Lula vê o resto de sua popularidade ir pelo ralo com os ataques a Sérgio Moro

A “diarreia verbal” de Lula começa a cobrar seu preço. Acostumado a mentir como se não houvesse amanhã – e passados alguns meses, desmentir seus próprios blefes às gargalhadas, o presidente se complicou perante a opinião pública. As declarações de Lula na última semana sobre o ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) fizeram cair vertiginosamente a popularidade digital do petista nas redes sociais, segundo levantamento da Quaest, em parceria com a Genial Investimentos, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira pela rádio das organizações Globo, a CBN.

O rastreamento na internet registrou uma queda vertiginosa nas menções positivas ao presidente Lula que despencaram de 53% para apenas 20% após as declarações infundadas e irresponsáveis sobre a ação eficiente da Polícia Federal que impediu um atentado contra a vida do senador Sergio Moro:

“Eu não vou falar, porque acho que é mais uma armação do Moro, mas eu quero ser cauteloso. Eu vou descobrir o que aconteceu”, disse Lula, enfatizando novamente: 

“É visível que é uma armação do Moro, mas eu vou pesquisar e vou saber o porquê da sentença. Até fiquei sabendo que a juíza não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele, mas isso a gente vai esperar. Eu não vou ficar atacando ninguém sem ter provas. Eu acho que é mais uma armação e, se for mais uma armação, ele vai ficar mais desmascarado ainda. Aí eu não sei o que ele vai fazer da vida, se ele continuar mentindo do jeito que está mentindo.”

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, responsável pelo ‘tracking’ nas redes sociais aponta que, mesmo aqueles que demonstraram apoio, quando Lula disse que “queria foder Moro”, poucos dias antes; esses internautas se tornaram críticos após nova declaração de Lula na quinta-feira, em que afirmou, sem provas, que o plano da facção criminosa de atacar Moro e outras autoridade era “mais uma armação” do ex-juiz.

“O assunto foi o mais comentado no dia, chegando a 812 mil menções, sendo 93% delas negativas para Lula”, observou Nunes.

Jornal da Cidade Online

Escritor Paulo Coelho se arrepende do voto em Lula e qualifica: “Mandato patético”

Um dos escritores brasileiros mais conhecidos no mundo, Paulo Coelho, disse, neste domingo (26), que está arrependido do voto no Lula (PT). Em publicação no Twitter, o esquerdista não poupou palavras e afirmou que o terceiro mandato de Lula é “patético”.

– Décadas apoiando Lula, noto que seu novo mandato está patético – iniciou as críticas. Cair na trampa de ex-juiz desqualificado, incapacidade de resolver problema do Banco Central. Não devia ter me empenhado na campanha. Perdi leitores (faz parte), mas não estou vendo meu voto ter valido a pena – reclamou.

O escritor justificou o desagrado com o ex-presidiário em virtude de questões polêmicas e desnecessárias que o petista tem se envolvido, como a briga com o Banco Central e a recente declaração a respeito do plano do PCC em matar autoridades do Brasil. Coelho foi um dos principais apoiadores de Lula em 2022, ofendia o ex-juiz federal Sérgio Moro (União Brasil-PR) e a esposa, a advogada Rosângela Moro (União Brasil-PR), de “casal marreco”, defendia o petista e não escondia seu desejo de que o antigo “inquilino do Planalto”, Jair Bolsonaro (PL), deixasse o posto rapidamente. Mas, ao que parece, a opinião do escritor mudou rapidamente. Paulo Coelho mostra-se patético e se arrepende de ter feito o “L”.

 Jornal da Cidade Online

Atividades de risco

Carlos Nina*

Dizer que temos vivido tempos estranhos já não é novidade. Estão se tornando rotina a intolerância, a insegurança, a incerteza, o medo, a desfaçatez, a mentira, o abuso, a violência. A injustiça e a impunidade não são novidades. Apenas estão mais ousadas.

Isso não é um desestímulo à moralidade, à decência, à honestidade. É um desafio. É a eterna luta entre o bem e o mal, o bom e o mau, quer queiram ou não os que costumam rotular as pessoas, por uma frase, um ato. No caso, essa afirmação seria maniqueísta, uma perspectiva simplista da vida.

É claro que não se trata disso, de dividir o mundo entre pessoas boas e más, do bem e do mal. O ser humano é por natureza complexo, biológica e psicologicamente. Seu DNA traz ingredientes de como será ou poderá ser. Sua gestação, alimentação, educação, ambiente, tudo contribuirá para a formação de seu caráter. É a isso que o espanhol Ortega y Gasset já disse, num resumo irrefutável do óbvio: o homem é ele e suas circunstâncias.

