JP Morgan rebaixa recomendação do real e de títulos após vitória de Lula

Eleição presidencial deve provocar “reavaliação significativa” dos ativos brasileiros na reabertura das negociações de hoje. O JP Morgan rebaixou a recomendação do real brasileiro e dos títulos públicos nacionais de “overweight” (exposição acima da média, equivalente a compra) para “marketweight” (neutro) após a vitória de Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25). O presidente derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou o quarto mandato.

Segundo a equipe de analistas liderada por Vinicius Moreira, o resultado — considerado inesperado pelo mercado — deve provocar uma “reavaliação significativa” dos ativos brasileiros na reabertura das negociações nesta segunda-feira (26). Os investidores haviam precificado um cenário diferente após o primeiro turno, quando Flávio liderou as pesquisas e o JP Morgan elevou as recomendações para overweight, apostando em um real mais forte e em cortes de juros.

Com a eleição definida, o banco aponta três pontos a acompanhar de perto: a postura da oposição (Flávio Bolsonaro não reconheceu o resultado), a composição do novo governo e a reação do mercado, que pode influenciar as perspectivas de política pública.

Em termos setoriais, os analistas esperam que os setores cíclicos domésticos sofram forte queda, enquanto as empresas exportadoras devem apresentar desempenho superior, beneficiadas pela desvalorização da moeda. O banco também alerta para a possibilidade de acionamento de circuit breakers na abertura desta segunda-feira.

Diário do Poder

Vitória de Lula faz bolsa despencar e dolár disparar por causa do circuit braker

Dólar disparou mais de 12%, atinge R$ 5,60 e ações de empresas brasileiras despencaram com Ibovespa futuro desabando mais de 17%. A inesperada virada eleitoral que reelegeu o presidente Lula (PT) neste domingo (25) levou o mercado financeiro a reagir com uma disparada de 12% no dólar e os negócios despencarem cerca de 20% na bolsa de valores, nesta segunda-feira (26). O cenário pessimista com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) levou a bolsa B3 a suspender negociações de ativos à vista por 30 minutos, no mecanismo de proteção financeira denominado circuit breaker.

A decisão da bolsa brasileira não era tomada desde pandemia de covid-19. E foi provocada pela alta acentuada da moeda americana, que atingiu R$ 5,60, e pelas ações brasileiras terem levado o indicador denominado Ibovespa futuro a desabar mais de 17% nas primeiras horas deste dia seguinte à reeleição de Lula, em relação a negócios que vencem em 16 de dezembro de 2026.

Além de suspender negociação de ações, o circuit braker paralisa negociações com títulos de renda fixa privada, atrelados à cotação de ativos no exterior (BDRs) e com fundos de índice (ETFs).

Diário do Poder

Conceituado cientista político conclui: “Essa eleição está viciada”

A avaliação é do cientista político Antônio Lavareda diante da inédita prorrogação do horário de votação, neste domingo (25), até as 19h. A decisão de estender o prazo partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, e não do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.

“Kassio e Zanin, juntos, criaram duas categorias de eleitores: o eleitor que vota até as 17h e o que vota até as 19h”, afirma Lavareda.

E advertiu o seguinte:

“Não pode ter eleitor que tenha acesso a uma agenda de nove horas para votar e outro, de 11 horas. Isso é elementar”.

Para ele, a medida atinge “o aspecto de isonomia mais elementar” e torna a eleição “passível de nulidade”.

O cientista político aponta omissão do TSE na fiscalização da oferta de transporte público gratuito aos eleitores.

“O TSE não fez nada antes para supervisionar o direito de transporte público gratuito. Não é deixar para, no dia da eleição, à tarde, reagir. Havia denúncias em curso, que, hoje, com a tecnologia, é possível averiguar”, pontua.

Ele avalia que o tribunal “demorou a reagir, deixou dar cinco horas da tarde”. Sobre a atuação do presidente Kassio Nunes Marques, é categórico:

“A posição dele foi a não posição: a omissão”.

