Na “cara” deputado crítica relatora da CPMI e expõe a dura realidade

Em pronunciamento na CPMI do 8 de janeiro, o deputado federal Abílio Brunini, teceu sérias críticas e bem pertinentes a senadora Eliziane Gama, relatora da Comissão.

O parlamentar afirmou:

“Meu nome é Abilio, um não membro da CPMI, que sempre está presente, ao contrário da advogada do PT e da Relatora.”.

Brunini expôs estranhos acontecimentos do dia 8 de janeiro:

“Às 10 da manhã do dia 8, tinha no grupo do WhatsApp a informação de que haveria invasão aos prédios públicos, informação vinda da inteligência.

O que eles fizeram? Não informaram a polícia, para criar as obstruções necessárias. 

E aí você vê um desvio de atenção. Passa vídeo disso, vídeo daquilo, mas o importante é que, se cinco horas atrás do momento, tivesse o plano certo, nada daquilo tinha ocorrido”.

O congressista ainda detonou:

“O que hoje está tentando se fazer aqui é aquilo que o Lula falou para o ditador: narrativa. 

Se contar a narrativa correta, as coisas passam. 

Se contar a narrativa correta, censura a Jovem Pan. 

Se contar a narrativa correta, censura os Deputados. 

Se contar a narrativa correta, prende humorista. 

Se contar a narrativa correta, coloca um pau-mandado do Governo para aqui, durante a CPMI, mudar a verdade dos fatos. 

Mas o povo não cai nessa narrativa. O povo não cai nessa conversa fiada. O povo está assistindo a cada um de vocês.”

Jornal da Cidade Online

 

STJ concede 44% dos pedidos de Habeas Corpus que julga redução de pena no tráfico privilegiado de drogas

De 2016 para cá, os ministros da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça concederam a ordem em 44,6% dos pedidos de Habeas Corpus ajuizados para tratar da aplicação do redutor de pena do artigo 33, parágrafo 4º da Lei de Drogas, conhecido como “tráfico privilegiado”. Os dados foram apresentados pelo ministro Sebastião Reis Júnior, do STJ, em palestra no I Congresso Sistema Brasileiro de Precedentes, sediado pela corte entre 14 e 16 de junho, e usados para mensurar o tamanho do problema enfrentado atualmente.

Os colegiados de Direito Penal convivem com uma explosão do número de HCs e recursos em HC recebidos, em decorrência da falta de uniformidade jurisprudencial potencializada pela desobediência das instâncias ordinárias quanto às posições firmadas nas Cortes superiores. Essa não é a única causa. Também são culpadas as defesas, pelo uso abusivo do remédio; o Ministério Público, que insiste em teses já derrotadas; e as próprias Cortes superiores, que por vezes falham em dar à própria jurisprudência a tão desejada estabilidade e previsibilidade.

Chama a atenção, nos dados divulgados, o alto percentual de concessão da ordem nos temas mais comuns (veja a tabela). Nessa listagem, a questão do tráfico privilegiado é sintomática porque parece ser gerar especial resistência por parte dos magistrados brasileiros.

HCs concedidos 2016-2023
Tema Porcentagem
Execução Penal 33,47%
Dosimetria da pena 43,39%
Regime inicial 43,47%
Progressão de regime 36,74%
Substituição da pena 46,47%
Redutor da lei de drogas 44,65%

A norma foi inserida na Lei de Drogas, de 2006, para abarcar a situação do traficante de primeira viagem, que é primário, de bons antecedentes e ainda não se encontra inserido na criminalidade. Assim, ela reduz a pena mínima, que seria de 4 anos, para até 1 ano e 8 meses. O que o legislador amenizou o Judiciário tem feito o possível para agravar.

Exemplo disso é que foi preciso o STF editar uma Súmula Vinculante para dizer que, nos casos em que se reconhece o tráfico privilegiado, a regra é aplicar o regime aberto e substituir a pena privativa de liberdade por restritivas de direito. Muitos tribunais consideravam a conduta hediondacontra jurisprudência do STF — e impunham o regime fechado.

O problema também é legislativo. Uma das grandes questões enfrentadas envolve saber como modular a aplicação do redutor, que reduz a pena de um sexto a dois terços. Como o legislador não fixou parâmetros, o STJ concluiu que não cabe fazer essa uniformização. Casos semelhantes poderão ter penas diferentes. E lá vem recurso.

Essa complicação se repete em menor grau para diversos outras situações analisadas em HC, que obriga os dez ministros da 3ª Seção a dedicar boa parte do tempo a decidir temas já pacificados, via de regra em monocráticas que vão gerar agravo para julgamento colegiado.

