Projeto prevê fiscalização sobre CBF e federações estaduais de futebol

                     O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentou um projeto que prevê fiscalização rigorosa da aplicação de recursos públicos na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e nas federações estaduais (PLS 221/2014). De acordo com o senador, a proposta estabelece normas reguladoras sobre a organização dessas entidades esportivas, que passariam a se submeter a órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O parlamentar afirma que o projeto não prevê qualquer tipo de intervenção no futebol brasileiro

 

Quilombolas ameaçam interditar a BR-135 para a regularização fundiária de centenas de comunidades

  • terraCentenas de comunidades quilombolas do Maranhão continuam sendo vítimas do engodo das últimas administrações da Superintendência do INCRA, inclusive da atual, que segue religiosamente a orientação da anterior, o que tem originado muita revolta e indignação. Se procurar dar destaque para o reconhecimento de comunidades quilombolas pelo governo federal é importante e mais ainda se trata da regularização fundiária, o que tem sido a marca da incompetência do INCRA em nosso Estado. Dezenas de comunidades quilombolas da região do município de Itapecuru-Mirim ameaçam interditar por tempo indeterminado a BR-135, caso não haja celeridade quanto as questões inerentes a regularização fundiária, garantida e não honrada pelo ex-superintendente José Inácio Rodrigues e bem assimilada pela atual superintendente Fátima Santana, inclusive funcionária de carreira do INCRA, mas comprometida com o esquema do PT para permanecer no cargo até o final da administração federal no presente exercício.

        Lideranças de inúmeras comunidades quilombolas informaram a Fetaema, que estão decididas a interditar a BR-135, caso o INCRA não honre o compromisso assumido. Eles estão querendo a presença em São Luís do Ouvidor Agrário Nacional e um diretor do INCRA Nacional para entendimentos, antes de tomarem a decisão. O presidente Chico Miguel, da Fetaema vem fazendo gestões a nível nacional com vistas a que os direitos legítimos dos quilombolas sejam garantidos e honrados imediatamente.

       As questões inerentes aos povos quilombolas no Maranhão são revoltantes, principalmente pelas articulações armadas dentro do INCRA, que ao invés de tratar de resolver conflitos com desapropriações e regularizações fundiárias, simplesmente assume a omissão, principalmente quando há interesses políticos, como é o caso dos graves problemas que hoje são registrados no município de Codó. O ex-superintendente José Inácio Rodrigues, durante toda a sua administração simplesmente tratou de ignorá-las, muito embora tenha sido cobrado por dezenas de vezes pela Fetaema e pela Ouvidoria Agrária Nacional. Outra questão que deve criar mais complicações para atual superintendente Fátima Santana, seria a liberação de recursos da ordem de 500 mil reais para pagamento de casas rurais para pessoas que moram em São Luís e até fora do Estado, no município de Bequimão. A Associação de Terras de Santana do município de Bequimão procurou a Fetaema para a entidade entrar com uma ação na justiça federal para que seja investigado o caso da construção de casas e a liberação de recursos um pouco antes do período eleitoral por interesse do ex-superintendenteJosé Inácio Rodrigues,candidato a deputado estadual pelo PT, segundo afirmação da direção da Associação de Terras de Santana. Dentro dos próximos dias o advogado Diogo Cabral, da assessoria jurídica da Fetaema, deverá participar de reunião com os integrantes da entidade no município de Bequimão.

Vereador Pereirinha recebe apoio politico à Câmara Federal no dia seu aniversário

niverO vereador Isaias Pereirinha, presidente da Câmara Municipal recebeu no último sábado importante apoio politico à sua candidatura a deputado federal. Vários colegas de parlamento já pela integração à sua campanha de centenas de lideranças comunitárias, inclusive várias que vieram das mais diversas regiões do Estado. Os vereadores Barbosa Lages, Nato,Chaguinhas eFrancisco Carvalho e a ex-vereadora Marília Mendonça, acreditam na candidatura e vitória de Isaias Pereirinha e vão somar esforços para que chegue ao parlamento federal. O sitio de Pereirinha, localizado na estrada de São José de Ribamar foi bastante concorrido, o que demonstrou claramente a sua expressiva liderança.

