PF apreendeu R$ 33 milhões e supera 1,2 mil inquéritos por crime eleitoral em 2026


Saldo parcial inclui R$ 21 milhões apreendidos em dinheiro em espécie, neste ano de 2026.
A Polícia Federal divulgou nesta quinta-feira (1º) um saldo parcial da atuação da instituição para prevenção e repressão a crimes eleitorais, e informou que já apreendeu R$ 33 milhões e superou 1,2 mil inquéritos relacionados às eleições gerais, neste ano. A Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF destacou que mantém sua atuação no dia do 1º turno, no próximo domingo (4), contra os ilícitos penais contra a democracia, bem como na apuração de fatos de competência da Justiça Eleitoral, em todo o Brasil. No dia da votação, a PF destacou que estará em sintonia com órgãos envolvidos na segurança do pleito e a Justiça Eleitoral, para atender ocorrências relacionadas às suas atribuições. Atuação que inclui diversas áreas da corporação, conforme a natureza de cada ocorrência, envolvendo atividades de polícia judiciária, inteligência, combate a crimes cibernéticos e perícia criminal.

“Até primeiro de outubro, a Polícia Federal havia instaurado 1.224 novos inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026. Entre as investigações, estão casos de violência política contra a mulher. Na mesma data, havia 94 investigações em andamento relacionadas a esse tipo de crime, das quais 77 foram instauradas em 2026. O valor de bens apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais alcançou mais de R$ 33 milhões dos quais cerca de R$ 21 milhões correspondem a dinheiro em espécie”, detalhou a PF.

No levantamento divulgado no final da manhã e atualizado no início desta tarde, a corporação ressaltou que os números são dinâmicos e podem sofrer alterações por causa de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição.

Canal de denúncia

A PF orientou o cidadão que quiser denunciar possível crime de atribuição da Polícia Federal a encaminhar as informações por meio do Comunica PF, no site da instituição, ou presencialmente em qualquer unidade da Polícia Federal.

“Para que a informação possa ser analisada de forma mais ágil, é importante apresentar o máximo de detalhes possível: quem praticou a conduta, o que ocorreu, quando e onde aconteceu e, sempre que disponíveis, elementos que possam contribuir para a apuração”, explica a PF.

A instituição ainda destaca a importância de anexar documentos, fotografias, vídeos, áudios, mensagens e outros registros relacionados ao fato, para ajudar na apuração. Bem como capturas de tela, e-mails, áudios, mensagens e informações sobre os perfis ou conteúdos envolvidos, no ambiente digital.

“Situações envolvendo conteúdos produzidos ou manipulados com auxílio de inteligência artificial, como imagens, vídeos ou áudios, são analisadas de acordo com as circunstâncias de cada caso e com a eventual existência de indícios de crime”, detalhou a PF, ao ponderar quem nem toda publicação com IA é considerada ilegal.

Diário do Poder

 

Flávio Dino sofre derrota no TSE, sobre garantir imputação falsa a Flavio Bolsonaro e N.S. Aparecida

O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a decisão de excluir postagens inverídicas ligando o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) a uma falsa iniciativa que pretendia retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. Todos os sete magistrados da Corte Eleitoral concordaram em manter bloqueadas as mensagens que ligavam o político diretamente ao movimento contra a santa. Apesar desse consenso, houve diferentes visões no julgamento a respeito de qual seria a real extensão da ordem dada.

Trata-se da maior derrota de Flávio Dino, em plena eleição.

Entre os conteúdos-alvo de bloqueio estava um texto do humorista Antonio Tabet. Ele fez uma postagem na qual não citava o nome do candidato expressamente. Após a plataforma remover o material, o autor apresentou um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a medida. O caso levado ao Supremo ficou sob a relatoria do ministro Flávio Dino, que estabeleceu a anulação da ordem de remoção. No Tribunal Superior Eleitoral, o relator André Mendonça foi o primeiro a se manifestar no sistema eletrônico e buscou validar a exclusão do material falso.

Mendonça registrou o seu posicionamento antes do horário previsto para o começo da deliberação. O magistrado justificou que as ordens judiciais emitidas por ele possuíam caráter excepcional e não feriam a liberdade religiosa, pois buscavam conter apenas informações inverídicas.

“A regulamentação eleitoral passou a expressamente prever o dever de os provedores promoverem a imediata remoção de conteúdos de publicações que reproduzam, no todo ou em parte, conteúdo idêntico ou substancialmente equivalente àquele objeto de fake news que já tenha sido objeto de ordem de indisponibilização pela Justiça Eleitoral, independentemente de nova ordem judicial específica”, destacou.

Quando o relógio marcou perto das 20h30, Mendonça modificou parcialmente a sua visão e decidiu liberar a publicação de Tabet. Contudo, o magistrado resolveu conservar o bloqueio para os conteúdos que ligassem o parlamentar de forma direta à suposta troca da padroeira do país. O relator justificou a permissão para o retorno da publicação do humorista ao destacar que casos limítrofes exigem preservar o direito de expressão. A decisão não modifica o entendimento sobre a falsidade das narrativas disseminadas contra o candidato nas plataformas digitais.

“Nesse sentido, realço a convergência com a premissa central que tenho reiteradamente sustentado no sentido de que a intervenção da Justiça Eleitoral sobre manifestações veiculadas no debate político deve observar critérios estritos e que, especialmente diante de dúvida razoável acerca do enquadramento de determinada publicação no núcleo factual reconhecido como falso, deve-se privilegiar a liberdade de expressão e a manutenção do conteúdo”, disse.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, apoiou o bloqueio das falsas afirmações e considerou que isso resguarda a democracia. O ministro assinalou que a publicação contestada não precisava citar nominalmente o candidato para espalhar a narrativa.

