O empresário Mauro Rogério Maranhão Pinto, indicado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho para a Superintendência do INCRA no Maranhão, não consegui ficar no cargo apenas 15 dias e logo foi defenestrado através de ato do presidente Jair Bolsonaro. Apesar do deputado e o ex-superintendente tentarem dar conotação de a exoneração teria sido a pedido, no ato não há qualquer referência. Segundo comentários dominantes é que o presidente teria sido advertido que estaria colocando a instituição unicamente a serviço de interesses políticos.
Quando foi anunciada a nomeação do empresário rural Mauro Rogério Maranhão Pinto para dirigir a Superintendência do INCRA, a impressão que ficou é que ela continuaria correndo o risco de se tornar novamente antro de desmandos, de corrupção e de favorecimento ao agronegócio e trama para expulsar famílias tradicionais e descendências seculares das terras de posse.
Os últimos 20 anos, o INCRA no Maranhão se tornou referência de proteção a negócios escusos de políticos, empresários rurais e corrupção deslavada. Como resultado da verdadeira roubalheira praticada na instituição tem ex-superintendentes com processos na Justiça Federal, alguns já condenação em grau de recursos e outros vergonhosamente ocupando mandatos políticos mesmo sendo processados e que tentam ostentar seriedade.
É bom ressaltar, que em pequenos intervalos da corrupção instalada pelo PT no INCRA, houve alguns superintendentes que tentaram colocar o instituto no seu devido caminho, mas encontraram resistências internas viciadas. Com a nomeação do preposto do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, entidades que defendem seriedade e transparência conseguiram advertir a presidência da república, que poderia estar seguindo o mesmo caminho do PT, que colocou raposas para tomarem conta do galinheiro. Felizmente foi feita a devida e necessária correção e cabe ao governo federal colocar no INCRA pessoas sérias e competentes e também mandar fazer uma auditoria plena no órgão que vai pegar muito bandido que passou por lá e que hoje como políticos zombam dos pequenos agricultores que perderam direitos e recursos que lhes eram destinados e foram embolsados pelos pilantras corruptos.