         O candidato a governador Edison Lobão Filho e o deputado estadual Ricardo Murad foram ao sitio parabenizar o aniversariante e tiveram oportunidade de ver o importante número de lideranças politicas que estãoengajadas na campanha do presidente da Câmara Municipal de São Luís.

Furto de carro em estacionamento de shopping gera indenização no valor do veículo

furtoComprovante de entrada é prova suficiente do ingresso do veículo da cliente no estacionamento.

A proprietária de um carro furtado no estacionamento de shopping deve ser indenizada no valor do veículo (R$ 6.732), de acordo com decisão da 16ª câmara Cível do TJ/MG.

As empresas responsáveis pela segurança do estacionamento argumentaram que não seriam parte legítima para figurar no processo, por não possuírem relação jurídica com a proprietária do veículo. O shopping alegou que não há provas de que o furto do veículo ocorreu no centro comercial e que a segurança no estacionamento é responsabilidade de empresa contratada para o fim.

Em 1ª instância, o juiz Cristiano Lucas Generoso determinou que as três empresas restituíssem solidariamente a importância de R$ 7.500 à proprietária do carro. Os danos morais solicitados foram negados.As empresas recorreram da decisão, mas o relator José Marcos Rodrigues Vieira alterou a sentença apenas para reduzir a indenização para o valor de mercado do veículo – R$ 6.732. Essa quantia deve ser corrigida a partir da data do furto.

O estacionamento no shopping não é uma gentileza, ele existe como parte essencial do negócio, gerando para o cliente uma verdadeira expectativa de guarda.”

José Marcos Rodrigues Vieira analisou que o comprovante de entrada é prova suficiente do ingresso do veículo da cliente no estacionamento e “se ela ainda possui o ticket é porque o veículo não foi regularmente retirado da área disponibilizada pelas empresas”.

Inadmissível a alegação das apelantes de que não consta do ticket de entrada a identificação exata do carro que ingressou no estacionamento. Ora, o documento é fornecido pelas próprias empresas, que podem livremente estabelecer como será realizado o controle de entrada e saída, a fim de garantir maior segurança para si e para os usuários do serviço. Se as empresas optaram por não indicar a qual veículo se refere o ticket de entrada, nem a data de emissão do documento, apenas a elas cabe suportar os ônus de tal escolha.”

Fonte Migalhas

 

Recorde de violência rural e oportunismo divisionista – Getat (2)

GetatMontezuma Cruz

Editor de Amazônias

 O editor-chefe Marcos Sá Corrêa e os demais editores do saudoso Jornal do Brasil impresso, chamavam minhas reportagens na 1ª página. Num clima quase semelhante ao de uma guerra civil, ia longe o escândalo da morosidade e das manobras espúrias no Araguaia-Tocantins.

Os graúdos tinham regalias e não esperavam na fila de uma reforma agrária utópica. Em 1987 o jornal publicava outra reportagem minha: CPT diz que Maranhão bate recorde de violência rural – que começava assim:

grilagem

SÃO LUÍS –O Maranhão bateu no ano passado (1986) todos os recordes de violência no campo, segundo levantamento feito pelo secretariado regional da Comissão Pastoral da Terra (CPT): 15 assassinatos, 96 feridos e/ou espancados, 79 presos arbitrariamente, 1.386 casas queimadas, 1.155 famílias despejadas, 1.300 famílias ameaçadas de despejo e 29 ameaças de morte.

Para reverter essa situação, o governador eleito Epitácio Cafeteira criou uma Secretaria de Desenvolvimento Rural e Irrigação, para apoiar o Incra e o Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário, e foi enfático: vai reformular os quadros da polícia estadual, envolvida em 80% dos casos de violência contra lavradores.

