Correntes colocadas ostensivamente nas duas esquinas garantem a privatização do trecho da Cândido Ribeiro
Foram mais de seis anos a interdição da rua Cândido Ribeiro, no trecho entre as ruas do Mocambo e da Inveja. Todo o trecho ficou deserto e referência para a criminalidade e viciados em drogas. O perigo foi tão ameaçador, que muitas famílias tiveram que se mudar de casas próximas ao local interditado, temendo pelos sérios riscos a que estavam expostas as suas vidas. A Universidade Federal do Maranhão levou um pouco mais de seis anos para fazer a restauração do prédio em que funcionou a Fábrica de Tecidos Santa Amélia, do período em que o Maranhão foi referência mundial na produção de algodão e a sua indústria têxtil tinha mercado assegurado na Europa. Por muitos anos, o conhecido algodão de farmácia vendido nos principais mercados mundiais era produzido em São Luís pela fábrica Martins.
A Universidade Federal do Maranhão pelo período em que interditou uma rua de referência histórica da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, nunca deu qualquer satisfação aos seus moradores, muito pelo contrário retirou deles o direito de transitar como pedestre e circular com os seus veículos.
Para surpresa dos moradores, a Universidade Federal do Maranhão ao fazer uma grande festa para a entrega do prédio à administração da instituição de ensino superior, simplesmente decidiu privatizar o trecho da rua Cândido Ribeiro entre as ruas do Mocambo e da Inveja, impedindo o tráfego de veículos e em algumas ocasiões de pessoas, de acordo com os interesses da UFMA. Estive conversando com alguns moradores e eles pretendem se organizar para cobrar das autoridades informações sobre em quais os princípios ou emanados da leifoi utilizado pela UFMA para privatizar o trecho de uma importante artéria do Centro Histórico de São Luís.
