Mais de 620 mil vão devolver Auxílio Emergencial: Ricos, militares e servidores públicos envolvidos.

A Controladoria Geral da União e a Polícia Federal continuam realizando investigações para identificar mais pessoas que fraudaram informações para ter acesso ao Auxílio Emergencial, criado pelo governo federal para atender trabalhadores e pessoas pobres que foram prejudicadas com as perdas de emprego e renda na pandemia do covid-19.

Até o final da semana passada, os dois órgãos federais com o apoio dos Tribunais de Contas dos Estados e o Tribunal de Contas da União já foram identificadas mais de 620.299 pessoas que receberam o Auxilio Emergencial de maneira desonesta e fraudulenta. O pior de tudo é que muita gente rica, militares e servidores públicos municipais, estaduais e federais, além de terem recebido indevidamente o auxílio, ainda foram para as redes sociais fazerem depreciação de como utilizaram o dinheiro, desafiando as instituições públicas e proporcionando verdadeira humilhação às pessoas que foram roubadas por elas.

Do outro lado, muita gente necessitada e passando fome, vivendo o desespero de não saber o que fazer. Graças a solidariedade de gente de bem, elas conseguem subsistir e com muita dificuldade, uma vez que lutam para serem inseridas no Auxílio Emergencial e não conseguem.

Os servidores públicos e militares que não devolverem, terão os descontos em seus salários, enquanto todos os demais que receberam o benefício de maneira fraudulenta podem devolver o dinheiro o quanto antes, uma vez que estão passíveis de serem processadas pela Justiça Federal e podem sofrer sérias sanções.

O governo com a participação da Defensoria Pública da União deve concentrar esforços para atender pessoas que têm direito ao auxílio emergencial, mas não foram inseridas, daí que existe a possibilidade de que o prazo que será encerrado no dia dois de julho, seja estendido por um período maior.

Cézar Bombeiro contra superlotações e riscos da covid-19 em coletivos, cobra Flavio Dino e Edivaldo Jr

O vereador Cézar Bombeiro está somando forças com os usuários dos transportes coletivos de São Luís e da Região Metropolitana, que vêm denunciando as superlotações nos transportes coletivos. O governador Flavio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Junior se mostram indiferentes aos riscos de vida, a que milhares de pessoas ficam expostas à contaminação, todos os dias pelo covid-19.

A maior indignação dos usuários de coletivos é que tanto o governador e o prefeito falam abertamente e fazem apelos a população contra aglomerações, chegando a advertir que poderão até fazer restrições aos shoppings e outros estabelecimentos comerciais, caso não sejam seguidos corretamente os protocolos de prevenção ao coronavírus, mas para o transporte coletivo fazem silêncio comprometedor.

Cézar Bombeiro destaca que os riscos que enfrentam os usuários dos transportes coletivos são bem maiores. Primeiramente são obrigados a disputar um espaço para adentrarem aos ônibus e depois de conseguirem ficar em pé com máscaras, diante dos apertos, acabam a que inúmeros passageiros abaixem as máscaras para o queixo devido o calor dentro dos coletivos, que não podem ligar o ar condicionado. Como trafegam lentamente diante da buraqueira e dos insuportáveis congestionamentos, os riscos são bem maiores e a vida de todos estão a mercê do covid-19, diz o vereador.

O problema é da maior seriedade e responsabilidade do poder público para com as vidas dos usuários de transportes coletivos. A população está vendo como os governantes de São Luís e do Maranhão tratam o povo e suscitam suspeitas de que as vidas de pessoas pobres e humildes não merecem respeito e não têm valor, lamenta profundamente o vereador Cézar Bombeiro.

Vou cobrar novamente na Câmara Municipal e irei ao Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública pedir o apoio das autoridades em favor dos usuários dos transportes coletivos, por falta exclusiva de respeito, sensibilidade dos gestores públicos e o direito a vida, afirmou Cézar Bombeiro.

