O que impede a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de reunir com quilombolas em greve de fome na sede do INCRA

      aldir

  Perseguidos por décadas decorrente do desrespeito aos seus direitos constitucionais e vítimas constantes engodos de instituições do poder público, com destaque para o INCRA e o ITERMA, os quilombolas maranhenses dão demonstrações claras de que estão dispostos a dar vidas para terem direito legal a terras que lhes pertencem e poderem ter uma vida digna para construírem suas famílias e com o suor de cada dia retirar do solo o pão de cada dia. Grupos da Baixada Maranhense estão ocupando a sede do INCRA e várias pessoas estão em greve de fome.

      A Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado, tem procurado intervir e assumir a participação em diversos setores sociais em que há conflitos e em outros que podem propiciar projeção aos parlamentares, principalmente o presidente deputado José Inácio Rodrigues Sodré.

      O estranho é que ela se omitiu totalmente a ver a realidade e cobrar providências do próprio parlamento, do executivo e do judiciário, o caso das mais de 200 mulheres que foram vítimas de atendimentos médicos deficientes e precários e em local desumano como a maternidade Carmosina Coutinho, e acabaram perdendo seus filhos, muitos dos quais em situação de desaparecimento. Também deixou de ver a realidade de mais de 20 crianças que ficaram cegas por erros médicos maternidade do município de Caxias, que tem como prefeito um sobrinho do presidente do Poder Legislativo Estadual.

      A Comissão também se recusou a participar de uma reunião da Ouvidoria Agrária Nacional com a Comissão Nacional de Combate a Violência no Campo, Ministério Público Federal, INCRA, Igreja Católica e os Movimentos Sociais Quilombolas que lutam pela desapropriação de áreas e regularização fundiária. As entidades e inúmeras lideranças de outros conflitos agrários no Maranhão fizeram inúmeras denúncias às autoridades federais justamente contra o ex-superintendente do INCRA, o bacharel em direito José Inácio Rodrigues Sodré, que já é réu em processo na Justiça Federal e deve ser indiciados em inúmeros outros processos por malversação de grandes recursos públicos, principalmente de grande parte destinada para os povos quilombolas. Pesa também contra o parlamentar do PT, acusações de negociações com políticos e empresários do agronegócio para prejudicar milhares de posseiros, com grande destaque para a Baixada Maranhense e de um modo especial o município de Codó.

      No momento em que os quilombolas dão demonstrações claras de que não estão mais dispostos a serem objetos de engodo, uma vez que segundo relataram o atual deputado José Inácio, os enrolou por sucessivas vezes, assim como a direção do ITERMA. Estão em greve de fome e querem uma solução definitiva para os seus problemas, haja vista que existem processos no INCRA com mais de 20 anos para desapropriações e regularizações fundiárias, sendo que grande parte tinham recursos assegurados para a solução no período da administração de José Inácio Sodré Rodrigues e nada foi feito e ninguém saber onde os recursos foram parar. Como o presidente da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado, não tem valores morais para dialogar com quilombolas, os demais parlamentares bem que poderiam ir até o local para serem informados da verdadeira realidade

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