Jornalista americano expõe “aspecto grave” do Banco Master e a esposa de Alexandre de Moraes

Glenn Greenwald, jornalista americano, subiu o tom. No X, ele detonou:

O aspecto mais grave do escândalo do BM é o contrato de R$ 129 mi — dos quais R$ 80 milhões já foram pagos — à esposa de Moraes em apenas 18 meses, seguido pela compra de milhões em imóveis. Ninguém consegue explicar qualquer finalidade legítima para isso, mas ele permanece no STF.

 Jornal da Cidade Online

 

Com a notificação da Justiça dos EUA a Alexandre de Moraes, o STF recorre a Lula

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou conversas com integrantes do Governo Lula para definir uma reação jurídica e institucional após o ministro Alexandre de Moraes ser intimado por e-mail em um processo movido pelas empresas Rumble e Trump Media & Technology Group nos Estados Unidos. As discussões envolvem o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, além de outros magistrados do STF, em diálogo com a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça. O objetivo é avaliar medidas capazes de preservar a autonomia do Judiciário brasileiro diante da ação apresentada na Justiça norte-americana.

O processo envolve acusações de censura relacionadas a decisões judiciais proferidas por Moraes sobre conteúdos e discursos políticos. No material enviado eletronicamente ao ministro está incluída uma decisão da juíza Mary Scriven, do Tribunal Distrital da Flórida. Segundo o documento, as empresas alegam que Alexandre de Moraes teria expedido “ordens de silêncio amplas” contra um “usuário conhecido e politicamente declarado” nos Estados Unidos. Ainda conforme os argumentos apresentados pelas companhias, as determinações judiciais brasileiras seriam inaplicáveis em território norte-americano por supostamente violarem a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, além de contrariar legislações locais de comunicação e políticas públicas do estado da Flórida. A decisão da magistrada também estabelece que a citação do ministro brasileiro seja realizada por meio de dois endereços eletrônicos no prazo de até 30 dias. O texto prevê ainda que, caso não haja manifestação ou pedido de extensão do prazo, as empresas poderão solicitar a decretação de revelia.

Nos bastidores, o STF mantém diálogo direto com a AGU e com o Ministério da Justiça, órgão responsável pela cooperação jurídica internacional entre Brasil e Estados Unidos no âmbito do acordo bilateral de assistência jurídica mútua. As instituições analisam conjuntamente quais instrumentos jurídicos e diplomáticos poderão ser utilizados no caso. Até o momento, não há definição oficial sobre qual medida será adotada.

Jornal da Cidade Online

A pergunta mais incômoda: Por que o STF tem medo das CPI’s?

*Por Jayme Rizolli

A pergunta pode soar dura — e é. Mas ela não nasce do nada. Surge do ambiente político atual, das decisões institucionais e, principalmente, da percepção crescente de que, sempre que uma Comissão Parlamentar de Inquérito começa a se aproximar de temas sensíveis, surgem barreiras, limites e intervenções. Não se trata aqui de afirmar, de forma leviana, que o Supremo Tribunal Federal atua para impedir investigações. Mas é impossível ignorar que sua atuação, em determinados momentos, acaba influenciando diretamente o ritmo, o alcance e até a própria existência de CPIs.

ENTRE A LEI E A INTERPRETAÇÃO

O STF é, por definição, o guardião da Constituição.

E, como tal, tem o dever de intervir quando há ilegalidades, abusos ou violações de direitos fundamentais. No entanto, o ponto de tensão está exatamente aí:

– onde termina a proteção constitucional

– o quanto de participação há no governo e no próprio STF

– o quanto de envolvimento do congresso e “aliados” especiais

– e onde começa a limitação política?

Decisões judiciais que suspendem atos, restringem convocações ou reinterpretam requisitos acabam, na prática, alterando o curso de investigações que, originalmente, pertencem ao Legislativo. E isso levanta uma dúvida legítima: Até que ponto essa atuação é técnica… e até que ponto é percebida como interferência?

