Há poucos dias chamei a atenção do povo maranhense e das autoridades, a necessidade urgente de restauração da moralidade na Assembleia Legislativa do Estado. O parlamento estadual está envolvido em praticas de corrupção vergonhosa com funcionários fantasmas, protecionismo salarial para um grupo de assessores, desrespeito quanto a reposição salarial dos servidores do quadro, sem falarmos no desafio feito ao Ministério Público e a Justiça, em não criar o Portal da Transparência da Assembleia Legislativa do Estado e nem fornecer a lista com nomes, cargos, remuneração e lotação de todos os servidores do Parlamento Estadual.
Como se tudo isso seja muito pouco, o Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do dia 06 de outubro do presente exercício publica nomeação de Bianka Viturino Nogueira, para o cargo em comissão símbolo DA-3, de Secretário Executivo do Quadro do Poder Legislativo a partir de 01 de outubro de 2016.
A princípio seria mais uma das inúmeras nomeações feitas pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, mas esta última tem uma história, que inclusive causou um grande escândalo na cidade de Caxias. Bianka Viturino Nogueira foi apresentadora de telejornal da TV Difusora de Caxias, que à época tinha com diretor geral Carlos Alberto Ferreira, atual Diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa do Estado.
A apresentadora de telejornal foi companheira por três anos e oito meses do então diretor geral da emissora, quando decidiu segundo ela revelou, se separar de Carlos Alberto Ferreira, o que deu origem a vários conflitos entre eles, dentre os quais ela o acusou de agressão de física e assedio sexual, que teriam ocorridos dentro da emissora. O fato ocorrido em setembro de 2010 foi marcado por farpas dos dois lados, com cada qual escudado por advogados, gerando matérias do caso em outras emissoras de televisão de Caxias e meios de comunicação. À época Carlos Alberto Ferreira negou todas as acusações e ficaram de tratar do problema na justiça, uma vez que o caso chegou a refletir negativamente para o prefeito Humberto Coutinho e a deputada estadual Cleide Coutinho, que desde o período já tinha o Carlos Alberto Ferreira, como uma espécie de assessor faz tudo, os quais exigiram dele uma resolução imediata para o problema.
Depois de seis anos do conflito, a apresentadora de televisão e o diretor de comunicação do legislativo estadual devem naturalmente ter superado os desentendimentos e agora ela é a Secretaria Executiva da Diretoria de Comunicação do Poder Legislativo, o que significa que voltaram a trabalhar juntos e bem próximos.
