O ministro da Justiça Flávio Dino está em apuros. Pela primeira vez, ele está encurralado de verdade e a chance de sofrer duras consequências é real. Diante da revelação sobre as duas reuniões dentro do Palácio da Justiça nas quais estava presente Luciane Barbosa, esposa de um líder do Comando Vermelho (CV) no Amazonas, Flavio Dino resolveu “fugir” de uma coletiva de imprensa. Em seu lugar ele colocou o secretário de Assuntos Legislativos, Elias Vaz, para prestar esclarecimentos.
Na coletiva, Elias Vaz foi “jogado aos leões” e assumiu que “cometeu um erro” ao se reunir com uma pessoa de procedência desconhecida. Ele afirmou que a reunião foi marcada, inicialmente, pela ex-deputada estadual Janira Rocha (Psol) para receber mães que tiveram os filhos assassinados e pediam por justiça.
Sobre Flavio Dino, Elias afirmou:
“Ele não ficou satisfeito. Ele, sempre gentil como é, me chamou a atenção, disse que eu deveria tomar mais cuidado com as pessoas que recebo. Falo isso de forma pública. A partir de agora, tenho que ter mais cautela.” O secretário, não soube justificar o não registro no Ministério da Justiça, da audiência de Luciane Barbosa, dama do tráfico do Comando Vermelho.
Um pedido de impeachment contra Flávio Dino já está sendo redigido na Câmara dos Deputados, em que está sendo lembrada visita dele ao Complexo da Mare no Rio de Janeiro, sem escolta.
Jornal da Cidade Online