O conflito registrado na solenidade de inauguração do primeiro trecho de duplicação da BR-135 se constituiu em um preâmbulo para o que pode ser a campanha politica em nosso Estado. Diante dos fatos, necessário se torna que o eleitor maranhense esteja bem atento a tudo que será mostrado pelos grupos políticos, levando-se em conta que as estratégias a serem desenvolvidas versarão em confrontos que serão bem explícitos sobre quem é quem, e quem não é corrupto, quem fez e quem não fez e assim sucessivamente para acirrar discussões com apelos para que o eleitor venha a tender para um ou outro lado e deixe de ser observador e cidadão, e acabe não votando com a sua consciência e deixe de exercer corretamente a sua cidadania. Os palcos já estão armados, as estratégias estão postas, podendo sofrer alterações de acordo com a temperatura dos embates e muita roupa suja será lavada, com certeza.
As realidades brasileira e maranhense não são diferentes, mesmo diante das tentativas de se barrar a corrupção, gestores públicos insistem até com voracidade, em desviar patrimônios públicos, o que acaba gerando mais fome, miséria e avanços das desigualdades sociais. A lógica da maioria dos políticos é de quem tem dinheiro e quer ganhar a eleição, basta se concentrar nas áreas de bolsões de miséria e com quilos de arroz, feijão, farinha e pacotes de suquinhos ganham a promessa e na véspera das eleições realizam novo reforço e assumem promessas para depois do pleito, sendo que esta jamais será honrada, quer os candidatos ganhem ou não o pleito.
Outrora, os políticos envolvidos em corrupção eram apenas os da situação, hoje são quase todos e de todos os partidos políticos sem nenhuma exceção. Como tentativa para enganar o povo, corruptos contumazes estão mudando os nomes de agremiações partidárias para aplicar balões nos eleitores.
A campanha ainda não começou, mas com certeza as pessoas já podem ser surpreendidas com sorrisos largos, apertos de mão e abraços e sorrateiramente recebem cartões com números de telefones para conversas e ajudas de políticos e postulantes. As práticas são sempre as mesmas e assim a reprodução da dominação, da fome, da miséria, a exclusão da educação e da saúde vão ficando cada vez mais acentuadas.
As mudanças que queremos para o nosso país e para o nosso estado, semeada com seriedade, transparência, educação, saúde, produção de alimentos e justiça com garantia de direitos, depende apenas de nós.