(…) A região do Mearim é a mais tensa em conflitos fundiários no estado. Em Lago do Junco, São Luiz Gonzaga e Vitória do Mearim ocorrem despejos e mortes, que se repetem ainda na região do Pindaré: Santa Maria, município de Santa Inês, União Karinan, Baixão e Canafístula, Itapoema, Rio Ipanema e Santa Helena – todas em Santa Luzia –, Rio Mutum e parte do Rio Ipanema, Bom Jardim. 

padre

Estão ainda relacionados conflitos no Gurupi (fazendas Bom Pastor, Comasa, Madeireira Santa Helena, Mesbla, Santa Amélia, Vera Cruz. Os demais focos situam-se nos municípios de Açailândia (onde se instala um grande projeto de produção de ferro gusa), Porto Franco, Imperatriz (onde foi assassinado o padre Jósimo Moraes Tavares), São José de Ribamar, Itapecuru-Mirim, Buriti, Estreito, Palmerândia, Arari, Coroatá, Turiaçu e Alcântara (onde foi construída uma base aeroespacial); João Francisco Noronha da Silva e um conhecido João Ventinha, empregados das fazendas Citusa e Viamão, no município de Grajaú, morriam a tiros em abril de 1987 numa suposta emboscada às margens da estrada Viamão-Bonanza. As duas áreas totalizando 43,8 mil ha estão desapropriadas por decreto presidencial desde 1986. 

O proprietário das fazendas, Joaquim Guilherme Pontes, tinha encontro marcado com o então ministro Dante de Oliveira. A CPT acusava fazendeiros de usarem as mortes de seus empregados para forçar um acordo com os sem terra.

Nas áreas desapropriadas em Grajaú poderiam ser assentadas 1,4 mil famílias em módulos de 30 a 40 ha, conforme estimativas do Incra. A secretaria geral do Mirad queixava-se do escândalo da morosidade e da desordem na transmissão dos processos, obviamente sabendo de cor o “quem é quem” na grilagem das terras maranhenses. Apenas 109 processos estavam instruídos, apesar de o Getat conhecer pelo menos 98 imóveis litigados.

Ao deixar a chefia da Divisão de Recursos Fundiários do Incra, no final de maio de 1987, o técnico Marcos Kowarick denunciava o oportunismo da “divisão do Maranhão”, fundamentado no fato de todos os grilos de terra situarem-se no sul.

O estado vivia mais uma crise de autoridade, pois houve imissão de posse em apenas quatro imóveis de um total de 46,6 mil e nenhum deles tinha projeto de assentamento. Nove imóveis desapropriados aguardavam ajuizamento de posse e três esperavam a imissão de títulos correspondentes.

mapa

Conforme a própria secretaria geral do Mirad verificara, 32 imóveis com processo de desapropriação ainda tramitavam desde 1986 “quietinhos”, 17 dos quais no Grupamento Fundiário em Marabá (PA), sem as mínimas providências para apressá-los. Enquanto isso, outros 33 processos aguardavam proposta do Grupo de Trabalho do Polígono dos Castanhais que se instalava em Belém desde fevereiro de 86 para “avaliar” aspectos técnico-jurídicos, inclusive quanto à conservação como riqueza nativa essencial à economia paraense.

O listão (*) espichava, ao incluir beneficiados pela composição que o Getat fizera com os grileiros. Fora da conhecida “área de segurança nacional”, a extinta Coterma, via governos João Castelo e Luiz Rocha e Iterma legalizaram mais áreas: a Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra), adquirida por argentinos. A empresa se apossara de 50 mil ha em 1973, criava quatro satélites para “legalizar” as terras: SanbraS/A Agropecuária e Industrial, Maranhense S/A (amazônica e nordestina) com atuação no Km 184 da Estrada Santa Luzia-Açailândia (MA).

