“Boa parte da mortalidade hoje pela covid-19 no País, acontece por mau manejo do tratamento médico”, avalia especialista

Em entrevista ao portal Brasil61.com, o doutor Fabricio da Silva, uma das referências no tratamento da Covid-19 no Brasil, traça um panorama do que se sabe sobre a doença e dá dicas sobre o tratamento médico

O Brasil registrou 739 óbitos por causa da Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o Ministério da Saúde. De 12 de março de 2020 até esta segunda-feira (28), mais de 513 mil brasileiros morreram em decorrência da doença. E em meio às dúvidas que autoridades, profissionais de saúde e população enfrentam no combate à pandemia, ao menos uma certeza parece se consolidar: mais brasileiros poderiam fazer parte da “estatística do bem”, a de pessoas que se recuperaram do novo coronavírus.

A avaliação é do Dr. Fabricio da Silva, médico especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. “Boa parte da mortalidade hoje, no País, acontece por mau manejo do tratamento médico da Covid-19. A doença é grave, sem sombra de dúvidas, mas a mortalidade precoce destes doentes é porque o manejo está sendo inapropriado”, afirma.

Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e a Rede Covid-19 Humanidades, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apontou que 70% dos profissionais de saúde se sentem despreparados para enfrentar a pandemia da Covid-19.

Para Fabrício, que também é especialista em Covid-19 na forma grave, o manejo correto dos pacientes em estado grave impacta diretamente na chance de sobrevida dessas pessoas, algo que o País não soube equalizar, até o momento. Ainda há tempo, ele diz.

“Estamos há mais de um ano de pandemia e o Brasil não fala uma língua única no tratamento do paciente grave com Covid. Isso é inadmissível. Claro que nós não sabemos curar a Covid, mas já sabemos tratá-la de maneira efetiva, reduzir significativamente a mortalidade e gerar menos danos com o tratamento. Então, criar um protocolo, uma cartilha ou, pelo menos, um eixo de tratamento para os pacientes graves, é fundamental”, indica.

Levantamento da Fiocruz intitulado “Condições de Trabalho dos Profissionais de Saúde no Contexto da Covid-19” mostra como quem está na linha de frente do atendimento visualiza os problemas. Quase 40% dos profissionais de saúde alegaram ausência de estrutura adequada para realização das atividades, fluxos de internação ineficientes e despreparo técnico para atuar na pandemia.

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil 61.com, o doutor Fabricio da Silva, que já atendeu mais de 500 pacientes com a Covid-19, entre eles autoridades políticas, como ministros de Estado, senadores e deputados, detalha o que já se sabe sobre a Covid-19 e sugere caminhos para um enfrentamento à pandemia mais efetivo.

Orientação

Para evoluir, é necessário aprender com os erros do passado. E não é diferente no combate à Covid-19. Autoridades de saúde e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) orientaram, por diversas vezes, no início da pandemia, que os cidadãos só deveriam procurar atendimento médico quando sentissem sintomas mais severos, como a falta de ar.

Segundo Fabricio, o “Fique em casa” para quem estava com o novo coronavírus teve impactos negativos no tratamento dessas pessoas. A recomendação, hoje, é diferente, inclusive do próprio Ministério da Saúde. Aos primeiros sintomas, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde.

“A recomendação inicial era ‘uma vez com sintomas gripais, com diagnóstico da Covid-19, fique em casa e procure o hospital caso tenha queda de saturação ou piora na falta de ar’. Esse conceito caiu por terra. Hoje, a recomendação é cada vez mais, termos o acompanhamento de perto, o diagnóstico precoce”, diz.

O especialista indica que, quanto antes o quadro clínico for compreendido pelo profissional de saúde, mais fácil será se antecipar a uma eventual piora da doença.

Diagnóstico imediato

Entre tantas incertezas no trato com a enfermidade, algumas questões se tornaram previsíveis após as experiências dos que lidam com a Covid-19 na ponta, diariamente, e evidências científicas, diz o médico cardiologista. A principal delas é o ciclo da doença, explica.

