A calçada é o seu lar e a solidariedade humana lhe dá o pão de cada dia. Esta doente e precisa de médico e hospital

      aldir

A senhora Janete Costa, infelizmente é mais uma dos milhares de mendigos, que fazem de logradouros públicos, calçadas de estabelecimentos comerciais e órgãos públicos, terrenos baldios e prédios abandonados como referências de moradia. Ela vive na calçada de um prédio comercial que está desativado na travessa do Mercado Central. Há vários dias venho a observando e hoje decidi conversar com ela para saber um pouco da sua história. A fisionomia é um retrato dolorido do sofrimento que carrega consigo. Ela diz que nasceu no bairro do Tibiri e desde pequena sempre trabalhoupara garantir o seu sustento. Apesar de manter uma certa resistência em falar dos problemas que levaram-na a viver em pleno abandono, diz que não tem filhos e perdeu contatos com os parentes. Para ter o pão de cada dia, registra que feirantes do Mercado Central e muita gente que passa pelo local são bemsolidários e ela costuma fazer a sua própria refeição e sempre divide com outras pessoas que vivem em situação idêntica a dela.

     Ela tem vários ferimentos pelo corpo, segundo me informaram, mas não quis entrar em detalhes, mas deixou bem claro que precisa de médico e hospital, uma vez que teria uma chaga em uma das pernas. Chegou a tentar atendimento médico, mas devido as dificuldadesresolveu não correr mais atrás e diz que a sua vida está nas mãos de Deus.

      Apesar dos 56 anos, o aspecto físico lhe remete para muito mais. Mesmo diante das dificuldades, dona Janete Costa se diz uma mulher feliz, por merecer a atenção de muita gente, que independente de lhe fazer qualquer doação a tratam como ser humano. O meu maior pedido, que faço constantemente, é que alguém me consiga médico e hospital para poder tratar da minha saúde para voltar a trabalhar.

      Como podemos observar, o fogão de dona Janete são algumas pedras e tem apenas uma panela em que podemos observar o alimento. A minha iniciativa de relatar a história é que alguém de alguma instituição pública ou privada de saúde movido pelo sentimento solidário e fraterno possa recuperar a saúde da senhora Janete Costa, que vive na calçada do prédio onde foi a Superintendência Estadual do Trabalho, na Travessa do Mercado Central.

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