Os empresários Alexandre Vieira Lins, proprietário da Fazenda Sara, localizada à margem da BR-135, no km 122, no município de Miranda do Norte; Antonio Calixto dos Santos, proprietário da Fazenda Grapia, no município de São Pedro da Água Branca e José Rodrigues dos Santos, dono da Fazenda Lago Azul, no município de Brejo de Areia, são os únicos do Maranhão, que fazem parte da nova lista suja do trabalho escravo. Também integra a lista a empresa ZURC – Saneamento e Construções que foi flagrada na pratica de escravidão humana no município de Imperatriz.
Com a portaria do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o atual modelo de combate ao trabalho escravo fica totalmente restringido e acaba por favorecer muitos contumazes infratores escravagistas. A Organização das Nações Unidas, a Organização Internacional do Trabalho, a Comissão Pastoral da Terra e inúmeras outras instituições nacionais e internacionais fazem pressão junto ao Governo Federal para a revogação.
A Procuradora Geral da República, Rachel Dodge já se manifestou publicamente contra e solicitou ao Ministro do Trabalho a imediata revogação. O governo procura ganhar tempo e já se manifestou por fazer ajustes na portaria, mas as pressões são para a extinção do documento.
Entidades da sociedade civil organizada destacam que existe muito protecionismo aos exploradores do trabalho escravo, que doravante só podem ter os seus nomes na lista suja, depois que esgotarem todos os recursos de defesa, mesmo dos casos em que tenha havido auto de flagrante. No Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à de escravo, de acordo com a Portaria Interministerial nº 4, de 11 de novembro de 2016, a lista foi bastante reduzida, assim é que a publicada em 23 de março do presente exercício e atualizada no dia 31 de julho, do Maranhão permanecem com escravagistas três empresários e uma prestadora de serviços, além de que era muito extensa e ficou reduzida apenas a 132 nomes.
Hoje (24) a Ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os efeitos da portaria do Ministério do Trabalho, que altera regras para a fiscalização do trabalho escravo..