Na avaliação de Lavareda, o resultado da eleição poderá ser contestado judicialmente. O cientista político também lamenta o provável efeito colateral disso tudo: o desgaste da credibilidade das instituições eleitorais brasileiras. Para ele, a “Justiça Eleitoral está conseguindo jogar fora uma das últimas institucionalidades nossas que orgulham o País diante do mundo”.

Jornal da Cidade Online

As Eleições Acabaram, O País Não

                                                                                           Por David Gertner

As urnas escolhem quem governa, mas não encerram nossas responsabilidades. O futuro de uma nação exige compromissos que sobrevivam às disputas pelo poder. As urnas foram fechadas. Os votos, contados. Uns comemoram, outros lamentam. Há abraços de vitória e silêncios de derrota. Nas ruas, nas casas e nas redes sociais, ainda ecoam as palavras de uma disputa que dividiu famílias, afastou amigos e transformou adversários em inimigos.

Mas, quando termina a eleição, o país continua.

Continuam as crianças que precisam aprender, os doentes que esperam atendimento, as famílias que não conseguem chegar ao fim do mês. Continuam os jovens em busca de oportunidades, os trabalhadores que temem o desemprego, os idosos que precisam de proteção e os cidadãos que desejam simplesmente viver sem medo.

Nenhum desses problemas perguntou em quem votamos.

A democracia permite que diferentes projetos disputem o poder. Ideias distintas, prioridades divergentes e visões de mundo conflitantes fazem parte de uma sociedade livre. O problema começa quando a disputa se transforma numa guerra entre identidades. Quando vencer significa humilhar o adversário e perder significa desejar o fracasso do vencedor, ainda que esse fracasso arraste consigo o país inteiro.

Uma eleição não é uma guerra civil. Quem vence recebe um mandato, não a propriedade do país. Quem perde continua sendo cidadão, não um estrangeiro em sua própria terra.

Há diferenças legítimas sobre o tamanho do Estado, a política econômica e os caminhos para alcançar o desenvolvimento. Mas deveriam existir compromissos nacionais que nenhuma alternância de poder pudesse abandonar.

Uma criança não pode esperar quatro anos para aprender a ler porque mudou o governo. A saúde não pode depender da cor de uma bandeira. A segurança pública não pode ser reduzida a slogans enquanto cidadãos convivem com a violência. A Constituição, a independência da Justiça, a liberdade de imprensa e a integridade das instituições não podem ser negociadas conforme as conveniências de quem ocupa o poder.

O combate à pobreza, a garantia de uma renda mínima às famílias vulneráveis, a redução das desigualdades, a moradia digna e o saneamento básico tampouco deveriam ser bandeiras exclusivas de um partido.

Um país precisa crescer, atrair investimentos, gerar empregos e criar oportunidades. Precisa de responsabilidade fiscal, estabilidade econômica, infraestrutura e segurança jurídica. Precisa investir em ciência, pesquisa, tecnologia e cultura, proteger seu patrimônio ambiental e preparar as próximas gerações para um mundo que ainda não conhecemos.

E precisa combater a corrupção não apenas quando ela envolve adversários, mas também quando compromete os interesses daqueles com quem nos identificamos.

Nada disso deveria ser patrimônio eleitoral de ninguém. São responsabilidades permanentes de qualquer governo. Os caminhos para realizá-las podem ser diferentes, mas a divergência sobre os meios não deveria servir de desculpa para abandonar os fins.

Tampouco basta anunciar boas intenções. Um projeto de governo precisa apresentar prioridades, propostas viáveis, recursos identificáveis e caminhos possíveis para transformar promessas em resultados. Não se governa uma nação com palavras que emocionam multidões, mas não resistem ao encontro com a realidade.

Prometer tudo a todos, sem explicar custos, limites e escolhas necessárias, pode conquistar aplausos e votos. Não constrói escolas, não melhora hospitais nem cria empregos. E, quando promessas impossíveis fracassam, não basta responsabilizar governos anteriores, adversários, instituições ou circunstâncias externas. Governar também significa assumir a responsabilidade pelo que não foi realizado, distinguir obstáculos reais de desculpas convenientes e reconhecer erros.

A esperança é indispensável à política. Mas a esperança que merece confiança não promete milagres. Apresenta caminhos, reconhece dificuldades e presta contas dos resultados.

