Mais que luar tão lindo
Este luar de abril, clareando toda terra
Do meu querido Brasil.
O mar, que é sempre revolto, transformou-se em calmaria, refletindo em suas águas, o luar do Maranhão, que guardo dentro do peito, e o amo de Paixão.
Há meu mundo dos poetas mundo pacato e irmão, que conseguindo navegar, em um lugar de paz e oração vamos multiplicar os poetas, a poesia e o amor, só assim estaremos mais próximo do que Cristo nos ensinou.
Um novo mundo em formação, sem ódio e sem rancor, repleto de amor e paixão, como o pai nos ensinou, sem mesquinhez nas palavras, abraçar o nosso irmão, e contemplar o amor.
É só tomarmos por base, a pureza do mundo infantil, correr no quintal da infância, em nossas férias sagradas, pensando somente e empinar pipas, correndo sem direção, assobiar chamando o vento, nessa nova contemplação.
Esse é portanto, o mundo da criança, do lar que vive a recordar, sentado lá no terreiro, há contemplar o Luar.
Esse mundo sem fronteiras, é só dá azo ao pensamento, existindo dentro de nós, bem arrumadinho por dentro.
Lua cheia
Ontem fiquei abismado ao ver uma lua tão bela, descendo bem de mansinho, adentrando a minha janela.
Fiquei horas a fio a contemplá-la e, em alguns momentos, senti que ia tocá-la! Gigantesca lua cheia, que me deixou emocionado, e meu São Jorge guerreiro eu vi ali retratado.
Quando damos asas ao pensamento, podemos tudo pensar e os olhos vão remeter para o cérebro poder gravar com tanta exatidão, tão belo quanto o clarão do luar.
Ó Deus, que tanta satisfação de ser agraciado com esse Luar do Sertão, pois o que posso dizer é que o amo de paixão,
Meu luar, meu sentimento, meu tesouro abençoado, inexistindo qualquer joia de valor inestimável, presente do altíssimo por nossa fé inabalável.
* José Olívio de Sá Cardoso Rosa é advogado, escritor, poeta e compositor
