Todas as vezes que o Governo do Estado anuncia registros de reduções de assassinatos na Região Metropolitana de São Luís e assaltos a bancos, arrombamentos a caixas eletrônicos e saidinhas bancárias sou bastante questionado por dezenas de pessoas, as quais querem saber quais os milagres operados para a obtenção dos percentuais apresentados, que em nada refletem perante a população. Registram que a realidade mostra é o crescimento da violência e os avanços cada vez maiores das drogas, com o consumo exacerbado e abertamente nas ruas, avenidas e logradouros públicos.
Assaltos com roubos de celulares, bolsas, correntes e outros objetos de uso pessoal, estão banalizados de tal forma, que as vítimas não fazem registros policiais, a não ser quando perdem os documentos, em razão da exigência do boletim de ocorrência para a concessão da segunda via. Se existe, ela deve estar sendo trabalhada bem reservada, uma vez que para o enfrentamento a violência independente das ações policiais se tornam necessárias a criação de politicas sociais, com observações importantes para a educação, saúde, geração de emprego de renda e programas para atender ao direito digno de milhares de família, que passam fome e vivem na mais absoluta miséria, Essa realidade, que antes vivia escondida nos interiores do estado, ganha proporções cada vez maiores na capital.
Não tenhamos dúvidas, que diante da recessão econômica, com o desemprego em escala bem crescente, o tráfico e consumo de drogas ocupando espaços cada vez maiores e a inexistência de programas sociais específicos para pelo menos amenizar a situação, a tendência é que a violência seja cada vez mais acentuada. Durante o mês de agosto foram registrados 80 assassinatos na Região Metropolitana de São Luís, acrescidos de 03 decorrentes de roubos seguidos de mortes, mais 05 ocasionados inicialmente por lesões corporais, dois causados por intervenção policial e finalmente duas mortes que as causas não estão esclarecidas. Foi um total de 92 mortes, sendo que mais de 80% foram praticadas com a utilização de arma de fogo. Um fator bem sério, que de há muito foi identificado pelo Sistema de Segurança Pública é que muitos assassinatos estão sendo praticados com a utilização de armas de uso restrito.
Sei perfeitamente, que acabar com a violência, principalmente na atual conjuntura politica, social e econômica é utopia, mas enfrentar para tentar amenizar é possível, não só com pessoal, viaturas, armas e equipamentos técnicos, mas com politicas sociais efetivas, sem discursos retratando o passado e nem teorias, sem as praticas que se fazem necessárias.
