A decisão da Secretaria de Administração Penitenciária de retirar de maneira perversa e altamente prejudicial e excludente das unidades prisionais, servidores públicos administrativos de carreira de nível médio e superior, e a maioria com mais de 20 anos para colocar terceirizados. Os prejudicados estão sendo substituídos por pessoas indicadas por políticos continua repercutindo negativamente e com preocupações, diante de se colocar dentro de unidades prisionais, pessoas sem um mínimo de qualificação em locais de consideráveis riscos. A decisão é simples e sem qualquer justificativa ou comunicação prévia os servidores públicos recebem a determinação de se apresentarem à Secretaria de Maranhão de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores do Maranhão (Segep).
O secretário Murilo Andrade, que ganhou notoriedade por colocar oficinas de karatê dentro de unidades prisionais e levou uma forte descompostura do Palácio dos Leões, com a medida de trocar servidores efetivos por terceirizados, deve ter problemas com a justiça, principalmente pela fragilidade dos argumentos para a medida de exclusão.
A possível alegação seria a de contenção de despesa ou dificuldade financeira para honrar com seus compromissos. Em contrapartida, o Executivo segue contratando terceirizados para substituir servidores efetivos, com uma observação de que são pessoas indicadas por políticos e naturalmente com vistas as próximas eleições municipais, levando-se em conta que as pessoas são apenas selecionadas mediante apresentação de currículo. O que de há muito vem sendo criticado, reside na existência da falta de critérios, quanto as contratações que deveriam merecer a necessária e devida avaliação técnica, mas como o poder tudo pode, os gestores acabam atropelando o próprio governador Flavio Dino
Por outro lado, o sindicalista Cleinaldo Bil, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo faz a seguinte observação. “A justificativa é de que os servidores efetivos ganham 100% de risco de vida em cima do seu vencimento, mais 40% de insalubridade e alguns ainda ganham mais 25% de adicional noturno, para quem trabalha no período da noite”, pontuou Cleinaldo Bil Lopes.