O DESCONFORTO COM A INVESTIGAÇÃO

CPIs são, por natureza, instrumentos incômodos. Elas expõem, pressionam, convocam, quebram sigilos e, muitas vezes, revelam aquilo que os bastidores prefeririam manter oculto. Quando uma CPI avança, ela não atinge apenas um alvo específico — ela pode atingir redes, estruturas e conexões. E isso inevitavelmente gera reação. Não necessariamente por medo institucional, mas pelo impacto que essas investigações podem causar no equilíbrio de poder.

A PERCEPÇÃO PÚBLICA

Talvez o maior problema não esteja nas decisões em si, mas na forma como elas são percebidas pela sociedade. Quando uma CPI é freada, limitada ou judicializada, a leitura popular tende a ser simples e direta: “alguém não quer que isso avance.” Mesmo que, juridicamente, a decisão seja fundamentada. Essa distância entre o argumento técnico e a percepção popular cria um ruído perigoso — um ruído que corrói a confiança nas instituições.

O RISCO DO EXCESSO DE CONTROLE

Nenhuma democracia se sustenta sem equilíbrio entre os poderes. O Legislativo investiga. O Judiciário garante a legalidade. Mas quando esse equilíbrio parece inclinar demais para um lado, surgem questionamentos inevitáveis. Não porque haja provas de intenção, mas porque há sinais de tensão.

A PERGUNTA QUE FICA

Então voltamos ao ponto inicial. O STF tem medo das CPI’s?

Ou apenas exerce seu papel constitucional diante de investigações que, por vezes, extrapolam seus limites? A resposta talvez não esteja em uma afirmação direta. Mas no fato de que, cada vez mais, essa pergunta está sendo feita. E quando uma sociedade começa a fazer esse tipo de pergunta… é porque algo deixou de parecer claro.

*Jayme Rizolli

Jornalista.

 

Flavio Dino dá 10 dias para a União e Estados apresentem plano sobre os riscos do EL NIÑO

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou a União e os estados da Amazônia Legal e do Pantanal para que informem, em até 10 dias, como estão se preparando para lidar com os riscos do fenômeno climático El Niño. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (25). O El Niño eleva o risco de chuvas extremas no Sul do País e tende a agravar a seca e aumentar o risco de incêndios florestais no Norte e no Nordeste. Em nota enviada ao STF, o Ibama estimou que o fenômeno deve atingir seu pico de intensidade entre setembro e outubro deste ano.

Dino também citou nota técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que destaca o alto risco de incêndios na Amazônia a partir do segundo semestre deste ano, podendo se estender até, pelo menos, o início de 2027. “Determino a intimação da União e dos estados da Amazônia Legal e do Pantanal para que informem expressamente as providências de planejamento e de preparação adotadas, diante da confirmação das projeções que indicam incremento significativo dos riscos de incêndios florestais, especialmente no 2º semestre de 2026”, diz a decisão.

O despacho de Dino foi publicado em ação que acompanha medidas para combater e prevenir incêndios na Amazônia e no Pantanal. Ele é relator do processo. A ação foi ajuizada em 2021 pela Rede Sustentabilidade, que apontou insuficiência das políticas de prevenção e combate a incêndios e ao desmatamento na Amazônia Legal e no Pantanal. O Supremo julgou o pedido em 2024, quando exigiu a apresentação de um plano de prevenção e combate aos incêndios por parte do governo federal. Como relator, Dino tem realizado audiências para monitorar o cumprimento da decisão.

Fonte: UOL NOTÍCIAS

PF encontra mala com dinheiro na Arthos contra Rubão Pereira pai do deputado do PT Rubens JR

A Polícia Federal deflagrou a Operação Arthros, que teve como alvo o ex-deputado estadual e ex-secretário de Articulação Política do Maranhão, Rubens Pereira (conhecido como Rubão). Durante as buscas, os agentes apreenderam uma mala com dinheiro em espécie e um contador de cédulas. A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos, que utilizava empresas de fachada e notas frias para financiar ilegalmente campanhas nas eleições municipais de 2024 no Maranhão. O ex-deputado é pai do deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que diante do fato preferiu o silêncio, diante até mesmo que o pai é também acusado de ser X9.