Talvez uma das maiores dificuldades das democracias seja confundir fidelidade a princípios com fidelidade a pessoas. Defendemos atitudes que condenaríamos se fossem praticadas pelo outro lado. Justificamos abusos porque favorecem nossas convicções. Transformamos a crítica em traição e a concordância em prova de virtude.

E, pouco a pouco, deixamos de perguntar se uma decisão é boa para o país. Passamos a perguntar se é boa para o nosso lado.

A democracia exige exatamente o contrário.

Quem votou no vencedor não deve oferecer um cheque em branco. Quem votou no derrotado não deve transformar a oposição em sabotagem. Apoiar uma medida correta não significa aderir ao governo. Criticar uma decisão equivocada não significa desejar o fracasso da nação.

A lealdade democrática não pertence a um governante, a um partido ou a uma ideologia. Pertence à Constituição, às instituições e aos cidadãos.

Por isso, a fiscalização do poder deve começar no primeiro dia do novo mandato. Não depois de uma crise, quando surgirem escândalos ou apenas quando os interesses de determinado grupo forem contrariados. Desde o início, todos deveriam cobrar metas verificáveis, transparência, respeito às instituições e responsabilidade na utilização dos recursos públicos.

Uma sociedade democrática precisa de governos que aceitem ser questionados, de oposições capazes de reconhecer acertos e de cidadãos que não mudem seus princípios conforme muda o ocupante do poder.

União nacional não significa unanimidade. Não exige esquecer divergências, renunciar a convicções ou silenciar diante de injustiças. Significa reconhecer interesses maiores do que nossas preferências eleitorais e defender para os outros as mesmas garantias que exigimos para nós.

Há, entretanto, outra responsabilidade que começa no dia seguinte à eleição: a escolha de quem merecerá governar no futuro.

Essa escolha não deveria ocorrer apenas nas últimas semanas de uma campanha, sob o impacto de discursos inflamados, promessas sedutoras e medos cuidadosamente alimentados. Ela começa quando desaparecem os palanques e as palavras precisam se transformar em atitudes.

É nesse período que devemos observar quem procura aproximar os cidadãos e quem depende de mantê-los divididos. Quem apresenta um projeto de governo e quem possui apenas um projeto de poder. Quem pensa nas necessidades da sociedade e quem privilegia seus próprios interesses, os de seus aliados ou dos grupos que sustentam suas ambições.

O respeito às instituições se revela sobretudo quando suas decisões contrariam os interesses de quem governa. A honestidade se revela quando a corrupção envolve aliados. O compromisso com a liberdade se revela quando a crítica incomoda. E a responsabilidade pública se revela na disposição de reconhecer erros, prestar contas e aceitar limites.

Também é no exercício cotidiano da política que se distingue quem sabe ouvir de quem apenas deseja ser aplaudido, quem dialoga sem exigir concordância de quem transforma divergências em traições, quem procura soluções de quem necessita de inimigos.

Uma liderança não deveria ser avaliada apenas pela força de suas palavras, mas pela viabilidade de suas propostas, pela coerência de suas atitudes e pela capacidade de pensar além do próximo mandato. Os problemas de uma nação não obedecem ao calendário eleitoral.

Não se trata de procurar líderes sem convicções ou imaginar uma sociedade sem conflitos. Trata-se de exigir que as convicções convivam com o respeito, que os conflitos sejam enfrentados dentro das instituições e que o exercício do poder tenha como finalidade servir à sociedade, não submetê-la.

Uma nação não precisa de unanimidade para prosperar. Precisa de confiança suficiente para que seus cidadãos, mesmo discordando profundamente, reconheçam que compartilham direitos, responsabilidades e um futuro.

As eleições passam. Os governos se sucedem. As maiorias mudam. Mas a criança que hoje espera uma vaga na escola não pode esperar pela próxima vitória eleitoral. O doente que aguarda atendimento não pode adiar sua dor. A família que não tem o que colocar à mesa não pode alimentar seus filhos com promessas.

Para essas pessoas, o país não é uma disputa entre vencedores e derrotados. É a vida que precisa continuar.