“Talvez hoje o Direito Penal seja onde mais se faz necessário o respeito dos precedentes. A coisa está muito complicada”, afirmou o ministro Sebastião Reis Júnior, no evento. “Acho que uma maior respeitabilidade dos precedentes facilitaria — e muito — a questão.”

Algo não está certo
Segundo o ministro Sebastião, a prova de que alguma coisa está errada reside no fato de 29,5% dos pedidos de Habeas Corpus impetrados contra processos originários do Tribunal de Justiça de São Paulo resultarem em ordem concedida pelo STJ.

A Corte paulista tem manifestado resistência ímpar a adotar a jurisprudência não vinculante — e por vezes, até as que deveriam vincular — em temas penais, em uma espécie de medição de forças que tem gerado críticas e embates, além de reiterados pedidos de conscientização.

“É lícito questionar o precedente e pleitear sua superação, mas desde que apresentados elementos substanciosos e, de certa forma, alguma situação nova que não tenha sido enfrentada. A simples reiteração não tem muita lógica. Há necessidade de compreensão disso”, apontou o ministro.

Ao tratar do tema, a advogada e professora Danyelle Galvão destacou que a observância dos precedentes na seara penal tem importância maior por conta da tutela da liberdade. E propôs uma adesão maior ao sistema disposto pelo Código de Processo Civil para o processo penal.

O trecho que deve orientar essa adesão, em sua análise, é o artigo 927, inciso V, segundo o qual juízes e tribunais observarão a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados. Assim, HCs e RHCs julgados pela 3ª Seção ganhariam maior relevância.

Outro ponto importante seria finalmente o STJ admitir o trâmite de embargos de divergência quando o acórdão embargado ou paradigma tiver sido proferido em sede de HC, uma possibilidade discutida, mas vetada pela Corte Especial e recentemente recusada pela própria 3ª Seção.

Em sua fala no evento, o ministro Ribeiro Dantas anunciou que está fazendo um estudo para propor essa mudança por meio de alteração regimental. “Isso, para nós da 3ª Seção, é limitador. Quando um caso chega em recurso especial, ele já foi decidido centenas de vezes por Habeas Corpus. Nem adianta mais uniformizar”, disse.

A ideia é, por meio dos embargos, eliminar as divergências até mesmo para evitar a impetração de tantos HCs sobre o mesmo tema. “Não podemos fazer isso ainda porque a regulamentação foi pensada com a cabeça da 1ª e 2ª Seções”, disse, em relação aos colegiados de Direito Público e Privado, respectivamente.

Para Danyelle Galvão, se Judiciário está fixando teses em HC, é hora de pensar em um sistema de precedentes específico para o processo penal, talvez de lege ferenda [lei futura]. “E, no momento, usarmos os acórdãos dessa grandes e importantes tese como paradigma para interposição de recurso especial ou embargos de divergência”, disse.

Fonte: CONJUR

 

 

A gravidade das acusações do MPF a Alexandre de Moraes e as dúvidas quanto a sua resposta.

Um documento sigiloso divulgado pela Revista VEJA deve sacudir novamente o país, nos próximos dias. É o clima de tensão que há muito tempo persiste na Capital federal.

A Procuradoria-Geral da República insinua que o ministro Alexandre de Moraes autorizou procedimentos ilegais, decretou prisões sem fundamento e tentou promover o que na Justiça se chama de “pesca probatória”, uma diligência autorizada sem um fato que a justifique, tendo como objetivo real colher alguma prova aleatória de um crime.

Diz o texto publicado pela revista:

“Segundo a procuradora, não havia nenhuma justificativa plausível para a prisão preventiva do ex-ajudante de ordens e de outros dois ex-auxiliares de Jair Bolsonaro também envolvidos no caso das carteiras de vacinação, Max Moura e Sérgio Cordeiro. ‘Os elementos apontados são por demais incipientes a recomendar quaisquer diligências ou medidas em face dos investigados, sob pena de se validar a pesca probatória, à semelhança de outras investigações em curso no âmbito do Supremo Tribunal Federal’, escreveu Lindôra.”

O ministro ainda não se manifestou. Resta saber agora qual será a atitude de Moraes diante de acusações tão graves. E o pior, Max Mauro e Sérgio Cordeiro permanecem presos.

Jornal da Cidade Online

 

65 deputados assinam projeto para anistiar Bolsonaro; veja a lista

Texto de autoria do deputado Ubiratan Sanderson foi protocolado após TSE tornar o ex-presidente inelegível

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Até o momento, sessenta e cinco deputados assinaram o projeto de lei protocolado pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) que prevê anistiar políticos que cometeram ilícitos eleitorais civis desde 2016.

