O Supremo Tribunal Federal no banco dos réus

Decisões pendulares, esdrúxulas, inconsistentes, que semeiam insegurança jurídica. Ativismo judiciário e político partidário individual e privado, com quebra do princípio da colegialidade.

Libertação de presos condenados em segunda instância, contrariando a jurisprudência plenária. A soltura de pessoas poderosas com a concessão de liminares seletivas em benefício de líderes envolvidos até o pescoço com corrupção.

Celeridade para processos que são colocados em julgamento e recebem despachos em tempo recorde, em detrimento de outros, numa nítida demonstração de que existe tráfico de influência nos corredores do Supremo Tribunal Federal, onde se pode advogar de bermudas e camiseta regata.

José Dirceu livre é um escândalo. Manuseio de liminares para tentar libertar o ex-presidente Lula.

Acusações consistentes e verossímeis contra ministros de envolvimento direto e/ou indireto com atos de corrupção. O STF, através de alguns dos seus ministros, está sob suspeição.

A nação inicia uma pressão para os fatos virem à tona e as entranhas da Corte Constitucional serem expostas de forma republicana. A mobilização da nação começou e não vai ter fim.

A figura do impeachment (com pedidos já formalizados junto ao Senado da República contra alguns ministros) não é um devaneio, nem um desatino ou uma utopia. É uma realidade que precisa e será enfrentada. O Brasil precisa ser passado a limpo. E o Supremo Tribunal Federal não pode ficar fora dessa assepsia. Lava-toga, já!

Com impedimento e retirada dos laranjas podres que decompõe e deterioram as instituições de Estado.

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia.

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