“A Covid-19 tem um curso de evolução muito típico. Uma fase gripal, que dura de 3 a 5 dias. O paciente pode ter alguma melhora ou ficar estagnado na evolução após esse período. E a partir do 7º, 8º dia, há a fase, onde a doença pode acometer o pulmão. O pico dessa evolução vai acontecer entre o 10º e o 12º dia após o início dos sintomas.”

Na corrida contra o tempo, cada dia faz a diferença. Por isso, ele reforça a importância de agilidade dos laboratórios na disponibilização dos exames de diagnóstico para o novo coronavírus. “Você demorar nesse diagnóstico, pode impactar, porque dia a dia a doença evolui.”

Acompanhamento

Fabricio destaca que, mesmo nos casos leves da Covid-19, é necessário o acompanhamento médico de perto. Descartar a possibilidade de a doença evoluir para uma forma grave após os primeiros exames não apontarem maior anormalidade e liberar esses pacientes é um erro grave, justamente por conta do ciclo da doença.

“Eu sempre sugiro que tenha uma reavaliação lá pelo oitavo, nono dia, justamente para definir se o paciente vai ter uma potencial chance de evoluir para uma forma mais grave, se vai começar a esboçar pneumonia”, aconselha.

Na maior parte dos casos, é no início da segunda semana após o surgimento dos primeiros sintomas, que os pacientes começam a apresentar comprometimento pulmonar. É nesta hora, ele detalha, que os profissionais de saúde podem lançar mão de um aliado importante: a tomografia. “Realizar tomografia nessa fase é importante para definir o paciente que vai evoluir com acometimento pulmonar, com pneumonia pela Covid e para tentarmos otimizar o tratamento medicamentoso. Eventualmente, envolver a fisioterapia nesse cuidado e já traçar o planejamento de reavaliação, entendendo que ele está entrando na curva de piora da inflamação, em que o pico vai se dar lá no 10º, 11º, 12º dias. Essa noção de evolução e acompanhamento de perto é fundamental”, pontua.

Complicações

Durante o bate-papo, o doutor Fabricio também comentou algumas das complicações em decorrência da Covid-19. Entre elas, a trombose, cujo risco é aumentado por doenças infecciosas. Um estudo comandado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) indicou que a trombose atinge um a cada três pacientes da Covid-19 internados em UTI’s.

A complicação pode ser fatal.  “Isso agrava ou piora a capacidade do pulmão de fazer a oxigenação adequada. Se já temos o pulmão comprometido com doença grave e, de repente, agregado a isso, perdemos áreas efetivas do pulmão para realizar a oxigenação, porque elas estão obstruídas por coágulos, agrava a condição de maneira significativa”, explica o supervisor médico da UTI cardiológica do Hospital DF star – Rede D’or

O especialista e idealizador do projeto “CRITICOVID – Abordagens dos pacientes graves com COVID-19” comentou, também o conflito entre autonomia médica e capacitação para o tratamento dos pacientes com a doença, a importância do atendimento multiprofissional e as sequelas do novo coronavírus sobre as pessoas que se recuperaram.

Fonte: Brasil 61

 

Depois de 20 dias de fuga Lázaro Barbosa morre em troca de tiros com a polícia

Chegou nesta manhã, o fim da fuga do bandido Lázaro Barbosa, que agora está morto. Ele foi abatido por atiradores de elite da polícia de Goiás, quando travava troca de tiros com outros policiais na mata. O serial killer como chegou a ser qualificado era um elemento de elevada periculosidade.

Lázaro Barbosa era um bandido perigoso e calculista e já tinha inúmeros crimes, e recentemente quando empreendeu fuga matou 04 pessoas de uma família para praticar roubo, o que caracteriza latrocínio. Durante a sua saga de fuga, invadiu fazendas, estabelecimentos comerciais em busca de armas e munições e alimentos, mas a polícia afirma que ele recebeu importantes ajudas para conseguir escapar de ser preso.

Mesmo com a morte de Lázaro Barbosa, as autoridades continuarão com as investigações, diante de informações de que o bandido era utilizado por fazendeiros para expulsar moradores de terras e até mesmo dar sumiço em muita gente. A verdade é que vinha recebendo ajuda de inúmeros que serão investigados.

