“Agora a gente vai saber quem foi fazer suruba”, diz Lula sobre orgias patrocinadas por Vorcaro

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta, 16, que o escândalo do Banco Master foi uma “orgia pura” e que os brasileiros saberão “quem foi fazer suruba” em eventos organizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Lula, virão à tona algumas informações sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário. Na segunda, 14, a Polícia Federal (PF) entregou a cópia integral dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro ao gabinete do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Zanin, os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes também receberão os documentos.

 “Agora que o celular dele [Vorcaro] está na mão de outros ministros, está na mão do Zanin, do Gilmar, do companheiro Flávio Dino, agora a gente vai saber quem é que estava com mulher, quem foi fazer suruba”, disse Lula. “Tem gente famosa que era agenciador, que era o cafetão da turma. Tudo isso vai aparecer agora”, acrescentou.

Lula também afirmou que Flávio está “nervosinho” porque, segundo ele, “vão aparecer todas as falcatruas dele com o Vorcaro, os churrasco, as bebidas, as mulheres e os R$ 130 milhões que ele pegou com o Vorcaro para poder financiar o filme do pai”.

Lula e Moraes

Também nesta quarta, Lula afirmou que quem cometeu erro, em qualquer área, precisa ser julgado. Segundo o petista, isso vale também para o ministro Alexandre de Moraes, cujas relações com Daniel Vorcaro se tornaram públicas nas últimas semanas.

“Eu quero dizer para vocês em alto e bom som: todo mundo que cometeu erro, em qualquer área, tem que ser julgado. O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa, mas a pessoa cometeu um delito, a pessoa tem que pagar o preço. Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin, e vale para você, Cauê, e vale para você, Load. Então, essa é a minha tese”, pontuou Lula.

O petista Lula, contudo, elogiou a atuação de Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2022 e sua participação nos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

O Antagonista

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