As reclamações são agora diárias e cada vez em forma de indignação pela intensidade dos desrespeitos aos direitos de ir e vir dos usuários de transportes coletivos. O problema é antigo, mas na atual administração municipal tomou uma proporção bem ampla pela postura de inércia do poder público. A indiferença é de uma dimensão ampla, não apenas na questão dos serviços, mas na grave problemática relacionada a falta de abrigos nas paradas e acessos a dezenas de comunidades.
Infelizmente, o que fica é que os usuários de coletivos estão sendo penalizados pela falta de um mínimo de respeito da Prefeitura de São Luís com a população, uma vez que o serviço de transporte coletivo é dela e como tal deve fazer, com que ele funcione com seriedade, qualidade dos serviços e ônibus em condições regulares para atender aos direitos dos passageiros.
Todos os dias, coletivos com panes mecânicas causam sérios problemas a trabalhadores e estudantes, com a total indiferença da fiscalização do Executivo Municipal. Um questionamento que vem sendo feitos por várias comunidades, reside nos subsídios que a Prefeitura de São Luís para as empresas de transporte coletivo, que ao invés de melhorar os serviços, os tornam cada vez precários e de uma deficiência intolerável. Apesar da gravidade do problema, não se vê qualquer tipo de manifestação das instituições públicas em dar um basta na esculhambação e faça valer o respeito que os cidadãos e cidadãs merecem por direito.
Cobrar um posicionamento da Câmara Municipal de São Luís e do Ministério Público não é querer muito, uma vez que as duas instituições estão indiferentes aos direitos e interesses coletivos. O momento exige da população uma organização comunitária com ações bem efetivas e que incomodem o Poder Público. Elas podem iniciar com cobranças públicas através de abaixo assinado ao Executivo Municipal, ao Legislativo Municipal e Ministério Público referendadas por assembleias com união de várias comunidades. Há necessidade de um despertar da população para a formação de uma consciência crítica. Todos precisam entender que político não faz favor ao povo, muito pelo contrário, eles têm o dever de prestar contas constantemente das suas ações, das aplicações dos recursos com transparência, e também, sobre as emendas parlamentares. A partir das ações organizadas, as comunidades poderão ter os seus direitos respeitados. Basta alguém ter a primeira iniciativa e os demais virão, sem medo e coragem para luta.
Fonte: AFD