prata, se aprovada, a medida pode dificultar ainda mais o cenário econômico e produtivo do país 

“É uma pena que a gente tenha que chegar nesse ponto, quando todo país precisa de aumentar a sua produtividade, a produção, precisa fortalecer os negócios e nós estamos enfrentando também uma escassez enorme de mão-de-obra. Vai ser muito complicado adaptar com esse sistema, caso ele venha a ser realmente aprovado”, disse Lídia Prata.

Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa, Leonardo Puppi, salientou que a redução da jornada pode comprometer a competitividade da indústria brasileira. 

“O Brasil certamente ficará menos competitivo em relação ao produto oriundo de outros países, como a China, por exemplo. Isso retira a produtividade do Brasil como um todo, e para que fosse possível fazer de fato essa redução na jornada de trabalho, seria necessário aumentar a produtividade no mínimo, na mesma proporção. A redução semanal de quatro horas de trabalho acaba incrementando 10% nos custos ligados à mão de obra.” Para o setor, também é necessário que sejam considerados os efeitos econômicos concretos sobre empregabilidade, competitividade e sustentabilidade das empresas de menor porte, especialmente em setores intensivos em mão de obra.

Manifesto 

O manifesto tem como foco a defesa das micro e pequenas empresas diante da proposta de redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. No documento, o Sistema do Associativismo Empresarial afirma reconhecer a necessidade de aperfeiçoar as relações de trabalho e ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores. No entanto, o setor alerta para os impactos de uma implementação acelerada, sobretudo para micro e pequenos negócios, responsáveis por 93,8% das empresas brasileiras.
                 As entidades defendem que a discussão ocorra sobre quatro pilares:

  • Proteção à sustentabilidade das micro e pequenas empresas;
  • Transição gradual igual ou superior a 10 anos com segurança jurídica;
  • Fortalecimento das negociações coletivas, características dos negócios e regionalidades;
  • Compensações fiscais e trabalhistas para equilíbrio econômico das atividades.

Câmara dos Deputados

O relatório final uniu as duas PECs que já estavam em análise no Congresso: a PEC 221/19 e a PEC 8/25. A medida aprovada pelos deputados estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim do modelo 6×1. Pelo texto, a mudança deve ocorrer sem redução salarial, com um período de transição de 14 meses.

Os deputados aprovaram, na quarta-feira (27), a PEC 221/19 em dois turnos – com 472 votos a favor e 22 contra no 1° turno e em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. O texto segue para o Senado Federal. 

A proposta que segue para o Senado é um substitutivo do deputado Léo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.

Pelo texto, a redução da carga horária semanal terá transição para chegar às 40 horas. A redação atual, aprovada na Câmara, prevê que após dois meses da publicação da futura emenda constitucional, os dois dias de descanso remunerado por semana já deverão valer – sendo que um deve ser preferencialmente aos domingos.

 BRASIL 61

 

General comandante do Exército solta frase alarmante sobre “ameaça na América do Sul”

O comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, afirmou que atualmente existe uma “percepção de ameaça na América do Sul”, cenário que, segundo ele, exige maior atenção estratégica e investimentos em tecnologia militar. A declaração foi feita durante o encerramento do Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, realizado em Brasília (DF). O evento reuniu integrantes do Alto Comando do Exército e empresas especializadas na apresentação de drones e sistemas tecnológicos voltados à defesa e monitoramento.

“No passado, não tínhamos nenhuma ameaça na América do Sul. Hoje temos uma percepção de ameaça, incluindo nossa atuação constitucional e legal de auxiliar os Poderes da República na faixa de fronteira que é uma preocupação enorme, muito vasta. Temos que estar olhando para ela”, declarou o general Tomás Paiva.

Segundo o comandante, o cenário atual demanda modernização constante das capacidades operacionais das Forças Armadas, especialmente diante dos desafios relacionados à segurança nas fronteiras e aos conflitos internacionais contemporâneos. Durante o evento, o general destacou que o uso crescente de tecnologia é considerado essencial para reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade de resposta do Exército Brasileiro.

“É preciso empregar cada vez mais tecnologia”, afirmou.