A proposta pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Confira a lista:

Sanderson (PL-RS)                                 Abilio Brunini (PL-MT)

Alfredo Gaspar (União-AM                    Amalia Barros (PL-MT)

André Fernandes (PL-CE)                       Bia Kicis (PL-DF)

Bibo Nunes (PL-RS)                                Capitão Alberto Neto (PL-AM)

Capitão Alden (PL-BA)                            Capitão Augusto (PL-SP)

Carlos Jordy (PL-RJ)                                Chris Tonietto (PL-RJ)

Coronel Assis (União-MT)                        Coronel Chrisóstomo (PL-RO)

Coronel Fernanda (PL-MT)                              Coronel Telhada (PP-SP)

Coronel Ulysses (União-AC)                            Daniela Reinehr (PL-SC)

Delegado Caveira (PL-PA)                               Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP)

Delegado Ramagem (PL-RJ)                            Diego Garcia (Republicanos-PR)

Dr. Frederico (Patriota-MG)                              Evair de Melo (PP-ES)

Felipe Francischini (União-PR)                         Fernando Rodolfo (PL-PE)

Filipe Barros (PL-PR)                                        General Girão (PL-RN)

General Pazuello (PL-RJ)                                  Gilberto Silva (PL-PB)

Gilvan da Federal (PL-ES)                                Giovani Cherini (PL-RS)

Gustavo Gayer (PL-GO)                                    Hélio Lopes (PL-RJ)

José Medeiros (PL-MT)                                    Júlia Zanatta (PL-SC)

Junio Amaral (PL-MG)                                      Luiz Lima (PL-RJ)

Luiz Phillipe (PL-RJ)                                        Marcelo A. Antônio (PL-MG)

Marcelo Moraes (PL-RS)                                  Mário Frias (PL-SP)

Maurício do Vôlei (PL-MG)                              Maurício Marcon (Podemos-RS)

Nikolas Ferreira (PL-MG)                                 Osmar Terra (MDB-RS)

Otoni de Paula (MDB-RJ)                                  Pedro Lupion (PP-PR)

Pedro Westphalen (PP-RS)                                 Pezenti (MDB-SC)

Pastor Marco Feliciano (PL-SP)                         Reinhold Stephanes Júnior (PSD-PR)

Rodrigo Valadares (União-SE)                           Rosangela Moro (União-SP)

Sargento Fahrur (PSD-PR)                                  Sargento Gonçalves (PL-RN)

Silvia Cristina (PL-RO)                                       Silvia Waiapi (PL-AP)

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)                              Thiago Flores (MDB-RO)

Vermelho (PL-PR)                                               Vicentinho Júnior (PP-TO)

Zé Trovão (PL-SC)                                               Zé Victor (PL-MG)

Coronel Zucco (PL-RS)

                     Fonte: O ANTAGONISTA

 

A ditadura está nua, feito prostituta velha, gasta e usada, ainda orgulhosa de seus antigos dotes

No século XIX, Hans Christian Andersen escreveu a fábula em que o rei, pouco inteligente e enganado por um alfaiate espertalhão, andava nu pela cidade, sem que ninguém, nobre, rico ou pobre ousasse declarar a verdade ao rei vaidoso e burro. Apenas um menino, entretanto – e é do que se trata – teve a coragem, ou a inocência, de gritar em praça pública a verdade:

“O rei está nu”.

Por aqui, nestes tempos bicudos, a ditadura já anda nua por todo o país, feito prostituta velha, gasta e usada, mas ainda orgulhosa de seus antigos dotes.

Ação para extinguir uma empresa jornalística, a Jovem Pan; censura explícita nas redes sociais; compra, venda e aluguel de deputados e senadores; a extinção do congresso – já em fase final; prisão aleatória de todos os que ousam desafiá-la; reunião faceira do foro de São Paulo; política econômica perversa; recepção de ditador assassino com honras de chefe de estado; tentativa de exterminar Bolsonaro… a lista é interminável, sem contar a queima literal do que já se chamou um dia de Constituição Brasileira.

O povo… esse parece não enxergar com o devido foco a ditadura que desfila prepotente e nua. Meio acomodado, meio anestesiado e afundando novamente no atavismo histórico do ‘aqui sempre foi assim, não tem jeito mesmo’, vai tocando a vida amedrontado.

Melhor e mais prudente, dirão, assistir ao futebol e comemorar com o churrasquinho na laje.