 

 

 

 

Procuradora Themis de Carvalho vai dirigir a Corregedoria-Geral do MPMA

Em eleição realizada na manhã desta sexta-feira, 26, a procuradora de justiça Themis Maria Pacheco de Carvalho foi escolhida para o cargo de corregedora-geral do Ministério Público do Maranhão para o biênio 2020-2022. A procuradora de justiça obteve 13 votos no pleito realizado por meio eletrônico.
Também concorreram ao cargo os procuradores de justiça Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, Marco Antônio Anchieta Guerreiro e Sandra Lúcia Mendes Alves Elouf. Estavam aptos para votar todos os membros do Ministério Público do Maranhão que integram o Colégio de Procuradores de Justiça.
Presidiu a comissão eleitoral o procurador de justiça Francisco das Chagas Barros de Sousa, integrada também pelos procuradores de justiça Teodoro Peres Neto e Mariléa Campos dos Santos Costa, como titulares, e Krishnamurti Lopes Mendes França, como suplente.
O resultado foi divulgado na sala dos Órgãos Colegiados, da Procuradoria Geral de Justiça, em São Luís. O procurador-geral de justiça, Eduardo Jorge Hiluy Nicolau, parabenizou a corregedora-geral eleita e afirmou que o Ministério Público do Maranhão deve estar unido e fortalecido para trabalhar em favor da população do estado. “Todo o apoio que a Corregedoria-Geral precisar nós daremos, porque o Ministério Público precisa atender bem o povo do Maranhão”, destacou.
Após agradecer os votos e a confiança dos colegas, Themis Maria Pacheco de Carvalho, adiantou que em sua gestão vai dar ênfase à orientação dos promotores de justiça para desempenharem bem a missão institucional. “Vamos buscar treinamento e especialização, em parceria com a Escola Superior, para os promotores de justiça. O objetivo é aperfeiçoar o trabalho da instituição. Só assim poderemos cobrar mais resultados”, ressaltou.
O presidente da comissão eleitoral, Francisco das Chagas Barros de Sousa, também parabenizou a eleita, além de todos os concorrentes, e desejou boa sorte em sua gestão. “Que a senhora faça um ótimo trabalho. A Corregedoria é um órgão muito importante para a instituição, que desempenha a tarefa de orientar e fiscalizar os promotores de justiça. Estamos todos torcendo pela senhora”, afirmou.
Igualmente parabenizaram a corregedora-geral eleita os demais membros da comissão eleitoral Teodoro Peres Neto e Mariléa Campos dos Santos Costa, além da subprocuradora-geral para Assuntos Administrativos, Regina Maria da Costa Leite, e as procuradoras de justiça Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro e Selene Coelho de Lacerda.

Fonte: (CCOM-MPMA)

 

Maranhão pediu 99 Centros de Atendimentos ao Ministério da Saúde para a Covid-19

O Maranhão é o Estado brasileiro que mais solicitou ao Ministério da Saúde a instalação de Centros de Atendimentos a Pacientes  a Covid-19. Com primeiro repasse do Ministério da Saúde, 767 municípios de todas as regiões do país estão aptos a implantarem unidades que devem desafogar hospitais de referência e tratar casos leves da doença. O Maranhão é o Estado que até agora fez mais solicitações e que se aproxima de mais de uma centena, diante do sério problema e de maneira crescente no interior.

O Ministério da Saúde credenciou 807 Centros de Atendimento de mais de 760 municípios brasileiros para o combate à pandemia da Covid-19. Esses centros vão servir para identificar, precocemente, casos do novo coronavírus e atender pessoas com síndrome gripal.

Os Centros de Atendimento vão prestar auxílio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nesses locais será possível identificar e tratar casos com sintomas leves de coronavírus. A expectativa é de que os centros ajudem a desafogar a demanda pelas unidades de saúde da Atenção Primária e, assim, esses locais voltem à rotina habitual, com serviços voltados para a saúde da criança, consultas de pré-natal e acompanhamentos de doentes crônicos, como diabéticos e hipertensos, por exemplo.

Além disso, essas unidades podem reduzir a ida de pessoas com sintomas leves aos serviços de urgências ou hospitais. O município de Manga, em Minas Gerais, já está se preparando para iniciar o atendimento à população no Centro de Atendimento a partir da próxima semana. A unidade adaptada fica no bairro JK, no centro da cidade.

O centro vai concentrar todos os testes para diagnóstico da Covid-19 no município e vai atender todos os pacientes com sintomas da doença, afirma a secretária de Saúde de Manga, Paula Beatriz de Almeida. Segundo ela, isso vai permitir que as outras unidades de saúde tenham mais estrutura para retomar o atendimento de rotina.

