A passagem do deputado estadual José Inácio na Superintendência do INCRA foi marcada por corrupção e ele é réu na Justiça Federal

           aldir

  Depois que várias entidades da sociedade civil voltadas para o meio rural decidiram se aliar ao Governo do Estado, passando a ocupar cargos na administração pública, os problemas de trabalhadores e trabalhadoras rurais, quilombolas e povos indígenas quanto a garantia de diretos e dignidade foram deixados para trás e até o Movimento Sindical Rural perdeu muito do fervor da sua luta e tem se mostrado bastante apático e ausente das lutas.

             A verdade é que com muitas dificuldades, a Comissão Pastoral da Terra com a determinação de luta intensa do advogado Rafael Silva, tem conseguido enfrentar políticos, latifundiários, grileiros e empresários do agronegócio. Não se pode deixar de registrar o empenho de muitos religiosos, com destaque para o bispo Sebastião Bandeira, da Diocese de Coroatá e Dom Enemézio Lazzaris, da Diocese de Balsas e atual presidente nacional da Comissão Pastoral da Terra.

             Devido essa realidade, lideranças quilombolas e de grupos de trabalhadores e trabalhadoras rurais, estão tomando a decisão de fazer denuncias diretamente ao Ministério Público Federal.

              A Superintendência do INCRA no Maranhão, durante os dois primeiros mandatos de Lula e o primeiro de Dilma, se tornou no Maranhão, uma instituição praticamente de propriedade do Partido dos Trabalhadores, com a total ingerência em todos os níveis do ex-vice-governador Washington Macaxeira, hoje Ministro do Tribunal de Contas do Estado. Quase todos os superintendentes indicados por ele para a gestão do órgão federal, acabaram se envolvendo em improbidades administrativas e respondem processos na Justiça Federal.

              Diante das denuncias de improbidades e corrupção deslavada praticada pelo então ex-superintendente do INCRA e hoje deputado estadual José Inácio Sodré, além das ações que já o tornaram na réu na Justiça Federal, poderá ser indiciado em outras, inclusive no vergonhoso caso do município de Itinga. A verdade é que trabalhadores e trabalhadoras rurais e povos oprimidos pela classe politica e empresários do agronegócio, estão se conscientizando que podem perfeitamente denunciar todos os elementos corruptos ao Ministério Público Federal.

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