“A meu sentir, a tutela deferida protege a liberdade religiosa em sua dimensão coletiva e democrática, pois impede que a fé de milhões de brasileiros seja instrumentalizada, às vésperas do pleito, por meio de uma afirmação factual inexistente, destinada a despertar, artificialmente, estados emocionais no eleitorado”, afirmou.

O ministro Dias Toffoli também votou a favor da medida judicial de remoção. Ele defendeu ser necessário intervir quando o texto ultrapassa a fronteira da mera opinião política para ingressar na propagação de inverdades comprovadas, protegendo assim a integridade de todo o processo.

“A medida somente alcança publicações que reproduzam, de forma inequívoca, o núcleo factual especificamente delimitado pelo relator, qual seja, a ideia falsa de que o candidato propôs, apoiou, articulou ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil”, explicou.

Jornal da Cidade Online

 

Zettel cunhado e operador de Vorcaro: “Xandão é o melhor amigo dele”

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, admite ter ocultado dinheiro no exterior. O pastor Fabiano Zettel, cunhado e apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, afirmou em áudios obtidos pela Revista Piauí que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, era “melhor amigo” do ex-banqueiro do Banco Master. A declaração foi feita durante uma conversa de Zettel com uma mulher identificada como Marina, com quem mantinha um relacionamento. “O Xandão é melhor amigo do Daniel. Tô contando com ele. Melhor amigo, faz jantar junto, sai junto”, afirmou Zettel. Segundo a reportagem, a gravação não esclarece o que Zettel queria dizer ao afirmar que estava “contando” com Moraes. A declaração, porém, ocorre em meio a outras informações já reveladas sobre a proximidade entre o ministro e Vorcaro. Mensagens encontradas pela Polícia Federal mostram que os dois mantinham contato e que Vorcaro chegou a questionar Moraes sobre a possibilidade de deixar o país antes de sua prisão, em novembro de 2025.

As conversas analisadas pela Piauí também expõem o papel desempenhado por Zettel na estrutura financeira de Vorcaro. O operador relata ter viajado ao exterior durante a crise do Banco Master para esconder dinheiro, diante do risco de bloqueio de bens e contas. Em outro trecho, afirma que Vorcaro teria mantido R$ 20 bilhões no exterior, embora dissesse que o ex-banqueiro não conseguia acessar os recursos. Zettel também descrevia a relação com Vorcaro como marcada por dependência e tensão. Segundo os relatos, cabia a ele operacionalizar pagamentos, organizar contratos e administrar empresas e fundos ligados ao grupo. As gravações e mensagens fazem parte do material que passou a integrar as investigações sobre o Banco Master e as relações de Vorcaro com diferentes empresários, políticos e autoridades.

Diário do Poder

Lugar de Lula ficará vazio hoje no debate da Globo: Demonstração inequívoca de fraqueza e medo

Com a confirmação de que Lula (PT) não participará do debate da Rede Globo, o púlpito destinado ao petista ficará vazio. Flávio se prepara para explorar essa fraqueza demonstrada por seu principal adversário. Além disso, os demais candidatos que participarão do debate também irão explorar a ausência de Lula.

Perguntas duras serão dirigidas ao púlpito vazio e ficarão sem resposta na véspera do pleito. Isso fatalmente terá consequência imprevisível para a campanha petista. Flávio deve crescer muito nessa reta final, diante da recusa de Lula em participar do debate, em razão da utilização da máquina governamental para a sua campanha e os efeitos negativos com a Medida Provisória para acabar com as bets e o efeito negativo nos clubes de futebol, além da fake news criada pelo PT e Lula envolvendo o nome de Nossa Senhora Aparecida.

Jornal da Cidade Online

 

STF vai reavaliar indicação de Moraes para suceder Fachin na presidência da Corte

São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente.

Tempo ao tempo

Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros.

Queima o filme

A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

Disputa no Olimpo

A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.

Possibilidade

Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleitor seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.

Coluna do Claudio Humberto

 

Os excessos de maldades e até deboches profanos de Lula e o PT ao povo viram tiro no pé com efeito contrário

Lula (PT) e seus marqueteiros ligaram todos os alertas: a tendência é virar tiro no pé do petista as recentes presepadas para turbinar sua campanha – da proibição das bets à decisão do aliado no STF, Flávio Dino, de liberar fake news sobre Nossa Senhora contra Flávio Bolsonaro (PL), em nome da “liberdade de expressão”. Pegaram pesado demais nos oportunismos desrespeitosos e até debochado, que estão empurrando os indecisos e eleitores de outros candidatos a apoiar Flávio Bolsonaro (PL. O sentimento entre os indecisos é de que o PT criou a fake news e ainda debochou da Igreja Católica.

Segundo a CNN, integrantes da cúpula petista caíram na risada durante um evento privado ao dizer que a mentira sobre Flávio Bolsonaro retirar o título de Padroeira do Brasil seria um “milagre da Santa” para recuperar a campanha de Lula.

A informação já havia sido desmentida, mas isso não impediu o PT de explorá-la para atacar Flávio e debochar da fé dos católicos. Assim, além do voto dos indecisos, cresceu a tendência do voto útil que pode encolher a expectativa de Lula de bom desempenho de Caiado, Zema, Cury e Renan Santos. O PT e o próprio Lula na reta final da campanha devem ser os grandes cabos eleitorais  para Flavio Bolsonaro crescer muito nas pesquisas e ainda mais no eleitorado.

Jornal da Cidade Online