Houve quem chegasse a prever que a sessão de hoje da Câmara Municipal de São Luís de hoje poderia ser tumultuada, decorrente de que entraria na pauta de apreciação e votação o pedido de impeachment do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, protocolado pelos advogados Pedro Michel da Silva Serejo e Daniele Letícia Ferreira. A votação aberta e nominal em que todos os vereadores tiveram oportunidade de se manifestarem democraticamente, que foi importante e não dei provimento para qualquer tipo de contestação. Ao final da votação 25 vereadores se manifestaram contra o pedido de impeachment, 03 a favor, 02 optaram pela abstenção e o presidente não votou.
A maioria que se posicionou contra o pedido de impeachment é a mesma que autorizou a Câmara Municipal de São Luís a votar em caráter de urgência urgentíssima o Projeto de Lei nº 55/2019, que acatou dívidas consolidadas às despesas de exercícios anteriores com a empresa SLEA – São Luís Engenharia Ambiental, com reconhecimento de divida de 07 de maio de 2015, consolidando pagamento feito em dezembro de 2018, no valor de R$ 38.020.793,36 e mais a garantia de pagamento de R$ 51.791.645,23, para ser pago em 149 parcelas mensais, desde janeiro do presente exercício até maio do ano de 2031.
Como a Câmara Municipal de São Luís deu legitimidade posterior a um ato de improbidade que fere a moralidade administrativa, ela não teria outra alternativa de se posicionar contra o pedido do impeachment, em que ela se constituiu em fator determinante e inclusive abdicou do seu princípio de seriedade e transparência em investigar o prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Na votação de hoje, os vereadores Marcial Lima, Cézar Bombeiro e Estevão Aragão se posicionaram a favor do impeachment, enquanto os vereadores Francisco Carvalho e Honorato Fernandes se abstiveram de votar. O presidente não votou e os demais saíram em defesa do prefeito.