Os policiais que participaram da operação vibraram após colocar o bandido na ambulância com a constatação de que ele já estava morto. A população da área em que o bandido foi morto comemorou e muita gente que havia abandonado as suas casas, mostravam-se aliviadas com o retorno aos seus lares.

Jornal da Cidade Online

Roseana lidera pesquisa ao governo e Weverton Rocha, Carlos Brandão e Roberto Rocha aparecem empatados

Apesar de alguns políticos terem se manifestado contrários ao debate político neste momento sobre a sucessão governamental, diante da necessidade de concentração de esforços para enfrentamento a pandemia, as discussões avançam e claramente estamos vendo abertamente campanhas políticas. As vacinas contra a covid-19 encaminhadas pelo Governo Federal estão se constituindo em instrumentos políticos partidários e o Ministério Público Eleitoral se mantém indiferente.

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Datailha indica que a maioria dos eleitores pesquisados sobre candidatos ao governo do Maranhão, o nome da ex-governadora Roseana Sarney aparece na liderança, seguido do senador Weverton Rocha, do vice-governador Carlos Brandão e do senador Roberto Rocha empatados tecnicamente.

No mesmo cenário estimulado, a pesquisa registra também os nomes do deputado federal Josimar de Maranhãozinho e do prefeito Lahesio Bomfim. O secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo aparece na pesquisa com menos de 2%, mas como estamos bem longe das campanhas e do pleito, todos os citados podem surpreender, assim como devem surgir outros postulantes ao Executivo Estadual. A pesquisa do Datailha foi realizada entre 10 e 12 de junho ouvindo 2.179 eleitores. Ela apresenta como margem de erros de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A ex-governadora Roseana Sarney ainda não se manifestou sobre possível candidatura, muito embora, venha sendo especulado o seu nome para concorrer Câmara dos Deputados. Ela esta semana deve assumir a presidência do MDB e recentemente afirmou que o seu partido terá candidatura majoritária e que as eleições serão tratadas a partir de 2022, deixando bem claro que o momento é de união de todos para enfrentamento a pandemia.

Muito embora o governador Flavio Dino, ainda não tenha se decidido sobre quem apoiar como seu sucessor, mas vem dando amplas demonstrações de que será o vice-governador Carlos Brandão. A pesquisa mostra um quadro desconfortante para o Palácio dos Leões, muito embora ainda seja muito cedo para avaliações, mas pelo menos, fica uma demonstração de tendências. A verdade é que composições da oposição com dissidentes do grupo de Flavio Dino poderá mudar totalmente o quadro político e agravar ainda mais com os sucessivos desgastes do governador e a troca de partido que tem lhe rendido inúmeras críticas.

Como a política é movida pelos mais diversos acordos e interesses, as negociações acabam mudando quadros e definindo vitórias. Para tanto existem articulações e elas têm dois víeis, o de dar e receber. Os que não honram compromissos, não devem ser levados a sério dentro do jogo, por não merecerem confiança.

Fonte: AFD

 

Embaixador chinês no Brasil acusa países de distribuírem vacinas com efeitos colaterais

Um post feito pelo embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, levantou algumas dúvidas nas redes sociais nesta sexta-feira (25).

“A China, ao superar as imensas dificuldades da demanda doméstica, tem fornecido ao mundo as vacinas amplamente aplicadas na própria China. Mas certos países, vêm mandando aos outros os imunizantes que têm efeitos colaterais comprovados e seu uso doméstico proibido. Fiquem alertas pra isso”, escreveu Wanming no Twitter.

Com base em sua grave afirmação, deixamos aqui questões, cujas respostas, considerando o cargo e a representatividade do embaixador, dentro e fora do Brasil, como legítimo representante da China longe de suas fronteiras, deveriam ser respondidas com brevidade:

Quais são os países que vem mandando imunizantes para as outras nações e, principalmente, quais são esses imunizantes, cujos efeitos colaterais foram comprovados? Se possível, seria importante comunicar, ainda, quais são os efeitos.

Não sabemos como isso se chama na China, mas aqui no Brasil, Sr. Wanming, isso é conhecido como “dar nomes aos bois”. E seguir a regra é considerado de bom-tom!