A política de titulação do Getat entre 1980 e 1986 resultou na expedição de 61,9 mil títulos de domínio definitivo. Entre 1980 e 85 haviam sido expedidos 39,3 mil títulos referentes a uma área de 5,2 milhões de ha. Desses títulos, 7,8% abrangiam 51% da área titulada, ou seja, 3,9 mil títulos registravam uma área de 2,6 milhões de ha, entretanto, 7,2 mil títulos correspondendo a 17,8% do total estudado foram concedidos abaixo da fração de parcelamento da região (30 ha) e se referiam a uma área de 114 mil ha, 2,18% do total.

 NOTA

■ Outras: União ou Santa Maria nos mapas, situada no Km 151 dessa mesma estrada, pertencente a um grupo de Uberlândia constituído por Amador Peres, BolernauKinshala, TufiMameres, família Carrijo e Manoel Rodrigues da Cunha; Terra Bela, no Km 120 da BR-222, de um grupo de 12 pessoas, ex-funcionários da Construtora Mendes Júnior, Cacique Maranhense (do grupo Café Cacique Solúvel), com exploração de madeira e gado no Km 60 da BR-222. Exportadora Coelho, no mesmo Km 60; Fazendas Boa Esperança, de Sílvio Roberto Coelho e Osvaldo Coelho, pernambucanos, Karinã, no Km 67 da estrada Santa Luzia-Açailândia, de Oscar Augusto de Camargo e Cibilino Carvalho Neto – paulistas ligados ao Banco Mercantil de São Paulo S/A; Santa Fé, legalizada pela extinta Coterma, do empresário de ônibus João Evangelista Tude de Melo e outras pessoas de Caruaru (PE).

 

 Montezuma Cruz

 

Jornal do Brasil

 

Arquivos da Comissão Pastoral da Terra

O sumiço dos processos do Getat (1)

incraTrabalhei durante quase dez anos em Rondônia, na Amazônia Ocidental Brasileira. Até então acreditava que lá se concentravam os maiores entraves fundiários do País. Equivocara-me: conheceria um pouco do imbróglio protagonizado por pessoas que pretendiam criar o Maranhão do Sul.

Em São Luís (MA) recebi do Jornal do Brasil algumas missões no sul do estado, próximo à divisa com o Pará. Publiquei diversas reportagens revelando o desmonte do Grupo Executivo das Terras do Araguaia e Tocantins (Getat), instrumento do regime militar que privilegiou altos funcionários civis, militares, o filho de um ex-ministro e um ex-governador de Goiás. Alguns viraram fazendeiros sem investir um centavo em Goiás, no Pará e no Maranhão.

 

Não faltava dinheiro para dividir o estado. A União Democrática Ruralista (UDR) cotizava-se pela emancipação, cujo movimento fora liderado pelo senador Edson Lobão (PFL-MA). Seus aliados eram Davi Alves da Silva (PDS), autor da proposta e José Teixeira (PFL), apoiados pela bancada pefelista na Assembleia Legislativa, liderada pelos deputados Leo Franklin e Raimundo Cabeludo.

 

Em meio à enorme bagunça o Getat não tinha metodologia correta para formular processos de desapropriação. Com isso, 24 deles desapareceram entre 1980 e 1987, quando a UDR agia com todas as suas garras no Maranhão, conseguindo prejudicar o trabalho de poucos servidores eficientes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do próprio Ministério das Reforma e Desenvolvimento Agrário, conhecido pela sigla Mirad.

 

O deputado federal Davi Silva, dono da Fazenda Data Taboleirão no município de João Lisboa, fazia parte do grupo beneficiado e ainda era acusado pelo jornal da família Sarney de ser “aliado ao crime organizado”.

 

Os separatistas alinhavam seus pontos fortes: Imperatriz, futura capital, tinha na época um milhão de cabeças de gado, forte indústria madeireira, 300 mil toneladas de arroz por ano, 60 mil t de milho, 12 mil t de soja e seria um polo produtor de ferro gusa (nove usinas já funcionavam em Açailândia), fortalecendo-se ainda com a Ferrovia Norte-Sul.  Segundo seus líderes, Maranhão do Sul poderia nascer com 108 mil km² e 850 mil habitantes.

