A Assembleia protegerá Fabio Macêdo como fez com o Cabo Campos e mais uma vez será desmoralizada?

A semana começa com as expectativas concentradas na Assembleia Legislativa do Estado, sobre o vergonhoso, ameaçador, irresponsável, recheado com ameaças de morte, praticados pelo deputado estadual Fábio Macêdo (PDT), integrante do grupo seleto do governador Flavio Dino, que inclusive é reincidente em práticas de violência e ostentação, sempre destacando que é rico e dinheiro tudo pode.

A mais nova façanha do deputado Fábio Macêdo foi praticada em um bar da zona leste da cidade Teresina. O parlamentar altamente tochado e com a violência que lhes é inerente, segundo as primeiras informações teria ido cobrar uma dívida do cantor Léo Cachorrão, o que teria dado ao inicio a todos os problemas. Há também a versão, que o deputado queria cantar e foi impedido pelo cantor. A verdade é qualquer uma delas, o deputado “fechou o pau” e acabou sobrando para muita gente e uma das grandes vítimas do deputado Fábio Macêdo foi a Policia Militar do Piaui. O deputado afirmou para soldados e um sargento da PM o seguinte: Sou deputado, sou rico, aí vai morrer gente. A gente mata gente. Vocês são polícias né? A gente mata gente.

Com toda a ostentação e identidade, o deputado foi conduzido para uma delegacia de polícia. A estas alturas, começaram a surgir solicitações de políticos de São Luís com pedidos de intervenções para minimizar o problema e até magistrados da capital piauiense foram acionados. A princípio as tentativas eram que o delegado lavrasse apenas um termo circunstanciado de ocorrência e liberasse o infrator, mas o delegado de plantão não concordou em razão das ameaças de morte feitas pelo deputado contra os policiais e decidiu autuar em flagrante o deputado Fábio Macêdo, com todos os agravantes e depois estipulou fiança, que depois de paga colocou o politico infrator em liberdade.

As desculpas ridículas do parlamentar

 O deputado Fábio Macêdo, naturalmente chegou a pensar que estava tratando com a Polícia Militar do Maranhão, que ao flagrá-lo em infração de trânsito e bastante tochado, foi conduzido para a sua residência pela própria PM, e as providências policiais necessárias foram simplesmente esquecidas. No dia seguinte a pratica delituosa e vergonhosa, o deputado procurou se justificar da pior maneira possível, tratando o caso como descontrole emocional e a mistura de álcool com medicamentos para depressão. Diante dessas justificativas, avaliemos o que se pode esperar de uma pessoa desse nível no parlamento do Maranhão?  Se ele não tem consciência plena de cuidar da própria saúde, terá capacidade para legislar? Será muita hipocrisia acreditar.

A Assembleia deve garantir a impunidade pelo corporativismo

Quem não se recorda do caso do ex-deputado Cabo Campos. Ele espancou covardemente a esposa, que ela precisou ser internada em uma casa de saúde por um bom período. A denúncia chegou ao parlamento estadual e foi engavetada na Comissão de Ética. Ele não foi reeleito e a maioria dos seus defensores também foram também derrotados nas urnas.

O mais vergonhoso dentro do contexto é que as deputadas que faziam apologia a defesa dos direitos e dignidade das mulheres e mais precisamente as da oposição foram coniventes na defesa do violento Cabo Campos, somando com o corporativismo.

O caso do deputado Fábio Macêdo não será diferente e garanto que ele pedirá uma licença para tratamento de saúde de 121 dias e não vai medir esforços para livrar do processo na justiça do Piauí, caso ele chegue lá, mas a verdade é que tudo passará até a próxima ocorrência. O mais interessante é o silêncio dentro da Assembleia Legislativa do Estado que será obsequioso em reconhecimento ao corporativismo.

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