“Vamos voltar o atendimento da atenção básica para a proposta inicial de atendimento ao hipertenso, ao diabético que, hoje, não é que teve que ser interrompido, mas houve a necessidade de um olhar diferenciado para a questão do coronavírus”, justifica.

Adesão

De acordo com o Ministério da Saúde, qualquer município brasileiro pode implantar um Centro de Atendimento. Para isso, basta solicitar credenciamento junto ao órgão. A solicitação passa por análise técnica e orçamentária e deve ser feita pela página e-Gestor AB.

Dos mais de 5 mil municípios do país, 767 já aderiram à iniciativa. Por meio de uma portaria, o Governo Federal liberou mais de R$ 250 milhões para que os gestores dessas cidades deem o pontapé inicial na instalação das unidades. Os municípios são livres para criar um espaço específico para o Centro de Atendimento ou aproveitar estruturas já disponíveis na rede de saúde local, como unidades de saúde, unidades mistas, policlínicas e centros especializados.

Os centros devem ter consultório e salas de acolhimento, isolamento e coleta, além de funcionar 40 horas por semana. A equipe que atende no local tem que ser composta por médico, enfermeiro e técnico ou auxiliar de enfermagem.

Preocupada com o avanço da Covid-19 no município de Sarandi (PR), a secretária de Saúde local, Aparecida Rodrigues Schwarz, comemorou o credenciamento do Centro de Atendimento junto Ministério da Saúde. A unidade já estava em funcionamento e, com o cadastro junto ao órgão, mais recursos vão chegar para reforçar a equipe de profissionais.

“Para nós a portaria foi uma novidade, porque desde que começou a pandemia, estamos lutando com todas as forças, cortando recursos de outros setores para socorrer a área do Covid. Com essa solução conseguiremos dar uma respirada, porque vamos ter fôlego para contratar mais médicos pois, os que temos, são a conta do atendimento normal do dia-a-dia”, destaca.

Segundo a secretária, o Centro de Atendimento, localizado no Jardim Independência, zona norte da cidade, recebe qualquer pessoa que esteja com sintoma característico do novo coronavírus, como febre, tosse e dificuldade para respirar. “Estamos testando todas as pessoas com sintomas ou que já tiveram algum caso de pessoas próximas contaminadas pelo vírus”, explica.

Nordeste puxa a fila

A Região Nordeste responde por mais de 60% dos municípios que foram contemplados com recursos para os Centros de Atendimento. Ao todo, são 469 cidades. O Maranhão é o campeão nacional na intenção de implantar as unidades. São 99, até aqui. Em seguida vem outro estado nordestino, a Bahia, com 91 municípios.

Em terceiro lugar entre os estados está Minas Gerais, que tem 81 municípios cadastrados. Na classificação por região, a segunda é a Sudeste (140). Depois vêm o Sul (81), o Norte (48) e o Centro-Oeste (29).

Há casos, por exemplo, em que há baixa intenção, até o momento, de criação de centros de atendimento. É o caso de Roraima, onde apenas o município de Amajari se cadastrou.

Tipos de Centro de Atendimento

De acordo com a portaria regulatória, os Centros de Atendimento da Covid-19 podem ser de três tipos: 1, para municípios de até 70 mil habitantes; 2, para municípios que têm entre 70 mil e 300 mil moradores; e 3, para municípios com mais de 300 mil habitantes.

Mais de 90% dos municípios que receberam recursos da portaria têm Centro de Atendimento do tipo 1. São 710, ao todo. Do tipo 2, são 51. Poucos são aqueles do tipo 3: seis.

A classificação de cada um dos municípios e do Distrito Federal lhes dá direito a valores específicos que o governo vai repassar todos os meses, de junho até setembro, segundo a portaria. No entanto, o texto é claro ao afirmar que o prazo pode ser estendido a depender da situação epidemiológica do coronavírus no país.

Confira abaixo os valores que cada município recebe por tipologia do Centro de Atendimento.

Centros Comunitários

Com a mesma finalidade, o Ministério da Saúde também instituiu os Centros Comunitários. A diferença é que esses locais são direcionados para atender a população de comunidades e favelas. O valor repassado para cada centro varia entre R$ 60 e R$ 80 mil, pois depende do tamanho da população atendida. O objetivo do órgão é que os hospitais concentrem os casos mais graves da Covid-19. Ao todo, a pasta vai investir cerca de R$ 1,2 bilhão nos centros de Atendimento e Comunitários.