 

Já o ex-governador Luiz Rocha, um dos mandatários da UDR, protegera muita gente por meio do Instituto de Terras do Maranhão (Iterma). A extinta Companhia de Terras do Maranhão (Coterma) que funcionara no governo João Castelo, compadre de José Sarney, também tinha culpa no cartório, pois amparara negociatas.

 

Não era só isso. O superintendente regional do Incra, Francisco de Assis Souza, e seu irmão, o vice-governador João Alberto de Souza (na época, ambos membros do Partido da Frente Liberal) entravavam o quanto podiam o andamento da reforma agrária nas 12 áreas de conflito com 300 mil hectares que deveriam assumir. Os fazendeiros eram amigos deles e exerciam influência na autarquia.

 

Os grileiros comemoravam. Entre os imóveis em litígio estavam os da Fazenda Pindaré: 84,5 mil hectares nos municípios de Açailândia e Santa Luzia, da União Agropastoril e Colonizadora Imperatriz; da Gleba Frades Industrial e Agropastoril (55 mil ha), de Bento Scalosi e Sebastião G. Neto, em Imperatriz, entre outros acima de 50 mil ha – latifúndios bafejados pelos incentivos fiscais da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e conhecidos com todas as letras nos escalões do poder em São Luís e em Brasília.

 

Montezuma Cruz

Jornal do Brasil

Arquivos da Comissão Pastoral da Terra

 

 

 

Vereador Fábio Câmara afirma que terá 25 mil votos em São Luís

      fabioO vereador Fábio Câmara, alguns dias afastado do plenário da Câmara Municipal voltou muito alegre e bastante otimista. Ele informou que tem visitado as bases eleitorais conversando com lideranças comunitárias e identificando problemas para serem debatidos no plenário do legislativo municipal. Pelo que tem construído dentro da área metropolitana de São Luís, acredita que terá mais de 25 mil votos, o que garantirá a sua eleição a deputado estadual na coligação doPMDB. Ele disse que vai aproveitar o recesso parlamentar para visitar vários municípios onde tem bases constituídas, principalmente na região da Baixada Maranhense.

     Sobre a decisão da sua candidatura, revelou que ela foi uma necessidade diante da sua atuação parlamentar e cobrança de centenas de lideranças comunitárias. Essas são as pessoas que nos avaliam e têm legitimidade para decidir se devemos ou não alçar maiores voos dentro da politica, daí que acabei me rendendo a elas, afirmou o vereador do PMDB.

NOTA OFICIAL – OAB

O Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, em razão dos lastimáveis episódios ocorridos na ultima quinta-feira, dia 10 de julho de 2014, na 6ª Vara Cível da Comarca de São Luís, nas dependências do Fórum Desembargador Sarney Costa, envolvendo o advogado Francisco Manoel Carvalho e o Juiz Wilson Manoel, vem a público para manifestar a defesa das prerrogativas profissionais dos advogados, tendo em vista que:

Decorre de previsão legal a inexistência de hierarquia entre magistrados, membros do Ministério Público e Advogados, sendo relevante transcrever o disposto na Lei 8.906/94 (Estatuto da OAB e da Advocacia).

Art. 6º Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos.

Parágrafo único. As autoridades, os servidores públicos e os serventuários da justiça devem dispensar ao advogado, no exercício da profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas a seu desempenho.

 Infelizmente,episódios de acirramento entre os operadores do direito estão acontecendo com frequência no Fórum de São Luís, e decorrem em grande medida da inobservância do preceito acima, segundo o qual as autoridades, servidores públicos e serventuários da Justiça devem dispensar ao advogado, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas ao seu desempenho.

