Mais de R$ 54 bilhões pelo desastre de Brumadinho e a Vale destrói no Maranhão

Ações de instituições lideradas pelo Ministério Público de Minas Gerais cobram da Companhia Vale um pouco mais de R$ 54 bilhões por dano moral coletivo, pelo desastre ambiental causado pela barragem de Brumadinho. Hoje, 24 de janeiro completam-se dois anos, de um dos mais sérios e devastadores desastres ambientais registrados no Brasil. A Companhia Vale está entre as maiores predadoras ambientais do Brasil e com grande destaque no mundo.

O que tem causado grande indignação à população brasileira é que os acidentes envolvendo a mineradora, sempre se destacam e sofrem constantes sequências e em muitos casos, os problemas são tratados com muita indiferença e omissão pelas autoridades, como os casos do Maranhão, em que sofrimentos e destruição cultural são bastante elevados. Os recursos destinados aos 28 municípios maranhenses cortados pela Ferrovia de Carajás são bastante insignificantes para uma realidade revoltante em que muitas vidas são destruídas, além de que a maior parte do dinheiro vai para a esteira da corrupção praticada por  prefeitos.

                                                    O sofrimento do povo de Piquiá

               Recentemente a Rede Record mostrou em dois programas, o que é sofrimento e deu amplo destaque para o município de Alto Alegre do Maranhão, que no horário compreendido entre às 07 horas da noite e às 06 horas manhã são registradas a movimentação de 18 trens conduzindo minérios e que impossibilitam centenas de família a terem o direito do sossego e dormir, com a observância de que cada composição é de mais de 170 vagões. O fato é de conhecimento das autoridades, mas infelizmente a força e o poder da Companhia Vale impedem os necessários avanços. O caso do pó de ferro na comunidade de Piquiá, no município de Açailândia já chegou até ao Vaticano e passou por dezenas de entidades de direitos humanos internacionais, mas a Companhia Vale, continua destruindo vidas.

A força da Companhia Vale é tão avassaladora que a renovação do contrato para a continuação da exploração de serviços pela Ferrovia Carajás, avaliada pelo Tribunal de Contas da União em R$ 19,5 bilhões por mais 30 anos, foi acertado com antecipação pela irrisória importância de um pouco mais de R$ 640 milhões.

                   Quanto a questão da ação cobrada na justiça de Minas Gerais pelo Ministério Público de R$ 54 bilhões por danos morais coletivos, são questionados pela Companhia Vale como bastante elevados, o que certamente vai dar origem a recursos e mais recursos e nestas questões, como sempre, a grande beneficiada é predadora Companhia Vale. As mais de 200 mortes causadas com rompimento da Barragem de Brumadinho e a destruição de uma cidade e milhares de famílias lutando por direitos é visto com indiferença pela Vale, e mais ainda pelos poderes constituídos.

 

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