A assembleia geral do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão foi marcada por muita indignação , decorrente da proposta de reajuste salarial apresentada pelo Governo do Estado, que segundo a maioria dos agentes e inspetores penitenciários presentes, tem um propósito de desqualificar a categoria, principalmente quando não a reconhece como de nível superior, mas para inscrição em concurso público existe a exigência de curso superior feita nos editais. Quando foi feita a análise da proposta e a progressão de reajuste e uma verificação com os soldos dos policiais militares, chegou-se a conclusão de que em 2018, um agente penitenciário em inicio de carreira estará recebendo salários inferiores a um PM.
Foram fortes as criticas feitas aos secretários de estado Márcio Jerry e Antonio Nunes, que estiveram na assembleia passada dos penitenciários e que chegaram a manifestar esperanças de que a proposta seria próxima de uma remuneração digna. Os mais inflamados registraram que o governador Flavio Dino estava bem identificado com o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que está oferecendo aos servidores municipais reajuste de dois por cento.
Depois de muitos questionamentos e inúmeras criticas aos problemas existentes atualmente no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o presidente em exercício do SINDSPEM, o inspetor Ideraldo Gomes colocou em votação as propostas apresentadas pelos associados, sendo que algumas delas chegaram a ser retiradas e outras foram para votação.
Foram aprovadas pela maioria as seguintes propostas: O encaminhamento ao Governo do Estado de uma contraproposta e deflagração de uma greve de advertência de 48 horas nos dias 17 e a8 do corrente. Ficou definida uma comissão para elaborar e encaminhar ao Governo do Estado a contraproposta salarial.
A maioria dos presentes à assembleia geral lamentou profundamente o tratamento que o governador Flavio Dino está dando a categoria, que o apoiou para chegar ao Palácio dos Leões. Eles registraram que nunca esperaram quaisquer privilégios do governador e muito menos benefícios, mas tinham aspirações que pelo menos seriam tratados com respeito e dignidade, o que infelizmente também foi uma frustração, afirmaram agentes e inspetores penitenciários.