Contudo, enquanto magistrados têm estacionamento exclusive e coberto, os advogados sofrem para estacionar seus veículos. Os elevadores são pequenos, em quantidade insuficiente e as filas intermináveis.

Os responsáveis pelo projeto dos móveis das secretarias das varas trataram de ampliar a distância e as dificuldades, os diminutos balcões de atendimento impedem o devido e condigno atendimento dos advogados, gerando filas e aumentando o estresse dos que estão ali trabalhando.

E quando os advogados têm necessidade de adentrar às dependências da Vara encontra, quase sempre as portas trancadas, contrariando o que determina o art. 7º, Inciso VI da Lei 8.906/94:

Art. 7º São direitos do advogado:

VI – ingressar livremente:

a) nas salas de sessões dos tribunais, mesmo além dos cancelos que separam a parte reservada aos magistrados;

b) nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares;

c) em qualquer edifício ou recinto em que funcione repartição judicial ou outro serviço público onde o advogado deva praticar ato ou colher prova ou informação útil ao exercício da atividade profissional, dentro do expediente ou fora dele, e ser atendido, desde que se ache presente qualquer servidor ou empregado;

d) em qualquer assembleia ou reunião de que participe ou possa participar o seu cliente, ou perante a qual este deve comparecer, desde que munido de poderes especiais.

Ademais, as portas trancadas também geram ilegal obstáculo a que o advogado exerça também o direito de se entrevistar com os magistrados, em defesa dos seus constituintes, outra prerrogativa assegurada pela Lei 8.906/94:

Art. 7º São direitos do advogado:

VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada;

A OAB/MA entende que a AMMA – Associação dos Magistrados do Maranhão –deveria ter entre suas preocupações estreitar os laços da magistratura com a sociedade e os demais operadores do direito, deveria pensar na humanização da atividade judicante e lutar para eliminar estas barreiras instransponíveis. Nem se estar a falar da demora da prestação jurisdicional, outro gravíssimo problema que aflige a advocacia e a sociedade. Caberia aos dirigentes da entidade uma reflexão!

Por tudo isso a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Maranhão manifesta intransigente defesa das Prerrogativas Profissionais, e reivindica medidas a serem implementadas pela Corregedoria Geral de Justiça no sentido de:

1) determinar que as portas de gabinetes e secretarias não fiquem trancadas;

2) que o Balcão de cada secretaria  seja reformado para que o atendimento ao público e aos advogados seja humanizado;

3) que o Tribunal de Justiça do Maranhão tome medidas, imediatamente, para ampliar o estacionamento do Fórum;

4) que até novos elevadores sejam instalados, o Tribunal de Justiça do Maranhão deve proibir a utilização exclusiva dos existentes pela magistratura e servidores;

5) e principalmente, a constituição de um fórum com representantes da Advocacia, da Magistratura, do Ministério Público e dos Jurisdicionados que seja responsável pela propositura de medidas que visem a melhoria da prestação jurisdicional, a utilização adequada dos recursos materiais e o aperfeiçoamento das relações interpessoais daqueles que se utilizam do Sistema Judiciário.

Mário de Andrade Macieira

Presidente

Cleinaldo Lopes está na luta em defesa dos direitos e da dignidade dos servidores públicos estaduais

cleinaldoCleinaldo Lopes, presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Públicos do Maranhão é uma das lideranças indicadas por várias categorias das organizações públicas e privadas para disputar um mandato eleitoral.  As categorias entendem que sempre são chamadas a dar apoio politico a grupos e candidatos isolados, que ao chegarem aos parlamentos não defendem interesses coletivos e muitos acabam até se tornando algozes dos que os elegeram. Cleinaldo Lopes teve o seu nome aprovado em assembleia, em razão dos seus princípios e valores em defesa da categoria, além de ter uma história marcada por seriedade e zêlo. Ele foi agente penitenciário aprovado no primeiro concurso realizado para a categoria. Foi um dos fundadores da Associação dos Agentes e Inspetores Penitenciários do Maranhão e atualmente é investigador da Policia Civil concursado e sempre esteve nos movimentos reivindicatórios e de luta dos servidores públicos e de várias categorias profissionais.