Jornal da Cidade Online

Senadora Eliziane Gama pode ter casa penhorada por calote em gráfica do Piauí

                                                                                                                                                                           Do blog do Antonio Martins

A senadora Eliziane Gama está sendo processada pela prática de um calote aplicado na Gráfica SP Ltda., de Teresina (PI), conforme processo que tramita na 15ª Vara Cível de São Luís. A ‘Irmã’, como é mais conhecida, está inadimplente com uma dívida de R$ 165 mil contraída na campanha eleitoral de 2016, quando ela concorria ao cargo de prefeita na capital maranhense.

Como o débito não foi quitado na data combinada e a empresa tentou por sucessivos meios o pagamento e sempre recebendo promessas nunca honradas, ela ingressou com uma ação judicial fazendo a cobrança devida. Segundo informou o blog do jornalista Neto Ferreira, a gráfica piauiense ganhou todos os recursos interpostos pelos advogados de Eliziane Gama na justiça, mas a senadora se recusa a quitar o valor devido.

Essa semana, o juiz da 15ª Vara Cível de São Luís, Alexandre Lopes de Abreu, determinou que a senadora que sempre tenta se mostrar arauto da moralidade, pague imediatamente o valor de R$ 291.758,08 mil, quantia atualizada do débito.

Caso o pagamento não seja efetuado em três dias, após ser notificada via oficial de justiça, terá a casa penhorada judicialmente, conforme despacho.

“Transcorrido o prazo acima referido sem o cumprimento do mandado de pagamento, promova-se a penhora nos termos do art. 835 do CPC, com intimação da parte executada, ressalvada a permissibilidade do art. 829, §2º do CPC – cuja indicação, neste caso, deverá estar constante deste mandado de forma discriminada abaixo”, diz o despacho.

 

 

Avanço da pandemia e as aglomerações nos terminais de coletivos. Existe relação?

As autoridades municipais e estaduais sempre trataram os sérios problemas de aglomerações nos terminais e paradas e a superlotação dentro dos coletivos com muita indiferença, e pelo visto chegam até admitir impotência. Os usuários acabam ficando entregues a própria sorte, sendo contaminados pelo vírus e levando ele para diversos locais, dentre os quais as suas residências e o trabalho.

Dentro dos terminais não é constantemente a presença de bombeiros civis com orientações e ofertas de álcool gel, daí é que não é obedecida a orientação de distância entre os passageiros. A gravidade da situação é quando do desembarque e embarque em que muita gente entra na disputa com força para adentrar aos coletivos, pouco se importando com as consequências.

Estive conversando com duas senhoras no terminal da Cohama, as quais residem no conjunto da Ribeira. Disseram que trabalham como domésticas e que costumam chegar ao local por volta das 16 horas. Se conseguem pegar um coletivo depois da primeira meia hora podem chegar em casa entre às 18 e 18.30 horas. Quando o número de pessoas é muito grande, elas não conseguem embarcar e ficam sempre na espera, e o resultado é que conseguem chegar à Ribeira depois das 20 horas. A aglomeração é muito grande e por inúmeras vezes relatam que já tiveram as máscaras arrancadas. Se não tiverem reservas nas bolsas, podem ser retiradas de dentro dos ônibus e ainda na maioria das vezes são encoxadas e têm que se manterem caladas temendo por represálias, além de que a superlotação favorece aos maníacos e elas não conseguem escapar. É uma situação vergonhosa a que somos submetidas todos os dias, mas recorrer a quem? Perguntaram as duas domésticas que têm filhos pequenos para criar.