Esse conjunto de fatores constrói as personalidades, que, no convívio social, fazem bem ou mal para o mundo, consciente ou inconscientemente. Quer queiramos ou não, é isso o que acontece, embora não haja necessidade de catalogar-se cada conduta. O bem e o mal, o bom e o mau revelam-se independentemente da vontade alheia e da perspectiva de quem faz essa avaliação. E se nunca houve um consenso sobre isso, essa hipótese está cada vez mais distante, porque as referências estão sendo mudadas. Para o bem ou para o mal?

Na reunião da segunda semana do mês de fevereiro de 2023, a rotariana Adriana Guimarães, do RC São Luís Praia Grande, na meditação que faz parte da pauta, falou exatamente sobre o legado que cada pessoa deixa ou pretende deixar, de como quer ou será lembrada, após sua morte. Ou seja, qual é a conduta que devemos ou queremos ter e para quê? Essa conduta – ainda que seja a omissão -, queiramos ou não, terá repercussão.

Para onde caminhamos, é uma incerteza. Até as religiões, que são um abrigo para angústias, estão ameaçadas, perseguidas, como já o foram em outras épocas. Elas mesmas se digladiam, ignorando o fundamental em todas elas: a fé.

Não só praticar, mas assumir uma religião não enseja apenas chacotas, mas agressão, violência. É preciso mais do que fé para praticar a religião. É preciso coragem. Passou a ser uma atividade de risco. Como falar, também.

Há esperança?

Anthony Ray Hinton, condenado à pena de morte no Alabama, nos Estados Unidos, acredita que sim. Libertado dia 3 de abril de 2015, após quase trinta anos numa cela no corredor da morte, restou provado o erro de identidade. Escreveu um livro – O sol ainda brilha (Vestígio, São Paulo, 2019). No epílogo, diz:

“… o arco moral do universo tende para a justiça, mas justiça precisa de ajuda. A justiça só acontece quando pessoas de bem se erguem contra a injustiça. O arco moral do universo precisa de gente para apoiá-lo em sua tendência. E, sim, ele precisa também que as pessoas escolham um lado.”

*Carlos Nina é advogado e jornalista.

 

Estudante de 13 anos esfaqueia e mata uma professora, fere outras duas e um aluno em escola de SP

Um adolescente esfaqueou e matou uma professora e feriu outras duas e também atingiu um aluno na manhã desta segunda-feira (27), em uma escola na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo. O atentado ocorreu por volta das 7h20. As vítimas feridas socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo que a professora de 71 anos não suportou os ferimentos e morreu no hospital.

O ataque ocorreu logo após a abertura dos portões da Escola Estadual Thomazia Montoro. O adolescente, que é aluno da unidade, acabou contido por policiais. O aluno autor da agressão entrou na sala vestindo uma máscara de caveira e golpeou a professora pelas costas que veio a falecer.

Pais se desesperaram na porta do colégio em busca de informações sobre os filhos. Alunos relataram momentos de pânico durante o ataque. Contaram que, quando a confusão começou, eles correram e se esconderam. Estudantes e professores reforçaram as portas com cadeiras, para que o adolescente não entrasse. As primeiras informações revelam que o autor dos crimes retornou a escola este ano e tinha problemas de relacionamento com um outro aluno, que hoje não compareceu a escola. Há suspeitas, de que o acusado teria se revoltado e decidido uma atitude que custou a vida de uma professora e ferimentos em outras 03 pessoas.

Jornal da Cidade Online

 

Calotes e empréstimos feitos por Flavio Dino a bancos desestabilizam o governo Carlos Brandão

Flávio Dino deixou o Governo do Maranhão com dívida milionária após contrair sucessivos empréstimos, que o sucessor, Carlos Brandão, está obrigado a honrar. Dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), órgão vinculado ao Governo Federal, apontam que o calote aplicado pelo ex-governador do Maranhão Flávio Dino (PSB), atual senador da República licenciado para exercer o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, referente a empréstimos contraídos em sua gestão (2015-2022), deixou um rombo de R$ 372 milhões na administração do sucessor, Carlos Brandão (PSB), apenas nos primeiros dois meses deste ano.

