Fato inédito: o apoio ao ministro Alexandre de Moraes entre seus parceiros do STF, no meio político e até na imprensa de aluguel da esquerda vai encolhendo, desaparecendo. O que obriga o cara a uma ação também inédita: a de correr atrás de apoio. Moraes pediu agora o apoio de Lula contra as ações norte americanas e pressiona seus parceiros do STF para apoiá-lo na insana ação contra o ex-presidente Bolsonaro, a quem persegue incansavelmente. Mas não está funcionando. No meio ‘pragmático’ ao qual pertence, amigos de infância e amor incondicional são esquecidos imediatamente assim que o rabo de um dos parceiros entra na mira de um canhão grosso e poderoso.
No caso, o canhão de Donald Trump.
Serão eles, provavelmente, que ameaçados em seus privilégios, acenderão o fogo debaixo da panela onde Moraes esperneia, num processo de fritura esperado. Ao mesmo tempo em que comete mais uma -talvez a mais grave- infração, ao decretar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, Moraes terá também que enfrentar as verdades expostas pelo ex-funcionário do governo norte americano, Mike Benz, verdades extremamente graves sobre a manipulação das eleições de 2022.
E outras dezenas de acusações referentes à violação de direitos humanos, perseguição, censura, ataques a cidadãos dos EUA e atos ilegais à revelia da Constituição brasileira. Moraes já perdeu o visto brasileiro – agora proibido de entrar nos EUA – e virou um pária do mercado financeiro mundial, sujeito à lei Magnitsky. Moraes foi longe demais. Seus atos foram grandes demais para seu tamanho, como está prestes a perceber.
E a reação está sendo, igualmente, enorme, gigantesca. E devida.
Artista plástico, publicitário e diretor de criação.