O secretário Carlos Lula, titular da pasta de Estado da Saúde, numa demonstração plena de bom senso diante dos riscos de que o Maranhão venha a participar da compra de vacinas russas para a imunização da população contra a covid-19, posicionou-se publicamente contra a alimentação de uma falsa esperança. Ele que vem acompanhando as pesquisas que estão sendo feitas por vários países, ainda mais como presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde – Conass sabe que a vacina propagada pelos russos, não é recomenda pela Organização Mundial de Saúde, por falta de informações científicas, além do pequeno tempo para testes, de apenas dois meses. Outro fator que se tornou público é que a Russia, está na terceira fase de testes e já estaria fazendo uso dela em massa.
O anúncio foi feito com bastante euforia pelo governador Flavio Dino, de que o Consórcio de Governadores do Nordeste já teria autorizado o governador da Bahia e manter entendimentos com o governo soviético para a compra da vacina. Depois dos fiascos das compras de respiradores com pagamentos adiantados através de empresas sem credibilidade, os governadores integrantes do Consórcio Nordeste, devem ser responsabilizados pelos recursos destinados para o enfrentamento a covid-19 terem sido dispersados por atos de pura irresponsabilidade.
A manifestação pública do secretário Carlos Lula, contra a compra das vacinas, foi puramente técnica, diante das recomendações da Organização Mundial da Saúde e como presidente do Conass, afastando-se de especulações e posicionamento político, que é o caso do governador Flavio Dino.
A verdade é que o Consórcio Nordeste de Governadores não está preocupado com a saúde do povo, a sua obstinação é pelo interesse político e até psicótico de alguns integrantes em afetar o governo federal e mais precisamente o presidente Jair Bolsonaro. Uma vacina sem qualquer comprovação científica é um risco a vida de milhões de pessoas, mas as autoridades, os órgãos de controle e a própria manifestação popular deve se constituir em força contra. Entende-se que o momento é muito oportuno para que os governadores que desviaram recursos do covid-19 para aventuras politicas como a compra de respiradores que nunca foram entregues com pagamentos adiantados, sejam plenamente responsabilizados pelo Ministério Público e pelo STJ.