Brasil 61

 

Depois de irem ao STF contra, governadores pedem coordenação do governo federal no combate a Covid-19

Como representantes dos consórcios regionais, chefes dos Executivos estaduais também contestaram a troca de ministros na pasta da Saúde. A comissão mista que acompanha as ações do Governo Federal no combate à Covid-19 recebeu governadores em audiência remota para ouvir sobre os impactos das medidas de combate ao coronavírus e as dificuldades que estados e municípios têm enfrentado.

Os chefes dos Executivos estaduais foram recebidos na condição de representantes dos consórcios regionais, criados há cinco anos, quando as unidades da Federação passavam por situação de calamidade fiscal. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), reconheceu a importância do recurso financeiro destinado ao estado capixaba em junho (R$ 936 milhões), mas pediu mais coordenação do governo nas ações contra a Covid-19. O maior problema é que muitos governadores causaram enormes prejuízos nas aplicações dos recursos para a covid-19, principalmente na compra de respiradores com pagamentos adiantados, procuram uma saída para não serem responsabilizados criminalmente pelos gastos indevidos

“Os repasses de recursos é uma boa ação do governo federal, na área de saúde”. Na área geral da ação do enfrentamento à pandemia, nós governadores, sentimos muito ausência e coordenação nacional do governo. Poderia estar em uma coordenação mais ampla, geral, de orientação e de palavras na mesma direção de governadores e diversos prefeitos”, afirmou Casagrande, que integra o consórcio das regiões Sul e Sudeste.

O governador do Mato Grosso e presidente do consórcio da região central do Brasil, Mauro Mendes (DEM), seguiu a mesma linha de pensamento de Casagrande.  Mendes também criticou a troca de ministros na pasta da Saúde. “O governo federal faz esforço, mas dinheiro não é tudo. Precisamos de uma articulação mais presente e mais próxima, uma liderança para o país. A interinidade do atual ministro da Saúde, por exemplo, gera instabilidade”, avaliou o governador.

Diálogo

O senador Espiridião Amin (PP-SC) defendeu que governadores e prefeitos devem trabalhar para obtenção de um diálogo construtivo, já que, na avaliação do parlamentar, o problema de integração não está relacionado apenas ao governo federal e estados.

“Já imaginaram se cada prefeitura tivesse que comprar a vacina contra o H1N1? Se não fosse adquirida pelo Ministério da Saúde? Quero me familiarizar com esse esforço que pode ser simplificado e respeitar a autonomia. Quero oferecer minha solidariedade e sugerir que os governadores se reúnam para o diálogo construtivo com os próprios prefeitos. Há muitos antagonismos: entre prefeitos, entre prefeitos e as unidades federadas e a própria União”, afirmou o senador.

O presidente da comissão mista, senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que a próxima reunião está marcada para o dia 30 de junho, às 10 horas da manhã. Senadores e deputados pretendem ouvir demandas de prefeitos.

Fonte: Brasil 61

 

Cidadania portuguesa para judeus sefarditas


                                                                  * Carlos Nina e José Maria Alves da Silva

A Assembleia da República de Portugal aprovou em 31 de maio de 2013 a Lei Orgânica nº 1.

Promulgada em 25 de junho de 2013, a Lei Orgânica 1/2013 foi referendada no dia seguinte, prevendo que “O Governo pode conceder a nacionalidade por naturalização a com dispensa dos requisitos previstos nas alíneas b) e c) do n.º 1, aos descendentes de judeus sefarditas portugueses, através da demonstração da tradição de pertença a uma comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objetivos comprovados de ligação a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descendência direta ou colateral.»

Essa alteração tem motivação histórica e remonta ao ano de 1498, ou seja, mais de 500 anos, quando “D. Manuel I assinou o édito que os expulsou do território nacional em 1496”, como registra a jornalista Helena Pereira de Melo em artigo de sua autoria no site www.publico.pt, veiculado dia 5 de junho de 2020, referindo-se aos judeus que “chegaram a Sefarad, o território na ponta do fim do mundo à data conhecido, e instalaram-se. Ainda não se tinha dado a fundação de Portugal.”

