Sempre disse e volto a afirmar que as prioridades para educação e cultura estão nos discursos e nos papéis. Para dar um exemplo bem contundente do que estou afirmando, registro dois casos sérios, dolorosos e de uma total irresponsabilidade dos gestores públicos.
A Escola Municipal de Música, que funcionava na praça Antonio Lobo, numa antiga casa do ex-governador Nunes Freire, simplesmente foi fechada, mandaram embora mais de 600 jovens estudantes e demitiram o professor e diretor João Pedro Borges, um dos grandes violonistas brasileiro e maranhense com referências internacionais.
A Secretaria Municipal de Educação teria jogado o acervo da escola em um prédio e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior nomeou para a direção da escola que existente agora apenas no nome, um engenheiro que não conhece nada de música e que recebe um salário para não fazer nada.
Na Escola de Música Lilah Lisbôa de Araujo, localizada na rua da Estrela, o problema é menos doloroso, mas de grande indignação. Responsável por ensinar música e desde cedo procurar fazer a formação de crianças. Jovens e adultos, a Escola de Música está parada por causa de uma escada internada que ficou de ser construída para permitir que mais alunos tivessem acesso a cultura musical e desentendimentos que envolvem o IPHAN e o Governo do Estado.
As aulas estão suspensas e além dos diversos problemas causados, descobriu-se que a Escola não é instituição ligada a Secretaria de Estado da Educação e nem a Secretaria da Cultura. Os alunos que iriam concluir o curso de música no final do ano estão apreensivos com vistas a solução do impasse, para que não sejam prejudicados.