Nota da assessoria de Rubens Pereira:

Ao contrário do que foi informado, não foi encontrada mala de dinheiro e nem contador de dinheiro na casa dele. A operação localizou em uma das suas 10 diligências (foram 10 alvos da operação) a tal mala e o contador. A nota da PF falava das apreensões de modo geral e não apenas na casa do ex-secretário. A matéria do portal associa a ele o material localizado.

Jornal da Cidade Online

O vergonhoso “jornalismo” da Globo News é exposto e desmascarado por Procurador de Justiça

Texto do Procurador de Justiça do estado do Rio de Janeiro Marcelo Rocha Monteiro expõe a maneira vergonhosa como o ‘jornalismo’ da Globo News trata os ditadores de Cuba e Venezuela. Um ‘ex-jornalismo’ recheado de ideologia e parcialidade. Confira:

“A arte que vocês estão vendo foi exibida no noticiário (noticiário?) da emissora semioficial do consórcio PT-STF, a Globo News.

Os jornalistas (jornalistas?) dessa emissora frequentemente se referem ao ex-presidente João Figueiredo como ‘ditador’. Paulo Figueiredo, por exemplo, é quase sempre mencionado como ‘o neto do ex-ditador’.

Figueiredo não chegou à presidência da República pelo voto direto, é verdade. Mas em seu governo houve eleições diretas para governador, deputado federal, senador, deputado estadual, prefeito e vereador em todo o país. Partidos de oposição (inclusive de esquerda) participaram dessas eleições e foram vitoriosos em várias delas. Inúmeros veículos de imprensa faziam críticas ao governo federal diariamente. No movimento estudantil, a esquerda e a extrema-esquerda dominavam o cenário. Já não havia mais presos políticos nem exilados, pois Figueiredo havia promulgado a lei de anistia (ampla, geral e irrestrita).

Na Cuba de 2026, vigora (desde 1959) um regime de partido único, que a população jamais elegeu. Os únicos veículos de comunicação permitidos pertencem ao Partido Comunista Cubano. Os presos políticos contam-se aos milhares desde o início do regime de Fidel Castro; exilados então, nem se fala.

Na Venezuela de Chavez, até o início deste ano, a situação não era muito diferente de Cuba.

Nada disso é suficiente, porém, para fazer com que o ex-jornalismo da Globo News chame Chavez e Raul Castro de DITADORES; vejam na imagem: ‘Acusações contra LÍDERES’.

‘LÍDERES’…

Que vergonha!”

Jornal da Cidade Online

 

Romeu Zema: ao invés de apagar incêndios, o STF se tornou ‘incendiário’

Ex-governador de Minas Gerais avaliou, em entrevista ao Jornal Gente da Bandeirantes, que a Corte Suprema é ‘bombeiro que coloca gasolina’ no fogo. O ex-governador mineiro e pré-candidato à Presidência Romeu Zema voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal e os ministros da Corte. Para o político mineiro, o STF deixou de exercer papel moderador no cenário político nacional e se transformou em “incendiário”.

“Hoje o Supremo, em vez de ser aquela instituição moderadora que apaga incêndios, se transformou num incendiário, um bombeiro que vai e coloca gasolina”, afirmou Zema em entrevista ao Jornal Gente, da Bandeirantes. Veja abaixo

Segundo o ex-governador, o país enfrenta momento de desarmonia institucional e precisa de liderança capaz de promover diálogo e estabilidade entre os poderes. “O que nós precisamos é de um presidente com credibilidade, um presidente que assente lá na cadeira, na poltrona dele no Palácio do Planalto, e não fique exposto a chantagens, como tem acontecido recentemente na história do Brasil”.

“No dia que nós tivermos gente lá com credibilidade, sem ter o rabo preso, eu tenho absoluta convicção que nós teremos avanços. alguém aberto ao diálogo, alguém que também tenha competência, preparo”, aposta o ex-governador de Minas Gerais.

Zema também comentou o pedido do ministro do STF Gilmar Mendes para inclusão de seu nome no inquérito das fake news. O mineiro disse que continuará fazendo críticas ao que considera erros dentro das instituições e ainda voltou a defender a derrota do PT nas eleições e fez críticas ao governo Lula.