“Depois – afirma Helena Melo – vieram as perseguições e o ódio, sobretudo por razões religiosas.”  Esclarece adiante: “Cinco séculos mais tarde, um Parlamento generoso e unânime tentou corrigir a injustiça histórica que lhes fora feita e ofereceu aos ‘descendentes de judeus sefarditas portugueses’ a possibilidade de adquirirem, por naturalização, a nacionalidade portuguesa através da ‘demonstração da tradição de pertença a uma comunidade sefardita de origem portuguesa’.”

O título do texto de Helena Melo, enfatiza uma preocupação que ronda os destinatários da Lei Orgânica 1/2013: “Não fechemos a porta aos sefarditas”.

Foi proposta alteração na norma e cessação desse direito. Para o jornalista Manoel Carvalho, em artigo no mesmo site, disponibilizado em 23 de maio de 2020, “passaram sete anos, e é normal e desejável que o legislador faça a sua avaliação e, eventualmente, lhe introduza correcções.” Entende Carvalho que, “Para se obter a nacionalidade, é preciso querer, sentir e merecer sem discussão.  Não podem bastar uns milhares de euros investidos numa árvore genealógica, num parecer das comunidades israelitas de Lisboa e Porto e nos serviços de advogados que se especializaram no negócio. A culpa histórica não basta para se prescindir de exigências similares às que são colocadas aos netos de portugueses que pretendem a nacionalidade.”

No mesmo www.publico.pt José Ribeiro e Castro, Ricardo Sá Fernandes e Sofia Galvão, em 27 de maio de 2020, afirmam: “A lei não é acto simbólico de reparação histórica. A lei é para o presente e o futuro, não para o passado. Por tudo, a alteração da lei não só não é precisa, como seria um gravíssimo erro político e histórico.”

O tema foi levantado. Enquanto isso, os descendentes de judeus sefarditas de origem portuguesa continuam com direito a requerer a nacionalidade portuguêsa por naturalização, observadas as condições da Lei Orgânica 1/2013, de Portugal, com dispensa de requisitos exigidos para outras situações.

 *Advogados

 

Datafolha aponta que apoio a democracia chega a 75%; maior índice em 31 anos

O regime democrático é o mais adequado para 75% dos brasileiros, segundo mais recente pesquisa do Datafolha. Já para 10% da população, o regime ditatorial é aceitável em algumas ocasiões. O apoio atual à democracia é o maior desde 1989.

Em dezembro do ano passado, em levantamento com as mesmas questões, 62% apoiavam a democracia e 12% a ditadura. O alastramento da pandemia no país e as recorrentes crises entre o governo e os demais poderes aumentaram a sensação de instabilidade do regime democrático.

A presença de Jair Bolsonaro em manifestações pró-ditadura e contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, também contribuem para a sensação de insegurança democrática.

Para 88% dos entrevistados, a maior ameaça ao regime é a divulgação de notícias falsas envolvendo políticos e ministros do STF. Para 68% são as manifestações nas ruas de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF. Para 66% deles são as manifestações nas redes sociais de apoiadores do presidente pedindo o fechamento do Congresso e do STF.

O fechamento do Congresso é rejeitado por 78%, sendo que 59% descartam totalmente essa hipótese, já 18% aceitam a ideia (11% totalmente). Com relação ao fechamento do Supremo 75% afirmam ser contra, (56% totalmente). Outros 20% apoiam a medida, sendo 14% totalmente.

A pesquisa mostra ainda que os apoiadores do presidente compõem um grupo maior de aceitação de um regime totalitário: 15%. No entanto, aqueles que rejeitam Bolsonaro tendem a apoiar a democracia (85%).

Segundo o Datafolha, o país está dividido entre quem vê risco de instalação de uma ditadura (46%) e aqueles que a descartam (49%).

A censura aos meios de comunicação é rejeitada por 80% e aceita por 18%. Sobre as redes sociais, 64% acreditam que o governo não deve exercer algum tipo de controle, contra 33% que estão de acordo.

Na próxima semana o Senado vai votar o PL das fake news, que pretende combater a disseminação de ataques e notícias falsas pelas redes sociais.

