
É prática comum de bancos associarem isenção de pagamento de pacote de tarifas às aplicações financeiras. No entanto, ao achar que está economizando cerca de R$ 1 mil anuais, por exemplo, um cliente que tem R$ 300 mil aplicados pode ter uma perda real anual de até R$ 4 mil. Vamos usar como exemplo um investidor conservador que tem R$ 200 mil em um fundo DI que cobra taxa de 1,5% ao ano. Este cliente paga R$ 3 mil por ano de taxa. Um fundo praticamente igual, que investe nos mesmos títulos públicos pós-fixados, está disponível nas plataformas digitais de investimentos com taxa de 0,2% ou até menos – equivalente a R$ 400 por ano.
Ou seja, ele pagou R$ 2,6 mil a mais por ano ao banco. Os outros R$ 100 mil que um cliente deixa em CDBs, que remuneram a 90% do CDI, rende perto de R$ 4,6 mil por ano – já descontado o Imposto de Renda.
Se este cliente investisse em um CDB que paga 120% do CDI ele teria retorno de R$ 6,1 mil líquidos por ano. Ou seja, R$ 1,5 mil a mais que no CDB do banco. Por ano, numa plataforma aberta é possível lucrar R$ 15,9 mil ano, enquanto com dinheiro aplicado em um banco esse valor chega a R$ 11,8 mil.
Para investidores que podem aplicar menos de R$ 100 mil, as condições são piores. Há fundos DI que chegam a cobrar 3% ao ano – 15 vezes mais que os fundos mais baratos disponíveis.
Assessores de investimentos recomendam migrar a conta do banco tradicional para uma conta digital isenta de tarifas. E abrir uma conta nas empresas de investimentos com plataforma aberta, como a XP Investimentos, a Rico ou a Clear. Estas plataformas oferecem CDBs, LCIs, LCAs e outras aplicações de renda fixa com taxas mais atrativas e com variados prazos de vencimentos e de carência.
Fonte: Yahoo Finanças