Diário do Poder

 

Ministros do STF dizem que Lula conta com reeleição ao insistir em Jorge Messias

*Carla Araújo – Colunista do UOL NOTÍCIAS

Ao menos dois ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam que a suposta insistência do presidente Lula pela indicação de Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso na corte mostra a confiança do presidente em sua reeleição. Apesar de existirem divergências jurídicas sobre a possibilidade de uma nova indicação ainda neste ano, os ministros ouvidos pela coluna avaliam que Lula não faria a indicação sem apaziguar a relação com o Senado e que também não enfrentaria questionamentos jurídicos para isso. Segundo um desses ministros, que mantém diálogos com o presidente Lula, mas que não conversou com ele a respeito da nova indicação de Messias, os recados que foram repassados por auxiliares do governo ao Supremo são que Lula só faria mesmo a nova indicação a partir do ano que vem, ou seja, depois de reeleito. A queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o envolvimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso Master foram fatores apontados pelos magistrados que acreditam no suposto otimismo do presidente. Um terceiro ministro do STF avaliou, porém, que, em caso de derrota de Lula, o presidente poderia fazer novamente a indicação de Messias em um gesto político, principalmente para senadores que eventualmente não sejam reeleitos. Eles poderiam pressionar para uma apreciação do nome. Apesar disso, esse cenário, dizem auxiliares de Lula, não está sendo considerado no momento. Lula quer indicar Messias novamente e ponto, afirmou uma fonte muito próxima a Lula.

E o clima interno?

Messias enfrentou uma forte resistência por parte de uma ala do Supremo, incluindo Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ele teve, no entanto, um forte apoio do ministro André Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme mostrou reportagem do UOLMessias e Mendonça têm perfis parecidos: são evangélicos, servidores de carreira e que usam as mesmas palavras para se referirem um ao outro: “técnico, discreto, operoso”. Mendonça ficou bastante abalado com a rejeição de Messias no Senado e, nos bastidores, admite que seria bom poder contar com o colega na Suprema Corte. Mendonça também foi alvo de oposição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que comandava a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na época e o deixou por meses na “geladeira”, até sua indicação ser apreciada. Messias também sofreu com a articulação de Alcolumbre, que, desde o início da indicação, havia avisado a Lula que não seria uma aprovação fácil. Ele queria Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga. Na Suprema Corte, o clima é de espera, já que o cenário possui variáveis e a estratégia mesmo “só quem sabe é o Lula”.

Alcolumbre vê “burrice”

Como mostrou a coluna, a informação de que Lula estaria disposto a indicar novamente o nome de Messias foi recebida por aliados de Alcolumbre com estranheza. A avaliação feita no entorno do presidente do Senado é que o governo está vivendo um bom momento, que há caminhos sendo desenhados para um entendimento entre Lula e Alcolumbre e que trazer a pauta novamente “parece burrice”. Apesar de esforços no governo para que a relação entre Lula e Alcolumbre seja retomada, a última semana passou e os dois continuam apenas “protocolares”.

*Carla Araújo – Colunista do UOL NOTÍCIAS

 

 

Prazo do processo contra Alexandre de Moraes na Justiça dos EUA já está correndo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, já foi notificado judicialmente para responder ao processo movido contra ele pela rede social Rumble e pela Trump Media nos Estados Unidos. Segundo o advogado Martin De Luca, que representa as empresas, a notificação foi enviada ao magistrado por e-mail. “Hoje, de acordo com uma ordem de um tribunal federal dos EUA, Rumble e Trump Media notificaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes por e-mail”, disse no X. O documento indica que Moraes deve responder à petição inicial em até 21 dias. Caso o ministro do STF não apresente defesa, a Rumble e a Trump Media poderão solicitar o registro de revelia. Este mecanismo permite que o processo siga sem participação da defesa.

Martin de Luca esclareceu a situação do magistrado brasileiro:

“O ministro Moraes enviou suas ordens secretas de censura para plataformas americanas como o Rumble por e-mail diretamente do Brasil, contornando o governo dos EUA, os tribunais dos EUA e o processo legal ordinário.

O Rumble e a Trump Media fizeram o oposto. Primeiro, seguimos o devido processo legal internacional. Por muitos meses, tentamos a notificação por meio da Convenção de Haia — o processo formal de tratado para notificar um réu em outro país.