Fonte: AFD

 

 

Quatro em cada dez alunos podem abandonar a escola na pandemia, aponta estudo

Pesquisa encomendada pela Fundação Lemann, BID e Itaú Social mostra preocupação das famílias com o futuro dos jovens
Famílias, principalmente em situação de vulnerabilidade social, temem que seus filhos abandonem os estudos neste período de pandemia. Pais também observam que as crianças em fase de alfabetização enfrentam dificuldades no aprendizado. Esses sãos os principais resultados da pesquisa realizada pelo Datafolha com pais e familiares de estudantes de escolas públicas encomendada pela Fundação Lemann, BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Itaú Social.
Quatro em cada dez alunos estudantes podem abandonar os estudos neste período de pandemia. Essa falta de motivação tem aumentado conforme o tempo distante da sala de aula aumenta, como mostra a série de pesquisas. “Há um ano, quando começamos o estudo, 26% dos entrevistados tinham essa preocupação, agora temos esse salto de 14 pontos percentuais em um ano, um dado alarmante”, destaca a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Itaú Social, Patricia Mota Guedes.
“Quanto maior a vulnerabilidade da família, maior a chance desses jovens abandonarem os estudos como estudantes de áreas rurais, com baixo índice socioeconômico, negros ou pais com baixa escolaridade, esses números sobem para 5 em cada 10”, diz. “Percebemos que há um desgate do ensino remoto, existe uma dificuldade muito grande das famílias em manter a rotina de estudos, 7 em cada 10 dos entrevistados relatou esse problema.”
De acordo com o estudo, o problema é ainda mais grave entre estudantes negros — 43% estão no grupo de risco de abandonar a escola; entre os brancos, o percentual é de 35%, em famílias com renda mensal de até um salário mínimo o número chega a 48% e de áreas rurais 51%.

‘Não entendo nada do que a escola manda’, desabafa mãe de 2 filhos

“Os números não são exatamente uma surpresa, mas deixam claro que esse arranjo não presencial já chegou ao limite; no ano passado, no início da pandemia, a expectativa é que as atividades voltassem no segundo semestre ou no início deste ano, ninguém imaginou que o isolamento seguiria por tanto tempo”, destaca o diretor de políticas educacionais da Fundação Lemann, Daniel de Bonis.
Para os especialistas, quanto mais tempo distantes da sala de aula, os estudantes se desconectam da escola e o risco de evasão aumenta.
Outro aspecto destacado pela pesquisa é a questão da alfabetização. Segundo percepção dos pais e responsáveis, 51% das crianças não aprenderam nada novo ou desaprenderam o que sabiam; a maioria estava começando a ler e escrever no início da pandemia. “Os mais velhos têm mais autonomia, as crianças precisam da interação com o professor em sala de aula, ouvir os sons das letras, o que é muito difícil reproduzir no online”, explica Daniel.

“Não adianta passar de ano sem saber nada”, diz mãe de periferia

“Mesmo com o ensino hídrido, muitos jovens não puderam retornar às aulas presencias devido a falta de instalações para seguir os protocolos sanitários contra a covid-19”, observa a gerente do Itaú Social. E mesmo aqueles que conseguiram acessar as atividades, o tempo de exposição foi restrito, 45% das crianças tiveram apenas 2 horas de aula diariamente.
Esta foi a sexta onda da pesquisa, o próximo estudo deve ser realizado em agosto, quando partes das redes devem retomar as atividades presenciais. “Espera-se que a maioria dos professores estejam vacinados e as atividades possam voltar com segurança e será possível avaliar o impacto desse retorno”, afirma Patricia.
“Como balanço, podemos dizer que as desigualdades que já existiam se acenturam, acreditamos que as redes terão de fazer um planejamento com estratégias de diagnóstico de aprendizagem, recuperação, apoio individual, acolhimento e busca ativa para não voltarmos aos índices de 20 anos atrás”, conclui Patricia.

Fonte: Agência Câmara

 

Rede Globo do médico e do desrespeito às vítimas de crimes bárbaros e a justa indenização

Talvez, só talvez, a sociedade brasileira ainda tenha esperança de ser tratada com o devido respeito pelas suas instituições. Em uma rara boa notícia para os dias de hoje, a Rede Globo e o Médico Dráuzio Varella foram condenados a pagar R$ 150 mil de indenização para a família do garoto que foi estuprado e morto pelo travesti Suzy.

No ano passado, o Fantástico exibiu uma reportagem grotesca e completamente balizada por uma inversão de valores hedionda, onde o cruel criminoso foi alçado ao mais alto degrau do heroísmo (simplesmente por estar preso) e a família da criança vítima da crueldade do travesti, foi obrigada a reviver toda a sua dor, angústia e tristeza ao verem seu algoz sendo “santificado” pela maior emissora de TV do país.

