Quase três mil entidades erguem a voz em forte manifesto sobre o STF

Cerca de 3.000 entidades brasileiras uniram-se em um manifesto para cobrar esclarecimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os episódios recentes envolvendo integrantes da Corte. O documento defende transparência, imparcialidade e rapidez na análise dos acontecimentos, apontados pelas organizações como parte de uma “crise institucional de extrema gravidade”. As entidades signatárias pedem que o Plenário do STF examine os fatos com urgência e em uma sessão pública, “sem subterfúgios e sem corporativismo”. A manifestação reúne organizações empresariais, industriais, comerciais e do setor agropecuário de diferentes partes do país.

Entre as entidades que aderiram ao documento estão a CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil), a CNC (Confederação Nacional do Comércio), a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), a Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), a Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo) e a Fecomercio -SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Segundo a Fiesp, o manifesto conta com o apoio de entidades das 5 regiões brasileiras. Em conjunto, as organizações afirmam representar aproximadamente 90% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e mais de 40 milhões de empregos. O texto sustenta que a credibilidade do Supremo depende diretamente da forma como a Corte conduz situações que possam colocar sua atuação sob questionamento.

“A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social”, diz o manifesto.

As entidades defendem que os acontecimentos sejam esclarecidos de maneira pública e célere, com o objetivo de preservar a confiança da sociedade nas instituições e assegurar a estabilidade jurídica.

Jornal da Cidade Online

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *