Repercute com bastante indignação a morte da idosa Hilda Ferreira Barbosa, ocorrida na porta do Hospital Macrorregional da Baixada Maranhense, onde simplesmente dentro da prática usual, lhe negaram atendimento emergencial. Depois que ela veio a falecer é que, diante da séria realidade os plantonistas falaram em atendimento. O caso de dona Hilda Ferreira Barbosa é mais uma das inúmeras realidades do tratamento da saúde, que o Governo do Estado dá para os maranhenses e de maneira bastante indigna para as pessoas idosas.
Estamos em plena campanha politica e a morte da idosa é uma resposta bem contundente de que a banalização da vida para com as pessoas idosas que têm necessidade de pelo menos três vezes por semana se deslocar dos seus municípios para se submeterem a exames de hemodiálise na capital. Apesar das inúmeras mortes de idosos em pleno período de exames, em nada sensibilizou o governo, muito pelo contrário se constituiu de maneira indiferente para discursos viciados de que centros de hemodiálise seriam construídos no interior do Estado.
O que tem ocorrido com idosos que estão no corredor da morte vai continuar pelo considerável número de necessitados, o que não é nada diferente das centenas de pessoas que vivem em corredores de hospitais implorando misericórdia pela vida. Gente! É muito dolorido se ver tanta banalização da vida, quando é público que a roubalheira na saúde é tão vergonhosa e que muitos prepostos estiveram presos e até o registro de um suicídio.
Mais vergonhoso ainda é que gente que esteve presa no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e responde processo na Justiça Federal é candidata para tentar se proteger através de mandato. A nossa realidade politica, sob todos os aspectos é voltada para proteger elementos processados por corrupção e que se protegem com mandatos. De maneira sórdida pregam nos programas eleitorais, defesa de direitos de trabalhadores, quando na realidade a preocupação é totalmente diferente e se pode perfeitamente deduzir. Tem gente no contexto politico recente, que não recebeu herança, não ganhou na loteria e ostenta patrimônio invejável. Com certeza, muito do dinheiro que beneficiou os corruptos dos recursos da saúde, uma parte foi da que faltou para a construção dos centros de hemodiálise.
A verdade revoltante e dolorosa e que as autoridades se mostram indiferentes à condenação que se impõe as pessoas idosas que precisam de atendimento médico. Em todos os setores dos serviços públicos, elas não merecem um mínimo de respeito e a abreviação das suas vidas pode acabar se transformando em uma autêntica realidade altamente criminosa. O caso lamentável de dona Hilda Ferreira Barbosa não é um fato isolado. Ele veio acrescentar o número de mortes que ocorreram e outras que logo virão.
Vale a pena as pessoas assistirem os programas eleitorais para assistirem as falsidades sobre a saúde e inúmeras outras farsas. Não duvidem, se tentarem justificar a morte de Hilda Ferreira Barbosa e criem outros engodos, com falsas e improvisadas soluções que ficam apenas nos discursos viciados.