Só em janeiro de 2023, a União pagou, em dívidas garantidas do Maranhão, R$ 327,33 milhões. Em fevereiro, o valor não honrado pelo estado quitado pelo Tesouro Nacional foi de R$ 44,26 milhões. O somatório dos primeiros dois meses de créditos não quitados pelo Estado outrora sob o jugo comunista gerou um débito de mais de R$ 372,04 milhões, passivo legado por Flávio Dino ao povo maranhense.

O rombo causado pelo Maranhão nas contas do Tesouro Nacional começou em 2020, segundo ano do segundo mandato do então governador Flávio Dino. Naquele exercício, o valor acumulado referente a parcelas de um empréstimo não quitadas ao Bank of America atingiu R$ 280,16 milhões. Na parcial, correspondente a dezembro do ano passado, a dívida total acumulada já superava R$ 607 milhões.

No momento, o Maranhão tem R$ 957 milhões em contragarantias de dívidas saldadas pela União desde 2016. Importante ressaltar que desde meados do ano passado, o Estado está desobrigado a repassar valores ao Tesouro Nacional referentes a essas pendências financeiras, por força de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Origem

O déficit crescente teve origem em agosto de 2020, quando o então governador Flávio Dino deixou de pagar a parcela de um empréstimo contraído junto ao Bank of América referente àquele mês, da ordem de R$ 276,18 milhões. Desde então, a dívida vem rolando, com juros de aproximadamente R$ 4 milhões ao mês. Além do débito com o Bank of America, o Maranhão tem pendências de crédito com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Brazil Loan Trust 1, dentre outras instituições financeiras que emprestaram dinheiro ao Estado em governos anteriores.

A situação do Maranhão junto ao Tesouro Nacional vai na contramão do cenário positivo ostentado pela grande maioria das 27 unidades da federação. Em 2022, as análises de capacidade de pagamento de 21 estados foram classificadas com notas A e B, que permitem que o ente receba garantia da União para novos empréstimos, contra 20 no ano anterior.

Somatório

No total, desde 2016, a União realizou o pagamento de R$ 53,94 bilhões não quitados por estados com o objetivo de honrar garantias em operações de crédito. Além do Relatório Mensal de Garantias Honradas – RMGH, as informações estão disponíveis no Painel de Garantias Honradas, uma ferramenta para visualização de dados com recursos visuais inovadores e gráficos interativos. Vale destacar que desde julho de 2022, o RMGH passou a divulgar também as informações de recuperação de contragarantias.

Fonte: Blog do Daniel Matos

 

Lula lança ‘Brasil contra Fake’, fingindo ‘golpe em Dilma’ e ‘armação do Moro’

Governo petista inicia luta contra desinformação, derrotada pelas mentiras do presidente

Com tema “Quem espalha fake news espalha destruição”, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesse sábado (25) a campanha “Brasil contra Fake”, contra desinformação sobre os fatos que afetam a vida dos brasileiros. Porém, mentiras ditas pelo próprio presidente seguem sendo tratadas como fatos reais, a exemplo de ter tratado como “golpe,” o impeachment de Dilma Roussef, em 2016; e de dizer que a trama da facção PCC para matar o senador Sérgio Moro (União-PR) seria uma “armação” do próprio parlamentar.

Com vídeo institucional, site e dicas para denunciar informações mentirosas nas redes sociais, a campanha diz querer reduzir o impacto da divulgação de mentiras no dia a dia da população. “A ideia é retratar os mais variados perfis de pessoas para mostrar que estamos todos do mesmo lado e qualquer um pode se tornar vítima de uma notícia falsa”, justifica o governo de Lula.

Sem golpe…

Entre as notícias relacionadas como fake news no site do governo, não constam declarações falsas do próprio presidente Lula, a exemplo dos momentos em que o presidente petista deturpou o processo de impeachment da ex-presidente petista Dilma Roussef, em 2016. Na Argentina, em janeiro, e no Brasil, neste mês de março, Lula chamou de “golpe” o processo de impeachment contra sua afilhada política, que seguiu ritos do julgamento político, previstos pela Constituição Federal.

Conduzido pelo Congresso Nacional, sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o processo de cassação foi motivado por fatos concretos de decretos e “pedaladas fiscais” de Dilma, por ação e omissão dolosas. O Tribunal de Contas da União (TCU) comprovou em relatório que as “pedaladas fiscais” constituíam crime de responsabilidade fiscal. Fato confirmado em parecer do Ministério Público.

As “pedaladas fiscais” consistiam no atraso proposital do Tesouro Nacional de repasses de dinheiros bancos e autarquias, para maquiar como positivas as contas do governo de Dilma.