Em vez de permitir que a notificação ordinária prosseguisse, as autoridades brasileiras transformaram o processo em um escudo político para Moraes. O pedido de notificação foi desviado para procedimentos extraordinários. A Procuradoria-Geral da República (PGR) interveio. O assunto foi colocado sob sigilo para protegê-lo do escrutínio público, e as autoridades brasileiras acabaram recusando-se a executar a notificação rotineira de processo. Em outras palavras, o canal normal foi politizado e, na prática, tornou-se indisponível.

A ironia é óbvia. Moraes tentou usar o e-mail para exportar ordens secretas de censura para os Estados Unidos a fim de silenciar discretamente usuários americanos. Agora, após o Rumble e a Trump Media esgotarem os canais legais apropriados e as autoridades brasileiras os obstruírem, um juiz federal dos EUA autorizou a notificação por e-mail para que Moraes possa ser chamado a se apresentar em um tribunal americano.

Isso era inteiramente previsível. Por 458 dias, as autoridades brasileiras tiveram toda a oportunidade de restaurar o Rumble no Brasil e conter a tentativa ilegal de Moraes de projetar o poder judicial brasileiro em solo americano. Elas não o fizeram.

Portanto, o caso avança. Uma vez notificado, Moraes deve comparecer ao tribunal dos EUA ou arriscar a revelia.”

Jornal da Cidade Online

Carga tributária elevada do governo Lula leva Empresas fugirem do Brasil para o Paraguai

Enquanto o governo brasileiro fala em reindustrialização, parte da indústria real está fazendo as malas — e atravessando a fronteira. O caso mais recente é o do Grupo Dass, fabricante de produtos para marcas globais como Nike e Adidas, que iniciou operação no Paraguai por meio da Dasstex, em parceria com a Texcin. O investimento previsto é de US$ 40 milhões e deve gerar mais de 600 empregos diretos no país vizinho. 

A Lupo também entrou nesse movimento. A fábrica em Ciudad del Este recebeu investimento superior a R$ 30 milhões, tem capacidade para produzir até 20 milhões de pares de meias por ano e gera cerca de 110 empregos diretos no Paraguai. O problema não é o Paraguai crescer. O problema é o Brasil criar um ambiente tão caro, complexo e hostil que empresas brasileiras passam a encontrar mais racionalidade econômica fora do próprio país. Segundo levantamento citado pelo Poder360, 232 empresas brasileiras já atuam no regime de maquila no Paraguai desde 2007. Elas representam cerca de 70% das mais de 320 empresas estrangeiras instaladas nesse modelo. 

A diferença está no custo. No Paraguai, empresas sob o regime de maquila pagam, em média, cerca de 12% entre impostos e encargos. No Brasil, esse custo pode chegar perto de 80%, considerando tributos e encargos trabalhistas. O resultado é direto: o emprego que poderia ser criado no Brasil passa a ser criado fora. As empresas brasileiras instaladas no regime paraguaio já empregam cerca de 25 mil pessoas no Paraguai. 

No setor têxtil, o movimento é ainda mais evidente. Das 232 maquiladoras brasileiras no Paraguai, 89 são do setor de confecção e tecidos — justamente uma área intensiva em mão de obra. Ou seja: não é apenas uma disputa tributária. É uma disputa por fábrica, salário, arrecadação e cadeia produtiva. Quando uma empresa leva parte da produção para fora, o Brasil perde em várias frentes: deixa de arrecadar sobre a atividade produtiva, reduz a geração de empregos industriais, enfraquece fornecedores locais e empurra trabalhadores para um mercado cada vez mais pressionado. O discurso oficial fala em indústria forte. Mas a realidade mostra empresários buscando sobrevivência onde há menos imposto, menos burocracia, energia mais barata e regras mais previsíveis. A ironia é amarga: o Brasil forma empresas, cria marcas, desenvolve mercado consumidor — e depois assiste ao Paraguai colher os empregos. Empresário não muda de país por hobby. Muda quando a conta deixa de fechar. E hoje, para muita gente que produz, a conta brasileira simplesmente não fecha.

Jornal da Cidade Online