A iniciativa do presidente Lula e do ministro Fernando Hadadd, cortando a suplementação para o seguro rural irá prejudicar pequenos e médios produtores rurais, principalmente da região Sul, que tiveram os seus plantios atingidos por fortes chuvas e ventos, com registros de casos de perdas superiores a 80%.
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Pedro Lupion (PP – PR) criticou a negativa do Ministério da Fazenda para suplementação de R$ 500 milhões ao seguro rural. “Infelizmente, não há muita surpresa. Vimos na semana passada um anúncio político dessa verba e agora a negativa desse volume. Essa é mais uma das promessas e compromissos desse governo com o nosso setor que não foram cumpridas”, disse.
O líder da bancada ruralista não poupou palavras e disse que esse descumprimento de promessas tem sido a praxe do governo Lula.
“A promessa foi feita quando eles mesmo já sabiam que não pagariam o seguro rural, tema tão caro para nós e tão necessário principalmente por conta das enchentes no Sul e seca na região Norte. Não estamos falando apenas de 500 milhões, mas também de um corte de R$ 140 milhões e de R$ 1,5 bilhão prometido que não há previsão. Ou seja, o Plano Safra 2023/2024 fica muito prejudicado já que o produtor rural não conta com garantias”, ressalta.
Os cortes afetam, principalmente, os pequenos e médios produtores rurais, em função das fortes chuvas que atingiram principalmente a região Sul do país, afetando negativamente as lavouras e criações. Segundo informações de bastidores, os cortes teriam motivação política, após os parlamentares da bancada ruralista se mobilizarem pela derrubada total dos vetos impostos pelo presidente Lula à Lei que regulamentou o marco do temporal das reservas indígenas, aprovada recentemente no Congresso Nacional. A sessão para análise dos vetos deve ocorrer na semana que vem, no Senado.
Jornal do Agro