Há os que alardeiam um golpe sendo aplicado para instalar a tal ditadura, o que, evidentemente não procede.

A ditadura já está aí há muito tempo, nua para quem quiser ver, devidamente instalada e carimbada.

Andersen, em seu conto, não se preocupa em informar o destino do menino que gritou ‘o rei está nu’.

Mas aqui, em terras tupiniquins, já estamos calvos de saber – cada vez mais – que quem denunciar a nudez da ditadura corre o risco de ser cassado, processado e preso.

Ou extinto… risco iminente que corre a Jovem Pan.

E todos os que resolverem, imprudentes e ingênuos, denunciar sua nudez suja.

Marco Angeli Full

https://www.marcoangeli.com.br

Reforma Tributária aumentará em 93,5% impostos de itens da cesta básica no Sul do país e no Nordeste 40,5%

A proposta de Reforma Tributária apresentada na semana passada pelo Governo Lula (PT) pode provocar um aumento de 59,83%%, em média, nos impostos que recaem sobre a cesta básica e itens de higiene, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Preocupado com os reajustes, o presidente da entidade, João Galassi, esteve, neste sábado (1º), na capital paulista, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir os impactos da reforma sobre o setor.

Pelos cálculos da associação, os estados da região Sul serão os mais afetados, caso a reforma seja aprovada no Congresso Nacional; já que o aumento médio na tributação será de 93,5%. As regiões Centro-oeste e Sudeste aparecem logo em seguida na lista, com alta prevista de 69,3% e 55,5%. E, para as regiões Norte e Nordeste, o incremento deve ser de 40,5%, 35,8%.

No levantamento, foram considerados produtos como arroz, feijão, carnes, ovos, legumes, entre outros. A Abras levou em conta a adoção reduzida em 50% sobre a alíquota padrão do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) prevista de 25%, que está em discussão.

A Reforma Tributária planejada pelo Governo Lula unirá o ICMS – que é taxa estadual – ao ISS, tarifa municipal, em um só tributo: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). O texto deve ir para votação na Câmara dos Deputados, ainda em julho; muito embora, o presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL), tenha se manifestado contra a matéria. Na proposta, a União arrecada o novo tributo, efetua as compensações e distribui o resultado final para municípios e Estados.

Jornal do Agro Online

 

Após Lula defender o ditador Maduro, Gilmar Mendes diz que conceito de ‘democracia não é relativo’

O ministro do Supremo Tribunal Federal defendeu que o modelo democrático não pode ser concebido como fórmula vazia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou neste domingo (2) que o conceito de democracia não é relativo, depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defender a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela.

“Após a superação dos regimes totalitários do século XX, a democracia não pode, seriamente, ser concebida como uma fórmula vazia, apta a aceitar qualquer conteúdo”, disse, pelo Twitter, o decano da Suprema Corte.

“Não é democrático um regime político em que, por exemplo, o Chefe do Executivo vale-se do poder militar para subjugar Congresso e Judiciário (e para garantir a eliminação física dos cidadãos que ousem denunciar abusos ditatoriais)”, complementou.

A crítica do ministro do STF ocorre após Lula comentar o regime de Maduro na Venezuela. O presidente brasileiro disse que o ditador merece mais respeito, apesar de o governo dele ser conhecido por episódios de violação de direitos humanos, censura à imprensa e prisão a opositores. Lula evitou dizer se a Venezuela é uma democracia, mas destacou que a situação política do país não pode sofrer interferência de outras nações.

“O conceito de democracia é relativo. As pessoas precisam aprender a respeitar o resultado das eleições. O que não está correto é a interferência de um país dentro de outro país”, afirmou Lula durante entrevista a uma rádio do Rio Grande do Sul.

Gilmar Mendes, do STF, disse ainda que a realização de eleições “jamais poderia afiançar o caráter democrático de um regime político: aos eleitores não cumpre escolher entre governo e oposição, mas apenas referendar a vontade do ditador de plantão”. O ministro citou que no Brasil, foi adotado modelo político democrático após “muito sangue derramado”. 

“A Constituição de 1988 exige que não sejamos tolerantes com aqueles que pregam a sua destruição; e também demanda que não seja tripudiada a memória daqueles que morreram lutando pela democracia de hoje”, finalizou Mendes.

