Repercutiu favoravelmente a palestra que o coronel Ivaldo Barbosa, da reserva renumerada da Policia Militar do Maranhão fez na sede do Sindicato dos Professores do Município de São Luís, no primeiro dia de paralisação nacional da categoria convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.
O coronel Ivaldo Barbosa atendeu convite para abordar o tema: “Violência e sua Influência no Espaço Escolar” e participar de um debate com os professores presentes, que vêm denunciando a crescente violência nas escolas públicas municipais, causando sérios problemas para a comunidade estudantil, professores e servidores dos estabelecimentos de ensino.
Inicialmente o coronel Ivaldo Barbosa abordou importantes aspectos relacionados com a conjuntura politica, social e econômica, com reflexos negativos nos segmentos sociais e com tendências de crescimentos maiores com o avanço do desemprego e as drogas tomando proporções imprevisíveis. As mutações sociais influenciaram negativamente os valores e padrões de comportamentos em todos os segmentos sociais e as escolas foram as mais atingidas. Infelizmente, e por falta de investimentos na qualidade do ensino, ela vem perdendo o seu importante papel pedagógico de formadora. O enfrentamento à violência nas escolas não pode e nem dever unicamente através de ações de repressão policial. Primeiramente deve-se olhar para dentro dela, identificando os problemas existentes na população estudantil e oferecer os tratamentos adequados. Por exemplo, temos crianças e jovens que vão para as escolas com fome e nelas nunca existe merenda escolar; os que sofrem violência da família e nas escolas procuram fazer os colegas de mecanismo de defesa; os que são instrumentos de traficantes para a venda e consumo de drogas e inúmeros aspectos dentro do contexto, registrou o coronel.
Mais adiante relatou que, a violência que vem das ruas tem ligação concreta com a escola, principalmente com a questão das drogas. Um professor, um servidor ou um aluno, que identifique o tráfico dentro dos estabelecimentos de ensino e mesmo sem terem feito qualquer denúncia correm risco de vida e a escola pode sofrer a represália com a destruição do estabelecimento, como temos visto atualmente, daí que o problema vem de fora, que inclusive merece até mesmo um acompanhamento familiar. A verdade é que a problemática é de conhecimento dos gestores maiores do Sistema de Educação. Não podemos generalizar, uma vez que em algumas escolas públicas já existem trabalhos com a prevenção e acompanhamento, que requer acima de tudo muita sensibilidade.
A questão de vigilantes para escolas públicas, eles deveriam antes passar por um treinamento através de uma equipe envolvendo policiais civis e militares, assistentes sócias e professores, com vistas a que tenham uma noção exata de que ele não será apenas um vigilante para evitar problemas e garantir segurança, mas ter conhecimentos de que é uma pessoa que está naquele local para contribuir com a educação, afirmou o coronel Ivaldo Barbosa.
A palestra do coronel Ivaldo Barbosa foi bastante participativa nos debates e ele recebeu inúmeros convites para visitar escolas e fazer palestras seguidas de debates com professores, alunos e seus familiares.
