Os riscos de tragédias não desaparecerão imediatamente com a intervenção nos serviços dos ferry boats

           Conversei hoje com um empresário usuário sistemático dos serviços de ferry boats, que me disse estar entre os inúmeros que terão sérios prejuízos por falta do transporte aquaviário. Adiantou que é do conhecimento de há muito da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos, a precariedade dos serviços e os riscos que representam cada viagem dela não ser concluída corretamente. Dos 06 ferry boats das empresas ServiPorto e Internacional Marítima, que operam no transporte de passageiros e veículos, se algum problema com um deles, o impeça de operar, o problema estará instalado em toda a programação de operação. Mesmo diante da intervenção e da licitação, os riscos não desaparecem imediatamente.

As empresas ServiPorto e Internacional Marítima são responsáveis normalmente por 24 viagens diárias, sendo 12 para cada uma, com embarcações  Ambas transportam uma média diária de 2.800 passageiros e 450 veículos. Nos períodos de feriados prolongados o fluxo de veículos e passageiros aumenta e as duas empresas não encontram dificuldades para atender a demanda.

             No carnaval o aumento de passageiros e veículos supera os 700%

            No período do carnaval o número de passageiros pode chegar a ficar entre 18 e 20 mil e os veículos ficam próximos dos 2 mil. O movimento na Ponta da Espera na ida e no Cujupe no retorno, acabam se constituindo em verdadeiros infernos e muitas se não houver a presença da força policial, podem surgir conflitos. O problema não são os passageiros e nem os proprietários de veículos, mas o número de pessoas que chegam depois e acabam preterindo quem está na fila e já pagou o transporte, sendo relegados a atrasos e acomodados em outra viagem com demora superior a duas ou mais horas. São questões antigas e quem reclama nunca tem direito, e assim a esculhambação passou a dominar o serviço aquaviário.

As embarcações que operam em São Luís são velhas e com manutenção precária. Todas   vieram para o Maranhão, por terem sido descartadas em portos de alguns estados da federação, tendo passado por uma pintura e aqui foram apresentadas como seminovas.

Quanto a concorrência pública para o transporte coletivo aquaviário, tomara que seja transparente e não venha a sofrer vícios e a verdadeira farsa praticada nos transportes coletivos de São Luís para beneficiar empresários e outros interesses escusos.

 

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