
*José Olívio Cardoso Rosa
A roseira dá a flor, o Jardineiro vem e rega.
A abelha visita-a todas as manhãs
como manda a boa regra
para um trabalho completo
esquadrinhado à régua
de algo feito constante
e por demais edificante.
Os jardins floridos,
exalam um aroma floral
atraindo as abelhinhas
que nelas penetrarão
emitindo um ruído
todo em forma de canção.
Que flores especiais
de cachopas bem gigantes!
Sejam que espécie for,
todas exuberantes num trabalho especial
dessas obreiras constantes. (por demais edificantes)
Da florada fabricam o mel
num trabalho eficiente
Harmônico e bem ordenado
que mexe com o sentimento da gente
Por mais versáteis que sejamos
ao provarmos o saboroso mel
não poderíamos adivinhar:
o que seria o doce mel? Jamais vinda conclusão
que o mel é o vômito da abelha
concentrada em vigília
na produção dessa maravilha.
As flores ao passar do tempo
vão se abrindo todas acachopadinha
e quando abrem as pétalas
as obreiras vão degustar
o saboroso néctar floral
As flores são tão preciosas
pelo cheiro que as têm
por isso são visitadas, por vespas.
Abelhas, besouros, todos vão degustar
o néctar floral a ser retirado
com ação desses besouros
para fabricação do mel,
feito bem a contento
como se fosse um troféu.
As plantas hermafroditas não fecundam.
Não havendo produção, porém são
fecundadas com o pólen carregados,
nas patas das abelhas e vespas,
que fazem a transformação fazendo-as produtivas.
As obreiras podem identificar uma florada
até três quilômetros de distância
por possuir uma espécie de radar ou Gps de precisão,
além de sete mil olfato em cada antena.
Que maravilha e beleza de lição!
E esta perfeição animal em seu voo nupcial
se afasta da Colmeia, sujeitas a serem devoradas
pelos predadores e inimigos naturais.
E, após o acasalamento
o macho perde os sentidos e num constante zumbido
vai perdendo os momentos até o colapso total.
*José Olívio de Sá Cardoso Rosa é advogado, poeta e escritor