Os sucessivos assaltos aos Correios, a bancos e explosões de caixas eletrônicos com a destruição das agências, estão causando sérios problemas para a população dos municípios que foram atingidos pela violência armada. Os beneficiários do programa bolsa família, da assistência continuada, aposentados e pensionistas do INSS, estão sendo os mais prejudicados.
Em apenas um mês, no município de Monção foram registrados assaltos aos Correios, ao Bradesco e explodiram caixas eletrônicos do Banco do Brasil. As praticas criminosas foram com certeza absoluta, de que os bandidos não acreditam no Sistema de Segurança Pública, que poderia ter feito um trabalho de prevenção a partir do primeiro caso, mas esperaram o segundo e o terceiro e não se sabe se já foram adotadas providências, que deveriam anteceder ao primeiro problema, Se existe realmente um trabalho preventivo, um município com duas agências bancárias e uma agência dos Correios, teria que merecer uma atenção planejada e que poderia ter evitado as ações criminosas.
A realidade é que há milhares de pessoas pobres e humildes prejudicadas em todo o Maranhão pelos avanços dos assaltos e das explosões de agências bancárias. Os casos em que os estabelecimentos bancários foram destruídos, os agentes financeiros não estão reconstruindo, por falta de segurança e isso proporciona a que muita gente chegue a gastar até 30% dos benefícios em deslocamentos para outros municípios, além de se tornarem alvos para assaltos.
Na capital, os assassinatos são cada vez mais acentuados e o registro de mais de 500 mortes no presente exercício, são em sua maioria dos avanços do tráfico de drogas. Os assaltos diários em que as vítimas perdem celulares, correntes, bolsas e outros pertences, a maioria não é registrada, uma vez que estão banalizados, a não ser quando há necessidade de um BO para a segunda via de documentos. A população vive constantemente com medo, quer seja em casa ou nas ruas, levando-se em conta a audácia da bandidagem. Os assaltos a coletivos são bem crescentes e os bandidos desafiam as autoridades praticando delitos em locais bem manjados, o que de certo modo, não levam a sério os anúncios de policiamento preventivo,
O que se constitui em verdadeira hipocrisia do Governo do Estado, reside em constantes comparações entre homicídios e assaltos a bancos, em relação ano passado. No mês em que os números foram menores se coloca para a população com estardalhaço de que está ocorrendo redução, como uma tentativa de justificativa desrespeitosa a população, principalmente da capital, onde está o maior cerne do problema. A verdade é que o ano passado o problema tomou dimensões graves e no novo governo a dimensão é bem ampla. Não está havendo efetivamente enfrentamento e parece até que há falta de um planejamento estratégico, por falta de pessoal ou condições de trabalho. Por exemplo, a ROTAM, que era vista constantemente nas ruas e nos bairros, a impressão que fica é que ela desapareceu.
Volto a afirmar, que se não houver ações sociais efetivas e não o tão conhecido clientelismo com a presença do Poder Público nas comunidades, com educação, saúde, empreendedorismo e valorização das pessoas como seres humanos, não iremos a lugar algum. Os trabalhos feitos pela Segurança Pública com os Conselhos Comunitários, pouco ou nada floresce justamente em razão do clientelismo e as decisões das ações não serem objeto de ampla discussão da base da população, mas simplesmente imposta pelas autoridades.
Entendo que o enfrentamento a violência não é só responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública e da Policia Militar, mas da união de todos os segmentos governamentais e do Poder Legislativo, que fica cobrando sem oferecer a sua participação, do Ministério Público e do Judiciário, sem excluir todas as entidades da sociedade civil organizada. Propor ações planejadas envolvendo a todos é de responsabilidade do Governo do Estado.