A próxima eleição começa no dia seguinte à anterior. E talvez a pergunta mais importante não seja quem terá força suficiente para conquistar o poder, mas quem demonstrará grandeza suficiente para exercê-lo em benefício de todos.

Porque um país não se constrói pela vitória permanente de uma parte sobre a outra. Constrói-se quando seus cidadãos conseguem reconhecer, acima das diferenças, aquilo que os une.

As eleições acabaram. O país não.

E seu futuro não deveria depender de quem consegue dividi-lo para conquistar o poder, mas de quem é capaz de uni-lo para servir à sociedade.

*David Gertner, Ph.D. é escritor, ensaísta e professor aposentado. É autor de IA e Eu: A Inesperada Jornada de Liora e David, disponível na Amazon.

 

Lula foi reeleito com 51,7% dos votos, em virada para 4º mandato. O STF atropelou o TSE

Flávio Bolsonaro (PL) registrava 48,25% quando a vitória foi reconhecida com cerca de 99% das urnas apuradas. Sob um cenário de crise institucional e de questionamentos sobre a segurança jurídica de decisões da cúpula da justiça do Brasil, o presidente Lula (PT) foi reeleito com cerca 51,76% dos votos válidos, no 2º turno deste domingo (25).

Em uma virada histórica em disputas presidenciais no Brasil, Lula também conquistou o feito inédito de um quarto mandato na Presidência da República. Seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrava 48,2%, quando a vitória foi reconhecida com cerca de 99% das urnas apuradas.

O resultado ocorre no dia em que a Justiça Eleitoral foi atropelada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estendeu em mais duas horas o horário de votação. O adiamento ocorreu a pedido de Lula, que denunciou falhas no transporte público em diversos estados. E foi determinado pelo ministro Cristiano Zanin, nomeado pelo petista para o STF, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ultrapassar o horário da votação sem decidir sobre o pleito do petista.

Após Lula pedir que a votação fosse estendida nos estados Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima, Flávio Bolsonaro também chegou a solicitar que o TSE prorrogasse o horário da votação, para São Paulo, Paraná e Santa Catarina, com o argumento de que haveria problemas de acesso às urnas, por causa de temporais.

O TSE foi atropelado pela decisão de Zanin, às 17h01, quando muitas das sessões já haviam encerrado a recepção de votos. E o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acatou a decisão do STF, após quase uma hora de indefinição nos tribunais regionais eleitorais do Brasil.

Diário do Poder

Roberto Freire classifica de ‘golpe de Estado’, o ministro Zanin prorrogar votação a pedido de Lula

O ex-ministro da cultura, ex-senador e ex-deputado federal, além de experiente político, diz que a decisão usurpa a competência constitucional do Tribunal Superior Eleitoral. O ex-senador, ex-deputado e ex-ministro da Cultura Roberto Freire (Cidadania), um dos políticos mais experientes do Brasil, classificou como “golpe de Estado” a decisão monocrática do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação do segundo turno das eleições de 2026 até as 19h (horário de Brasília) em todo o País.

Em postagem na rede social X neste domingo (25), Freire afirmou que a medida — tomada a pedido da coligação do presidente e candidato à reeleição Lula (PT) — “usurpa a competência constitucional do Tribunal Superior Eleitoral” e configura golpe. O político ainda acusou Zanin de cometer “evidente crime de responsabilidade”.

Para Roberto Freire, a decisão de Zanin “gera um clima próprio para um golpe de estado promovido por uma decisão monocrática e usurpadora da competência constitucional do TSE”, reiterou.

A decisão de Zanin atendeu a pedido de urgência protocolado pela coligação petista, que apontou redução significativa da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores em diversos municípios, com destaque para Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas (BA), além de São Paulo e outras capitais. Na capital baiana, a Justiça Eleitoral chegou a determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade. O pedido inicial se referia a localidades específicas, mas Zanin estendeu a prorrogação para todas as seções do Brasil.

Pouco depois, o ministro esclareceu que a prorrogação vale apenas para as seções em que as urnas eletrônicas ainda estavam abertas no momento da decisão. Nas que já haviam sido fechadas, os votos serão computados e totalizados normalmente, sem possibilidade de reabertura dos equipamentos. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, emitiu ofício orientando os Tribunais Regionais Eleitorais no mesmo sentido: as seções ainda abertas devem permanecer em funcionamento até as 19h.

