A decisão correta e digna adotada pelo governador Flavio Dino, com a revogação do decreto do ex-governador Arnaldo Melo, que por interesses de empresários e de alguns secretários de estado, desapropriou a área da comunidade Cajueiro, nas proximidades do porto do Itaqui para atender negócios da empresa WPR Gestão de Portos e Terminais Ltda, foi uma resposta àqueles que sempre protegeram o latifúndio, a grilagem e interesses do agronegócio. O governador acima de tudo primou pelos seus princípios de justiça garantindo a permanência de mais de 350 famílias em uma área ocupada por mais de um século.
O ex-governador Arnaldo Melo, se tivesse permanecido no Palácio dos Leões por mais dez dias teria terminado de arrombar os cofres públicos e na véspera de deixar o Executivo Estadual praticou um ato sórdido contra famílias pobres e oprimidas, mas com dignidade e respeito, o que poucos políticos são detentores. Arnaldo Melo a exemplo do que foram todas as administrações de Roseana Sarney, pretendia criar mais um conflito agrário de sérias proporções no Maranhão, mais precisamente na capital.
Todos os governos de Roseana Sarney foram marcados pela perseguição a milhares de famílias, principalmente quilombolas. Muitas pessoas foram mortas, outras expulsas de posses seculares e os jovens e as jovens acabaram nas drogas e na prostituição pela perversidade politica da exclusão para beneficiar o latifúndio, a grilagem e os interesses do agronegócio, sempre com a articulação de um politico, como é do caso de todos os conflitos no município de Codó, que têm à frente o deputado César Pires, o prefeito Zito Rolim, o ex-prefeito Biné Figueirêdo e o empresário Francisco Carlos de Oliveira. Todos eram favorecidos com a cumplicidade da Superintendência Regional do INCRA, que tinham na direção do órgão, dirigentes prepostos do ex-vice-governador e hoje ministro do Tribunal de Contas, Washington Macaxeira, que postergavam desapropriações e regularizações fundiárias, permitindo a opressão a trabalhadores rurais. Chegaram até a atear fogo em uma Igreja Católica e ameaçar religiosos e lideranças do Movimento Sindical Rural. A resistência é ainda hoje sustentada pela FETAEMA e a CPT, mesmo com ameaças de morte a padres e advogados.
Terras devolutas com o agronegócio
Existem no Maranhão, muitas áreas de terras devolutas incorporadas ao patrimônio de empresas e de pessoas ligadas ao agronegócio. A maioria é fruto de fraudes em cartórios e outras embora identificadas nunca foram arrecadadas para assentamentos em razão da interferência de políticos e do Palácio dos Leões, com decisões da então governadora. O ITERMA tem como identificar vários casos, dentre eles, está um na região do Baixo Parnaíba, que a empresa Suzano Papel e Celulose, incorporou ao seu patrimônio e planta eucalipto. Pesa sobre essa empresa acusações de ser bastante perversa com a destruição dos pequenos núcleos de agricultura familiar, através de jagunços que ameaçam trabalhadores e trabalhadoras rurais e colocam animais para destruir roças, procurando expulsar as pessoas de posses seculares.
Os conflitos agrários no Maranhão têm como os maiores responsáveis o INCRA e o ITERMA, que até o governo passado se constituíam como os maiores inimigos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, quilombolas e povos indígenas. Se fizerem uma auditoria no INCRA do Maranhão, com certeza vão encontrar convênios milionários viciados feitos com prefeituras em período eleitoral, sem qualquer razão.