Foram ouvidas 2.016 pessoas nos dias 23 e 24, por telefone. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Congresso em Foco

 

Órgãos federais investigarão compra e pagamento adiantado de respiradores e não entregues

A Controladoria Geral da União e a Polícia Federal devem investigar compras de respiradores feitas por governos estaduais e municipais, os quais pagaram adiantados e não receberam os produtos. Há um levantamento de que foram efetuadas compras de quase 07 mil respiradores e um pouco mais de 03 mil foram efetivamente entregues, sem falarmos nos casos de que inúmeros apresentaram defeitos e outros já ultrapassados. As autoridades já têm informações de que, grande parte dos respiradores foi negociada com superfaturamento, que elevaram os valores das unidades que chegaram a ultrapassar o valor de R$ 160 mil.

Todos os casos em que foram utilizados recursos destinados ao combate da Covid-17 serão apurados pela Polícia Federal diretamente, mas outros casos em que os recursos foram dos cofres dos governos estaduais e municipais, também merecerão a atenção das autoridades de controle, devendo a responsabilização ficar por conta dos órgãos de controle dos estados, principalmente o Ministério Público.

A CGU já identificou casos em que respiradores foram comprados por um pouco mais de R$ 40 mil, enquanto outros atingiram mais de R$ 160 mil. O problema maior é que a falta dos respiradores ocasionaram muitos óbitos e colocaram muitos médicos em situação constrangedora de decidir entre pacientes acometidos pelo covid-19, qual deles teria maior chance de continuar com vida.

O maior sentimento de revolta e indignação da população é que muitos governantes e gestores se aproveitaram da pandemia com a dispensa de licitação para compra superfaturada de produtos para o enfrentamento a covid-19 serem vergonhosamente desviados através de atos de corrupção.

                     A roubalheira feita pela Prefeitura de São Luís – SEMUS

Entre os corruptos está a Prefeitura de São Luís, flagrada pela Controladoria Geral da União e a Polícia Federal na compra de 320 mil máscaras hospitalares, que três dias antes foi vendida para a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Luís por R$ 2,90 e na segunda compra o mesmo produto foi negociado por R$ 9,90, proporcionando um rombo criminoso de R$ 2,3 milhões dos recursos destinados ao enfrentamento do covid-19. A operação da Polícia Federal que recebeu o nome “Cobiça Fatal”, chegou a prender empresários e apreendeu farto material nos escritórios das empresas envolvidas e na sede da SEMUS.

A Justiça Federal autorizou a quebra de sigilos bancários e fiscais de 19 envolvidos no ato criminoso, destacando-se o secretário Lula Fylho, que com a proteção do prefeito Edivaldo Holanda Júnior continua no exercício do cargo. A grande expectativa em torno dos fatos é que a qualquer momento a Polícia Federal poderá realizar uma segunda etapa, e dificilmente os envolvidos escaparão da operação “Cobiça Fatal”, inclusive com prisões preventivas, haja vista o substancioso material recolhido das roubalheiras e das práticas corruptas.

 

 

Coronavírus: como a ansiedade na quarentena afeta sua concentração

Nós todos conhecemos a sensação: você entra em uma sala com um objetivo e depois para, confuso e um pouco desconectado, percebendo que esqueceu completamente o motivo de estar lá. Em 2011, pesquisadores da Universidade Notre Dame procuraram descobrir o motivo. Eles apontaram que foi o ato de passar pela porta que causou a amnésia instantânea.

O cérebro, segundo o estudo deles, é projetado para armazenar apenas certa quantidade de informações de uma só vez, e uma mudança de local funciona como um gatilho para liberar alguns dados para dar espaço a mais. Desde o início da disseminação do coronavírus, tenho tido essa sensação de esquecer por que estou estou na cozinha dezenas de vezes por dia.

Na verdade, estou achando quase impossível me concentrar em qualquer coisa. Não consigo manter um número de telefone na cabeça o tempo suficiente para discar e levo uma eternidade para escrever um e-mail simples.

Começo uma tarefa e leva apenas alguns minutos para me distrair. Minha produtividade caiu. Eu não estou sozinha. Quase todas as pessoas às quais mencionei meu novo problema estão lidando com questões semelhantes: de repente, é preciso um esforço hercúleo para que qualquer coisa seja feita.

“Estou incrivelmente ocupado”, disse um amigo escritor recentemente, “apenas lavando pratos e fazendo caminhadas”.