…Nem armação

A campanha “Brasil contra Fake” do governo petista ainda não restabeleceu a verdade sobre a falsa acusação de Lula de que o senador Sérgio Moro teria conduzido uma suposta “armação”, no caso do plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o ex-juiz federal da Lava Jato, que foi responsável por condená-lo por corrupção e lavagem de dinheiro e o levar à prisão em 2018.

Lula sorriu e mentiu, ao ser questionado sobre a Operação Sequaz, deflagrada na quarta-feira (22) para desarticular a trama da facção que também mataria a família do senador e o promotor de Justiça de São Paulo, Lincoln Gakiya, este implacável denunciador de criminosos do PCC. Em fala irresponsável e marcada pela sua confessa sede de vingança, o presidente da República acusou Moro, sem provas, de “armar” um plano investigado e combatido pelas próprias forças de segurança brasileiras.

A ficção de Lula desmoralizou o Judiciário e o próprio ministro da Justiça, Flávio Dino, que comemorou a operação executada pelo Polícia Federal, também desrespeitada por ter investigado e levantado provas de que o PCC tinha, sim, um plano para matar o rival político de Lula, sua família e o promotor paulista.

“Eu não vou falar, porque eu acho que é mais uma armação do Moro. Mas eu quero ser cauteloso. Eu vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro”, mentiu Lula, que teve condenações revogadas por irregularidades processuais do então juiz Sérgio Moro.

Diário do Poder

 

Planos de ‘ferrar’ e matar dão sobrevida a Sérgio Moro

A descoberta da trama para matar Sergio Moro e as falas ameaçadoras de Lula, em seu ódio obsessivo, e a mentira da “armação”, não apenas recolocaram o ex-juiz da Lava Jato na elite da política como garantiram o mandato do senador, ao menos por enquanto. O ex-juiz da Lava Jato, que meteu Lula na cadeia por ladroagem, está na mira do empoeirado Conselho de Ética do Senado, agora controlado por lulistas, que têm a “missão” de procurar cabelo em ovo para cassar seu mandato.

Caça ao investigador

Querem para Moro o mesmo destino do juiz da Operação Mãos Limpas, da Itália, Antonio Di Pietro, cassado pelos políticos ladrões que puniu.

Mau presságio

A intenção de lulistas, alvos da Lava Jato, era óbvia: controlar o Conselho de Ética para blindar aliados e emparedar os opositores.

Olha a turma

Seis integrantes da CPI da Pandemia estão agora no Conselho de Ética, além de outros que usaram a comissão para garantir lugar sob holofotes.

História curta

O último senador cassado foi Delcídio do Amaral, ex-ministro de Dilma ex-PT, enrolado na Lava Jato. Desde 1988, só três perderam mandatos.

Coluna do Claudio Humberto

 

O PT “vai dar PT”… E a culpa disso parece bem evidente

Claro que o timing da operação de prisão dos envolvidos no sequestro de Moro, é estranho. Tem gente que acredita em coincidências na política. Eu não acredito. Nem por isso Lula devia ter dito sobre armação. Ele fez justamente o que seus inimigos políticos esperavam.

Agora, além das questões sobre a CPMI dos infiltrados, Dino terá de dizer se a PF é ou não, aparelhada por algum agente político. Além da preocupação envolvendo a situação do Senador, Inácio foca no problema das MPs travadas, envolvendo Lira e Pacheco.

Ele sabe que se expirar o prazo sem definição, um governo em crise pode escalar níveis absurdos de reprovação. E a situação piorou com a declaração do líder da Câmara, e seu potente recado de guerra ao líder do Senado, que segundo ele, segue orientações de velhos caciques da política brasileira.

Com as complicações na crise da pandemia, as MPs ficaram com o texto final dirigido pela Câmara, e assim, quem decide qual jabuti entra ou sai é Lira. Os articuladores de base governista no Senado querem mudar isso, e Lira não vai deixar. Tudo se agrava com a Selic mantida, e a dificuldade do executivo em lidar com sua guerra civil interna por protagonismo e poder.

Muitos já começam a abandonar o barquinho do molusco, e parte dos influenciadores de esquerda não consegue mais elaborar boas defesas, sem parecerem ridículos à opinião pública.

As comparações com o governo anterior estão mais recorrentes, e tudo é avaliado com calma pelo governo atual. O clima é de apreensão. Tucanos observam, e começam a abandonar seu disfarce de arara vermelha.

Estão contentes com a conclusão, que a maioria das pessoas que acompanham Brasília, começa a cogitar.

O PT vai dar PT.