Fonte: R7

Cinco ministros do STF votam a favor da prisão imediata após júri popular

No julgamento virtual, não há discussão; ministros votam por meio do sistema do STF. O julgamento tem repercussão geral reconhecida, ou seja, o que for decidido pelo Supremo deverá ser seguido por todos os tribunais

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga se réus em processos criminais, condenados em júri popular, devem cumprir a pena imediatamente após a decisão, mesmo se houver a possibilidade de apresentação de recursos. O julgamento ocorre após o dia 7 de agosto. O julgamento tem repercussão geral reconhecida, ou seja, o que for decidido pelo Supremo deverá ser seguido por outros tribunais.

Cinco ministros já votaram para permitir a execução imediata: Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e André Mendonça.

O relator, Luís Roberto Barroso, votou para fixar o entendimento de que a execução imediata da condenação pelo júri vai ocorrer independentemente do total da pena aplicada.

“A soberania dos veredictos do Tribunal do Júri autoriza a imediata execução de condenação imposta pelo corpo de jurados, independentemente do total da pena aplicada”, segundo a tese proposta pelo ministro.

Para ele, “no caso dos crimes dolosos contra a vida, mais notoriamente nos de homicídio, a celeridade da resposta penal é indispensável para que a Justiça cumpra o seu papel de promover segurança jurídica, dar satisfação social e cumprir sua função de prevenção geral”.

Os ministros analisam um recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina (MP-SC) contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que afastou a prisão de um condenado pelo tribunal do júri por feminicídio duplamente qualificado e posse irregular de arma de fogo.

No julgamento virtual, não há discussão. Os ministros votam por meio do sistema do STF. Se há um pedido de vista, o julgamento é suspenso. Quando ocorre um pedido de destaque, a decisão é levada ao plenário físico do tribunal.

Fonte: R7

 

Pesquisa: Brasil corre o risco de se tornar comunista para 52% dos eleitores

Para 39% dos entrevistados essa possibilidade é totalmente verdadeira e 19% veem como parcialmente verdadeira

Levantamento divulgado na noite deste sábado (01) aponta que 52% dos eleitores brasileiros acreditam que o Brasil corre o risco de se tornar um País comunista. Para 39% dos entrevistados essa possibilidade é totalmente verdadeira e 19% veem como parcialmente verdadeira. O levantamento foi divulgado pela Datafolha.

A pesquisa apontou ainda que 42% discordam que o Brasil possa se tornar comunista, 30% totalmente e 12% em parte; 7% não sabem ou não concordam nem discordam. O instituto também mostrou que a diferença entre o número de petistas e bolsonaristas continua acirrada. Entre os entrevistados, 29% se dizem “petista raiz” e 25% se declaram “bolsonarista de carteirinha”.

A pesquisa ouviu 2.010 pessoas com mais de 16 anos em 112 municípios entre os dias 12 e 14 de junho. A margem de erro máxima estimada é de dois pontos para mais ou menos.

Diário do Poder

Sepúlveda da Pertence criticava o poder excessivo do Ministério Público: ‘Eu criei um monstro’

Pertence parafraseou desabafo atribuído a Golbery do Couto e Silva.

Apesar de haver participado ativamente da concepção do Ministério Público tal como se delineou na Constituição de 1988, o ministro José Paulo Sepúlveda Pertence, que faleceu neste domingo (2), era um crítico do poder exercido pelo próprio MP: “criei um monstro!”  O jornalista Irineu Tamanini, amigo pessoal e ex-assessor de Pertence, lembrou em seu blog, no site Direito Global, a história dessa frase do agora falecido magistrado, pronunciada durante um encontro com o ex-presidente José Sarney.

Consolidadas na Constituição de 1988, as mudanças tornaram o Ministério Público uma instituição sem paralelo no mundo. Segundo especialistas, nenhum outro Ministério Público conta com tanta independência, liberdade de ação e com atribuições tão amplas.

No ano seguinte à promulgação da Constituição (1989), Pertence deixou a PGR para assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) e a  frase surgiu durante sua última audiência como procurador-geral com Sarney.

Seu autor original foi o general Golbery do Couto e Silva (1911-1987), idealizador do Serviço Nacional de Informações (SNI). Referindo-se ao SNI, que se tornara um dos principais órgãos de repressão da ditadura, Golbery teria dito que criara um monstro.

Ao se referir ao Ministério Público na reunião com Sarney, Pertence lembrou o general. “Eu disse: ‘Você me deixou solto. Eu não sou Golbery, mas criei um monstro’.”

Sepúlveda Pertence integrou a Comissão Affonso Arinos, encarregada de elaborar o Anteprojeto Constitucional para a Constituição brasileira de 1988. Partiu de sua sugestão a proposta de autonomia do Ministério Público, algo que se arrependeria anos depois.

Diário do Poder