Conheça a história de lutas e conquistas de quilombolas em defesa dos seus territórios

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A história dessas duas comunidades quilombolas Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo, localizadas no município de Itapecuru- Mirim (MA), se cruzaram ao se tornarem vítimas dos impactos da Estrada de Ferro Carajás, construída na década de 1980, por meio de uma concessão da mineradora Vale. De lá para cá, os conflitos se acentuaram ainda mais culminando com o pedido de impugnação, feito pela empresa, tentando barrar o processo de titulação do território quilombola, por onde passa a Ferrovia, interferindo em seus modos de vida e causando graves impactos, como o assoreamento de Igarapés, poluição sonora, do ar, da água e o atropelamento de pessoas e animais.
Assim como muitas comunidades quilombolas do Brasil, Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo, são comunidades rurais, que têm formação relacionadas ao processo de escravidão e posterior abandono das fazendas produtoras de Algodão às margens do Rio Itapecuru. Após a decadência dessa economia e extinção do tráfico negreiro, várias fazendas se tornaram refúgio, e nelas os antigos escravos permaneceram vivendo e produzindo.

Fonte – Justiça nos Trilhos

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