Autores de farsa nas eleições e terceirizado que vendeu mais de uma tonelada de ferro da SEJAP continuam com privilégios

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Volto hoje a reafirmar que o Sistema Penitenciário do Maranhão ainda não está sob o controle da atual administração estadual e que forças do atraso e responsáveis por barbáries e fugas nas unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, continuam vivas e com muitos privilégios dentro da Sejap.

    Quem não se recorda do caso do agente penitenciário Carlos Eduardo Sousa Aguiar à época diretor de uma unidade prisional e o seu comparsa, o monitor Elenilson Araújo, que corromperam o preso AndréEscócio Caldas e gravaram um vídeo divulgado por algumas emissoras de televisão e nas redes sociais, em que o bandido afirmava que foi o então candidato a governador Flavio Dino, quem determinou ataques e incêndios a coletivos, visando com isso beneficiar o candidato oficial a governador de Roseana Sarney. A farsa grosseira não prosperou e muito pelo contrário acabou foi piorando a situação do adversário e criando um clima de indignação na categoria dos agentes penitenciários, que sempre foi tratada de maneira excludente pelo governo, em razão de denúncias de corrupção deslavada dentro da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária. À época o titular da pasta Paulo Rodrigues da Costa, chegou a anunciar o afastamento das funções de Carlos Eduardo de Sousa Aguiar e a instauração de procedimento administrativo pela Corregedoria da Sejap, além de inquérito policial para apurar as responsabilidades do agente penitenciário e do seu comparsa Elenilson Araújo, que segundo ele seria devolvido a empresa prestadora de serviços terceirizados.

     O Carlos Eduardo de Sousa Aguiar, não foi afastado e não sofreu qualquer sanção penal, a exemplo do seu comparsa Elenilson Araújo. Foi nomeado chefe do Núcleo de Escolta e Custódia da Secretaria com direito a inúmeros privilégios, inclusive de inspecionar unidades prisionais no interior do Estado. Hoje recebe muitas concessões e continua pronto para armar outras farsas. O Elenilson Araújo é o monitor que dá ordens no Centro de Triagem.

       O caso do monitor Salomão Mota, que foi diretor da Penitenciária de Pedrinhas e se tornou bastante conhecido por fazer muitas concessões para presos, inclusive até o empréstimo do seu aparelho celular, vendeu mais de uma tonelada de ferro do patrimônio da Sejap e meteu o dinheiro no bolso e ninguém ousou tomar qualquer providência. O ferro foi resultado de uma rebelião em que presos destruíram grades e celas, mas todo o material seria aproveitado em outros setores do Sistema Penitenciário. A pratica criminosa do monitor foi vista com a maior banalidade e hoje ele trabalha no mesmo prédio em que fica o gabinete do Secretário.  Relato esses casos apenas como um pequeno detalhe do muito que ainda está enraizado dentro sistema prisional, uma vez que há muito mais e com certeza novos problemas irão surgir, diante das possíveis conexões externas que apostam na desestabilização do Sistema Penitenciário.

A verdade é que o problema é muito mais sério e precisa de atitudes sérias e urgentes, antes que as articulações prosperem com maior intensidade. Quem não se lembra da farsa do Comitê de Gestão Integrada, inventado pela ex-governadora Roseana Sarney e o ministro José Eduardo Cardoso, da Justiça para combater a violência no Sistema Penitenciário do Maranhão. Não serviu para nada, apenas para acentuar a corrupção e mostrar a incapacidade de gestão pública da ex-governadora. Depois do Comitê, os assassinatos continuaram e as fugas também e nenhum presidio dos 13 prometidos foi construído e entregue.

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