Ao longo do simpósio, sete empresas apresentaram equipamentos e sistemas voltados à atuação terrestre e aérea não tripulada. Entre as soluções exibidas estavam drones de vigilância, monitoramento, ataque e bombardeio, além de plataformas de apoio estratégico para operações militares. O encontro faz parte da Política de Transformação do Exército Brasileiro, iniciativa criada para modernizar a estrutura da Força e ampliar sua capacidade de adaptação diante dos novos cenários geopolíticos e dos conflitos armados registrados em diferentes regiões do mundo.

O projeto de transformação é dividido em quatro eixos principais. O primeiro trata do desenho institucional, envolvendo organização, articulação e estruturação interna do Exército. O segundo eixo aborda as capacidades militares, com foco na governança das capacidades terrestres e na aceleração da incorporação de novas tecnologias ao sistema de defesa.

A terceira área envolve a doutrina militar, voltada ao aprimoramento dos processos de organização e planejamento operacional da Força. Já o quarto eixo é direcionado ao pessoal, buscando desenvolver entre os militares a compreensão sobre a importância da modernização para o sucesso das operações. Na justificativa oficial da política de transformação, o Exército afirma que existe uma “tendência consistente de aumento dos investimentos em defesa” em diferentes países, tornando necessário que o Brasil acompanhe esse movimento para evitar o aumento de vulnerabilidades estratégicas e preservar os objetivos nacionais de Defesa.

Jornal da Cidade Online

 

Internet não perdoa o show de horrores de Alcione e Belo durante Hino Nacional no Maracanã

A apresentação do Hino Nacional Brasileiro por Alcione e Belo, realizada antes do amistoso entre Brasil e Panamá no Maracanã, neste domingo (31), acabou se transformando em um dos assuntos mais comentados das redes sociais. O que era para ser uma homenagem aos torcedores presentes no estádio terminou cercado por críticas, brincadeiras e comparações feitas por internautas.

Com o Maracanã lotado para acompanhar a despedida da Seleção Brasileira diante do público nacional antes da Copa do Mundo de 2026, a participação dos dois artistas era um dos momentos aguardados da cerimônia pré-jogo. No entanto, poucos instantes após o início da execução do Hino Nacional, algo pareceu comprometer a apresentação.

Um verdadeiro show de horrores

Rapidamente, vídeos da apresentação passaram a circular nas redes sociais, impulsionando uma onda de comentários. Muitos usuários reagiram com humor ao episódio, enquanto outros classificaram o momento como constrangedor. Entre as manifestações publicadas na internet, alguns internautas compararam a situação à famosa apresentação de Vanusa em 2009, quando a cantora protagonizou uma execução do Hino Nacional que também ganhou grande repercussão em todo o país.

“Que coisa mais horrível”, comentou uma usuária nas redes sociais.

Outro perfil escreveu:

“Vanusa passando a coroa de melhor performance do hino nacional brasileiro para Alcione e Belo”.

Já um terceiro internauta resumiu sua avaliação afirmando:

“Meu Deus, que VEXAME”.

Também houve comentários associando o episódio ao repertório de Alcione.

“A Alcione conseguiu errar a merda do hino nacional, era melhor deixar o samba morrer mesmo”, escreveu um usuário, fazendo referência a um dos maiores sucessos da cantora.

Jornal da Cidade Online

 

Protegendo PCC e CV, esquerda vive Síndrome de Estocolmo

Soberania é a capacidade de controlar território, proteger o povo, impedir o crime de substituir o poder público.Vem dos ativistas de esquerda, alinhados ao governo, o espetáculo mais patético, justificando o fato de o governo Lula (PT) não agir contra organizações criminosas. Parecem viver uma Síndrome de Estocolmo: defendem, justificam ou minimizam as mesmas gangues que aterrorizam a população. Mal disfarçam fascínio pelos que, nas periferias e favelas, exercem o poder com eficiência brutal. Para eles, o criminoso é vítima da “desigualdade”, nunca o algoz. E o cidadão refém nem merece menção. A informação é a Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Soberania não é discurso contra os EUA, é a capacidade de controlar território, proteger o povo, impedir o crime de substituir o poder público. Facções controlam rotas de drogas, impõem toque de recolher, recrutam crianças, dominam penitenciárias e até financiam campanhas eleitorais.

Diário do Poder