General comandante do Exército solta frase alarmante sobre “ameaça na América do Sul”

O comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, afirmou que atualmente existe uma “percepção de ameaça na América do Sul”, cenário que, segundo ele, exige maior atenção estratégica e investimentos em tecnologia militar. A declaração foi feita durante o encerramento do Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, realizado em Brasília (DF). O evento reuniu integrantes do Alto Comando do Exército e empresas especializadas na apresentação de drones e sistemas tecnológicos voltados à defesa e monitoramento.

“No passado, não tínhamos nenhuma ameaça na América do Sul. Hoje temos uma percepção de ameaça, incluindo nossa atuação constitucional e legal de auxiliar os Poderes da República na faixa de fronteira que é uma preocupação enorme, muito vasta. Temos que estar olhando para ela”, declarou o general Tomás Paiva.

Segundo o comandante, o cenário atual demanda modernização constante das capacidades operacionais das Forças Armadas, especialmente diante dos desafios relacionados à segurança nas fronteiras e aos conflitos internacionais contemporâneos. Durante o evento, o general destacou que o uso crescente de tecnologia é considerado essencial para reduzir vulnerabilidades e ampliar a capacidade de resposta do Exército Brasileiro.

“É preciso empregar cada vez mais tecnologia”, afirmou.

Ao longo do simpósio, sete empresas apresentaram equipamentos e sistemas voltados à atuação terrestre e aérea não tripulada. Entre as soluções exibidas estavam drones de vigilância, monitoramento, ataque e bombardeio, além de plataformas de apoio estratégico para operações militares. O encontro faz parte da Política de Transformação do Exército Brasileiro, iniciativa criada para modernizar a estrutura da Força e ampliar sua capacidade de adaptação diante dos novos cenários geopolíticos e dos conflitos armados registrados em diferentes regiões do mundo.

O projeto de transformação é dividido em quatro eixos principais. O primeiro trata do desenho institucional, envolvendo organização, articulação e estruturação interna do Exército. O segundo eixo aborda as capacidades militares, com foco na governança das capacidades terrestres e na aceleração da incorporação de novas tecnologias ao sistema de defesa.

A terceira área envolve a doutrina militar, voltada ao aprimoramento dos processos de organização e planejamento operacional da Força. Já o quarto eixo é direcionado ao pessoal, buscando desenvolver entre os militares a compreensão sobre a importância da modernização para o sucesso das operações. Na justificativa oficial da política de transformação, o Exército afirma que existe uma “tendência consistente de aumento dos investimentos em defesa” em diferentes países, tornando necessário que o Brasil acompanhe esse movimento para evitar o aumento de vulnerabilidades estratégicas e preservar os objetivos nacionais de Defesa.

Jornal da Cidade Online

 

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