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governador Flavio Dino decidiu criar mais um dos inúmeros problemas com as entidades de classe. Agora decide despejar todos os sindicatos e outras entidades que ocupam salas no prédio da Casa do Trabalhador, tendo para tanto, de maneira arbitrária e desprovida de qualquer questionamento, simplesmente determinando que dentro de 30 dias, todo o prédio deverá ser desocupado para ser reformado, de acordo com a intimação imposta pela Segep, executora da ordem governamental.
A Casa do Trabalhador foi construída no governo João Castelo, através de solicitações de entidades sindicais, as quais fizeram gestões junto ao governo federal para a canalização de recursos e que vieram do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT. No local existem entidades instaladas a mais de 30 anos. O que tem causado forte indignação aos dirigentes sindicais e por extensão as mais diversas categorias é que o prédio da Casa do Trabalhador já teria sido oferecido pelo governador Flavio Dino para a Secretaria de Segurança Pública e para a Defensoria Pública, mas nenhum deles se manifestou interessado, pelo bom senso de que podem ser envolvidos em problemas, em que não têm nada a ver.
A direção dos sindicatos e das demais entidades instaladas na Casa do Trabalhador, inicialmente pretende manter entendimentos com o governo do estado, registrando inclusive que no prédio já foram feitas reformas e nenhuma entidade teve que ser retirada do local, deixando apenas um período sem funcionar no próprio local, mas não deixaram de atender as suas categorias, em razão de ocuparem espaços dos demais parceiros, uma vez que as obras foram feitas por blocos.
Caso não haja o devido e necessário entendimento, diante da iniciativa autoritária do governo Flavio Dino, em não ter pelo menos um debate sobre o sério e grave problema, limitando-se apenas a uma ordem escrita pela Segep, intimando todos a deixarem as instalações em que estão por mais de 30 anos, com absoluta certeza as categorias sindicais não vão ceder e todos estão dispostas em conjunto a lutarem por seus direitos.
Lideranças sindicais aguardam que sejam esgotados os entendimentos com o governo, para posteriormente recorrerem à justiça, mas prometem se unir em fazer grandes movimentos em São Luís, inclusive buscando apoio a nível nacional, além de denunciarem o arbítrio aos legislativos municipal, estadual e federal. Pelo visto a ficha vai esquentar.