Foi o suficiente para que o Brasil todo se indignasse e cobrasse da Rede Globo respeito às vítimas. Claro que a turma “progressista” se fez de desentendida e tentou justificar a agressão psicológica contra a família da vítima como uma simples ação de combate ao preconceito. Não adiantou.

A justiça entendeu o que o povo brasileiro já percebeu há muito tempo, a grande mídia progressista está indo longe demais. A glorificação do crime está sendo usada como ferramenta midiática para agredir diariamente os valores do cidadão honesto e a memória das vítimas dos bandidos.

É um pequeno passo, uma pequena vitória. Mas o simbolismo dela é forte; a minoria progressista, suja e podre da sociedade, fortemente representada nos meios midiático, cultural e acadêmico, ainda não tem passe livre para tripudiar sobre a dor do povo, fazendo dessa o caminho por onde escoam suas políticas imundas.

Frederico “Fred” Rodrigues

Escritor, Empresário e Comentarista Político. Membro fundador da Frente Conservadora de Goiânia e Membro da Direita Goiás.

 

 

 

Ministério da Saúde registra vacinação contra a Covid-19 nos quilombolas do Litoral Maranhense

Ao todo, cerca de 83% da população quilombola da região, que é composta por 13 municípios, recebeu a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus.

A vacinação contra a Covid-19 chegou para as comunidades quilombolas da microrregião do Litoral Maranhense. A região é formada pelos municípios de Alcântara, Cururupu, Central do Maranhão, Mirinzal, Cedral, Guimarães, Serrano do Maranhão, Bequimão, Bacurituba, Bacuri, Cajapió, Porto Rico do Maranhão e Apicum-Açu. Ao todo, cerca de 35.146 habitantes quilombolas vivem nessa região, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Ministério da Saúde, 29.170 quilombolas tomaram primeira dose da vacina contra o coronavírus, o que representa aproximadamente 83% da população.

Número de quilombolas que tomaram a vacina contra a Covid-19 na região do litoral maranhense, segundo o Ministério da Saúde:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Cururupu 1077 27
Central do Maranhão 712 2
Alcântara 13.375 7.315
Mirinzal 3.152 1255
Cedral 1571 441
Guimarães 1957 18
Serrano do Maranhão 2612 141
Bequimão 1637 48
Bacurituba 927 364
Bacuri 746 294
Cajapió 770 83
Porto Rico do Maranhão 520 0
Apicum-Açu 114 0

*Dados do dia 24/06/2021

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

O município de Alcântara, localizado na região metropolitana da capital maranhense, já vacinou 91% da população quilombola com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Segundo o IBGE, 70% dos habitantes de Alcântara são quilombolas, que estão nesta região desde o fim do período da escravidão. O município abrange o maior número de pessoas autodeclaradas quilombolas da microrregião do Litoral Maranhense. A cidade histórica, onde vivem 14.694 quilombolas divididos em 214 territórios remanescentes de quilombo, iniciou uma força-tarefa com agentes de saúde para imunização em massa dessas comunidades. De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, até o dia 24 de junho, 20.690 doses da vacina foram aplicadas no município.

A imunização desse grupo, que faz parte das prioridades da segunda fase do Programa Nacional de Imunização, começou no dia 29 de março. Um dos vacinados foi o enfermeiro e líder comunitário Sérvulo de Jesus Moraes Borges, de 58 anos. Ele destaca que a vacinação dos povos tradicionais dos quilombos é importante porque eles estão mais vulneráveis à infecção e não têm acesso imediato aos serviços de saúde. “Apesar de termos Sistema Único de Saúde (SUS), o SUS não chega com eficiência em todos os lugares. Por isso, é tão importante que nós, quilombolas, indígenas, ciganos, ribeirinhos e outros grupos tradicionais existentes no Brasil sejam vacinados”, completou.