Concentração                                                                            

Direito de imagem Getty Images Image caption Uma situação estressante prolongada pode fazer com que tarefas simples pareçam mais difíceis do que costumavam ser

O que está acontecendo é um mau funcionamento da chamada memória de trabalho: a capacidade de captar as informações recebidas, transformá-las em um pensamento coeso e mantê-las por tempo suficiente para fazer o que você precisa. “Pense nisso como a plataforma mental para nossas operações cognitivas, para o que estamos pensando agora”, diz Matti Laine, professor de psicologia da Universidade Åbo Akademi, na Finlândia.

“A memória de trabalho está intimamente relacionada à atenção. Você está se concentrando em alguma tarefa, algum objetivo ou comportamento que deseja realizar”, acrescenta. Em outras palavras, a memória de trabalho é a capacidade de raciocinar em tempo real, e é uma grande parte do que torna o cérebro humano tão poderoso.

Mas a pesquisa mostrou que mudança rápida nas circunstâncias, preocupações e ansiedade podem ter um impacto significativo na sua capacidade de concentração.

“Muito antes da pandemia, concluímos um estudo online com um grande grupo de adultos americanos que preencheram questionários de auto-avaliação”, diz Laine. “Vimos uma tendência de um relacionamento negativo entre ansiedade e memória de trabalho. Quanto maior a ansiedade, menor o desempenho da memória de trabalho”.

Quando você tem uma experiência aguda de ansiedade, com alguém andando atrás de você no seu caminho de casa no escuro, você pode ter problemas para lembrar os detalhes do rosto dele. Uma situação estressante prolongada também pode devastar a memória de trabalho, fazendo com que até as tarefas mais simples pareçam mais difíceis do que costumavam ser.

“Estamos falando de ansiedade e estresse que não são agudos”, diz Laine. “Está relacionado a um futuro profundamente incerto. Você não sabe até quando vai continuar assim. Ninguém sabe. Isso está nos levando a uma situação de ansiedade mais crônica”.

Ao coletar dados para um estudo ainda não publicado sobre treinamento em memória operacional nesta primavera, Laine diz que ele e sua equipe perguntaram a cerca de 200 pessoas do Reino Unido e da América do Norte se elas tinham ansiedade relacionada especificamente à pandemia.

“Adicionamos uma pergunta sobre a ansiedade relacionada à pandemia porque estava presente em todas as notícias”, diz Laine. “Pedimos às pessoas que relatassem seus níveis de ansiedade em uma escala de zero a dez, sendo dez ‘preocupação constante e que interfere na atividade diária’. O valor médio, que eu acho bastante alto, foi de cerca de 5,6”.

BBC NEWS

 

Advogada reconhece plágio em artigo e pede desculpas a Sérgio Moro

O ex-ministro Sergio Moro foi acusado pelo advogado Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos de ter plagiado um artigo publicado por ele na Conjur, em setembro de 2019. O advogado afirma que Moro e a mestranda Beathrys Ricci Emerich, coautora do texto, copiaram e aplicaram um trecho da publicação em um artigo veiculado na revista Relações Internacionais no Mundo Atual, da faculdade Unicuritiba.

Em nota, Sérgio Moro reconheceu que o artigo tem trechos que foram copiados do texto de Lemos, mas indicou que a responsabilidade pelo plágio teria sido de Beatriz, sua orientanda. “O artigo em questão foi escrito em coautoria acadêmica, sendo a redação toda da orientanda. Infelizmente, ela cometeu um erro metodológico ao utilizar dois pequenos trechos sem citar o autor. O artigo foi retirado da revista, ela já reconheceu o erro e pediu desculpas ao autor. É o trabalho de uma aluna de pós graduação que cometeu um erro e já o corrigiu, o que é louvável.”

Após a divulgação do caso, Beathrys Emerich reescreveu o artigo e pediu desculpas ao ex-ministro na introdução do novo texto. “Aproveito a oportunidade para iniciar este trabalho retratando-me, juntamente com o meu coautor, Sr. Sérgio Moro, pelo erro metodológico que cometi, ao omitir inadvertidamente no presente estudo as referências à citação de um parágrafo do artigo científico de autoria do ilustre jurista, Dr. Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos. A mencionada citação está devidamente corrigida metodologicamente, mediante a inclusão da referência em nota de rodapé. Além de pedir desculpas ao nobre jurista pelo ocorrido, declaro que as suas ideias sobre o presente tema inspiraram-me na elaboração deste artigo científico.”

Congresso em Foco