Vereador Francisco Chaguinhas diz que as autoridades precisam fiscalizar lagos com resíduos de bauxita da Alumar

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A tragédia ambiental causada pela empresa Samarco, com o rompimento de lagoas de resíduos de ferro, que destruiu grande parte do município de Mariana e causou danos irreparáveis a mais de 40 outros municípios. Os prejuízos ambientais são de valores incalculáveis e a recuperação de rios, lagos, florestas, manguezais e do solo podem levar mais de 50 anos. Quantos aos prejuízos culturais com perdas de prédios e monumentos históricos com referências para o turismo, não há como haver a recuperação.

     Hoje o vereador Francisco Chaguinhas me disse que vai pedir aos seus colegas de parlamento, que seja dada uma celeridade para a visita que vereadores e ambientalistas devem fazer a Alumar e a Vale. Infelizmente as Secretarias de Meio Ambiente estadual e municipalnão fiscalizam nada, não protegem nada e se especializaram em fornecer licenças danosas ao meio ambiente e prejudiciais a população. O interessante é que existem compensações dos grandes projetos com a disponibilidade de recursos e ninguém sabe quais a destinação.

      O Senado Federal está em vias de aprovar uma CPI para investigar a tragédia da Samarco em Minas Gerais, que também irá ver a realidade de lagos de resíduos em vários Estados da Federação, O vereador Chaguinhasregistra, que como em São Luís, as informações sobre os lagos de bauxita são de desconhecimento público e acredita que os procedimentos de fiscalização possam ser idênticos a da Samarco, em que ela contratava uma empresa particular e pagava pelo serviço para ter um laudo para apresentação às autoridades, temos a obrigação de iniciar uma luta para mudar procedimentos de tal ordem.

       Apesar das informações de a Alumar tem um lago de resíduos de bauxita maior do que a Lagoa da Jansentemos informações de que em 2005 a Alumar teria divulgado através do jornal Gazeta do Brasil, que havia construído um reservatório com uma área de 50 hectares, com recursos da ordem de 45 milhões de dólares com a observação de vida útil de apenas seis anos e era o quarto lago construído pelo Consórcio de Alumínio do Maranhão S/A – Alumar, formado pela Alcoa, BHP Billiton e Abalco, observando-se que a BHP Billiton é integrante do grupo Samarco, registra com bastante preocupação o vereador Francisco Chaguinhas.

A Alumar já causou muitos prejuízos

 

      O vereador Francisco Chaguinhas registra que existem muitas denúncias de prejuízos causados pela Alumar a milhares de famílias que residem nas imediações do seu polo de produção de alumínio. Infelizmente, a influência da multinacional junto a vários segmentos dos poderes constituídos e a troca de favores já denunciados impedem investigações pelos órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental. Acredito que a Câmara Municipal com a iniciativa do vereador Fábio Câmara possa criar mecanismos para uma ampla fiscalização para responsabilizar a Alumar pelos crimes ambientais praticados. Chaguinhas registrou que, por ocasião da construção do empreendimento, foram feitas inúmeras denúncias de destruições criminosas de riachos, dentre os quais de reprodução de crustáceos, além de imensas áreas de mangue. Muitas áreas não podiam nem ser utilizadas para a agricultura de subsistência, pelas famílias prejudicadas, até quando a Emater-Ma intermediou em favor dos moradores da Itapera,

      A minha preocupação é que todos procurem medidas preventivas para evitar que problema idêntico ao de Minas Gerais, não ocorra no Maranhão.

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