Entre os quilombolas, Alcântara registrou 207 casos de contaminados pela Covid-19 e 17 óbitos desde o início da pandemia. A secretária de Saúde de Alcântara, Sormanne Branco, disse que o município conseguiu zerar o número de mortes e internações em decorrência do novo coronavírus após o início da campanha de vacinação. “Todos os dias recebo o relatório de atendimento. Ontem (o número) foi zero. Então, a gente percebe que a vacina e o trabalho de prevenção e conscientização dos órgãos de saúde realmente foram eficazes”, disse.

 A vacina é uma das principais formas de combater o novo coronavírus. Francieli Fantinato afirma que todas as vacinas que estão incorporadas no Programa Nacional de Vacinação (PNI) são seguras. Além disso, ela explica que é comum os vacinados apresentarem eventos adversos após a vacinação. “Na maioria das pessoas esses eventos são leves. Os eventos mais comuns observados, em relação à vacina contra a Covid-19, são dor de cabeça, dor no local da aplicação, febre, náuseas, dores no corpo, tosse e até mesmo diarreia. Em caso de eventos adversos pós vacinação orienta-se que os indivíduos procurem a unidade de saúde para ser acompanhados pelo serviço”, explica a coordenadora.

Membros quilombolas que ainda não se vacinaram devem procurar as unidades básica de saúde do seu município. O líder quilombola Sérvulo de Jesus Morais lembra que uma pessoa não vacinada pode colocar em risco a saúde de toda a comunidade. Ele faz um apelo para que todos os quilombolas se vacinem: “Vacinação é um direito constitucional. O estado brasileiro tem que cuidar dos teus cidadãos. Então, eu convoco aqui a todos os irmãos, a todos os companheiros que aproveitem esse momento. Quem tiver a oportunidade, chegou na sua comunidade. Por favor, vá, faça a vacina e não relaxe. Mantenha os protocolos porque esse vírus, ele mata. Isso não é brincadeira.”

Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve.

Vacinação no Maranhão

De acordo com o Ministério da Saúde, 3.885.350 doses da vacina contra a Covid-19 foram enviadas para o Maranhão. Desse número, 2.705.749 já foram aplicadas na população. Mais de 129 mil doses foram aplicadas na população quilombola, sendo 105.687 como primeira dose e 23.960 como dose reforço do imunizante.  Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Fonte: Brasil 61

 

Conta de luz vai continuar mais cara em julho por causa da seca

Aneel informou que vai manter bandeira vermelha 2, que tem custo mais alto, mas o valor cobrado será divulgado na terça-feira

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou nesta sexta-feira (25) que em julho será mantida a bandeira tarifária vermelha, patamar 2. Mas o valor a ser pago pelos consumidores será informado excepcionalmente na próxima terça-feira (29), data em que a atualização dos valores das bandeiras será deliberada pela diretoria da agência.

Em junho, que também teve bandeira vermelha 2, o custo foi de R$ 6,243 para cada 100 kWh consumidos. Segundo a agência, a medida é em razão da intensidade da estação seca nas principais bacias hidrográficas do SIN (Sistema Interligado Nacional), registrando condições hidrológicas desfavoráveis.

“Em junho, as afluências nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN) estiveram entre as mais críticas do histórico. Julho inicia-se com mesma perspectiva hidrológica desfavorável, com os principais reservatórios do SIN em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano, o que sinaliza horizonte com reduzida capacidade de produção hidrelétrica e elevada necessidade de acionamento de recursos termelétricos”, afirmou a agência em nota.

Essa conjuntura pressiona os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD), levando à necessidade de acionamento do patamar 2 da bandeira vermelha, afirma a Aneel. O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento é baseado nas cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Com o acionamento da bandeira vermelha em seu maior patamar é importante aos consumidores ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia, orienta a agência.

O mês de maio marcou o aumento no valor da conta de luz. Isso porque entrou em vigor a bandeira tarifária de cor amarela.  Com isso, as tarifas de energia terão um custo adicional de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora consumido. Pensando nisso, o especialista Sérgio Levin, engenheiro eletricista do Ibape/SP, orienta o melhor uso de eletrodomésticos como geladeira, chuveiro, máquina de lavar, televisão e ar-condicionado, buscando reduzir o gasto na conta de luz em até 70%.

Fonte: R7