Mais de oito mil casas e apartamentos no interior da ilha de São Luís vão fazer a festa de políticos dias antes das eleições. A maioria não está completamente concluída e com infraestrutura precária, mas precisam ser entregues para garantir votos para os políticos da base dos governos municipal e estadual.
É uma disfarçada compra de votos, em que as pessoas recebem o imóvel do Minha Casa Minha Vida com obrigação de votarem nos candidatos que estão indicando nomes de eleitores para entrarem na farsa do “sorteio”. Muita gente que sonha com a casa própria já foi informada, que se não tiver um padrinho politico, o nome constará na relação do falso sorteio.
Diante de uma vergonhosa manipulação, o Ministério Público Federal Eleitoral deve intervir o quanto antes para evitar que um dos mais importantes programas sociais do país seja utilizado como moeda de troca para influenciar no resultado das eleições. Os comentários revelam que cada pessoa que receber casa ou apartamento terá a responsabilidade de conseguir pelo menos mais três votos com tudo documentado.
O “sorteio” será feito pela Prefeitura de São Luís, e como todos sabem, o deputado estadual Edivaldo Holanda, pai do prefeito é candidato à reeleição e faz parte do grupo do governador Flavio Dino.
Sem a conclusão total de obras de casas e apartamento e a pressa para entregar menos de 15 dias do pleito é favorecimento politico, daí a necessidade de intervenção urgente do Ministério Público Eleitoral.