Cleinaldo Lopes vem percorrendo vários municípios, discutindo questões inerentesaos direitos da categoria bastante desrespeitados e colhendo subsídios para o seu plano de ação, que veio de todas as problemáticas debatidas. Muitas mexem profundamente até coma dignidade das pessoas, como é o caso dos agentes penitenciários e inspetores que estão sendo altamente tripudiados  por gestão de viseira,  que é responsável por todas as barbáries  e desmandos praticados dentro do Sistema Penitenciário do Maranhão.

Biné Figueirêdo quer liminar judicial para se apossar das terras regularizadas do Campo do Bandeira

               bine O Campo do Bandeira é um povoado constituído por 72 famílias camponesas, localizado num imóvel localizado no município de Alto Alegre e pretendido pelo latifundiário e político Biné Figueiredo, integrante da lista suja do trabalho escravo e com direitos políticos suspensos pela justiça eleitoral. Em 2009, elas foram expulsas pela terceira vez, quando o Poder Judiciário entrou em cena, com  reintegrações de posse.

          Essa comunidade tradicional e  centenária  vivia em uma área devoluta, de 1.485 hectares, que Biné Figueiredo, tentou incorporar à área de sua fazenda, denominada Caxuxa Agro Pastoril, de 3.600 hectares. Existem informações de que Biné vendeu o imóvel e teria incorporado aas terras em questão judicial

Em 13 de setembro de 2013, 40 famílias reocuparam pela quarta vez o imóvel. Logo no dia seguinte, pela manhã, foram surpreendidas por um  grupo  de 5 pistoleiros, armados de escopetas, atirando. Na tarde, desse mesmo dia, por volta das 17 horas, o acampamento foi novamente atacado por 10 homens fortemente aramados de escopeta, disparando mais de 70 tiros em direção às famílias. Não conseguindo fazer vitimas desferiram os tiros em direção as panelas, destruíram os pneus de 4 motos.

    A fazenda Caxuxa Agro Pastoril pertence hoje a um grupo do Rio Grande do Norte, que usam as mesmas estratégias violentas para expulsar os trabalhadores rurais.

    A assessoria jurídica da FETAEMA, representada pelo advogado Diogo Cabral esteve no local hoje no local e viu que o problema é grave e até alarmante, diante número de tiros de escopetas desferidos por pistoleiros. Foi possível recolher cápsulas das balas disparadas pelos jagunços, por um policial militar que a muito custo foi até o por providências urgentes ao Ouvidor Agrário Nacional e depois de muita pressão e constatação efetiva de que as terras são devolutas e não pertencem ao latifundiário e politico e integrante da lista suja do trabalho escravo, Biné Figueirêdo. Só depois, e com muita morosidade o ITERMA assumiu a responsabilidade de fazer a titulação da área, garantindo o acesso definitivo das famílias tanto do Campo do Bandeira e do outro local da rodovia em que está a comunidade Arame.

        Com influências politicas, principalmente no período eleitoral, apesar da titulação feita pelo ITERMA, o ex-prefeito de Codó, Biné Figueiredo tenta novamente na justiça uma nova reintegração de posse, o que tem gerado forte tensão na área, principalmente  que jagunços podem voltar a ameaçar as famílias, até mesmo com a destruição de roças e incêndio de casas. Como a justiça em muitas oportunidades concede liminares à revelia dos princípios emanados do direito, como foi o caso da concessão de uma liminar recentemente para um empresário de Imperatriz ter a posse de uma área da União administrada pelo Instituto Chico Mendes. A Fetaema tem cobrado do ITERMA a regularização fundiária imediata de toda a área, inclusive com comunicado prévio à justiça, informou Maria Lúcia Vieira, Secretária Agrária da entidade.