E a culpa disso é do próprio PT.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

Ministro de Lula é machista e desrespeitoso com a jornalista Raquel Landim, da CNN

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Paulo Pimenta (PT/RS), foi um dos que endossou a afirmação absurda do Lula de que as investigações da Polícia Federal (PF) que desbarataram um plano de sequestro e assassinato do senador Sérgio Moro e família, teria sido uma ‘armação’ do ex-juiz.

“Eu não vou falar porque acho que é mais uma armação do Moro. Quero ser cauteloso, vou descobrir o que aconteceu. É visível que é uma armação do Moro”, disse Lula na quinta-feira (23), ignorando que até mesmo o Ministro da Justiça, o comunista Flávio Dino, já havia exaltado a operação.

Dada a gravidade do tema, ele foi questionado ao vivo pela jornalista da CNN Brasil, Raquel Landim, sobre a declaração do presidente e o fato de torná-la praticamente oficial:

“A investigação nunca é colocada na rua só pela juíza. Você tem uma série de policiais federais envolvidos, do Ministério Público envolvido, isso requer uma preparação de dias. Então como é que o senhor colocar uma armação do Sérgio Moro com a juíza e isenta dessa armação todos esses policiais e esses procuradores e promotores que estavam envolvidos nesta mesma operação, faz sentido?”

Evidentemente contra a parede, Pimenta respondeu com outra pergunta, desrespeitosa e machista:

A senhora é jornalista?

Landim rebateu:

“Sim, formada pela Universidade de São Paulo”.

O ministro prosseguiu, dizendo que também era, em uma evidente tentativa de desmerecer a apresentadora, mas, covardemente, se esquivou do assunto.

Raquel Landim ainda demonstrou sua indignação com um post nas redes sociais, onde veiculou o trecho do vídeo em que é atacada: “Sou jornalista, sim. Meu papel é fazer as perguntas; o da autoridade pública deveria ser trazer os esclarecimentos”, disse

O jornalista Felipe Moura Brasil, que também participava da entrevista, cobrou posição das ditas ‘feministas’: “A ala das ‘feministas até a página 2’ não se solidariza com uma mulher jornalista questionada por um político de esquerda se ela é jornalista mesmo, diante de uma pergunta incômoda. O repúdio é ideologicamente seletivo.”

Pimenta é mais um que corre sérios riscos, primeiro de ser chutado do poder executivo, junto com seu chefe. E depois ainda terá que se explicar ao Congresso Nacional, ao reassumir seu mandato de deputado federal.

Jornal da Cidade Online

 

Policiais Federais se revoltam contra o desrespeito e deboche de Lula

O Sindicato dos Policiais Federais de São Paulo mostrou-se indignado com a declaração do Lula (PT), no sentido de que a investigação em torno dos planos do Primeiro Comando da Capital (PCC) de matar o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), seria uma “armação” do congressista. A presidente do Sindicato, Susanna do Val Moore, em entrevista, afirmou que não seria possível o ex-juiz da Lava Jato enganar o órgão mais importante de investigação do Brasil e que o próprio ministro da Justiça do atual governo, Flávio Dino (PSB), elogiou a atuação dos policiais, em público.

“Os atos foram deferidos pela PF, pelo Ministério Público e pela Justiça. A PF segue as leis e a Constituição Federal. E a Operação Sequaz foi trabalhada dentro dessa linha. A PF hoje é respeitada pela sociedade e pelas autoridades justamente por ser uma polícia de Estado”, explicou Susanna.

Lula se viu numa situação bem contraditória esta semana porque, menos de 24 horas após ele ter confessado que queria “foder” o ex-magistrado que o mandou para a prisão, a PF descobriu um plano sórdido do PCC para matar o senador e outras autoridades, como o promotor de Justiça Lincoln Gakiya. 

O PCC, por sinal, é aquela facção criminosa que, em 2019, teve ligações telefônicas entre os líderes interceptadas pela polícia, confidenciando que o grupo criminoso tinha uma relação “cabulosa” com o Partido dos Trabalhadores.

Sem provas, Lula riu do episódio na quinta-feira (23), minimizou os atos e classificou a investigação como “armação”. “É visível que é uma armação do Moro, mas eu vou pesquisar e vou saber o porquê da sentença. Até fiquei sabendo que a juíza não estava nem em atividade quando deu o parecer para ele, mas isso a gente vai esperar. Eu não vou ficar atacando ninguém sem ter provas. Eu acho que é mais uma armação”, afirmou. Um inconsequente e irresponsável.

Jornal da Cidade Online