O que impede o Ministério Público Estadual de investigar a corrupção na Assembleia Legislativa do Estado?

       aldir

   O Ministério Público Estadual tem demonstrado um ávido interesse em investigar o Tribunal de Contas do Estado a partir da comprovação e exoneração de um filho do deputado federal Waldir Maranhão, que há mais de 03 anos era assessor fantasma no gabinete do conselheiro Edmar Cutrim e recebia mais de 8 mil reais mensais e residia em São Paulo. Interesse idêntico tem o Ministério Público para apurar o recebimento de salários de professor do deputado Waldir Maranhão, quando já exercia o mandato de deputado federal, mas mesmo assim durante quase 03 anos recebeu religiosamente salários como estivesse em plena atividade de professor da Universidade Estadual do Maranhão.

          Considero correta a iniciativa do Ministério Público, mas lamento que procedimento idêntico não está sendo adotado quando se trata da Assembleia Legislativa do Estado, atolada em denuncias de corrupção com servidores fantasmas e que inclusive já recebeu documentação sobre o fato, que podem perfeitamente se constituir em instrumentos para a instauração de procedimentos criminais. O Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado já formalizou denuncia a Procuradoria Geral de Justiça e na última sexta-feira, quando por ocasião do debate entre os candidatos a Procurador Geral de Justiça, o próprio Luís Noleto, presidente do Sindsalem, distribuiu uma edição do jornal da entidade para procuradores e promotores presentes ao debate, com destaque para uma matéria sobre corrupção dentro do Poder Legislativo, inclusive com licitações viciadas.

           A verdade é que o silêncio do Ministério Público suscita as mais diversas especulações, principalmente entre os servidores do Poder Legislativo, diante do silêncio ou omissão ou qualquer outro impedimento, sem qualquer respaldo legal, também não se pode admitir de que sejam pressões, uma vez que ele é independente.

           A verdade é que a maioria dos servidores fantasmas que ganham salários acima de 18 mil reais, são de pessoas ligadas a políticos, dirigentes de instituições dos mais diversos poderes e até de casos que envolvem acordos eleitorais, o que deixa claramente que são improbidades vergonhosas para o desvio de recursos públicos, naturalmente através de práticas ilícitas e corruptas, bem vivas na Assembleia Legislativa do Estado.

 

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