A decisão provocou confusão operacional em vários estados. Parte das seções já havia encerrado a votação, impresso boletins de urna e iniciado o processo de transmissão quando a ordem chegou, inclusive no Distrito Federal e em Santa Catarina. A apuração nacional foi pausada temporariamente. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado extensão de horário ao TSE em municípios afetados por chuvas e alagamentos, mas de forma mais restrita.

A medida monocrática de Zanin — indicado ao STF pelo próprio Lula — gerou críticas de interferência na competência da Justiça Eleitoral. Integrantes do TSE manifestaram irritação com o que consideram sobreposição de atribuições, especialmente porque a decisão saiu muito próxima ou após o horário legal de encerramento (17h). Freire, político com longa trajetória (foi constituinte, candidato a presidente em 1989 e ministro da Cultura no governo Temer), reforçou essa linha ao classificar o ato como usurpação de competência e crime de responsabilidade.

Até o fechamento desta reportagem, não havia posicionamento oficial do STF ou de Zanin sobre a acusação de Freire. A prorrogação limitada às urnas ainda abertas e a orientação do TSE buscam minimizar os efeitos práticos da decisão tardia, mas o episódio alimenta o debate sobre o equilíbrio entre a garantia do direito de voto e a autonomia da Justiça Eleitoral no dia do pleito.

Diário do Poder

 

Ministro Zanin, do STF atropela o presidente TSE Nunes Marques e faz “intervenção” na eleição

É inacreditável o que está acontecendo. Cristiano Zanin, ministro do STF nomeado por Lula de quem advogado, monocraticamente prorrogou a votação em todo o país por mais duas horas (até às 19h). O problema é que – como a decisão saiu após às 17h, milhares de urnas já haviam sido lacradas e a apuração de votos começado.

O senador Rogério Marinho, líder da campanha de Flávio Bolsonaro, se revoltou, diante de uma decisão tomada quando o horário da votação estava sendo encerrado, o que causou muita indignação e suspeitas, observando-se que nestas eleições foram inúmeras as interferências do STF no TSE sempre em favor da candidatura de Lula. A revolta do senador é decorrente de que a vitória de Flavio Bolsonaro é a expressão da vontade popular   

“Impressionante o nível de intervenção de alguns ministros do STF, espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia e da vontade popular, afirmou o senador Rogério Marinho”.

          A decisão do STF atropelando o TSE, lembra uma frase que ficou bastante conhecida de autoria do ministro aposentado Luiz Roberto Barroso:  “Eleição não se ganha. Se toma.

Jornal da Cidade Online

Ministro do STF nomeado por Lula, de quem foi advogado, ‘atropela’ o TSE e prorroga votação

Presidente do TSE estava prestes a decidir sobre o assunto quando foi “atropelado” pelo STF. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que foi nomeado por Lula (PT) para o cargo após anos atuando como seu advogado pessoal, determinou nos minutos finais de votação, neste domingo, a sua  prorrogação até as 19h, horário de Brasília, em todo o território nacional. A decisão atropela as prerrogativas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujos presidente Nunes Marques aguardava manifestações das partes interessadas para decidir sobre o assunto.

A decisão, proferida em caráter de urgência, atendeu a pedido apresentado pela campanha de Lula (PT), claro. A solicitação alegava supostas dificuldades de transporte de eleitores, especialmente em municípios da Bahia, como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, onde houve relatos de retenção de ônibus e problemas no deslocamento aos locais de votação.

Na fundamentação, Zanin afirmou que os fatos chegaram ao conhecimento do STF por volta das 16h32 e reconheceu a “gravidade” e a “urgência evidente” da medida. Ele determinou a ampliação de duas horas no horário de encerramento das urnas em todas as seções eleitorais do país, cabendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a execução da ordem.

