O prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o seu fiel secretário da SMTT, tentaram por todos os meios validar para a opinião pública uma melhoria inexistente nos serviços de transportes coletivos de São Luís, depois da Concorrência Pública, em que as empresas que já tinham o filé da exploração dos serviços, continuaram com os mesmos privilégios. Para os usuários, a esculhambação continuou a mesma, com serviços altamente deficitários e a permanência de ônibus velhos predominando, principalmente para servir os bairros mais pobres.
Toda vez que os empresários fazem entrega de coletivos novos e muitos recondicionados, o prefeito assume a postura de que ele é quem está colocando os ônibus, como se prefeitura de São Luís tivesse concessão e efetiva participação na exploração dos serviços em nossa capital. Diariamente usuários são deixados em ruas avenidas da cidade com panes nos ônibus recondicionados e os trajetos são considerados infernais pelos passageiros pela elevada demora, por falta de uma política de mobilidade para os coletivos, mesmo com os fracionados corredores de ônibus.
Se hoje fosse feita uma pesquisa com usuários a insatisfação e indignação serão bem acentuadas, levando-se em conta que quem manipula com o serviço são os empresários, que inclusive têm escritório instalado dentro da SMTT.
Eles impõem o número de veículos que entendem em cada linha e existe denúncia de realizam um número inferior de viagens e apresentam relatórios com números maiores, Como detêm escritório dentro da SMTT, fazem o que bem entendem e na avaliação final os grandes prejudicados são os usuários. O que também causa grande indignação aos usuários de coletivos são terminais de integração que colocam em riscos as vidas passageiros, decorrente do total abandono. Recentemente, precisou haver a decisão da justiça para fazerem paliativos no terminal da Praia Grande. As paradas de coletivos são verdadeiros retratos do abandono que o poder público impõe aos passageiros de São Luís.
A verdade é qualquer que seja o futuro prefeito de São Luís terá responsabilidade de anular a atual concorrência pública, fazendo outra com a participação de segmentos dos usuários legítimos e indicados por assembleias comunitárias. Muitos dos atuais são cumplices das bandalheiras e há quem afirme que sempre recebem um melzinho na chupeta para não haver choro e nem gritos.
O futuro prefeito de São Luís terá responsabilidade de dar passos importantes para a nossa capital saia do atraso e comece a construir alternativas para a nossa capital tenha efetivamente um serviço de transporte coletivo de massa. Temos que sair do perverso engodo, que penaliza as pessoas pobres que sofrem todos os dias nos coletivos e pagam um preço bastante elevado para a qualidade do serviço.