O ministro, indicado ao STF por Lula em 2023 e que atuou como advogado do petista nos processos da Operação Lava Jato, recebeu a relatoria do pedido após sorteio eletrônico. A campanha de Lula havia protocolado solicitações sucessivas, inicialmente restritas a algumas cidades e, posteriormente, ampliadas para o âmbito nacional.

Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também apresentou pedidos de prorrogação, embora restritos a municípios de estados como São Paulo, Santa Catarina, Paraná e outros, justificando condições climáticas e dificuldades de acesso. A decisão de Zanin, contudo, abrangeu todo o Brasil e foi baseada no requerimento da coligação do petista.

A medida ocorre em meio ao segundo turno da disputa presidencial e gera debates sobre a competência do STF para intervir em questões de organização eleitoral, normalmente afetas ao TSE, e sobre o histórico de proximidade entre o relator e o candidato que solicitou a medida.

Diário do Poder

Lobista de Lulinha declara voto em Bolsonaro e diz que Lula não tem condições para dirigir o Brasil

“Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país”, diz amiga de Lulinha. Roberta Luchsinger declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ela afirmou neste domingo, 25, em publicação no Instagram, que Lula não tem mais condições de comandar o país.

“Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado”, escreveu em publicação no Instagram.

Voto em Flávio

Luchsinger disse que votou nulo no primeiro turno e escolheu Flávio no segundo. 

“No primeiro turno, votei nulo. Neste segundo turno, decidi votar em Flávio, 22, com a esperança de que o Brasil possa iniciar um novo ciclo.”

Segundo ela, o país precisa reduzir a polarização.

“Meu voto foi consciente. Minha esperança é por um Brasil que avance, que una e ofereça oportunidades a todos”, afirmou.

A lobista foi citada por Flávio durante o debate da TV Globo na sexta-feira, 23. O senador mencionou o nome dela ao tratar de suspeitas envolvendo o entorno do presidente Lula.

Investigação da PF

A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

A investigação busca esclarecer possíveis relações entre os envolvidos e o esquema.

Luchsinger foi alvo de busca e apreensão no fim de 2025. Desde então, a PF passou a apurar suspeitas de que ela atuava como intermediária para facilitar o acesso de empresários a órgãos do governo federal.

O Antagonista

EUA abrem escritório antinarcóticos no Paraguai e o tráfico para o Brasil mudará de rota

Pacote de US$ 11,75 milhões foi anunciado após visita de Christopher Landau a Assunção. Os Estados Unidos vão instalar em Assunção um escritório do Bureau de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL), do Departamento de Estado, que será o polo regional de programas de segurança no Cone Sul. O anúncio foi feito após a visita do subsecretário de Estado, Christopher Landau, ao Paraguai, entre 19 e 21 de outubro. Em nota, a pasta descreveu os investimentos como uma alternativa “confiável e transparente” ao que chamou de “financiamento predatório de concorrentes estratégicos”, sem citar países.

O que foi acordado

Interceptação aérea: Landau e o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, assinaram em 19 de outubro o Acordo de Assistência para Interceptação Aérea. O texto prevê troca de dados de radar e de inteligência e assistência técnica para monitorar aeronaves civis suspeitas, principalmente as ligadas a rotas do narcotráfico. As decisões de interceptação seguem a lei paraguaia, e o acordo só entra em vigor após troca de notas diplomáticas.

Recursos: US$ 5,5 milhões para combater o financiamento do terrorismo, reforçar a segurança de fronteiras e a análise de provas digitais, e US$ 6,25 milhões para o combate ao crime organizado transnacional, num total de US$ 11,75 milhões.

Contraterrorismo: um assessor será enviado a Assunção, posto que o Departamento de Estado descreve como o primeiro desse tipo na região.

Fronteiras: foi assinado também um memorando de intenção para implantar o sistema PISCES, de verificação de passageiros e gestão de fronteiras.

O presidente paraguaio, Santiago Peña, viajou a Washington para encontros com o diretor da CIA, John Ratcliffe, e com outras autoridades de segurança.

Contexto regional

O Escudo das Américas foi criado em março de 2026, por iniciativa do presidente americano, Donald Trump, e reúne os EUA e outros 14 países. Em setembro, o grupo propôs sanções coletivas contra 24 organizações criminosas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho.

Diário do Poder